Lisboa – A Procuradoria da República de Angola, agora sob liderança do general Hélder Fernando Pitta Gros, está com dificuldades de investigar o destino incerto a que foi dado a uma garantia soberana de 750 milhões de dólares confiada a empresa Jeosat, para a requalificação do município do Cazenga. A Jeosat,  acusa  o general Manuel Vieira Dias “Kopelipa”, ex- Chefe da Militar da PR,  como a entidade que se apoderou destes fundos aprovados por decreto presidencial.


Fonte: Club-k.net

Desvio de € 750 milhões para requalificação do Cazenga

Há cerca de quatro anos a JEOSAT abriu uma queixa crime, na PGR ,  contra o que chama de crime soberano mas segundo acusações do seu PCA, Carlos Rodrigues, o então PGR, João Maria Moreira de Sousa terá escondido o processo crime, sem nunca ter dado resposta. O processo tem a chapa 00502/01.22.01/14.

 

Com a saída em cena de  João Maria de Sousa, o PCA da Jeosat, Carlos Rodrigues endereçou ao novo PGR  Hélder Pita Gros, aos 21 de Dezembro de 2017, uma carta (reclamação) solicitando a reativação deste processo que no seu ponto de vista observa  morosidade.

 

“Volvidos 3 anos, ora signatário vem pela presente voltar a solicitar a Vex, que se digne a orientar os serviços da instituição que dirige, no sentido de se proceder a regularização deste crime e atentado a soberania, bem como das irregularidades, apresentadas, e subsequente devolução do valor em divida, situação que esta a por a empresa numa situação desastrosa, conflitos jurídicos , situação junto dos antigos combatentes e veteranos da pátria, juro de mora, danos morais, e consequências do acto irresponsável, realizado pelo banco BESA, membros do executivo, e instituições do Estado angolano”, le-se na carta que o Club-K teve acesso.

 

Aparentemente desesperado, o responsável da JEOSAT  realizou  recentemente uma conferencia de imprensa para denunciar o “roubo” destes 750 milhões de euros que estavam alocados no Banco BESA, pertencente aos generais “Kopelipa” e Fragoso do Nascimento “Dino”.  Carlos Rodrigues explicou também que o grupo do antigo patrão da Casa Militar da PR, não só  se apoderou  destes fundos  como também usou o mesmo “cheque” (entenda-se garantia soberana) para levantar três vezes,  o mesmo  dinheiro que no total preforma a 3, 15 bilhões de dólares.

 

Por isso mesmo, Carlos Rodrigues, acusa o ex-PGR Maria de Sousa de ser corrupto desafiando-o a irem a tribunal para que possa provar no que esta a falar. 

 

“Não entendemos porque que o PGR cessante se sente ofendido quando lhe chamam de corrupto, ele só não foi corrupto como legalizava a corrupção. No nosso processo, a muito tempo que estou a lhe convidar para ir a tribunal e ele parece que não esta muito interessado”, disse o empresário da Jeosat.

 


De lembrar que em processos de altas personalidades do regime  como a ex-PCA da Sonangol, Isabel dos Santos, o novo Procurador Pita Gross alegou que a procuradoria esta sem técnicos para investigar, preparando assim a sociedade a não contar com resposta quanto a investigações que envolvem figuras próximas ao antigo Presidente Eduardo dos Santos.

 

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