Embaixador Marcos Barrica defende estudo e lembrança "permanente" de Neto
Lisboa – O embaixador de Angola em Portugal, José Marcos Barrica, defendeu, hoje (segunda-feira), em Lisboa, a necessidade de estudo e recordação “permanente” das obras do primeiro presidente e fundador da nação angolana, António Agostinho Neto.
Fonte: Angop
Falando no termo de uma conferência intitulada “Honremos o legado de Neto, combatendo a pobreza”, organizada pela Embaixada de Angola em Portugal por ocasião do 90º aniversário natalício de Agostinho Neto, Marcos Barrica encorajou a contínua “difusão e divulgação do pensamento” de Neto.
Exaltando “toda uma vida sem tréguas” de Neto, “posta ao serviço do homem angolano, do homem africano e para os cidadãos do mundo, em geral”, o embaixador Marcos Barrica adiantou que os ensinamentos de Neto “continuam sendo um capital importante”.
Segundo Marcos Barrica, “o pensamento de Agostinho Neto converte-se, hoje, numa fonte e inspiração, quer no momento revolucionário, quer no momento das reformas e consolidação da democracia em Angola”.
A conferência, antecedida de uma cerimónia de deposição de coroa de flores junto de um busto de Agostinho Neto na representação diplomática de Angola em Portugal, encabeçada pelo embaixador Marcos Barrica, teve como prelector o poeta, ensaísta e crítico literário, Luís Kandjimbo.
Durante a sua comunicação, com o título “Agostinho Neto: o intelectual e o político, itinerários, ideias e teoria da libertação nacional”, Luís Kandjimbo percorreu os itinerários da formação de Neto, destacando o seu intelectualismo e o pensamento político na luta da independência nacional.
Realçou o facto de “três proeminentes intelectuais nigerianos fazerem alusões ao pensamento de Neto, associando-lhe circunstâncias que convocam a condição africana”.
Kandjimbo, docente e investigador em literaturas e filosofia africanas e em história da literatura angolana, citou o Prémio Nobel de Literatura de 1986, Wole Soyinka, que, em 1960, “falando da situação do escritor africano na Conferência Afro-Escandinava de Escritores, em Estocolmo, toma como exemplo Agostinho Neto, quando se refere ao
contexto desumanizante vivido no século XX”.
Actualmente a dirigir a Acção Cultural e Língua Portuguesa no Secretariado Executivo da CPLP, Kandjimbo anotou ainda em Agostinho Neto “qualidades como audácia, orgulho e auto-estima, enquanto africano, a assunção do compromisso político e as formulações teóricas sobre a libertação e o nacionalismo, que traduzem o culminar de um longo processo de formação”.
No quadro dos festejos do 90º aniversário natalício do Agostinho Neto em Portugal, está prevista, no dia 21, no Porto, um colóquio similar, organizado pelo Consulado-geral de Angola na “cidade invicta”, presidido pelo professor de Literaturas Africanas na Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, Pires Laranjeira, contando ainda com intervenção do embaixador angolano em Portugal, Marcos Barrica.
Para assinalar a efeméride em terras de Camões, a sede da CPLP, em Lisboa, acolhe terça-feira (dia 18), o lançamento do livro sobre Agostinho Neto, baseado em arquivos da então polícia secreta do regime colonial português, a PIDE-DGS.
A obra “Agostinho Neto e a Luta de Libertação de Angola, 1949-1974, Arquivo PIDE-DGS”, que será lançada pela Casa de Angola de Lisboa, retrata a personalidade político-cultural de Neto em mais de quatro mil páginas, subdivididos em cinco volumes referentes aos períodos de 1949/1960, 1961/67, 1968/70, 1971/72 e 1973/74, numa iniciativa desenvolvida pela Fundação Agostinho Neto, com a colaboração dos arquivos do Tombo (Portugal), depositários de informações da PIDE-DGS.
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VIVA OS ANGOLANOS!
VIVA A PAZ!
Merd#s destas são para apagar da memória e dos livros escolares é o que vai acontecer ao corrupto do JES