Lisboa - Os três guardas que durante muito tempo integraram a escolta pessoal do agora general reformado António José Maria “Zé Maria”, decidiram abandona-lo voluntariamente forçando-o a requisitar novos guardas ao Regimento da Polícia Militar (RPM).

Fonte: Club-k.net

Os oficiais generais na reforma, conforme o seu estatuto, tem direito a proteção traduzida numa guarda pessoal, que lhes é posta a disposição pelo RPM.

 

O general “Zé” Maria, tinha os seus desde altura que estava no activo como chefe do Serviço de Inteligência e Segurança Militar (SISM). Em circunstancias normais os guardas “desertores” seriam objecto de processo disciplinar por terem deixado desprotegida. Tal não aconteceu, por efeito de uma alegada solidariedade institucional, uma vez que os soldados apresentaram - a instituição de tutela - as motivações que os levou a fugir.

 

O general Antônio José Maria foi, durante a vigência da era Eduardista, num dos principais focos de divisões e tensões internas que proliferam no regime do MPLA. Era uma das figuras mais impopulares do regime e igualmente solitária. Foi um dos responsáveis pela perseguição ao general Miala, e em 2015, destacou-se como cérebro da invenção do caso dos 15 + 2, manipulando os órgãos de justiça.

 

O seu então colaborador, José Filomeno Peres Afonso “Filó” foi citado em julgamento como o ordenante do assassinato do ativista Isaías Cassule, em Maio de 2012. “Filó” Nunca foi condenado porque na altura, o general Zé Maria recusou entrega-lo a justiça argumentado que o mesmo encontrava-se em tratamento médico na África do Sul.

 

A nível dos soldados era detestado devido a pratica de bater ou mandar prender militares na via pública que considerava estarem mal uniformizados ou que lhe terão   desautorizado.



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