Joanesburgo – O governo angolano é responsável por numerosos incidentes de violência política, intimidação de manifestantes e repressões de manifestações pacíficas que poderão ter um impacto negativo nas eleições legislativas de 31 de agosto de 2011, anunciou a Human Rights Watch num relatório publicado hoje. O governo deve pôr termo à repressão de protestos pacíficos e dos meios de comunicação social com o início da campanha eleitoral a 1 de agosto.
Fonte: HRW
O relatório de 13 páginas intitulado “Eleições em Angola: Ataques aos Média, Direitos de Expressão e Reunião” descreve o aumento dos incidentes de violência e intimidação política.
A Human Rights Watch instou o governo de Angola a abordar rapidamente estas preocupações e urgiu a Comunidade de Desenvolvimento da África Austral e os diplomatas estrangeiros em Angola a levantar estas questões junto do governo.
“O ambiente de direitos humanos em Angola não é conducente a eleições livres, justas e pacíficas”, disse Leslie Lefkow, diretora-adjunta de África da Human Rights Watch. “O governo angolano deve parar de tentar reprimir manifestações pacíficas, amordaçar a imprensa independente ou usar os meios de comunicação do estado para fins partidários, para que estas eleições possam ter significado.”
Desde 2011, tem havido um aumento dos incidentes de violência política na capital, Luanda, e em outros locais. Jornalistas, ativistas da sociedade civil e outros que procuram expressar as suas opiniões ou criticar o governo do Presidente José Eduardo dos Santos, que está no poder desde 1979, têm sido assediados, ameaçados e fisicamente atacados.
Agentes da polícia e agentes de segurança à paisana dispersaram manifestações contra o governo à força, agredindo e detendo manifestantes pacíficos, organizadores e políticos da oposição, e obstruindo e intimidando jornalistas. Em vários casos, os meios de comunicação detidos pelo estado procuraram forçar ativistas detidos a prestar declarações incriminadoras sobre partidos da oposição.
A Human Rights Watch instou o governo angolano a respeitar integralmente a liberdade de reunião pacífica e a garantir que as suas forças de segurança agem de forma imparcial. O governo deve investigar imediatamente todas as alegações de uso de força ilícita e mover ações judiciais contra os responsáveis pelos abusos. Deve proteger os manifestantes contra os ataques e garantir que os direitos de todos os detidos a um processo justo são respeitados.
O governo angolano deve também garantir o total respeito da liberdade de imprensa, investigar e impedir a intimidação e assédio de jornalistas e apoiar a cobertura noticiosa imparcial dos meios de comunicação detidos pelo estado. “As eleições angolanas iminentes consistem numa importante oportunidade para o governo demonstrar que irá respeitar integralmente os direitos da oposição política, os meios de comunicação social e os eleitores”, afirmou Lefkow.












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Comentários
Irmão angolano, não é o MPLA que todos os dias escurraça a tua mãe da rua não vender e poder te sustentar, não é são eles que demoliram a tua casa bonita que construístes com muito gosto e sacrifício do dinheiro das vendas e entronca te oferecer um caximbeco? Não são que a muito tempo vos prometem e não cumprem? Não são eles que vos aldrabam com os créditos bancários? Não são eles que constroem estradas e casas descartáveis? Não são eles nos tratam mal nos hospitais? Não são eles os causadores das faltas de Agua,pão e luz? Não são eles que nos fazem reclamar da vida todos os dias?
Você que nunca se beneficiou das riquezas do pais que é de todos nos Vaz lhes votar mais pra continuares a sofre e manter tudo na mesma sem mudanças?
Eu não, pra mim o meu voto devera ir pra uma oposição forte e Unida.
Os partidos políticos da oposição se amam mesmo o povo e querem mudanças, então devem se unir!
Em 1948, Viriato da Cruz lançou o mote: «Vamos descobrir Angola». A frase tornou-se lema para os intelectuais angolanos que, dois anos depois, fundaram o Movimento dos Novos Intelectuais de Angola, com Viriato da Cruz como um dos elementos mais ativos. Esse movimento foi responsável pela publicação da revista Mensagem, onde o grupo exprimiu o seu entusiasmo pela redescoberta da História e arte popular africanas, como contraponto a uma colonização que, fruto do endurecer da repressão por parte do regime ditatorial de Salazar, estava a sofrer uma contestação cada vez mais exacerbada. Nessa revista foram publicados alguns dos mais conhecidos poemas de Viriato da Cruz, tais como Makèzú ou Mamã Negra.
Ex-Militar das FAPLA
Democracia verdadeira onde quadraríamos todos os quadros de oposições, dar-lhes nomeiações em todos Sectores, como: Directores escolares, Postos de Saúde, Energia, água e noutros Sectores para a defesa do Partido.
Criaríamos uma Democracia de renovação de mandato de Sua Excelência à base. Estes pressupostos, levariam-
-nos à permanecer no poder. Vamos para oposição e isto trará um desenvolvimento no Partido MPLA. Não devemos
peinsar em Guerra, porque só trará-nos mais derrotas. Porque o Povo está aberto cada vez mais!!!