Luanda - Em termos mediáticos, uma das matérias que marcou à semana informativa em Angola, foi seguramente o facto de os ilustres deputados nação, terem decido pelo adiamento geral em Angola para o ano da graça 2014.
Fonte: Club-k.net
Para que um país que se pretende sério, ao gizar as suas políticas publicas, deve ter em atenção a componente do censo, avaliar o índice de natalidade e mortalidade, a componente demográfica e fundamental para que se esboce políticas mais equilibradas, na perspectiva de se diminuir as assimetrias regionais e sobretudo para que se tente fazer um ordenamento territorial o mais equilibrado possível, porque o censo é a radiografia do país e é a partir dele os governos definem às suas prioridades no que tanges aos investimentos públicos, e também com base nesta componente fundamental para vida social que se estabelece as condições de renda, as necessidades da população em termos de educação, de acesso aos serviços de saúde, dos equipamentos urbanos.
O presidente da Republica no seu discurso de tomada de posse, garantiu que uma das acções que o seu executivo havia de realizar este ano, seria o censo geral em Angola, afinal de contas não é bem assim, porque ao fim de macros dias do discurso de sua Excelência, o novel Ministro do planeamento e coordenação territorial, disse na Assembleia Nacional que os prazos inicialmente previstos para 2013, que o tal ano do censo geral em Angola, vão em contra mão, com às condições objectivas e naturais do país, o facto dos meses de Novembro e Abril serem considerados de altas descargas pulviométricas, complicaria a primeira fase do censo, e as Nações Unidas “desaconselham” que se faça censos pilotos nestas condições dai a sua transferência para 2014. A questão que se coloca é a de se saber, se teremos interpretado na “ diagonal” o discurso do Presidente? Ou houve falha no capitulo da avaliação das condições reais do país?
.
A escola nacional de administração (ENAD), realizou um seminário, em 2011, cuja divisa “sustentacular”, era sobre a questão do censo e da sua importância, para Angola, das várias comunicações apresentadas ficou evidente que um país que se pretende sério, ao gizar às suas políticas publicas, deve ter em atenção a componente censitária, ao avaliar o índice de natalidade e mortalidade, a componente demográfica e fundamental, para que se esboce políticas mais equilibradas, na perspectiva de se diminuir às assimetrias regionais e sobretudo para que se tente fazer um ordenamento territorial o mais equilibrado possível.
O Brasil que é um país que tem referência para nós em muitos aspectos, tem o condão de ter um historial censitário que data desde 1972, e tem a virtude de preparar os censos processos censitários num período de dez anos, tudo porque têm consciência da minúcia que um processo desta envergadura exige, por exemplo fazem por fazer da forma representativa e abrangente possivel, envolvem os organismo estatais e da sociedade civil, as universidades, inquéritos específicos em função das localidades e uma outra componente fundamental para um bom e saudável processo censitário, acesso às fontes, de informação oficial devem ser partilhadas por todos interessados.
Ficou claro neste encontro, que o processo censitário é muito honroso, que na grande maioria dos casos, os países ao realizarem tal empreitada, socorrem-se do apoios técnico e financeiro das Nações Unidas, e de outros países com quem estabelecem acordos nesta direcção, sendo Angola, realmente um caso especial, neste casos age de forma realmente atípica, na medida em que dá-se ao luxo de mesmo sabendo que tinha sobre os ombros compromisso social, agendou para o ano de 2013, realização do mundial de hóquei em patins, que deverá como sempre tem sido a tónica dos discursos ressonantes dos que decidem e mandam, vamos realizar um campeonato, que será um exemplo para África e o mundo, não fosse o povo Angola especial, cuja especialidade é a de dar bandeias sucessivas nos momentos cruciais como este de arranjar justificações barrocas para se adiar a data do censo, que é um tarefa que seria para ontem.












CLUB-K.net é um portal informativo angolano sem afiliações políticas e sem fins lucrativos cuja linha editorial consubstancia-se na divulgação dos valores dos direitos humanos, educação, justiça social, analise de informação, promoção de democracia, denuncias contra abusos e corrupção em Angola.
Comentários
Esqueceu-se que o Brasil nao teve uma guerra civil que apenas acabou ha 10 anos?
Vai te coçar...