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Mosquito e a Segurança Nacional - Isomar Pedro Gomes

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Benguela - “O mundo é um local perigoso de se viver, não por causa daqueles que fazem a maldade, mas sim, daqueles que a observam e nada fazem”. – Einstein …//… “O paludismo mata mais de trinta mil angolanos por ano. O país regista anualmente mais de trezentos e cinquenta mil casos da doença”.

Fonte: Club-k.net

Os dados foram revelados pelo representante do UNICEF em Angola.- In Circulo Angolano Intelectual 14 Abril. 2013. Qualquer Estado que preze tal designação, teria declarado o estado de emergência, ou qualquer “outra coisa” semelhante, para direcionar prioritariamente todos os recursos naturais e humano (toda as energias e sabedoria), para a definitiva eliminação da ‘fonte’ de tal matança.

50’000 Mortos Estatísticas credíveis, embora não oficiais, apontam para mais de cinquenta mil angolanos por ano vítimas mortais da terrível enfermidade (70% crianças menores de cinco anos de idade), dentre cerca de mais de quinhentos mil casos de doença, uma vez que, os dados da UNICEF (completamente politizado e a reboque do regime) só fazem referência aos casos hospitalares, é porem sabido que uma boa percentagem da população não recorre aos centros hospitalares, devido não apenas a distância, mas também ao mau atendimento do pessoal hospitalar e a quase permanente falta “endémica” de adequados medicamentos.

GUERRA NECESSÀRIA E URGENTE

Os governos Africanos, deveriam designar o combate ao “mosquito” sua prioridade estratégica nacional. Porque o “tipo” inegavelmente verga o continente inteiro; “aumenta verticalmente a pobreza, debilita famílias, populações inteiras, debilita a economia, debilita a nação, enfim…

 

indiscutivelmente é um autêntico perigo a segurança nacional.” No caso de Angola (e não só), o perigo é adicional, porque o “mosquito” fêmea “anopheles” causadora da malaria/paludismo “convidou” a sua ‘prima’ americana/brazuca (cujo antepassado expatriou-se de África, faz tempo) “aedes aegypti” causadora da terribilíssima dengue (a maldita voltou as suas raízes), a “colheita é grande!” facilitada pela propositada e malvada resignação quase total das autoridades a quem de direito. E como uma desgraça nunca vem só, temos a “general três estrelas” dos mosquitos, a famigerada, experimentada, mosca tsé-tsé (Glossina palpalis) A picada da mosca tsé-tsé provoca sono porque transmite um parasita chamado ‘Trypanosoma brucei’, é este protozoário que leva a pessoa a um estado de torpor e letargia.

 

A “colossal” mosca tsé-tsé mede até 1,3 centímetro, possui asas transparentes, linhas brancas no abdómen e um sulco na frente da cabeça. Elas se distinguem das moscas comuns por seu porte avantajado, por possuírem uma espécie de tromba que se prolonga a partir da cabeça e pela posição das asas em repouso cruzadas entre si. Segundo dados da Organização Mundial de Saúde (OMS), 500 mil pessoas, principalmente da região subsaariana da África, são infectadas anualmente pelo parasita. Quatro em cada cinco doentes acabam morrendo depois de apresentar sintomas como fadiga, tremor, febre alta, dores intensas e convulsões.

 

Nesta confusão diabólica de sintomas semelhantes, nunca sabemos atempadamente (graças a ‘abençoada’ competência dos nossos serviços de saúde) se um ‘dado’ sintoma é Paludismo, dengue ou tsé-tsé, e assim a “morte” cavalgar impune entre os pobres. No entanto, a doença provocada pela mosca tsé-tsé, tem cura e o alto índice de mortalidade se deve principalmente ao atraso no diagnóstico e à falta de tratamento em função do alto preço dos medicamentos, na maior parte das vezes nunca disponível. Tríplice massacre; Doença do sono, malária/paludismo & Dengue… Se combater apenas um dos males, “é o Deus nos acuda!” imagine três!

 

A enfermidade em África, foi praticamente erradicada na década de 1960 (ainda sob a administração colonial), mas a interrupção dos programas preventivos, em função da incompetente governação adicionada as contínuas, estupidas guerras civis no continente, fez com que ela saísse novamente de controlo, no caso de Angola em 1973, a mosca estava ‘encurralada’ e em vias de completa extinção, numa diminuta parcela da província do Uíge (Maquela do Zombo), fronteiriça com a República, cobre hoje mais de 2/3 do País, adicionando sofrimento indizível ao calvário já infernal do pobre cidadão.

 

COLONO PATRIÒTICO?

É curioso referir, que na “era colonial” sem quase nenhuma universidade no território Africano, e populações 95% analfabeta, toda esta “matilha” de moscas e mosquitos estavam “agonizando no leito de morte/definitiva extinção” devido a contínuas e competentes programas de combate a “moscada assassina”. Hoje (Exemplo) Angola ‘pulula’ de universidades de todo o género (completamente despidos de laboratórios e de programas ‘saudáveis’ ou direcionadas ao bem-estar da nação), e com uma “população” de estudantes universitários que forma ‘doutores’ em série “tanto ou mais numeroso” que a população de moscas e mosquitos ‘assassinos’, porem estes últimos paradoxalmente acham-se num macabro paraíso, “agradecidos” a estes “doutores” (maioritária e perversamente) de pacotilha e a classe dirigente ou políticos (ditos nacionalistas) vampíricos, todos cúmplices da enormíssima carnificina.

Nem um programa sério, competente e patriótico se vislumbra no horizonte, para erradicar os “insectos” do nosso “convívio”, (como se diz na gíria) “para dar mais raiva na cara” quanto mais e maior é a terribilíssima carnificina mais “ouvimos” do desinteresse dos políticos, em forma de “produção de novas guerras para ceifar, MAIS vidas humanas e produzir MAIS atroz sofrimento”, insana perseguição ao pessoal/técnico qualificado, imbecil partidarização das instituições e dos serviços públicos, contínuos escândalos financeiros, roubos, corrupção grassante de todo o género, todos eles em direcção totalmente oposta ao combate ao “insecto”, quer dizer coniventes a sua (multiplicação) eternização e a consequente matança a “subir” a cada ano fazendo jus ao partidarizado refrão “estamos sempre a subir.”

 

Não é tal desastroso comportamento por parte das autoridades, uma letal ameaça a segurança do estado? È nojento constatar que, para programas lascivos e completamente inúteis para o bem-estar das populações, os vários governos que compõem o continente, têm dinheiro (sempre disponível), mas, quando se trata de programas de combate ao mosquito, fazem multiformes apelos patéticos a tudo que é instituição internacional, tal como a UNICEF e a OMS. Acredito piamente, com muita dó de que tal matança em África só acabará quando elegermos a UNICEF para governar o continente.

A INSENSIBILIDADE DO “ESCOLHIDO DE DEUS!”

É sintomático que são as universidades europeias e americanas, quer dizer, localizadas fora do “anel da mortandade” da ‘mosquitada’, que mais se preocupam com o financiamento e estudo dos meios para a definitiva erradicação do ‘mal’, ainda que dizem que tal preocupação é meramente comercial, pergunto; o que fez/faz África, 50 anos depois de expulsarem o colono? Para o líder Africano, que ostenta “imensos” títulos tais como; “pai da nação, salvador da pátria, combatente número um, lutador incansável, guia imortal, guia quase imortal, o escolhido de deus, semi-deus, o anjo na terra, blá-blá-blá…” o quotidiano diz-nos que; são completamente insensíveis a chacina que se desenrola “aos seus olhos”, menciono o seguinte exemplo;

1- No Cafunfo uma pequena localidade da Lunda-norte, as populações afirmam que cerca de 500 mulheres foram assassinadas e mutiladas num período de 10 anos (a uma média de 50/ano), sem que as entidades a quem de direito se prestassem ao mínimo de esclarecimento ao povo. Quando a população saiu a rua reclamando do morticínio, foi selvática e competentemente espancada, “por ordens superiores” (provavelmente a única área em que são bravamente competentes). - Nunca ouvimos absolutamente nada, do mais alto magistrado do País. É de notar que, o comandante local da polícia, afirma que (no presente ano) “só morreram 12 mulheres” tal afirmação e indiferença foi corroborada pelo silêncio da “multidão de autoridade” que compõe o “espectro político, religioso, judicial e policial” do País.

2- Há dias, na localidade de Essonne (Sul da França), o descarrilamento de um comboio, causado por acidente (criminoso ou não), que vitimou mortalmente 6 pessoas, motivou a visita do presidente da Republica Francesa, a referida localidade e a imediata atenção de todo o governo Francês.

PAZ EM (ÁFRICA) ANGOLA?

Há realmente paz em Angola, com tal horrorosa pobreza, inenarrável sofrimento e ‘carniçaria’? Deus está abençoando a “paz que estamos com ela” como insistem anunciar os ‘pastores’ políticos corroborados com aplausos pelos congéneres religiosos? O mosquito á muito declarou guerra sem quartel a nossa espécie, e pelos vistos, está vencendo “com muita competência” a batalha. “Saúde é um estado de completo bem-estar físico, mental e social, e não apenas a ausência de doenças.” Para que tal seja um facto, é necessário e urgente, os governos de África, declararem (por sua vez) guerra sem tréguas contra o infame insecto, abominar a resignação colectiva.

Esta sim é uma guerra URGENTE E NECESSÀRIA, a única que salva vidas e que Deus, certamente abençoa. Em África será que é o homem a ‘espécie’ mais inteligente? Tomara que os ‘pastores’ da política africana tivessem a inteligência, destreza e “sentido de oportunidade” do tamanho do ‘destemível’ mosquito. Há alguma prioridade mais candente do que salvar 30’000 almas por ano? Tal não é (devia ser) PRIORIDADE NACIONAL? Salvar uma vida, isso sim é PODER! – Gandhi.

Isomar Pedro Gomes






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Comentários Arquivados:



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0 AFAMADO 17-07-2013 14:57 #2
Dormi mal disposto por passado ainda ontem por estruturas hospitalares -bonitamente- pintadas mas sem quadro clinico relevante visitar uma menina quase sem socorro necessário e que depois de cerca de 3 horas tomei conhecimento do seu passamento, comoveu-me de que maneira, quando em condições normais de um hospital talvez não morresse, triste e pena. agolano que fazer se ate a saúde anda doente. QUE DEUS NOS ACUDA .
0 AFAMADO 17-07-2013 14:51 #1
Para os africanos segurança nacional so se relaciona com quem nos quer ou nos invade dentro ou fora do pais ou caça aos contra regime e nunca a pandemias ou endemias, por nunca estão pelo povo, por isso os OGEs atribuem maiores percentagens e defesa e segurança menos o social onde vem a saúde, educação, agua energia, agricultura, sendo áreas de convulçoes sociais. Se podessem ouvir seria mais uma matéria de reflexão para os que governam.
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