Angola deixa de enviar generais para cargos de Adidos de Defesa

África do Sul - O Governo de Angola através do seu Ministério da Defesa Nacional vai deixar de nomear oficiais generais para ocuparem cargos de adidos de Defesa junto as suas chancelarias militares no exterior do país.

Fonte: Club-k.net 

De acordo com as novas politicas adoptadas, os cargos de adidos militares passarão a ser ocupados por oficiais superiores coronéis e em algumas excepções por brigadeiros como acontece em quase toda parte do Mundo.

 

Para por em marcha a   materialização desta política, o Ministério da Defesa exonerou a poucas semanas os generais Jonatão Augusto Morais, Barbosa Antunes Epalanga e José Trindade Clementino dos respectivos cargos de Adido de Defesa junto da Embaixada da República de Angola na República da África do Sul, Adido de Defesa junto da Embaixada da República de Angola na República Popular da China e de Adido de Defesa junto da Embaixada da República de Angola na República da Namíbia

 

Aquele ministério exonerou ainda os generais Domingos André Tchikamba e Luís Gabriel Patrício Teixeira «Kagi» dos respectivos cargos de Adido de Defesa junto da Embaixada da República de Angola no Reino da Grã-Bretanha e Irlanda do Norte e de Adido de Defesa junto da Embaixada da República de Angola na República Portuguesa.

 

Todos estes oficiais generais foram substituídos pelos seus adjuntos que passaram a titular, com excepção o da chancelaria militar junto a embaixada de Angola em Portugal, onde será despachado como adido militar,  um brigadeiro, Samuel Zinga Emília, oriundo de Cabinda.

 

A referida medida é da autoria do general José Higino de Sousa “Zé Grande” (na foto), director nacional de relações internacionais do Ministério da Defesa Nacional visando conformar as leis de defesa militar de Angola que determina que a nomeação dos generais para cargos militares é da exclusividade do comandante-em chefe das FAA. Os adidos-generais eram até pouco tempo nomeados pelo Ministro da Defesa Nacional.

 

De acordo com realidades da política externa, Angola e Moçambique são dos poucos país do mundo que enviam generais como adidos de defesa tratando-se de uma realidade herdada da extinta União Soviética.

 

Em encontros de trabalho no estrangeiros, os adidos-generais angolanos tinham como homólogos coronéis criando um quadro de desproporcionalidade ou de “banalização” da patente de general.







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