Estudo norte americano revela que Angola não reúne requisitos para se tornar potência em África

Cidade do Cabo - A República de Angola estará longe de se tornar numa futura potência em África, pelo menos até o ano de 2040.  Esta é a conclusão de um estudo cientifico desenvolvido pela Universidade norte-americana de Denver, apresentado no passado dia 27 de Maio, na cidade do cabo, pelo Instituto de Estudos e Segurança da África do Sul.

Fonte: Club-k.net

Angola não faz parte do grupo das cinco potências de África

O estudo intitulado “poder e influencia em África” apresenta como países que reúnem os requisitos científicos para se tornarem futuras potencias de África, apenas cinco dentre os quais, a África do Sul, Nigéria , Argélia, Egipto e Etiópia.

 

A República de Angola não faz parte deste grupo dos cinco, por apresentar défices em indicadores humanos, desenvolvimento sustentável, Estado de direito e democrático, saúde, acesso a justiça e segurança interna tal como a sua posição no “Mo Ibrahim index” de desenvolvimento.

 

O estudo analisa a questão do poder entre as cincos potencias tradicionais no continente Africano na qual espera-se poderem influenciar o futuro do continente dado a sua preponderância demográfica, econômica, militar, mas também por causa dos seus papeis históricos como potencias regionais, nas suas respectivas regiões onde se situam.

 

Conjuntamente, estes países possuem 40% do total da população Africana, 60 % da economia do continente e 58% da sua despesa militar. O estudo acredita que estas particularidades irão se manter até 2040. Outros países como Angola e Marrocos, também espera-se um crescimento a nível de poder econômico e militar. Entretanto, estes dois países enfrentam consideráveis desafios de governança e desenvolvimento e desenvolvem uma politica externa na qual não possuem as devidas capacidades para implementa-las. Neste caso, não podem ser considerados lideres regionais. No caso do Marrocos, este, desde de 1984, não é membro da Organização da Unidade Africana (O.U.A)/União Africana (UA).

 

A segunda parte do projecto intitulado “África no Mundo” analisa a questão das potencias Africanas e a questão do poder no contexto global. Na perspectiva global, a previsão do estudo indica que África irá se manter onde se encontra neste preciso momento, isto no ano de 2040: nas margens das potencias internacionais, muito embora o seu acelerado crescimento econômico e continuadas transformações no continente durante este período.

 

Na Terceira parte do estudo, para medir as reais capacidades “The Big Five’s” ou “ Os Grandes Cinco”, os estudo explora como estes países estão a lidar com questões de governança, incluindo a segurança domestica, capacidade governamental e inclusão. Nesta parte, contextualiza-se a analise do poder;  enfatiza-se as principais transições e os seus desafios que terão um impacto importante na trajetória das dinâmicas de poder entre “ Os Grandes Cincos”.

 

A quarta parte do estudo explora as capacidades dos “ Os Grandes Cincos” e , usa as medidas históricas de poder relativo , o índice Hillebrand-Herman-Moyer, de forma a prognosticar o futuro do poder destas potencias até ao ano 2040. Entre vários aspectos, o índice estuda indicadores como tecnologia, demografia, desenvolvimentos internos, economia e poderio militar.

 

A quinta parte da pesquisa analisa a projeção do poder em África. Neste contexto, o estudo analisa o que estas potencias estão a fazer no continente Africano e como estas dinâmicas poderão se desenvolver ao longo dos anos. O estudo conclui que a África do Sul e a Etiópia são os países com melhores projeções a nível do continente Africano, sobretudo em termos de contribuições em missões de paz e pacificação do continente e prestigio diplomático. Argélia e a Nigéria, por outro lado, desenvolvem estratégias incoerentes, muitas das vezes com pouca ou nenhuma capacidade de implementação das suas ambições regionais, uma politica externa abertamente super- ambiciosa, enquanto o egipto possui um projeção internacional maior que aquilo que o seu real poder sugere. A sua politica externa e estratégia em África é menos ambiciosa do que aquilo que o seu real poder sugere.

*Com a colaboração de Aristides Cabeche

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