Lisboa – Estão a ser aguardadas, com expectativas, o desfecho de um  atribuído  “braço de ferro”, entre o Chefe da Casa de Segurança da PR, Manuel Hélder Vieira Dias Júnior “Kopelipa” e o Ministro da Defesa Nacional, João Manuel Lourenço em relação ao dossier do fornecimento da logística das Forças Armadas Angolanas.

 Fonte: Club-k.net

Por causa da logística das FAA

A logística das FAA, sempre esteve sob alçada de uma firma estatal, a SIMPROTEX – EP, empresa de comercialização de equipamentos e meios materiais, importação. Porém, há cerca de um ano, a Casa Militar da PR, pois de parte a SIMPROTEX, pondo no seu lugar a CAMARUF, uma empresa de libaneses que agora fornece 100% da logística para as tropas em Angola.

 

Presentemente, o Ministro da Defesa Nacional, João Manuel Lourenço manifesta intenção de voltar ao quadro anterior, com a SIMPROTEX, que se encontra num quadro decorativo. O governante é dado como estando a observar obstrução do general “Kopelipa”, geralmente apontado  como parceiro angolano  dos fornecedores   libaneses.

 

A Carmaruf, recebe do Estado angolano cerca de 90 milhões de dólares por trimestre para efectuar as suas ações de fornecimento as FAA. O pensamento generalizado, identificado em altos funcionários do Ministério da Defesa em Angola, é de que para além de ser “bastante delicado” entregar a logística do exercito, nas mãos de estrangeiros, deveria mesmo trabalhar com empresas nacionais.

 

Uma das figuras do generalato angolano, que é tida como estando a “assessorar”  a posição do Ministro João Lourenço, em recuperar o papel da estatal Simprotex, é o general Salviano de Jesus Cerqueira "Kianda", actual Secretário de Estado da Defesa, para os Recursos Materiais e Infraestruturas.

 

 

João Lourenço, é um dos dirigentes mais prestigiados e respeitado do regime angolano. A sua posição em restituir algumas normalidades quando ao funcionamento do sector da Defesa, em Angola,  é vista como instrumento de catalização da sua afirmação como Ministro da Defesa. O seu antecessor, Cândido Pereira, tinha dificuldades em se impor diante do general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, razão pela qual foi ao seu tempo, que lhe impuseram fornecessores libaneses na distribuição da logística do exercito.



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