Mensagem de ano novo da Casa-Ce Europa

França - O ano 2014 terminou, deixando-nos boas lembranças de realizações concretizadas, mas também más lembranças de momentos difíceis, de dor e de fracassos.

 

Fonte: Casa-Ce Europa

Caras Companheiras, caros Companheiros Militantes da CASA-CE, Minhas senhoras, meus senhores, Povo angolano,

 

O ano 2015 chegou, trazendo-nos expectativas de dias melhores e esperança dos êxitos que teremos em tudo quanto empreenderemos neste novo ano.

 

Com efeito, devemos aproveitar o advento deste novo ano para tirarmos as lições dos erros que cometemos em 2014, corrigi-los a fim de evitar cometer os mesmos erros e podermos assim alcançar todos os objetivos que definimos para o ano 2015.

 

O trabalho realizado pela CASA-CE Europa desde o início das suas atividades até a presente data, é positivo. Mas não podemos cruzar os braços. Muito pelo contrário, devemos envidar cada vez mais esforços porque os desafios que nos esperam pela frente são enormes e requerem de nós um trabalho afincado.

 

Entre estes desafios temos as eleições autárquicas, que poderão ter lugar a qualquer momento, segundo a vontade de quem governa o país. As eleições gerais estão agendadas para 2017. Estes são os dois grandes desafios que temos daqui até 2017 e devemos prepararmo-nos cada dia que passa para não estarmos apanhados de surpresa.

 

Quanto a situação socioeconómica e política do país, o diagnóstico feito permite-nos concluir com muita tristeza que quase nada mudou. O regime continua a resistir a efetivação da democracia no país. Angola continua refém dum só indivíduo, o Presidente da República de Angola, José Eduardo dos Santos. Ele tem feito bonitas declarações mas que não são seguidas de actos. Dele e do seu executivo (ou governo) já não se deve esperar mais nada, senão a sua demissão para se libertar o país da ditadura, da corrupção, da pobreza e da estagnação.

 

O regime adotou a lei da probidade pública ou seja tolerância zero para com os casos de corrupção, mas não consegue lutar contra a corrupção, não somente por falta da vontade política, mas também porque os indivíduos que devem combater esta corrupção são ao mesmo tempo os promotores da corrupção no país. Assim sendo, falta-lhes autoridade moral para punir os corruptos.

 

No plano dos direitos humanos e liberdades fundamentais o quadro é sombrio. As manifestações são sistematicamente reprimidas com extrema violência. O caso da jovem Laurinda Gouveia agredida brutalmente pela polícia nacional ilustra muito bem este quadro sombrio. Casos de brutalidade policial que as vezes desembocam em mortes de cidadãos indefesos tendem a aumentar e o governo nada faz para pôr cobro a estas práticas. Foi o caso na semana passada, dia 25 de Dezembro de 2014, na Gabela (Kuanza Sul) onde a Polícia abateu dois jovens motoqueiros, segundo noticiou a Voz da América.

 

Na esfera económica igualmente o diagnóstico não é nada reluzente. O crescimento económico dos últimos tempos não permitiu melhorar a situação da esmagadora maioria dos angolanos que continuam a viver numa pobreza inaceitável comparativamente com o nível de vida dos governantes e de todas as pessoas a eles ligadas. Mas também em comparação com as potencialidades do nosso país.

 

Assim sendo, neste novo ano que começa é necessário que todos nós angolanos tomemos a peito  o destino do nosso país. Com efeito, Angola é o país de todos nós e todos devemos lutar por ela. Não devemos deixar somente os Partidos da Oposição fazer todo o trabalho sozinhos. O povo tem que implicar-se para a mudança chegar rapidamente!

 

Sejamos audaciosos e metamos o medo de lado, só assim poderemos obrigar o regime que impera em Angola a aceitar o jogo democrático franco e aberto. A união faz a força. Unidos somos mais fortes e poderemos fazer mais do que fazemos isoladamente.

 

Tínhamos decretado o ano 2014 como sendo o do Patriotismo, da Cidadania e do Ativismo. Este trio ainda está e estará em vigor por muito tempo. Porque devemos ser patriotas e amar o nosso país e tudo fazer para servi-lo. Devemos também fazer a transição e passarmos de indivíduos a cidadãos. O cidadão participa na vida pública do seu país e fiscaliza os governantes. Por último, devemos ser ativistas e participar ativamente nos assuntos que dizem respeito a gestão do nosso país e das nossas cidades, bairros etc. Porque afinal de contas, a governação do país não é, nada mais nada menos, do que a governação das nossas vidas. E não devemos deixar alguém ou algumas pessoas decidir sobre as nossas vidas sem termos uma palavra a dizer.

 

Para terminar, gostaria render homenagem a memória de todos os companheiros, companheiras e compatriotas que ao longo do ano 2014 deixaram o convívio dos vivos. A nossa oração é que tenham encontrado um bom lugar de repouso junto de Deus Pai. Prometemos tudo fazer para realizar o sonho duma Angola melhor e para todos que os tinha levado a participar do projeto CASA-CE !

 

Para todos os dirigentes, militantes e membros da CASA-CE, assim como todos os angolanos, angolanas e amigos de Angola, desejamos os nossos melhores votos dum Feliz, Próspero e Extraordinário Ano Novo 2015.

 

Que este ano 2015 seja a da conquista da democracia efetiva no nosso país.

 

Feliz Ano Novo 2015 para todos.

Todos por Angola Uma Angola para todos !

Emanwell MAYASSI « Patriota Liberal, Coordenador Geral das Representações da CASA-CE na Europa E-mail : Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. Mobile : +33 6 40 41 40 40 (Paris, França).







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