Lisboa - A Comissão de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal acusa o setor da saúde do Consulado da Embaixada de Angola em Portugal de "má gestão", exigindo a exoneração do chefe da divisão.

Fonte: TSF

Os doentes angolanos queixam-se da falta de condições a nível de alojamento e alimentação que enfrentam em Portugal, acusando o setor da saúde do Consulado da Embaixada de Angola em Portugal de "má gestão" dos fundos do Ministério da Saúde angolano, destinados aos pacientes em Portugal.


A Comissão de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal já pediu a exoneração de Nuno Marcelo Oliveira, referindo que "não queremos mais este senhor como chefe de setor da saúde [do Consulado da Embaixada de Angola] em Portugal".


Estima-se que cerca de 120 doentes angolanos estejam em Portugal a receber tratamento que não está disponível em Angola, um número que a comissão não consegue confirmar devido à "falta de transparência" do setor da saúde do Consulado da Embaixada de Angola em Portugal, chefiado por Nuno Marcelo de Oliveira (na foto com o seu amigo).

 

"Há falta de transparência porque nós já solicitámos reuniões e informação sobre o valor que o setor recebe mensalmente mas eles recusam-se a revelar", lamentou Gabriel Tchimuco.

 

A comissão refere que "a maior parte dos doentes angolanos que estão aqui há mais de cinco anos estão inseridos no sistema nacional de saúde de Portugal", referindo que apesar dessa alteração, o setor da saúde "não justifica o que está a fazer agora com o dinheiro".

 

Vitorino Leonardo, secretário-geral da Comissão de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal, acusa o setor da saúde de coagir médicos portugueses "para darem alta a doentes angolanos para eles poderem mandar estes indivíduos para Angola", acrescentando que há registo de pacientes que regressaram a Angola e "depois de uns dias, morreram".

 

Os doentes recebem um subsídio de cerca de sete euros diários e queixam-se de ficar alojados em pensões com más condições.

 

"Se formos visitar essas pensões, vamos ver que os doentes não têm condições nem de dormida, nem de alimentação, é uma alimentação muito pobre", referiu Gabriel Tchimuco da Comissão de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal.

 

A TSF contactou o Ministério da Saúde de Angola e a Embaixada angolana em Portugal para pedir mais informações sobre as dificuldades que os doentes angolanos enfrentam em Portugal, mas nenhum dos pedidos teve resposta.

 



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