MCK afirma que excesso de repressão das autoridades expuseram as fragilidades do regime
Luanda - Após o contacto da delegação da União Europeia, Mc K, rapper activista, reuniu com o presidente da Comissão Europeia num hotel de Luanda. Ao SOL, revela alguns dos pontos em destaque.
Fonte: SOL
A Polícia cometeu cíclicos golpes à Constituição
Quais os temas abordados durante o encontro?
O tema central foi Liberdade de expressão e informação em Angola, onde cada convidado falou das conquistas e perdas na sua área de actuação, no domínio dos direitos humanos, educação cívica e democracia, liberdade de imprensa e outras. Esteve no encontro António Ventura da AJPD, José Patrocínio da Omunga, Suzana Mendes da FMJIG, Luísa Rogério pelo Sindicato dos Jornalistas e o Padre Kandanje, da Rádio Ecclesia. A minha abordagem girou em torno da nova dinâmica de actuação do movimento Hip Hop, na participação activa dos assuntos de interesse público. As censuras e outras restrições de liberdades no exercício artístico e intelectual, a contribuição artística na educação cívica.
Para si, quais os aspectos mais positivos dessa reunião?
Estimo como primeiro aspecto positivo, o reconhecimento do papel da sociedade civil na consolidação do Estado democrático de direito através da valorização de ideias diferentes que concorrem para o bem comum. Segundo, penso ser importante estabelecer parcerias estratégias com instituições e Estados que, além das relações políticas e económicas, manifestam, de igual modo, o interesse de ver desenvolvido o sector social do país. E, finalmente, reconhecer o facto de, apesar de actualmente não ser o maior parceiro económico de Angola, a União Europeia (UE) se manter como um forte dador de vários projectos de cariz social. Nesta visita assistimos à preocupação em torno da realização de um escrutínio credível através de um financiamento na ordem de 1,2 milhões de euros para projectos da sociedade civil que visam apoiar, promover e observar as próximas eleições.
De que forma a UE pensa que o hip hop pode contribuir para a dinamização da democracia no país?
A maturidade política e larga experiência diplomática de Durão Barroso leva-o a compreender que a música e as artes estão muito ligadas às liberdades individuais. Como conhecedor da história de Angola tem plena noção que a música sempre serviu de espelho da alma do povo, acompanhando todo processo de transformação histórico e social de cada contexto. De igual modo, tem noção da força vinculativa da oralidade como o maior instrumento de transmissão de conhecimento em África. A música é um elemento de afirmação cultural onde as pessoas manifestam o direito de expressão e facilmente operam mudanças na base social, pois ela quando é livre não traz cores partidárias e traduz o sentimento, desejos e aspirações de uma Nação.
Acha que ainda temos pouca liberdade de expressão? Porquê?
Devo reconhecer que com a paz e aprovação da Constituição, alcançámos conquistas significativas no domínio da liberdade de expressão. Tanto a democracia como a liberdade de expressão são conquistas de árduo esforço e que exigem de nós enormes sacrifícios. Claramente, assistimos à consagração alargada dos princípios e liberdades fundamentais, o surgimento de novos órgãos de comunicação, televisão, rádio, novos jornais e revistas de conteúdos diversos. Mas, infelizmente, temos assistido também a uma forte partidarização de muito destes meios, públicos e privados, a inexistência do contraditório nas suas abordagens. A atribuição da gestão a famílias privilegiadas, a excessiva censura, a falta de imparcialidade e monopólio de algumas figuras ligadas ao aparelho governativo condicionam a credibilidade e a liberdade de investigação jornalística que se exige.
O tema manifestações, que é um fenómeno actual, foi abordado? O que tem a dizer sobre o mesmo?
É um direito constitucionalmente consagrado e foi o acontecimento político de maior impacto no ano passado. Jovens rappers e estudantes universitários decidiram sair à rua e reivindicar os seus direitos. Na ordem do dia estavam temas como os 32 anos de poder do Presidente, a falta de qualidade da Educação e Saúde, a falta de emprego ou a liberdade de expressão. Destas reivindicações resultaram varias violações dos direitos humanos através da excessiva repressão das autoridades, que expuseram as fragilidades do regime no que tange à convivência pacífica com a diferença de opiniões. A Polícia Nacional cometeu cíclicos golpes à Constituição agindo em conluio com milícias de agressores. Os órgãos de comunicação públicos abordaram o assunto de forma parcial e fomentaram um clima de intolerância contra os manifestantes. E também vimos a ineficiência do nosso sistema judiciário.
Acha que o rap é um meio de pressão política hoje em dia? Porquê?
Penso que sim, as inúmeras proibições, censuras e perseguição política de que alguns rappers são alvo demonstram, claramente, o nível de influência no seio juvenil que o movimento ostenta. Através do exercício artístico, os rappers estimulam debates e convidam a sociedade angolana a reflectir sobre os mais variados assuntos da vida política, económica e social do país. O rap tornou-se numa nova ferramenta de pressão política e passou a ser a voz das comunidades excluídas.
De que forma vê o papel da Europa na mudança política do nosso país?
Existem regras no âmbito das relações entre os Estados que proíbem a ingerência nos assuntos interno de cada país. Não é responsabilidade da Europa operar transformações políticas no nosso país, somos um Estado soberano e independente. Os angolanos devem ser donos e senhores do seu próprio destino, deve existir um elevado sentido patriótico dos angolanos que aceita e acolhe ideias diferentes que concorram para o bem comum. A consolidação da paz e construção do Estado democrático deve ser um exercício permanente de todos. A UE, com o seu desenvolvimento e larga experiência democrática, pode ajudar-nos através da cooperação bilateral baseada no respeito, ética e irmandade, estabelecendo relações económicas equilibradas de vantagens recíprocas. Pode assumir responsabilidades sociais com ajuda aos mais pobres, no apoio à estabilidade e ao desenvolvimento, potenciar o crescimento do nosso sector industrial. Tem ferramentas de controlo e gestão transparente dos recursos e pode ajudar Angola a realizar um escrutínio livre e credível, digno de um processo democrático que orgulhe o mundo.
Quais as ilações que Durão Barroso pode ter tirado desta reunião?
A UE estabelece relações com os Estados e não apenas com o poder político. O elemento mais importante de cada Estado são as pessoas, a democracia europeia é baseada numa economia social de mercado, valoriza as pessoas e não existe nada melhor do que a interacção directa com elas e verificar, de facto, como elas vivem. Neste encontro, Durão Barroso tomou contacto com o trabalho desenvolvido no seio da sociedade e teve acesso a informações não oficiais da realidade política e social.
Ficou alguma coisa acordada durante a reunião?
A UE assinou vários diplomas com organizações da sociedade civil.
Há quanto tempo é o representante da sociedade civil em Angola?
O contexto político e as circunstâncias decorrentes do surgimento do meu primeiro CD transformaram-me num activista cívico. As ameaças de morte e perseguições políticas levaram-me a ter maior intervenção pública, com denúncias das privações de liberdade e violações de outros direitos. Mas, sou apenas um angolano que ama a sua terra e manifesta forte preocupação com o futuro do seu país através da arte que faz.
Já antes tinha reunido com a Chanceler Alemã durante a sua visita a Luanda. De que forma estes encontros ajudam a trazer aspectos positivos à nossa sociedade?
Foi um encontro com a mesma natureza de conteúdo e abordagem, a Alemanha pertence à UE e obedece a determinadas regras e padrões éticos de respeito e valorização dos direitos universais.
Pretende enveredar pelo mundo da política?
A política é uma mera consequência da vida em sociedade. O documento que rege a vida da Nação manifesta abertura para uma participação activa na vida pública. O artigo 52.º diz o seguinte: «Todo cidadão tem o direito de participar na vida política e na direcção dos assuntos públicos, directamente ou por intermédio de representantes livremente eleitos, e de ser informado sobre os actos do Estado e a gestão dos assuntos públicos nos termos da Constituição e da lei».
Até onde deseja chegar?
Como cidadão penso que a política partidária não é o único meio de contribuição para construção de uma Nação forte. Defendo a necessidade de uma actuação responsável dos diferentes actores sociais para, juntos, construirmos uma Angola melhor e diferente. Cada um na sua área de saber.
Se pudesse, que regras ou leis criaria ou alteraria no país? O que acha que é preciso mudar?
O país tem legislação suficiente para doar aos vizinhos. Precisamos apenas de ter maior vontade política, gestão transparente dos recursos, tolerância política, justiça social e amor à pátria.
Fora do rap quem é o Mc k?
Activista cívico, agente cultural, trabalhador e estudante.
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Queres guerra, vais tê-la...
Pera só...
O A g i t a d o r VERDADEIRO vai passar à "clandestinidad e" e tratar da "saúde" internetiana a uns certos selvagens boçais e atrasados que julgam que fazem um Zimbabwé aonde querem...
TÁ TUDO AVISADO, caminho aberto para esse PULHA de KWACHA frustado que vai baikar de velho sem ver os seus intentos racistas terem sucesso em Angola, usar praí o nick à vontade, quem não lhe larga mais os tornozelos a ele e aos seus kambas da frustação ngungueira de Londres sou eu...
P.S.- E deixem de se querer INFILTRAR na CASA-CE, fiquem lá no vosso "Titanic" e acompanhem os vosso Timoneiros Belicistas para o fundo, já que se armam em tão VALENTES... kkkkkkkkkkkkk
MCK, não vai as manifestações, esconde-se dentro do seu carro, não está disposto a lutar pelo idela que diz defender, tira apenas protagonismo dos actos dos verdadeiros Revolucinários como Luaty!
McK temm uma vida voltada para o consumo e ostentação, diz ser íntegro mas realiza espectáculo e come com a LS, ja faz menção do VA nas suas músicas ( para bajular e agradar a sua namoradinha rica e empresária do MPLA), Vc não engana Ninguém Kapa.
Exageras qdo falas em perseguição, todos sabem que este regime é hóstil, mas enfatizas mto isso eskecendo que publicitas os teus discos e eventos principalmente pela TPA2, achas que se quizessem não te censuravam a partir daí?
McK, seja mais Humano qdo fores abrir a boca, dedica-te mais a causas sociais e pára de enganar e manipular as pessoas, Vc não tem nobreza moral nem espiritual...
Vc só não rouba pq nunca te deram oportunidade.
Pq o dinheiro que a tua namorada usa para sustentar o vosso estilo de vida elitista, é dinheiro sagrado do POVO ANGOLANO!
Faça mais e fale menos seu HIPÓCRITA.