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Mais um preso entre o movimento dos militares

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Luanda – A Polícia Militar deteve na manhã de 25 de Junho, o membro da Comissão de Reclamação de Sargentos e Soldados não-Demosbilizados das antigas FAPLA (Forças Armadas Populares de Libertação de Angola), José Fernandes de Barros, de 48 anos. Segundo o detido, a quem o Maka Angola teve acesso, os membros da sua comissão foram chamados à Unidade da Polícia Militar no Grafanil, em Viana, para procederem ao levantamento de um subsídio único, para cada um, de 55,000 kwanzas (US $550).

Fonte: Maka Angola

“Obrigaram-me a acusar o general Silva Mateus”

"Nós temos as guias para recebermos os 55,000 kwanzas. Quando entreguei a minha, disseram-me que eu já tinha sido contemplado. Um dos oficiais retirou-se para analisar o meu caso mas, afinal, era tudo uma fachada”, contou José Fernandes de Barros. “O oficial disse-me: ‘Estávamos à sua procura há já algum tempo, porque foi você quem organizou a manifestação.’ E levaram-me logo para o interrogatório”, acrescentou o detido.


José Fernandes de Barros explicou que, durante o interrogatório, os oficiais acusaram-no também de estar envolvido com o general Silva Mateus, presidente da Fundação 27 de Maio e da União das Tendências do MPLA. A fundação, apesar de incipiente, tem defendido a discussão sobre os massacres de 27 de Maio de 1977, realizados pela facção do então presidente Agostinho Neto contra dissidentes e inocentes, com um saldo de mais de 30,000 mortos, segundo estatísticas conservadoras. Por sua vez, a União das Tendências do MPLA, é um grupo de pressão informal, que visa a reintegração de antigos dissidentes, como Silva Mateus, nessa estrutura partidária.


“Eu informei que não tenho nada ver com o general Silva Mateus e assumo que sou um dos principais membros da Comissão de Reclamação de Sargentos e Soldados”, afirmou o soldado. A 17 de Setembro de 2011, José Fernandes de Barros assinou o manifesto endereçado ao chefe do Estado-Maior General das Forças Armadas Angolanas, general Geraldo Sachipengo Nunda, em nome do colectivo dos ex-FAPLA não desmobilizados.


Outro membro da comissão, actualmente em liberdade, Henriques Fula, de 51 anos, explicou como surgiu a comissão: “Em 1991, no âmbito dos Acordos de Paz de Bicesse, o governo tinha de nos acantonar, para sermos desmobilizados, mas não o fez”.


Com o retorno à guerra, em Outubro de 1992, de acordo com o interlocutor, “o Ministério da Defesa ordenou a nossa recolha. Erámos e continuamos a ser mais de 4,000 homens. Fomos entregues à antiga escola de oficiais Comandante Gika”.


Henriques Fula explicou como têm estado a fazer formaturas semanais, desde então, por obrigação do Ministério da Defesa, como rotina e sem qualquer função. Depois do Comandante Gika, onde formavam às terças e quintas, os soldados, em situação de limbo, foram transferidos para a Unidade da Guarnição Militar e, posteriormente, para o Regimento de Transmissões, onde fazem a formatura todas as quintas-feira.


“Esperávamos que o Ministério decidisse sobre o nosso caso. Se voltaríamos ao activo, se nos desmobilizavam ou pagavam os nossos subsídios. Há praticamente 20 anos que estamos nessa situação indefenida”, disse Fula. O soldado referiu-se também à integração dos oficiais, do grupo, na Caixa de Segurança Social das FAA e o abandono dos sargentos e soldados. “Por isso, formámos esta comissão”, enfatizou.


As reivindicações dos soldados são sustentadas, em parte, no Decreto Lei nº 16/94 sobre o Sistema de Segurança Social, do Conselho de Ministros. O decreto estabelece, como beneficiários do sistema de Segurança Social das Forças Armadas:
• “Os militares do quadro permanente” (Art. 2º, 1, a);
• “Os cidadãos que dentro do território nacional estiverem integrados em organizações militares e que, por força dos Acordos de Paz para Angola, sejam registados nos órgãos de pessoal das Forças Armadas Angolanas” (Idem, b);
• E os familiares dos militares (Ibid., c).


Para além do recurso à legislação em vigor, para fundamentar o seu manifesto enviado ao Estado-Maior, os descontentes expuseram também, no informe sobre a manifestação, três ofícios exarados pela Procuradoria-Geral da República (nº 599/2005) e do chefe do Estado-Maior General das FAA (nº 0504/2005 e 024/2006) para o pagamento de 10 anos de subsídios devidos aos reclamantes.


Na carta endereçada ao Estado-Maior, os peticionistas interrogavam-se: “A revolução afinal só beneficia os espertos? Então estão de parabéns! Ai para os indígenas analfabetos, os que ficaram arruínados; quais perderam os seus pais, maridos ficaram mutilados, até os que juntos combatemos, estando no poder e no activo nos chantageiam e manipulam, os seus antigos companheiros de trincheira!”


O manifesto apelava à generosidade dos dirigentes, para que prestassem atenção ao sofrimentos dos soldados ora dependentes “da mulher zungueira”, para se alimentarem, “numa Angola tão rica” em que “até as tropas e polícias dos países vizinhos são ajudados pelo governo de Angola e, nós sempre esperamos por promessas de dívida, será que nós lutamos ao lado errado?”


Para além de José Fernandes de Barros, subscreveram também a petição os sargentos Vicente Ferreira, João Bondo e Castro Candeeiro, assim como os soldados Benjamin Francisco, Mateus Muquito e Henriques Fula. Os mesmos assinaram também a carta enviada ao Governo Provincial de Luanda, a 1 de Fevereiro de 2012, em que informavam a sua intenção de realizar uma marcha de protesto. O major Henriques Teixeira, juntou-se também aos homens, bem como os soldados Manuel João e Vicente Ferreira.


No informe sobre a marcha, o colectivo de sargentos e ex-soldados das Ex-FAPLA, a Comissão de Reclamação, em conjunto com outros grupos de desmobilizados, é co-responsável pelas manifestações que ocorreram a 7 e 20 de Junho do corrente, para reclamação de subsídios e pensões devidas pelo exército, em muitos casos, com 20 anos de acumulação.


José Fernandes de Barros ingressou no exército em 1983 e serviu, na sua última comissão, no Batalhão de Assalto e Desembarque da 4ª Região Militar, comandado sucessivamente pelos generais Armando da Cruz Neto e Eusébio Teixeira, actualmente governadores de Benguela e do Kuando-Kubango. O soldado terminou a sua participação directa na guerra após ter sido ferido na batalha do Munhango, Bié, em 1987, contra as então forças rebeldes da UNITA, as Forças Armadas de Libertação de Angola (FALA).


Após interrogatório, a Polícia Militar processou o pagamento de um subsídio único de 55,000 kwanzas, para José Fernandes de Barros, deu-lhe o dinheiro e submeteu-o a outro interrogatório. “Obrigaram-me a acusar publicamente o general Silva Mateus, como o mentor dos protestos. Exigiram também que eu assumisse a manifestação de 20 de Junho, no Regimento das Transmissões, onde estavam quase 5000 homens”, revelou o detido.


“Eu expliquei que nada tenho a ver com o tal general e sou, sim, e assumo ser membro da Comissão de Reclamação de Sargentos e Soldados não-Desmobilizados das ex-FAPLA”, disse. “Aí, meteram-me na cadeia, com o meu dinheiro”, sublinhou o soldado. José Fernandes de Barros junta-se assim ao grupo de 51 veteranos de guerra detidos após as manifestações deste mês em Luanda.







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0 DOM JIKA 27-06-2012 18:21 #25
Hoje prendem um, amanha prendem outro,mais pelo menos paguem o que os senhores tem direito.Mais o que que fizeram com o dinheiro destes homens?Até quando vamos ter que viver assim,as coisas mudaram vocês tem que aceitar,o problema é depois os ajustes de conta,que não vos conhece mais que verdade seje dita :isto é pra todos aqueles que direita ou indireitamente esta envolvido neste sistema,"FAÇAM TUDO O QUE PUDEREM,PODEM CONTINUAR A ROUBAR O POVO,A TERRA ,A NAÇÃO,MAIS DIGOVOS UMA COISA A DEUS VOÇÊS NÃO VÃO TIRAR NADA,seus hipocritas manipuladores de um povo que sempre teve tudo para sonhar,mais por vossa causa chora nos cantos como se focem repratiados mesmo estando no seu solo patrio,"O CÉU NOS ESPERA RICOS OU POBRES".
0 escola comercial 27-06-2012 18:14 #24
não posso a creditar nos que toman leite por ser branco, no fundo é sangue leite de sangue fas muito mal alma parem com isso se ~têms um pouco porcura forma para partilhar com o proximo, poque esta mesmo carente, deia um pouco de pão para saciar a fome, deia um pouco de leite para tirar o pão da gragada, so assim ceremos unido para sempre, eu fui fapla, a vida era sempre andar com pafleto de savimbi, diabolizar a unita, e hoje como estou, estou muito mal na vida, para dizer tanto do lando como outro, era a mesma coisa, mas com edeias diferente irmão não vamos mas tirar pedra do lando a outro. aja paz de espirito, nado de perder esperança, assim seja........
+1 anonimo 27-06-2012 18:02 #23
O JOSE EDUARDO DOS SANTOS ESTA A ENLOUQUECER NA PSIQUIATRIA EM MADRID , FONTES FEDEDIGNAS CONFIRMAM QUE ELE ESTA A PEIDAR MUITO , E ESTA COM TEDIO E TREMORES
0 Patriota 27-06-2012 16:43 #22
O27 de Maio de 1977 jamais se repetira em Angola o quadro e outro e a nova geração já conhece a lição e esta aperceber-se por favor em nome da estabilidade instituiciional e do povo sofridos não optem por este caminho porque o inverso certamente acontecera!?vam os ser racionais cabemos todos e se o estrangeiro sente-se bem o porque pensarem mais em matança os que pensam. Assim nunca foram atingidos e não vos aconselho experimentar !...peiem os livros de jose Fragoso,michel( angolanos)Vasco ncelos e casal cabrito(portugu eses)saoarripia ntes !? Vamos pela via pacifica eu sou general peneticiado porque a única guerra que fiz com orgulho foi a de contra o colonialismo mais nada todo o resto foi uma autentica estupidez quando Agostinho neto previu a derrota eleitoral em Outubro de 1975 preferiu expulsar a fala e a unta e proclamar a independência unilateralmente .povo angolano estes homens só governam na guerra pois tudo era guerra volvido cerca de 12 anos de paz de armas não consegue dar agua saúde habitação condigna uma educação de qualidade!?a melhor via de combater os corruptos os arrogantes e os que não param de roubar o dinheiro de todos nos!....optaram pelo voto duplo que significa o seu voto vota duas instancias o presidente o número 1da lista e o partido para o deputado és a razão que o astuto jes alterou a constituição!cu idado abrem o olho.........je se igual ao mala ok? General ndilangue
0 Alfredo Justo 27-06-2012 16:33 #21
Não criem mais problemas,vinga nças.É difícil admnistrar um país quando não se pensa no povo.
É preciso que não se dê motivos para haver manifs.Por isso é que há os orgãos de informação e segurança do
Estado.Os problema s destes homens e da barafunda em que se encontra a caixa de segurança social com muitos infiltrados que nada fizeram neste país já deveria ser resolvido há muito tempo.O executivo deve trabalhar sempre sem ser necessário pressões deste tipo que redunda em violência e mais violência.
-1 anonimo 27-06-2012 14:05 #20
EU NAO COMPACTOU COM A OU B .
MAS DIGO TE Q O RACISMO EXISTE EM TODA A PARTE , , NA AMERICA TEM RACISMO E E LA ONDE O RACISMO SE FEZ E SE FAZ SENTIR , REVIVE OS ANOS 1920 ATE 1906 , NA AMERICA VERAS Q ATE EXISITIA LEIS Q PROIBISSEM A COABITACAO DE NEGROS E BRANCOS . NA RUSIA TAMBEM EXISTE RACISMO , VAIS LA PASEAR E VERAS COMO SERAS APEDREJADO SE ES MULATO OU NEGRO PARA ELES ES NEGRO . NA ALEMANHA , HOLANDA , FRANCA , OU DIGO EUROPA EXISTE HIPOCRESIA DE LEIS DE HUMAM RIGHT, ETC VISITES A CHINA E VERAS , SE FORES INFELIZ OS CANIBAIS CHINESE IRAO TE COMER NO CALDEIRAO , NOS PAISES ARABES VERAS BILHAS . E A PROPOSITO QUEM INVENTOU O APARTHEID? NAO FORAM OS BRANCOS , OS PORTUGUESES TAMBEM INSTITUCIONALIZ ARAM O APARTHEID NO BRASIL E AGORA EM ANGOLA SE EXISTE RACISMO NAO E A UNITA MAIS SIM E O REFLEXO Q O ANGOLANO PROPORCIONA A QUEM INVENTOU E TEME COM O RACISMO . DIR-LHE-EI Q OS ANGOLANOS SABEM QUEM E RACISTA E ESTES SERAO COMBATIDOS , NAO E A UNITA . QUEM TROUXE O RACISMO EM ANGOLA FORAM OS PORTUGUESES E OS MOVIMENTOS DE LIBERTACAO , ISTO SIM E VERDADE .
0 londrino 27-06-2012 12:20 #19
o JES parece que para ele fica mais faciel entregar USD 10 milhoes de dolares aos generais do que os pobres ex-militares que tanto fizerao para defender a patria, basta ser mesmo ditador para nao ter pena das pessoas.
+1 observadora atenta 27-06-2012 12:14 #18
PORQUE E PROIBIDO RECLAMAR?
VOCES NAO APARECEM COM AS VOSSAS INQUIETACOES QUANDO VOS TOCAM NAS FERIDAS ALIAS SARNAS DE MA GOVERNACAO. E LAMANTAVEL ATE PRENDEM AS PESSOAS PARA OBRIGAR CERTAS COISAS QUE LHES CONVEM VOCES, SO ESTAO ACRIAR INIMIGOS DE VERDADE. VOCES MPLA-GOVERNO NAO OUVE DEIXA.
0 pela oposicao 27-06-2012 11:24 #17
antigamente queriam todos na tropa enquanto seus filhos andavam a diambular pela europas americas e por ai fora ,pobre daqueles que querendo ou nao tiveram que cumprir servico militar por vezes mais de 20 anos ,muitos nao tendo a possiblidade de fazerem qualquer tipo de formacao que possa ajudalos a garanti-los o pao fora do exercito,pois agora que esta tudo bem ninguem os pprecisa sao vistos como arruaceiros intruzos,reacio narios ate mesmo nem um pouco de compaixao para com os mutilados de guerra se ve , enquanto os generias usados pelo presidente como muro de" protecao" vivem a lagarde so mesmo em africa aonde as pessoas nao se embatem pelos seus direitos.

na minha opiniao votar para o MPLA seria votar para mais desgracas como conflitos ,miseria,interp elacao de boa convivencia social economica e ate mesmo cultural por isso mangole pensa bem antes de o fazer
procura nao pioar as coisas vota na oposicao

nao se deixar ser enganado por uma construcao ali ou acola ou o dinheiro e do erario publico nao e do MPLA .
0 Bofia 27-06-2012 10:56 #16
é melhor pagarem esses tropas, se não eles vão fazer ainda mais confuzão. 550 dolares não é nada, o bom é pagarem 55 000 dolares a cada. Assim cada um pode comprar um terreno, um jeep ou mesmo uma casa no Zango. Ainda dá pra Abrir uma cantina, dá pra abrir um salão de beleza ou um restaurante com fino Cuca.
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