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A dinastia do Muatchissengue Watembo – CMJSLT



Lunda Sul – A dinastia é o poder político em que a governação de um país pertence aos soberanos da mesma família, do mesmo tronco genealógico e cuja sucessão é hereditária. As dinastias nascem a partir do poder conquistado, impõe a linhagem familiar, estabelece a hierarquia da árvore genealógica, constrói instituições dinásticas que se implantam e se consolidam. Este sistema político é justamente incompatível com os ideais da cidadania e coíbe a liberdade e a igualdade dos homens. O poder político não se processa na base de meritocracia e da vontade do povo; mas sim, na descendência e na hereditariedade.

Fonte: Club-k.net

A dinastia do Muatchissengue Watembo, do império Lunda que foi uma confederação de estados autónomos ou com certa independência sobre a corte da Mussumba do Muatiânvua tem lugar com a desarticulação do reino Lunda por causa da saída inesperado de Tchinguri e outras figuras importantes que é matéria de investigação para as ciências históricas, porque neste capitulo ainda tem muita coisa por se desvendar.

Tudo quando se sabe começa com o tabu da Lueji, que rompeu com os costumes e tradições da hierarquia da corte, Tchinguri sai, Tchinhama e o Ndoji fazem o mesmo, mas a família é a mesma, que tem YALA YA MUAKA como o pai da organização do estado Lunda. Os lendários Yala Ya Muaka, Konde, Kunde, Thumba Kalunga, Nakapamba e outros não deixa de ser o mesmo tronco genealógico.

Enquanto a dinastia do Muatchissengue Watembo e sua organização, essa começa na família Thumba Kalunga, depois de terem travessado o rio Kassai.

De Thumba Kalunga, descenderam; Muacanhica, Muambumba, Muandumba e a Tembo, em que século, isso, ninguém ainda pode dizer, mas essas personalidades foram os primeiros a ocuparem a dinastia Tchokwe, fontes orais fixam entre o século XI ou XVI, por causa da ausência das fontes escritas.

A Tembo foi a única que não subiu ao trono do reino Tchokwe, devido ao tabu surgido na Mussumba com a Lueji. Porém, é dela que nasceu o Tchissengue, ou seja Muatchissengue, actual título do poder tradicional do rei da Lunda, que seria um dos bisnetos de Nakapamba Mussupa Nama, nesta lógica, a dinastia começa com o primeiro filho de Thumba Kalunga, Muacanhica, passa pelos seus irmãos Muambumba, Muakahia e chega a vez de Dumba Watembo, finalmente deveria ter sido a Tembo a seguir de Muandumba, na sua qualidade de mulher teve que ceder o lugar para seu filho o Tchissengue, Muata Tchissengue = Muatchissengue.

1. Muacanhica
2. Muambumba
3. Muandumba ou Dumba Watembo
4. Tembo?????? (Irmã de Dumba Watembo dos anos 1870)
5. Tchissengue ou Muatchissengue Muaku Akesse
6. Muatchissengue Muakuxinuka
7. Muatchissengue Malia
8. Muatchissengue Txianze Luthongo, assinou os tratados de Protectorado com Portugal dia 2/9/1886
9. Muatchissengue Sakaloya
10. Muatchissengue Sakavula
11. Muatchissengue Muatchikungo Sandambi
12. Muatchissengue Muatxitambuila***,
13. Satambi*** que foi Deputado do MPLA até 2001 e
14. Alberto Muakawewe***

Reinado conflituoso desde 1958 até 2013. O conflito que agudizou a partir do dia 11 de Novembro de 1975, com a ocupação ilegal da Lunda Tchokwe por parte do regime instalado em Luanda.

Quando em 1958 morreu o Muatchissengue Watembo, veio do Congo (actual RDC), exactamente, na localidade de Sandoa, no Katanga. O senhor José Satambi, há mando do Muatchissengue Kajia Mutoma, para se inteirar da situação prevalecente no Itengo. Nesta altura não havia ninguém em funções do reinado. O Sr Carlos Manuel Muatxitambuila, estava em serviço colonial na região do Lunguena, município do Lubalo, que era o sucessor natural do trono Lunda Tchokwe.

A família Satambi, ou Muakawewe, tem origem com o reinado de Dumba ou Muandumba e sua irmã Tembo. É uma história muito longo para ser descrita nestas curtas linhas, os envolvidos sabem de que estamos a falar, mas prometemos fazê-lo em próximas ocasiões para saciar a curiosidade dos nossos leitores.

A dinastia do Muatchissengue Watembo – CMJSLT

Comentários 

0 da cabeça aos pés 14-02-2013 11:15 #1
concordo bem o estudo dessas respeitáveis ascendências têm valor cultural e científico insuspeitado, e permite à autoctonia maior consciência do solo que pisa.~~~~ èuá iena lunga
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-3 Seu atrasado 14-02-2013 17:09 #2
Sim e onde queres chegar com essa historiazeca?
Seu matumbo, preocupa-te em andar para a frente e esquece isso pá.
História nao enche a barriga.
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+1 LUEMBE 14-02-2013 17:49 #3
Lda, tu és exportado. Nao te metas naquilo que nao tens origem, nem podes explicar donde tu saiste
Lunda Tchokwe, é um País, que voce nao vais conseguir a pagar com paneira.
É melhor aproveitar roubarem agora, tarde ou cedo sairao dai envergonhados.
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-3 Seus atrasados 14-02-2013 18:30 #4
Sim a Lunda e um Pais e tu um cidadão desse Pais.
Seu matumbo cala a boca, cresce e aparece.
Quem vai me tirar daqui tu e o teu bando de matumbos?
Nao me faças rir, estuda e trabalha seu parasita e deixem de se agarrar as vossas ideias que um dia os diamantes da Lunda vão ser vossos.
Atrasados sim, matumbos sim e pelos vistos cada vez mais burros.....
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0 da cabeça aos pés 14-02-2013 18:52 #5
lda , estás com medo que roubem diamantes? O autor falou noutro assunto que para ele vale talvez mais que diamantes mas para ti é entulho.
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+1 kizua dos Santos 14-02-2013 21:13 #6
Lda (seus atrasados) tua linguagem é fruto da praga colonialista. Saiba que Angola tem sua história. Cada metro quadrado de terra angolana tem uma história. O angolano que conhece sua história sente-se realizado porque tirando a língua portuguesa temos nossas línguas (a língua portuguesa para nós não é um refugio de ignorância. A nossa cultura é o principal meio de sobrevivência através de acumulação de hábitos e costumes do nosso povo. sim há angolanos que carecem dados de laço com a terra, esses aparecem com super- inteligência bruta, é uma anedota na nossa Angola, mas não se conhece Angola sem saber sobre os Kimbundo, Umbundo, Bacongo, Tchokwe, Humbe, Nyaneka, Kwanyama……
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+1 da cabeça aos pés 14-02-2013 21:59 #7
o conhecimento do que nos concerne é prioritário e vital. Se deixarmos que outros se inteirem de dados essenciais em relação à nossa própria existência, pomos em risco a nossa integridade. Aquele que conhece os outros é esperto; o que se conhece a si próprio é inteligente
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+1 da cabeça aos pés 14-02-2013 22:11 #8
Se deixarmos que outros se inteirem de dados essenciais em relação à nossa própria existência sem que nós estejamos ao corrente deles, quere dizer que não é bom deixarmos que outros saibam sobre nós mais do que nós próprios
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0 da cabeça aos pés 15-02-2013 21:35 #9
desejo ao autor boa continuação pouco a pouco com colecta de informações fidedignas para o seu "puzzle". Arejar as raízes dá ímpeto ao corpo da planta
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