Luanda - O Presidente da UNITA alerta para o perigo de o país registar momentos de turbulência, caso a CNE não corrigir os problemas que se registam no mapeamento, em que numerosas assembleias de voto estão a ser transferidas para uma distancia de dezenas de quilómetros das áreas residenciais dos eleitores.

Fonte: Kwachapress

Falando aos jornalistas no final da sua visita ao Uige, o líder da UNITA fez saber que recebeu das populações reclamações em torno dessa situação que pode pôr em causa a participação de muitos eleitores no pleito de 23 de Agosto do ano em curso.

 

“Estamos a receber queixas e reclamações de que a SINFIC que causou em 2012, uma grande abstenção, está a repetir os mesmos erros. A CNE já tinha pontos de referência que estavam próximo das comunidades, que os cidadãos escolheram para votar na altura do registo. Algumas dessas localidades foram levadas para distancias que ficam a 80 quilómetros dos locais habituais, mais vez estamos a ver aqui muita gente a ficar sem votar”, precisou Isaías Samakuva, sublinhando que o assunto é muito grave pode levar o país a conhecer dias turbulentos.

 

Fazendo o balanço da sua visita de tres dias à província do Uige, durante a qual, o líder da UNITA mantece contacto com o eleitorado da sede da província, Maquela do Zombo, Sanza Pombo, Puri e Quimbele, Isaías Samakuva manifestou-se satisfeito com os níveis de mobilização do eleitorado a favor do seu Partido.

 

“O nosso programa foi satisfatoriamente cumprido, porque para além de encontrarmos multidões à espera da nossa mensagem de mudança, encontramos vários sectores da sociedade uigense e com representantes desses sectores trocamos ideias e impressões que nos deram a conhecer o estado da situação prevalecente nas suas áreas e recebemos conselhos e sugestões do que a UNITA deve fazer para que o povo faça uma escolha adequada”, disse, denunciando alguns aspectos negativos de que se queixaram as populações de que se destacam o estado das vias de comunicação, a intimidação e intolerância.

 

Isaías Samakuva disse a sua preocupação é maior porque os autores de tais actos são os responsáveis da administração do Estado.

 

“Não devia haver situações que nos levem ao conflito. Infelizmente acontecem um pouco por toda a parte da província do Uige, actos de intimidação muito fortes. A nossa preocupação aumenta porque são os próprios administradores comunais a instigarem esses actos de intolerância e intimidação, portanto aqueles que deviam proteger o cidadão e dar exemplo são os promotores dessa intolerância”, denunciou, reforçando o apelo no sentido de que as autoridades competentes baixem ordem para que as eleições se façam num clima de tolerância e de festa.

 



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: