Lisboa – A  recente  reunião do  Conselho consultivo do comando geral da Polícia Nacional,  deu consistência a recentes rumores segundo as quais o  comandante geral, Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, estaria desencontrado com os seus dois adjuntos, nomeadamente o comissário-chefe Paulo Gaspar de Almeida e José Salvador Rodrigues “Dodo”.

Fonte: Club-k.net

Novo Comandante expõe  esquemas de corrupção 

A colisão entre as duas partes são sustentadas nos pontos a saber:


1.No aludido Conselho consultivo, os dois comandantes gerais adjuntos divergiriam com o comandante geral, Alfredo Mingas “Panda”, por considerarem que este destratou, em plena reunião o director nacional de Recursos Humanos comissário José Domingos Moniz e o comissario Elias de Sousa, pelo suposto comportamento de venda de patentes e outras irregularidades na direção dos Recursos humanos do comando geral, ai expostas.

 

Elias de Sousa é o director da escola Capolo I, no Golf. A menção do seu nome, nesta reunião, é consubstanciada em acusações segundo as quais teria montado um esquema em que recebia valores para enquadramento na Policia Nacional, com a cumplicidade com o director dos Recursos Humanos, Domingos Moniz. Os recorrentes eram introduzidos no sistema e consequentemente na folha de salario da instituição. Alguns destes recorrentes viram falhadas ou atrasadas as promessas de enquadramento e passaram a exigir os seus valores ressarcidos. Este escândalo precipitou a instauração de um processo disciplinar contra estes dois altos responsáveis da Policia Nacional.

 

2.O novo Comandante Geral terá descoberto e ao mesmo tempo cortado um esquema de divisão de “subsídios” – não previsto no orçamento do CGPN – beneficiando o seu antecessor Ambrósio de Lemos e os dois actuais segundos comandantes gerais, onde o primeiro recebia mensalmente um valor de 15 milhões de kwanzas e 10 milhões para cada segundo Comandante Geral.

 

Alfredo Eduardo Mingas “Panda”, foi nomeado em finais do ano passado, enquanto que os seus adjuntos veem desde o consulado de Eduardo dos Santos. O cenário, mais previsível é que o actual comandante, conforme regras, venha no futuro propor ao Presidente da República a nomeação de dois adjuntos da sua confiança.



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