Luanda  -  A União das Associações Locais de Angola (Amangola),  uma ONG  que recebe  fundos do Estado assumiu públicamente,  trabalhar arduamente para sensibilizar a população angolana, no sentido de nas eleições de 23 de Agosto votarem no MPLA e no seu candidato a Presidente da República, João Lourenço.
 
Fonte: Club-k.net
 
Fundos Públicos para campanha do candidato do MPLA
 
A revelação foi feita, este sábado,   pelo vice-presidente Tomas Bica Mumbundo ao intervir no acto de lançamento do projecto “Dialogo para o Voto Certo”, no distrito urbano do Zango – três, município de Viana.  O mesmo,  citado pela  agencia angop,  afirmou que a Amangola vai educar as comunidades para votarem no número quatro, tendo sublinhado que é o algarismo da estabilidade e continuidade.
 
 
Em 2015, o Presidente José Eduardo dos Santos (JES) concedeu o estatuto  de utilidade pública a Amangola, ficando esta ONG habilitada  a receber fundos do Estado para suportar as suas atividades, em prol das comunidades rurais.  
 
 
De acordo com consultas,  a Amangola, não pode fazer  política nem usar os fundos que recebe do Estado para desenvolver trabalhos de mobilização de voto ao MPLA e ao seu candidato. Não, obstante estar a violar a lei eleitoral, o trabalho da Amangola em apoiar o MPLA, constitui corrupção e crime eleitoral e entra em contradição com os discursos de João Lourenço em combater o uso desapropriado de fundos do erário público. 
 
 
“Por um lado, o candidato  João Lourenço promete combater a corrupção e por outro lado a sua propria  campanha é alimentada e patrocinada por praticas corruptas ”, observou um militante do Bloco Democrático.
 
 
Há dois anos, a UNITA na pessoa do seu dirigente Lourenço Bento reprovou a atribuição do estatuto de utilidade pública atribuído a AMANGOLA.
 
 
Lourenço Bento indicou, igualmente, que, na senda de organizações que favorecem claramente o partido no poder, se encontra ainda a AJAPRAZ e o Movimento Espontâneo. Estas, acrescentou, não têm actuado como organizações não-governamentais, mas sim como células do partido, fazendo política.
 
 
"Elas usam e abusam do dinheiro de todos nós para fazer política a favor de um partido político, por isso é que somos contra os critérios de atribuição deste estatuto à AMANGOLA", destacou Lourenço Bento, reconhecendo, em contrapartida, a necessidade da existência de mais associações de utilidade pública que não são tidas nem achadas. "Nós pensamos que deveria haver muitas organizações assim a ajudarem o Estado, mas não podemos permitir que façam política, a exemplo do que se vem notando com algumas ONGs existentes".
 
 
Fundada em 2013, a AMANGOLA é liderada pelo deputado do MPLA, Job Castelo  Kapapinha.
 
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