A armadilha de JES não descansará enquanto não consumarem a minha eliminação física - William Tonet
Luanda - Hoje volto a abordar a armadilha urdida pelo poder político de José Eduardo dos Santos, que não descansará, enquanto os seus carrascos, não consumarem a minha eliminação física.
Fonte: Folha8
Antes parecia excesso, mas, agora, quando no espaço de menos de seis meses, um regime mobiliza toda a sua máquina de propaganda política, informativa, judicial e de manipulação, contra um cidadão, a quem acusam de ser falso advogado, não restam dúvidas: em causa está combater a coerência, a competência de quem ousa pensar pela sua própria consciência e independência.
Combatem, quais lobos famintos, quem não bajula os seus excessos, a sua apetência ao que é de todos, a corrupção. Em toda esta histeria, não vi, uma critíca a uma peça processual, ou uma má representação na defesa, em tribunal de um cliente.
Vi, sim, que os lambe-botas, têm medo da coerência e competência de quem não pára de estudar, sem bolsa do regime, tudo para defender, cada vez melhor, os pobres, a justiça e a democracia, sem ter de se render ao comité de especialidade do MPLA.
Se um falso advogado, que não acabou a licenciatura, formado numa universidade duvidosa, coloca em transe paranóico, todo um pelotão de alegadas competências, do regime, então algo está mal nas fortes margens do poder absoluto.
É que não emergiu, no seio dos ditos “seres superiores” alguém com atributos, de ponderação e racionalidade democrática, salvo a atabalhoada visão comunista de linchar os contrários, numa demonstração de estarmos diante de gigantes de pés de barro, com medo da ponta de uma caneta, que nem é Parker, nem Mont Blanc, mas uma popular BIC.
Eu, felizmente, já sou cinza e talhado para estas bestialidades de quem não consegue respeitar a diferença e tem medo da pluralidade, única ferramenta capaz de tornar Angola, um país mais igual, solidário e democrático.
Até lá, o JES/MPLA vai contando com a colaboração do sistema judicial totalmente sob a sua alçada. Com toda esta trama de baixo coturno, difamação e calúnia, nada abona em favor do senhor presidente da República.
É vergonhoso um regime, que se diz forte de razões e com os maiores quadros, mobilizar tantos meios públicos de comunicação social, de Segurança de Estado, para combater, um homem, quando deveria dedicar essas energias no combate a fome e aos prejuízos causados pelas chuvas.
Ademais, este lance mal agoirado, mal-amanhado e mal parido, no qual se misturam justiças com políticas, foi descaradamente violada a presunção de inocência, pelo procurador-geral adjunto da República, Adão Adriano, violando a deontologia, a ética e as normas legais. Este magistrado sem provas, julgou na praça pública um cidadão e, fez pior, solicitou que todos seus clientes deixassem de o contratar e inventassem todas as mentiras do mundo, que ele (Adão Adriano), as tornaria em verdades absolutas, pois “ele é a lei”, a boa maneira dos ferrenhos militantes comunistas. Mas já agora, uma informação que lhe foi sonegada pelo actual bastonário da OAA, que mais persegue e "bufa", os colegas de profissão; investigue a advogada estagiária que é ao mesmo tempo juiza e aquele procurador da República, que tem o ensino médio. E não se esqueça de denunciar também, aqueles advogados, que regularmente, se dirigem ao edifício da Procuradoria Militar, num gabinete, que tão bem conhece e que tratam de colega, o seu conhecido procurador militar...
Sei que é capaz e terá a mesma coragem de denunciar, junto da imprensa, que reage, partidocratamente, bem as suas convocatórias.
Toda encenação permitiu esta miserável finta, digna de um mercador de 4ª classe do mercado do Kikolo, já com cadastro na justiça. Mais um mau ponto para Angola.
Outro tema desta semana situa-se na nossa esfera, a da imprensa escrita. É uma beleza!
O programa do governo angolano está a ser cumprido à risca. Depois de os vampiros do regime terem sugado toda a imprensa privada, ed cetera e tal, em suave degustação por uma camarilha alegadamente ligada intimamente à franco-maçonaria mundial. JES está por perto, Kopelipa e Manuel Vicente não estão longe, vemos os tremeliques de toda a gente a fazer de conta que tremelicam e, no fundo, resta um único semanário mais ou menos independente em Angola.
Um só: o F8. Mas tudo o que acabamos de escrever é brincadeira em comparação com o que queríamos transmitir como mensagem: Angola é um autêntico barril de pólvora e o drama é que ninguém se dá conta disso. Esta gente que ainda tem o poder e sabe perfeitamente que vai perdê-lo, hesita entre ceder à força dos ventos da história e fazer, como fez Salazar, continuar a remar contra ventos e marés em defesa de valores caducos.
Estamos talvez em vésperas de mais um drama.
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O pior cego é aquele que não consegui ver...
O modo de agir é todo o mesmo desde a Rússia, China, Gabão, Congo, Zimbábue, Ruanda e por aí além. Este Ruanda então, hoje passaram um programa no canal 4 da televisão inglesa no qual consta que este país a pala do genocídio, vivem de doações de outros países como o UK que é o maior doador mas o dinheiro todo vai no suborno para a manutenção do poder e no apetrechamento das forsas de repressão e igualmente matam e prendem os seus opositores políticos e igualmente dizimaram a imprensa e ajem como se o mundo estivesse contra eles.
Atentem no que se passa nestes países que se copiam as barbaridades uns dos outros.
Tudo igual ao litro.