Luanda - “Quero justiça,” é o grito desesperado de uma mãe cujo filho foi alegadamente abatido a tiro a sangue frio por agentes da Brigada Anti-Crime. Domingos Sozinho, de 20 anos de idade foi a enterrar nesta quarta-feira. A morte do jovem é atribuída a indivíduos da Polícia Nacional pertencentes aquela brigada. O incidente terá ocorrido numa festa autorizada pela secção da cultura no município de Viana.

Fonte: VOA

Segundo Elizeu José Fernandes, sobrevivente dos disparos, que foi atingindo com um tiro na perna esquerda, foram agentes da Brigada Anti-Crimes, trajados de farda azul escura e com a face encoberta que dispararam sobre os jovens.

Os jovens começaram a gritar em protesto contra a recolha coerciva do material de som, de uma festa, os jovens gritaram. Em resposta a polícia fez vários disparos atingindo mortalmente um cidadão e ferindo vários indivíduos.

“Dentre os que apanharam tiro além de mim, o que sei de concreto é que houve um jovem aqui que o tiro entrou nas vistas e saiu da nuca,” disse Fernandes, acrescentando que já apresentou uma queixa na polícia local, e o número do processo é 5086/13V.

“Ontem quando vieram me visitar me disseram que há uma jovem que apanhou um tiro no peito e acabou por morrer no hospital,” acrescentou afirmando que ainda no hospital onde foi fazer o curativo deparou-se com um quarto jovem que terá sido atingido de raspão na nuca.

Fineza Kambele, mãe de Domingos Sozinho reafirmou ter sido a polícia quem matou o seu filho. Quando se deslocou à unidade policial mais próxima não lhe foi dado atendimento. “Fui a policia e estão a me dar só voltas, disseram-me primeiro vai enterrar seu filho e depois vem para fazer a queixa” disse

A Voa contactou Aristófanes dos Santos, porta-voz do Comando Geral da Polícia Nacional, que disse não ter conhecimento da ocorrência. A mãe do malogrado, Fineza Kambele, pede justiça por partidas autoridades do país. “O que eu quero é justiça porque o meu filho não roubou”, frisou.



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