Luanda - O maior partido na oposição angolana voltou a solicitar à Assembleia Nacional uma investigação à dívida pública do país, depois de ter visto rejeitado o seu pedido para a constituição de uma Comissão Parlamentar de Investigação (CPI). Agora, a UNITA traz mais argumentos e dados, tendo a direcção do Parlamento aceito analisar o pedido.

Fonte: VOA

Adalberto da Costa Junior, líder da bancada parlamentar da UNITA, disse à VOA que os factos mostram que a dívida pública nacional carece urgentemente de uma auditoria independente daí a insistência da UNITA no pedido de uma CPI.


Para Costa Júnior, o novo pedido inclui “as declarações da secretária de Estado das Finanças a dizer que pelo menos 25 por cento da dívida é falsa e o debate do Orçamento Geral do Estado na especialidade em que o próprio ministro das Finanças assumiu que parte da dívida não era verdadeira”.


“Por isso não há motivos hoje para se retardar a constituição da CPI que é de interesse nacional", afirmou.


A UNITA acusa a governação de João Lourenço de não ter coragem de ir muito mais a fundo nas medidas de transparência nas contas do Estado e, segundo Adalberto da Costa Júnior, "os actos de grande corrupção continuam intocáveis”.


“Fazem-se apenas algumas ações de marketing constituem-se alguns arguidos mas há circunstâncias em que a lei exigiria um outro tipo de medidas mas na cadeia só estão os pequeninos”, acusou o presidente da bancada parlamentar da UNITA para quem “cada vez mais percebemos que não há coragem de se chegar aos limites da responsabilização.

 



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