Lisboa - Apesar de o Procurador-Geral da República admitir recentemente ter sido um erro divulgar o nome do Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas, constituído arguido, sem ter sido antes notificado, o assunto esta, por outro lado, a ser objecto  de contestação em diversos escalões da PGR.

Fonte: Club-k.net

De acordo com um levantamento, as divisões sobre este assunto iniciaram na véspera dos preparativos da referida conferência de imprensa em que se anunciou o general Geraldo Sachipendo Nunda como arguido.

 

Na ocasião, PGR general Hélder Fernando Pitta Grós havia indicado um dos seus adjuntos, neste caso o Procurador João Luís de Freitas Coelho a conduzir a conferencia mas que terá se mostrado renitente em avançar com o anuncio. Ao ser proposto, o procurador adjunto João Freitas Coelho perguntou a Pitta Grós onde estava a autorização do Presidente da República para este caso, uma vez que se tratava de um Chefe de Estado Maior General. O PGR Fernando Pitta Grós terá respondido que não carecia de autorização mais que bastava a informação previa.

 

Ao sentir evasivas do seu superior hierárquico, o procurador adjunto João Luís de Freitas Coelho que é igualmente coordenador do DNIAP achou que algo não estava bem, e atirou a “bola” para um seu subordinado, Luís Ferreira Benza Zanga.

 

Benza Zanga, que regressou do Cuando Cubango há três meses onde trabalhou durante 14 anos como sub-procurador-geral da República assumiu conduzir a conferencia de imprensa e constituir arguido alguém que não é da inteira responsabilidade da PGR civil.

 

A margem do recente conselho consultivo do ministério público, o PGR Pitta Grós assumiu o erro mas ao mesmo tempo decidiu instaurar um processo disciplinar contra o sub-procurador Benza Zanga gerando na instituição numa chama sem precedente, uma vez que os procuradores o consideram como não sendo culpado.

 



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