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“Presidente da República se meteu debaixo das saias do MPLA”, afirmou almirante Miau

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Luanda - A legitimidade de José Eduardo dos Santos como Presidente de Angola foi nesta quarta-feira, 27, questionada, em Luanda, por um oficial superior, agora na reforma e candidato à vice-presidência da República pela CASA-CE. O almirante André Gaspar Mendes de Carvalho disse que o Chefe de Estado angolano condensa as razões por que deixou as Forças Armadas Angolanas, que serviu durante 40 anos, e agora abraça a intervenção cívica e política.


Fonte: Lusa

"Défice democrático, falta de credibilidade e corrupção", enumerou Mendes de Carvalho, que apresentou em conferência de imprensa as razões que o levaram a aderir ao projeto político da Convergência Ampla de Salvação de Angola - Coligação Eleitoral (CASA-CE), liderado por Abel Chivukuvuku.


Filho de Mendes de Carvalho, nacionalista histórico angolano, fundador do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA), e conhecido também como o escritor Uanhenga Xitu, o almirante André Gaspar Mendes de Carvalho questionou, designadamente, a proveniência dos dinheiros que Isabel dos Santos, primogénita de José Eduardo dos Santos, utiliza para comprar posições de destaque em empresas portuguesas.


Reclamando a independência que alega faltar a outros, André Gaspar Mendes de Carvalho realçou que o partido no poder, o MPLA, não é o seu dono. "O MPLA não manda em mim. Deixei de ser do MPLA há 20 anos, com a despartidarização das Forças Armadas Angolanas, em 1992", frisou.


Depois de historiar o seu percurso ao serviço do Estado angolano, recordando que frequentou a Academia Naval em Cuba e serviu, como diplomata, no Zimbabué e em Moçambique, o almirante denunciou alegados convites para não se juntar à coligação de Abel Chivukuvuku.
"Ofereceram-me a embaixada na Nigéria e, como recusei, deram-me a escolher uma pasta ministerial", denunciou.


"O país caminha para o abismo e isso não se esconde com o cimento nem com o asfalto", disse ainda, referindo-se às políticas governamentais de ordem social e económica, considerando que apesar de Angola estar a crescer economicamente e das obras públicas, falta-lhe desenvolvimento. "O país está a crescer. O PIB cresce. Mas para que bolsos vai esse PIB?", sustentou, reclamando que muitos angolanos não conseguem actualmente alimentar-se como deve ser nem têm um teto para se abrigarem.


Sobre a corrupção que alega estar a desenvolver-se, André Mendes de Carvalho considerou que nem no antigo Zaire, actual República Democrática do Congo, ou na Nigéria "se atingiram os níveis de Angola".


Mas o alvo principal de Mendes Carvalho na conferência de imprensa foi José Eduardo dos Santos, a quem acusou de "se meter debaixo das saias do MPLA" para continuar Presidente da República "sem nunca ter sido eleito".


"Qual é a legitimidade de um Presidente que nunca foi eleito", questionou, afirmando "não ser aceitável" que José Eduardo dos Santos tenha patrocinado uma nova Constituição que lhe confere plenos poderes. "Isto não é aceitável. Não somos joguetes para sermos desrespeitados desta maneira", acrescentou.


Na parte final da conferência de imprensa, que se prolongou mais de 50 minutos, antes das perguntas dos jornalistas, André Mendes de Carvalho resumiu por que razão pediu a passagem à reforma para se dedicar à política. "Não era possível ver os nossos jovens a manifestarem-se nas ruas, com cabeças e braços partidos, a defenderem a minha dignidade e eu ficar de braços cruzados", acentuou. "Tenho o direito à resistência e o objectivo para estas eleições é, em primeiro lugar, ganhá-las e depois conseguir um parlamento mais equilibrado, porque estamos perante questões de intolerância política", observou.


Por outro lado, evocou razões pessoais para esta decisão, afirmando que não mudou de ideal, pois hoje defende o que gizara desde a sua juventude. “Os valores e princípios pelos quais me guio continuam a ser os mesmos, assim como os meus objectivos”, afirmou.


Declarou que a sua luta visa atingir os objectivos para os quais os angolanos se bateram contra o colonialismo português, figurado no trinómio: povo, revolução e democracia. Expressou disponibilidade para dar o seu contributo no futuro Parlamento, por via da CASA-CE, na base do pacto político estabelecido.







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0 Antonio junior 08-07-2012 14:38 #46
Se se fizer um estudo da evoluçao das instituições o que se constacta é que há queixqs por todo o lado.Os Ministros, PCAS de empresas, etc todos quando ascendem as pastas a primeira preocupação destes é exonerar os directores das áreas dos dinheiros e colocar nestes cargos pessoas dos seus esquemas, para roubarem. a preocpaçao destes não é desenvolver o sector, a preocupação é lapidar o erário público, sob as mais variadas formas. Uns fazem-se de pobres engendram a engenharia de solicitar créditos, só fachada, para no caso de serem denunciados usarem este argumento como pretesto, ou seja dizendo que nunca roubaram, tanto assimé que solicitarm emprestimo bancário.Isto é pura realidade, outros simulam consultorias inexistentes,as que não carecem de provas materiais e roubam o erário público a grande e a francesa.Outros encontram o Ministerio organizado e desorganizam, colocam mesmo o sector de rastos só para roubarem( caso Xirimbimbi) nas pescas e no Namibe. E o mais caricato é que nada os acontece, ou mudam de pasta ministerial, ou vão para governadores, ou para embaixadores e ainda soubem a de[***]dos. Isto í gozar com o povo,
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0 Antonio junior 08-07-2012 14:48 #47
Nós povo angolanos merecemos mais respeito. somos nós que os colocamos ali, portanto estes devem comportar-se como defensores dos interesses dos cidadaos. Os dirigentes são também funcionários públicos que estão colocaos no topo das instituições para gerirem o patrimónios públicos de forma eficiente e eficaz e não para considerarem-se donos dos ministérios e atropelarem tudo e todos. Uns ministros comportam-se como delinquentes. No Ministerio dos antigos combatentes, este dá-se ao luxo de exonerar directores, mandar cortar salários, colocar altos responsaveis em casa, só por lhe passou na cabeça que a pessoa lhe pode tirar o se lugar. Este ministro quaze não poe os pés no Ministério, está a cuidar das suas fazendas e não está preocupado em resolver os problemas dos antigos combatentes. O dinheiro do ministerio é para as despesas com as suas fazendas e não implementa programa nenhum, e a consequencia está a vista, descntentamento e revolta dos antigos combatents. Mas a tantos ano no poder será que não é chega a hora destes miniostros passarem a reforma e se colocar nestes importantes ministerios pessoas que saibam gerir, traçar politicas e programas concretos e levar os sectores e o pais p o desenvolvimento ? queremos mudanças urgentes
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