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Angolanos estudam em Portugal mas têm os olhos postos no seu país

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Luanda - Mais de 200 jovens angolanos procuraram Portugal para estudar e fizeram do Barreiro a sua nova casa, num percurso que tem como destino o regresso ao seu país de origem, para ajudarem na recuperação de Angola.


Fonte: Lusa / SOL


A Câmara do Barreiro e a Universidade de Belas, em Luanda, assinaram um protocolo de cooperação, que envolveu a empresa Baía do Tejo e associação Coração Tropical, no qual ficou definido que cerca de 300 estudantes iriam residir no Bairro de Santa Bárbara, no Barreiro, enquanto estudam em Portugal.


A empresa Baía do Tejo suporta os encargos com as obras nas vivendas e edifícios que estavam desocupadas do bairro, enquanto a universidade tem a seu cargo a estadia dos alunos.


"Temos cá 240 estudantes, 12 dos quais para o curso de mestrado. Os estudantes de licenciatura estão a fazer o preparatório para se adaptarem e não terem tantas dificuldades quando chegarem às universidades portuguesas", disse à Lusa Alberto Panzo, coordenador da área social da associação Coração Tropical.


O responsável explicou que os jovens vão estudar no politécnico de Setúbal e em várias universidades de Lisboa, de acordo com os cursos pretendidos.


Para estes jovens estudantes, o objetivo central é prepararem-se para intervirem em Angola.


"Angola viveu tempos passados que devem ficar no passado, mas agora é uma realidade diferente. Precisamos de crescer e isso só se faz com pessoas com qualificações. Viemos cá preparar técnicos capazes para ajudar no futuro de Angola", defendeu.


Fabiana Will, estudante de 21 anos, está no Barreiro há pouco mais de um mês e quer estudar psicologia criminal. As maiores dificuldades que está a sentir relacionam-se com as diferenças do clima e as saudades.

"Os primeiros dias foram difíceis, pois os climas são diferentes, tivemos gripes e dores de cabeça, mas já estamos a habituar-nos. É difícil ficar longe da família, mas como sei os objetivos, tenho que esquecer isso e ir em frente", disse à Lusa.

A estudante acrescentou que o seu desejo é regressar a Angola.

"Desejo formar-me e sei das dificuldades que o meu país está a passar, pois precisa de quadros de qualidade. Posso dar muito ao meu país e tenho que voltar mesmo", enfatizou.

Aos 19 anos, Acácio Domingos quer formar-se em manutenção aeronáutica e também espera ajudar na requalificação de Angola.

"Encontrei um povo que me recebeu bem e tirando o clima não houve problema. Quero formar-me e ajudar o meu país a desenvolver-se.

Este projeto cresceu desde setembro de 2011, ocasião em que a vereadora da Câmara do Barreiro Regina Janeiro recebeu um primeiro contacto.


"No início falávamos de 100 alunos e nesta altura já estão em Portugal mais de 200. As vantagens são as relações entre Portugal e Angola, bem como a recuperação deste bairro operário onde quase todos os jovens vivem, que tinha muitas casas vazias e pouca ocupação. Já existem casas recuperadas e é possível ver os estudantes nas ruas do Barreiro", disse à Lusa.


Regina Janeiro afirmou que o edifício do antigo politécnico, também no bairro, vai ser usado pelos jovens para as suas aulas de preparação para o ensino superior em Portugal, existindo também vantagens ao nível económico.


"São alunos com posses, que vivem numa cidade com dinâmica comercial e esperamos que ajudem nesta dinâmica", disse.


Sobre a integração com os restantes moradores do bairro, a autarca refere que está a correr bem: "Tem sido interessante a ligação com as pessoas do bairro. São pessoas que viviam cá há muitos anos e até se sentiam sozinhas".


Gertrudes da Conceição vive no Bairro de Santa Bárbara há 42 anos e está feliz com a chegada dos novos inquilinos.


"Era tudo velhada que aqui morava e precisava-se de alegria. Com esta malta temos o bairro mais alegre. Não temos razão de queixa pois são muitos educados, pedem informações sobre o bairro, conversamos, damos concelhos e são muito meiguinhos. Vieram dar alegria ao bairro", concluiu.







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+1 lucas 08-06-2012 06:39 #1
alaegria ao bairro para aprender vaidade e nao aprender nada
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-2 AKA 08-06-2012 06:50 #2
NÃO TENHO COMENTARIO
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0 SANTOS 08-06-2012 13:51 #3
VEM MESMO PRECISAMOS DE MAIS ZUNGUEIRAS
NAS RUAS NOS BAIRROS
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+1 londrino 08-06-2012 15:43 #4
voltem a vontade que os vossos patroes portugueses e brasileiros estao a vossa espera para se tornar escravos deles nas empresas em Angola
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