As duas maiorias absolutas alcançadas não foram as melhores conselheiras - Reginaldo Silva
Luanda - Em Julho último fui contactado por alguém da Revista Rumo solicitando-me que escrevesse um texto pequeno sobre as minhas expectativas em relação ao que seria desejável em matéria de resultados eleitorais.
Fonte: Morrodamaianga.com
Acedi ao pedido, depois de ter manifestado alguma relutância pois sei que estes novos projectos têm bastantes dificuldades em gerir a sua própria liberdade editorial, com os receios políticos do costume.
O interesse da pessoa que me contactou, por sinal um jovem jornalista, era tão grande que até mandou um fotógrafo à minha casa para me tirar uma pic com a qualidade necessária para ilustrar a minha opinião.
Tudo até agora correu muito bem, menos uma coisa, pois o tal texto que eu escrevi acabou por não ser publicado e o jornalista que me andou a chatear este tempo todo não sabe o que me dizer.
Para que o texto não fique apenas no caixote de lixo do censor da Revista Rumo, decidi publicá-lo aqui, apesar de já ter perdido em grande parte a sua oportunidade.
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"Sou das pessoas que acreditam que Angola precisa de um xadrez politico-partidário mais equilibrado do ponto de vista da sua geografia eleitoral como condição imprescindível para o país resolver melhor, isto é, de forma mais sustentável os seus grandes desafios políticos e sócio-económicos.
Tal como 1992 e 2008, a minha expectativa mantém-se a mesma, pois até agora as duas maiorias absolutas alcançadas não foram as melhores conselheiras em termos de desenvolvimento.
Do ponto de vista político acho que o país continua a ter um défice democrático muito considerável que só uma distribuição mais equilibrada dos votos entre vencidos e vencedores poderá ajudar a cobrir com evidentes benefícios para o interesse nacional.
Acredito que o país saberá distribuir muito melhor o seu crescimento, graças ao “Santo Ouro Negro”, se quem for escolhido para nos governar a 31 de Agosto, seja quem for, tiver que negociar, for obrigado a fazer compromissos, o que até agora não tem acontecido."
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Exmos. Srs. Magistrados,
Mais uma vez!, o povo angolano recorre aos valiosos préstimos dos servicos de V. Exas. para observar , cumprir e fazer cumprir integralmente todas as cláusulas previstas na constituição angolana, e promover o bem geral da Nação! V. Exas. têm diante de si "provas contundentes e irrefutáveis" de irregularidades cometidas no decurso das eleições gerais de 31 de Agosto de 2012. Essa e' uma oportunidade de ouro que os Exmos. Srs. Magistrados têm para demonstrar inteira capacidade de cumprimento das responsabilidad es que lhes são atribuídas pela Carta Magna Angolana, , agindo de forma ética, independente e imparcial, de modo a garantir que o interesse público seja preservado.
Subscrevo-me, com a mais elevada consideração, de V.Exas.,
Professor N'gola Kiluange – New York City
Prof.kiluangenyc@yahoo.com
MAIORIAS ABSOLUTAS SO ENCOBREM CORRUPCAO E MA GOVERNACAO.
ANGOLANOS VAMOS LUTAR(SEM ARMAS DE FOGO CLARO) PARA O BEM DAS FUTURAS GERACOES PELO MENOS. SO CONSEGUIREMOS VIVER BEM E EM PAZ (NAO IMPORTA A COR DE PARTIDOS) SE HOJE FIZERMOS ALGO E SACRIFICIOS PARA O BEM DA JUSTICA E DA DISTRIBUICAO EQUITATIVA DAS RIQUEZAS QUE ESTE GRANDE PAIS OSTENTA.
DEUS ABENCOE ANGOLA E TODOS OS ANGOLANOS QUE QUEREM UM FUTURO BRILHANTE PARA TODOS.
Quando em maiorias absolutas os Governos tendem a abusar tanto das suas decisões como dos seus previlégios, não prestando contas nem dando ouvidos aos avisos de ninguém chegando até a hipotecar o futuro dos seus Países prejudicando as gerações seguintes com decisões erradas, e também tendem a trabalhar na base da arrogância ignorando e até prejudicando sempre que podem as Oposições!
Num Governo obrigado a fazer cedências e coligações as coisas funcionam muito melhor, uma vez que vão ser "Polícias" uns dos outros, fiscalizando-se mútuamente dificultando as jogadas por baixo da mesa...
Um dia o País funcionará assim, tenhamos esperança...
Hoje, ainda com o processo eleitoral em contestação, já os mesmos elementos externos se pronunciaram sobre ele, legitimando e autenticando um acto soberano ainda não caucionado pelos próprios Angolanos.
Resumidamente é isso aí, compatriota Luis Silva Cardoso. Bom fim de semana
Hoje, ainda com o processo eleitoral em contestação, já os mesmos elementos externos se pronunciaram sobre ele, legitimando e autenticando um acto soberano ainda não caucionado pelos próprios Angolanos.
Resumidamente é isso aí, compatriota Luis Silva Cardoso. Bom fim de semana