Organizações angolanas dirão se processo eleitoral "decorre de forma justa e transparente"
Luanda - A diretora do Instituto Democrático para Assuntos Internacionais em Luanda, Isabel Emerson, avalia a ausência de observadores europeus e norte-americanos nas eleições de 31 de agosto em Angola.
Fonte: DW
A ausência prevista de observadores europeus e norte-americanos nas próximas eleições angolanas tem sido criticada por alguns partidos da oposição e por representantes da sociedade civil em Angola.
A DW África falou a esse respeito com Isabel Emerson (IE), diretora do Instituto Democrático para Assuntos Internacionais, ou NDI, em Luanda.
O NDI é uma organização norte-americana, não partidária e sem fins lucrativos, cujo objetivo é, segundo os próprios estatutos, "apoiar e fortalecer as instituições democráticas, promover a democracia e a participação da sociedade civil, assim como contribuir para a abertura e a boa governação", através - entre outras medidas - da observação dos processos eleitorais nos países em que está presente.
DW África: Como avalia o facto de não estar previsto o envio de observadores europeus e norte-americanos para as eleições gerais de 31 de agosto?
IE: Da parte do governo norte-americano, houve a intenção de apoiar este processo. A um momento falou-se, eventualmente, na vinda de uma delegação internacional para fazer uma pré-avaliação. No entanto, houve aquela questão com a presidência da própria Comissão Nacional Eleitoral [afastamento de Suzana Inglês da chefia da comissão]. E com aquela mudança a nível da presidência, o processo ficou muito atrasado. Portanto, não foi possível fazê-lo.
No que diz respeito à União Europeia e a outros, estamos num ano repleto de eleições em África e com a crise financeira não é possível estar em todos os países.
DW África: Em 2008, houve muitos observadores ocidentais, inclusive da União Europeia, que estiveram presentes em Angola. Como avalia o trabalho desses observadores internacionais?
IE: Os observadores desempenham um papel importante, pois criam confiança no processo, particularmente num país que tinha a história de Angola.
Acho que o relatório da União Europeia apontou para uma série de áreas que foram positivas e outras a serem tidas em conta, pois cada processo eleitoral traz as suas lições. Também acho que foi muito importante o facto de, pela primeira vez, haver uma observação a nível nacional feita por angolanos.
DW África: Acha que estão reunidas todas as condições para que estas eleições em Angola decorram de forma transparente e justa?
IE: Eu penso que caberá às organizações angolanas determinar se o processo está a decorrer de uma forma justa e transparente.
Eu penso que, em geral, o calendário está a ser respeitado. Acho que deveria haver mais informação sobre como é que decorreu o processo de auditoria do ficheiro dos eleitores. Poderia haver mais clareza em relação à questão de como vão ser acomodados os eleitores que não atualizaram o seu registo, porque ouve-se informação contraditória da Comissão Eleitoral.
Em relação aos partidos políticos, trata-se, digamos, de uma concorrência permanente. Quanto ao facto de a lei eleitoral, lei dos partidos, abrir a campanha um mês antes, facilitando o acesso à televisão e à rádio, o programa deveria estar sempre a ser publicitado – não é só no último mês, antes das eleições.
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Comentários
Precisamos aceitar, ser humilde e acima de tudo saber que num jogo há sempre três resultados possiveis, sei que sabes... Nós vamos ganhar por 20 à zero. Lembre-se também que nós não podemos voltar a ter inimigos mais sim adversários que saibam ser. Meu amigo eu sei que queres um dia vir estar no poder mais eu te posso dizer que nós não oferecemos poder, ele conquista-se. Se quizeres tens que convecer e mostrar que valerá apenas votar em ti.
Tambem não só,acontece que Angola não se sente capaz de caminhar com seus próprios pés.Portanto, visto que trata-se de coisa séria,será melhor se óptarem pela transparência ´´ uma eleição aos olhos de todo mundo ´´.Só assim estaremos a construir uma Angola melhor.