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As contradições da Sonip e Delta nos preços de habitação nas novas centralidades – Aldino Victor

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Luanda – A exemplo do que ocorre em outros países, as políticas habitacionais governamentais têm enfatizado a promoção do acesso à casa própria como a melhor forma de satisfazer as necessidades habitacionais da população, atribuindo um status inferior à moradia de aluguel como é o meu caso e de tantos outros jovens que coabitam neste imenso território Angola.

Fonte: Club-k.net

A habitação possui o duplo caráter de bem de consumo (necessidade básica) e bem de investimento, correspondendo ao principal ativo das famílias em todo o mundo

O decisores não deveriam focar apenas no acesso à casa própria como a melhor solução habitacional, mas que uma maior gama de opções habitacionais com diferentes modalidades de acesso.

Preços, qualidades e localizações deveria estar disponível para as famílias angolanas, dentre as quais elas pudessem escolher as soluções mais adequadas às suas necessidades habitacionais.

Nesse sentido, a locação social pode-se configurar numa excelente solução habitacional para jovens em busca de oportunidades de emprego num mercado de trabalho crescentemente volátil, informal e disperso no espaço, bem como para migrantes recentes e idosos que não tem condições de contrair um empréstimo, com a importância dos mercados de aluguel para aliviar o déficit habitacional sendo maior nas regiões metropolitanas e nas áreas densamente povoadas e com elevado crescimento demográfico como é o caso de Lunda.

Solicitamos a empresa responsavel no processo de vendas das residências nas diversas centralidades para melhor esclarecimento às contradições verificadas nos diversos anúncios.

A Sonip no diário de noticias, pelo Jornal de Angola (JA) que é um órgão estatal, informa, como exemplo, para uma residência da tipologia T3A tem o valor de 70 mil dólares.

Para aquisição da mesma no sistema de renda resoluvel sem capital inicial, deve o individuo efectuar um pagamento antecipado 12 meses ao valor de 5.686 dólares, o que contradiz com o valor anunciado pelo JA que é de 460/mês para inferior a 40 anos de idade.

Se multiplicarmos os 460 dólares por 12 meses temos o valor de 5.520 dólares, e não o valor de 5.686 dólares (valor apresentado pela Delta Imobiliária), tendo no entanto se verificado um desvio contabilistico de 166 dólares, o que multiplicando por 240 meses que são os 20 anos de pagamento teremos um excedente de 39.840 dólares.

Assim sendo, com esse procedimento de pagamento antecipado anual não estará o estado a incorrer a crime já que se trata de um projecto público e não privado?

Acreditamos também estarmos em presença do sistema de renda resoluvel com capital inicial já que a nossa lei é contra esse principio de pagamento das rendas com muitos meses antecipados a semelhança dos privados.

Verifica-se no decorrer dos dias autêntico caos no atendimento ao pessoal obrigando o abandono das fámilias por vários dias na intenção da obtenção de fichas de inscrição. Pensamos que a Delta vs Sonip devia implentar nova metodologia de atendimento por formas a descongestionar e evitar que tal desordem se verique, criando sites e ou abertura de novas lojas de atendimento para o esclarecimento do público ao invés de peder-se noites a procura de uma simples informação.






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Comentários 

0 Silva 27-02-2013 13:01 #33
Irmãos agradecia ja agora esclarecimento sobre o que diz a nossa constituição em relação a renda resoluvel e em que diario. E verdade seja dita explicação para esta contradição é obrigatoria .
0 Pedro Rafael 20-02-2013 19:21 #32
Não é fazer propaganda nem sequer defender ninguém, mesmo em defesa daquilo que é público , os angolanos têm que estar cientes de que em nehuma parte do mundo este tipo de processos funcionam da maneira como muitos de vocês fantasiam , pois o mais dificl não é construir infraestruturas , o mais dificil é manter. Os custos de manuntenção de infraestrututas nos países africanos são altissimos, tudo poruqe apesar de serem países possuidores de materia-prima , não há uma cadeia de produção associada que permita dar conta da demanda, Sendo assim Se a delta e a sonip utilizarem os moldes sociais de preços muito baixos , de certeza que tem enormes dificuldades em manter a qualidade das edificações, nos contexo angolano estes preços são justissimos, O Kilamba denota ser uma cidade cujas as casas são de padrão medio, e foi edificado para atender as necessidades da nossa classe operaria ou classe media.
0 Pedro Rafael 20-02-2013 19:12 #31
Meu caros compatriotas deixem de fantasiar a realidade, o estado somente adaptou-se a actual realidade do nosso mercado imobiliario , seria muita inresponsabilid ade politica os principais actores deste processo ignorarem esse facto, os estado tem como responsabilidad e resolver os problemas de habitação do povo, e é o que o estado têm vindo a fazer, muitos de vocês não deram conta do lançamento da segunda fase de construção da cidade do kilamba visando unica e exclusivamente a construção dentro da centraliade de habitações sociais ou de baixa renda. Mas as actuais casas são padronizadas para a classe media, pra quê fantasiar as coisas? Apenas as pessoas qualificadas para isso se habilitaram a ter uma residencia dentro dos moldes propostos pela sonip e a delta. Quem tem dinheiro paga, quem não tiver dinheiro , pode esperam por uma casa social.
-1 Lundia da costa 17-02-2013 08:18 #30
Tudo isto acontece porque não há fiscalização nem cumprimento das normas porque se houvesse gatuno algum haveria 50000 é muito outra maca mais é do preço por favor este projecto só beneficia gatuno pra nós que auferimos 50000 vamos fazer como então?melhorem os nossos salários porque casa condigna também queremos .deixem de satisfazer a minoria .em Angola a casa é muito cara,angolanos somos todos nós porque tanta exclusão social num pais tão rico?porque sermos a vergonha do mundo?organizem -se só,tantos técnicos pra nada este projecto seria benéfico se optassem por cobrar rendas assim estaríamos a minimizar a carência .o bolso do povo que vota pra estarem nestes cargos,que da oportunidades aos empresários esta a abrir os olhos.
0 joao muhongo 16-02-2013 16:57 #29
o problema das centralidades,n o que diz respeito a distribuiçao e`falta de conhecimento da materia.vao a namibia ou africa do sul para aprenderem como se faz otrabalho irmaos resoluveis!...
0 SOLDADO ANGOLANO 16-02-2013 16:32 #28
ATÉ QUANDO NÓS QUE ESTAMOS A GANHAR 20000 KZ TEREMOS CASA NAS NOVAS CENTRALIDADES?
-1 londrino 16-02-2013 16:13 #27
sinal que as novas centralidades tornara-se mais uma fonte de lucros faciel pra elite do MPLA com seus generais corruptos das FAAS que mesmo ja ricos e podres de dinheiro continuao com ambicao no sangue.

NEM QUERO IMAGINAR UM TERRAMOTO EM ANGOLA ACHO QUE NINGUEM VAI SE SAFAR NO KILAMBA
+1 Cumpram a Lei 16-02-2013 11:42 #26
Pedro Rafael uma coisa sao casas privadas, outra as do Estado, feitas para os cidadaos com dinheiro dos cidadaos e nao dinheiro dos donos da Delta & SONIP, ou do pseudo-do pai da Nacao abandona os filhos, expondo-os ao saque cruel de predadores a Delta/Sonip. Os senhorios q nao aceitam renda mensal, sao privados, o que nao é o caso. Aqui os vendedores sao mandatarios indicados para fazer uma gestao do q é de todos os Angolanos. Os q nao reclamam da especulacao privada teem capacidade. Ora, estas casas vieram para aqueles q nao teem meios para pagar o privado. Ha inconstituciona lidade, sim porq o mercado das rendas tem leis. A abertura é para os privados nao para o Estado. Kopelipa e MVicente nao podem especular com casas do Estado. A Delta/Sonip nao podem fixar os preços de acordo com a flutuação do mercado porq a lei nao permite isso com as casas do Estado.
+2 jessy 16-02-2013 10:52 #25
Caro Pedro Rafael o estado é uma instituição de bem que tem como missão ajudar e criar politicas para facilitar e melhoar o bem estar, não deve se comportar com o vendedor do Roque ou Congolenses que procura obter o maximo lucro possivel, ou seja, o estado não deve procurar desalmadamente ser rico. Por isso é as centralidades foram constuidas casas sociais (para o pobres e classe media baixa) e não de alto padrão (ricos e classe media alta)
0 Augusta Kalhoma 16-02-2013 10:47 #24
E realmente gratificante ver alguns Angolanos ver aproximar-se a realisacao do sonho da casa nova, o que e realmente frustrante e que em pleno seculo 21 como profissionais experienntes que somos devia-se criar estrategias efficientes para que se evite esta grande algumeracao de gente perdendo noites ao relento.
Grande parte da pessoas enteressadas na aquisicao destas casa nao se estao a importar com os contratos e sem esclarecimento proprio podem estar a cometer erros mas a necessidade cega-os por enquanto, olha que amanha pode ser tarde.
para terminar quem fara a manutencao destes edificios????? olha que nao e so ter casa mas tambem mante-la

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