Foco do Dia

Caso Kalupeteka: Comandante da Polícia na Caála terá morrido por fogo amigo

Lisboa – As autoridades angolanas ainda não reagiram as informações contidas num relatório dando conta que o comandante municipal da Caála, superintendente-chefe, Evaristo Katumbela Ukomo terá falecido após ter sido atingido por uma bala perdida de um colega da Polícia de Intervenção Rápida (PIR) e não conforme a versão apresentada publicamente por dois altos funcionários do Ministério do Interior. Os dois conhecidos responsáveis são citados como estando em problemas por terem enganado o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, sobre o sucedido, em torno da Igreja Katupeleka.

Fonte: Club-k.net

Pai do malogrado perdeu a vida quando  soube da verdade 

De acordo com o relatório, a morte de Evaristo Ukomo aconteceu quando uma brigada motorizada das FAA, - em reforço a um contigente da PIR - avançou para o Leste e sudoeste, do santuário da Igreja Kalupeteka, perseguindo os fugitivos que carregavam mortos e feridos (mulheres e crianças).

 

No dia seguinte, verificou-se que os responsáveis da polícia ao local tinha sido mortos a catanadas mas o comandante da PN, Evaristo Katumbela Ukomo tinha sido atingido por uma bala perdida provavelmente disparada pelos seus colegas da Policia de Intervenção Rápida (PIR) que lhe atravessou o olho furando a nuca.

 

A conclusão com que se baseia o relatório é sustentada pelo facto de os crentes encontrados vivos não tinham armas de fogo em nenhum momento mas sim catanas, machados e picaretas.

 

A versão inicialmente avançada por dois altos responsáveis do Ministério do Interior   insinuando que os crentes tinham armas de fogo ou arsenal de guerra, foi destinada a culpa-los pela morte do comandante da policia nacional e evitar com que a família do mesmo ficasse a saber que o malogrado foi mortalmente atingido por balas dos seus colegas.

 

Logo após ter conhecimento que Evaristo Katumbela Ukomo perdeu a vida, o seu pai, não resistiu o embate acabando também por falecer na cidade do Huambo.

Retaliação 

No momento em que foram reconhecer os corpos dos colegas, um outro oficial da PIR identificado por “Chefe Pinto”, terá se sentido revoltado tendo retaliado alguns crentes feridos pela mesma moeda.

 

O “Chefe Pinto” segundo o relatório encontrou um grupo de jovens com pertas partidas, outros feridos que não conseguiam andar. Ao ve-los, terá usado as seguinte expressão “como mataram os nossos chefes com catanas é com catanas que vamos vos matar também”. Ao começou a lhes cortejar até que os jovens fieis perderam a vida.

 

Ao lado de uma moradia de José Kalupeteko, que era a casa mais sumptuosa, havia um posto medico da Igreja. Os operacionais da Policia encontraram no seu interior outros feridos vivos e escondidos que foram massacrados ai mesmo.

Tribunal de Contas investiga denuncias de corrupção no Jornal de Angola

Washington - Prevista para uma duração mínima de uma semana, a última deslocação do presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro ao exterior do país resumiu-se a dois dias.

 

Fonte: Club-k.net

Sob a batuta de Artur Queiroz, o Jornal de Angola tornou-se no mais ácido inimigo da democracia

Há pouco mais de uma semana, António José Ribeiro (AJR) iniciou uma digressão pela Europa que o levaria nomeadamente à Alemanha, onde tentaria, mais uma vez, encontrar solução para a rotativa das Edições Novembro.

 

José Ribeiro interrompeu bruscamente o “passeio” europeu quando foi informado que técnicos do Tribunal de Contas estariam a caminho das Edições Novembro para apurarem denúncias sobre possíveis irregularidades envolvendo a compra da rotativa das Edições Novembro e sobre o contrato de trabalho que vincula o português Artur Queiroz àquela empresa.

 

No caso da rotativa, avolumam-se as suspeitas de que as Edições Novembro podem ter, voluntariamente, comprado gato por lebre.

 

O presidente do Conselho de Administração das Edições Novembro comprou como nova – e por isso o país dispendeu largos milhões de dólares - um equipamento que, afinal, não passará de ferro velho. Desde que foi inaugurada, com a pompa e a circunstância que envolvem todas as cerimónias a que o Presidente da República dá a cara, a rotativa sempre funcionou aos soluços. Diversos técnicos alemães, ligados à empresa que vendeu o equipamento, já estiveram em Luanda, mas nenhum deles foi capaz de encontrar uma solução duradoura.

 

Observadores avisados, dentro e fora das Edições Novembro, têm reiteradamente sugerido que as vindas e idas de técnicos alemães não resolverão o problema da rotativa.

 

Angola pagou aproximadamente 20 milhões de dólares para uma rotativa que, em estado virgem, custaria pouco mais de 12 milhões. No estado em que se encontrava quando as Edições Novembro o compraram, o ferro velho estava avaliado em alguns trocados.

 

Nas últimas semanas, a impressão do Jornal de Angola e dos demais títulos das Edições Novembro tem sido assegurada pela Dammer, uma impressora ligada ao grupo Média Nova.

 

Quando foi à Alemanha comprar a rotativa, Ribeiro tinha por companhia o seu inseparável Artur Queiróz.

 

Mas não é apenas o complicado imbróglio da rotativa que tem precipitado o surgimento de fios de cabelo branco no couro cabeludo de António José Ribeiro. O contrato de trabalho que vincula o português Artur Queiroz às Edições Novembro é outra fonte de dores de cabeça.

 

Por imposição de AJR, as Edições Novembro ofereceram ao luso cidadão um contrato de trabalho que faz dele, salvaguardadas pequenas distâncias, o melhor remunerado expatriado em Angola.

 

Nos termos do contrato, Artur Queiróz ou Álvaro Domingos, o que vem a dar no mesmo, embolsa mensalmente qualquer coisa como 11 mil dólares livres de impostos para dar formação a jornalistas das Edições Novembro. Estranhamente, porém, a cada formação que dá Álvaro Domingos recebe um bónus de 4.000 dólares, eles também livres de impostos. A lista de mordomias que as Edições Novembro concedem a Artur Queiroz, a quem José Ribeiro definiu como o “melhor repórter do mundo”, inclui, ainda, duas passagens aéreas anuais para e de Lisboa, onde tem a família, e ainda o acesso directo à tesouraria da empresa para pedir empréstimos, que nunca são reembolsados, em valores que quiser.

 

Artur Álvaro Domingos Queiróz chegou às Edições Novembro com a capa de formador. Mas rapidamente subverteu esse estatuto e transformou-se no principal decisor editorial das Edições Novembro. Nenhum título das Edições Novembro ousa publicar matéria jornalística que não tenha o aval do luso.

 

Artur Queiroz transformou o principal título da empresa, o Jornal de Angola, na principal tribuna de combate e achincalhamento dos partidos e líderes da oposição. Pessoas como Isaías Samakuva ou Abel Chivukukuvu, cujos partidos têm existência legal, são retratados nas páginas do Jornal de Angola e sempre pelo mesmo punho como se de confessos delinquentes internacionais se tratassem.

 

Já cidadãos sobre os quais pesam suspeitos de haverem cometido crimes de pedofilia ou de tráfico internacional de mulheres para fins de prostituição são tratados, nas páginas do Jornal de Angola, com a consideração só devida a pessoas honradas.

 

No entanto, dirigentes partidários, que têm respaldo popular para o exercício da oposição, são tratados como criminosos irrecuperáveis.

 

Sob a batuta de Artur Queiroz, o Jornal de Angola tornou-se no mais ácido inimigo da democracia.

 

Os especialistas do Tribunal de Contas que estão a caminho das Edições Novembro terão, certamente, oportunidade de verificar como e de onde saem os fundos que financiam a cruzada de Artur Queiroz contra a oposição angolana e seus legítimos representantes.

 

Servidor queimou?

Quando já era tomada como iminente a chegada de técnicos do Tribunal de Contas, começou a circular nas Edições Novembro informação segundo o qual fogo de origem desconhecida destruiu o servidor da internet que serve a empresa.

Nesse servidor estaria guardada toda a correspondência das Edições Novembro com o mundo exterior.

 

Nas próprias Edições Novembro suspeita-se que a destruição do servidor pode não ter sido acidental.

 

Mão humana pode ter conduzido o fogo para destruir correspondência eventualmente comprometedora. Pode não interessar a alguns círculos que a papelada que envolveu a compra da rotativa chegue a outras mãos.

Vazamento de segredos de Estado ditam queda de assessor português

Washington – Artur Orlando Teixeira Queiroz , o assessor português e responsável pela linha editorial de calunia e difamação do Jornal de Angola, foi recentemente proibido de publicar  os seus textos nas páginas do único diário estatal angolano até que se aguardem  por novas  “orientações superiores” .

Fonte: Club-k.net

Artur Queiroz exige indeminização

A referida decisão partiu do gabinete de Aldemiro Vaz da Conceição junto a Presidência da República de Angola. A mesma medida terá sido impulsionada, por causa do vazamento de Segredos de Estado que aquele jornalista português   vazou num texto de difamação contra o “Semanário Angolense”, onde teria tratado por “bandidos” os donos da Media Nova, que é a empresa de comunicação social privada ligada aos generais do circulo presidencial do regime.

 

No seu texto de opinião, Artur Queiroz escreveu a seguinte frase: “É isso que estou agora a fazer mas antes dizer ao senhor brigadeiro Lungo o seguinte: Com tropas destas que só sabem atacar e fogem ao primeiro confronto, não ganha a guerra nem sequer a batalha naval, em papel quadriculado. O jornalismo é uma actividade seria e tem uma marca distintiva: o rigor.”

 

Com esta passagem Queiroz acabaria por expor,  o até então desconhecido “brigadeiro Lungo” e a sua missão especial no regime angolano.

 

Quem é o “brigadeiro Lungo” ?

 

“Lungo” é o nome de guerra do Tenente-General João António Santana, que exerce o cargo de Director-Adjunto do gabinete de Acção Psicológica e Informação da Casa Militar do Presidente da República. É o adjunto de Aldemiro Vaz da Conceição.

 

O general “Lungo”, é a figura que esteve discretamente envolvida a alguns anos atrás na compra de semanários privados angolanos em Luanda. Através da relevação feita por Artur Queiroz ficou-se a saber que é ele quem controla os jornais privados em Angola, um dado que era até então mantido em segredo.

 

O texto de Queiroz nunca chegou a ir ao ar, porque tão logo as autoridades foram alertadas da exposição que estava a ser feita orientaram a sua retirada das páginas do Jornal de Angola.

Queiroz impedido de escrever 

Artur Queiroz, que regressou no final de semana antepassado a Luanda vindo de Lisboa foi surpreendido com a “orientação superior” de que já não podia mais assinar textos no Jornal de Angola. Deixaram-lhe apenas publicar um artigo, no dia 21 de Maio, sobre um ataque a Malongo, na década de oitenta, intitulado “O fracasso da “Argon” no Complexo de Malongo”. Porém, no dia seguinte voltou ao tema escrevendo a segunda parte do texto mas desta vez, foi impedido. O artigo saiu mas assinado como se fosse de  José Ribeiro e  com o titulo “O regime de apartheid pôs em risco os interesses dos EUA em Angola

 Queiroz e Ribeiro em desentendimentos

Por outro lado, o DG do Jornal de Angola, José Ribeiro, que está a dar sinal de que quer travar o arrombo aos cofres da empresa em beneficio do seu assessor  português, ordenou ao administrador financeiro, Eduardo Mivo, para desta vez, não pagar mais nenhuma factura relativa as despesas contraídas por Queiroz durante as férias em Portugal .

 

Porem, ao notar que estava a ser colocado numa situação de restrição, o assessor Português remeteu ao seu chefe uma carta a pedir indeminização por, alegadamente, não haver mais condições para continuar a trabalhar no Jornal de Angola, cujo contrato milionário termina em Dezembro de 2017.

 

Queiroz pediu a rescisão do contrato com efeitos a 30 de Abril e exigiu pagamento único de todos os salários até 2017  e  de todos os subsídios, numa única tranche.

 

José Ribeiro, por sua vez, considerou o acto como uma “traição”, uma vez que haviam estabelecido um pacto de trabalharem juntos até 2017. Reiterou-lhe a recusa de pagamentos solicitados e neste dia ambos, foram arrastados para um ambiente áspero que resultou em ofensas graves por parte de Queiroz.

 

De acordo com consultas, o assessor português arrisca-se a não ser indeminizado  tendo em conta que o seu contrato de trabalho é nulo por não obedecer a critérios como consultas ao MAPESS, e por também ter estado a trabalhar ilegalmente com um visto de turismo.

Estudo norte americano revela que Angola não reúne requisitos para se tornar potência em África

Cidade do Cabo - A República de Angola estará longe de se tornar numa futura potência em África, pelo menos até o ano de 2040.  Esta é a conclusão de um estudo cientifico desenvolvido pela Universidade norte-americana de Denver, apresentado no passado dia 27 de Maio, na cidade do cabo, pelo Instituto de Estudos e Segurança da África do Sul.

Fonte: Club-k.net

Angola não faz parte do grupo das cinco potências de África

O estudo intitulado “poder e influencia em África” apresenta como países que reúnem os requisitos científicos para se tornarem futuras potencias de África, apenas cinco dentre os quais, a África do Sul, Nigéria , Argélia, Egipto e Etiópia.

 

A República de Angola não faz parte deste grupo dos cinco, por apresentar défices em indicadores humanos, desenvolvimento sustentável, Estado de direito e democrático, saúde, acesso a justiça e segurança interna tal como a sua posição no “Mo Ibrahim index” de desenvolvimento.

 

O estudo analisa a questão do poder entre as cincos potencias tradicionais no continente Africano na qual espera-se poderem influenciar o futuro do continente dado a sua preponderância demográfica, econômica, militar, mas também por causa dos seus papeis históricos como potencias regionais, nas suas respectivas regiões onde se situam.

 

Conjuntamente, estes países possuem 40% do total da população Africana, 60 % da economia do continente e 58% da sua despesa militar. O estudo acredita que estas particularidades irão se manter até 2040. Outros países como Angola e Marrocos, também espera-se um crescimento a nível de poder econômico e militar. Entretanto, estes dois países enfrentam consideráveis desafios de governança e desenvolvimento e desenvolvem uma politica externa na qual não possuem as devidas capacidades para implementa-las. Neste caso, não podem ser considerados lideres regionais. No caso do Marrocos, este, desde de 1984, não é membro da Organização da Unidade Africana (O.U.A)/União Africana (UA).

 

A segunda parte do projecto intitulado “África no Mundo” analisa a questão das potencias Africanas e a questão do poder no contexto global. Na perspectiva global, a previsão do estudo indica que África irá se manter onde se encontra neste preciso momento, isto no ano de 2040: nas margens das potencias internacionais, muito embora o seu acelerado crescimento econômico e continuadas transformações no continente durante este período.

 

Na Terceira parte do estudo, para medir as reais capacidades “The Big Five’s” ou “ Os Grandes Cinco”, os estudo explora como estes países estão a lidar com questões de governança, incluindo a segurança domestica, capacidade governamental e inclusão. Nesta parte, contextualiza-se a analise do poder;  enfatiza-se as principais transições e os seus desafios que terão um impacto importante na trajetória das dinâmicas de poder entre “ Os Grandes Cincos”.

 

A quarta parte do estudo explora as capacidades dos “ Os Grandes Cincos” e , usa as medidas históricas de poder relativo , o índice Hillebrand-Herman-Moyer, de forma a prognosticar o futuro do poder destas potencias até ao ano 2040. Entre vários aspectos, o índice estuda indicadores como tecnologia, demografia, desenvolvimentos internos, economia e poderio militar.

 

A quinta parte da pesquisa analisa a projeção do poder em África. Neste contexto, o estudo analisa o que estas potencias estão a fazer no continente Africano e como estas dinâmicas poderão se desenvolver ao longo dos anos. O estudo conclui que a África do Sul e a Etiópia são os países com melhores projeções a nível do continente Africano, sobretudo em termos de contribuições em missões de paz e pacificação do continente e prestigio diplomático. Argélia e a Nigéria, por outro lado, desenvolvem estratégias incoerentes, muitas das vezes com pouca ou nenhuma capacidade de implementação das suas ambições regionais, uma politica externa abertamente super- ambiciosa, enquanto o egipto possui um projeção internacional maior que aquilo que o seu real poder sugere. A sua politica externa e estratégia em África é menos ambiciosa do que aquilo que o seu real poder sugere.

*Com a colaboração de Aristides Cabeche

Tema relacionado:

A posição da África do Sul na política internacional

Regime alega que jovens detidos iriam receber USD 100 milhões para derrubar JES

Lisboa - De forma a convencer os seus quadros internos, o regime angolano tem promovido a versão segundo as quais o grupo de jovens activistas acusados de planearem um “golpe de Estado” contra o Presidente José Eduardo dos Santos estavam a ser manipulados por embaixadas estrangeiras, em Luanda, e que iriam beneficiar de um financiamento de 100 milhões de dólares de forças do ocidente.

 Fonte: Club-k.net

Alegam que foram informados por um agente infiltrado

O regime tem transmitido ainda que estes dados foram obtidos por um agente identificado por “Dongala” que se encontrava infiltrado no seio dos jovens e que teria supostamente ouvido e gravado  tais intenções dos detidos no passado dia 16 de Junho.

 

No áudio gravado pelo suposto agente “Dongala” e que as autoridades apresentaram como prova do suposto plano de derrube a  JES, ouve-se também declarações do professor Universitario Domingos da Cruz defendendo que as ditaduras deveriam ser derrubadas mas que não podiam ser por via de golpes de Estado.

 

No dia 25 do corrente, o PGR, general João Maria de Sousa, foi ao parlamento apresentar a  gravação do agente "Dongala" aos deputados na qual apresentou  como evidencia de que os jovens estariam a preparar uma insurreição popular e rebelião contra o Presidente José Eduardo dos Santos.

Autoridades desistem de plano de colocar armas em casa dos jovens

 

No seguimento do anuncio da detenção dos jovens, o regime tencionava no momento das buscas e apreensões colocar três armas de fogos, em casa daqueles, para implica-los e  apresentar como prova de que queriam eliminar o Presidente José Eduardo dos Santos. O plano foi posto de lado, movidos por receios de que a população ou comunidade internacional colocasse duvidas na consistência desta  versão.

 

Plano B, em substituição da versão de posse de armas de fogo

 

Para dar consistência a tese do “Golpe de Estado”, as autoridades decidiram apresentar um jovem da força aérea Osvaldo Caholo, realçando as suas origens militares. Osvaldo Caholo não faz parte do grupo de manifestantes e nunca foi visto a participar na palestra sobre derrubes de ditaduras e luta pacifica pela Democracia.

 

De acordo com informações devidamente apuradas, Osvaldo Caholo cruzou certa vez com o jovem Nito Alves, num acto em Cacuaco que visou homenagear uma cidadã, Ermelinda Freitas, pelos seus feitos em prol daquele município.   Aproveitando-se deste dado,  o aparelho de segurança   decidiu prende-lo em separado  para insinuar que havia um militar entre os jovens mentores da  ocorrência do suposto “golpe de Estado” contra JES.

 

Caholo foi preso na manha do dia 24, quando eram, 7h20m. Os agentes da polícia bateram a porta de sua casa, simulando ser um vizinho que precisava de ajuda. Quando o mesmo saiu, vários agentes da DNIC prenderam-no, algemaram-no e levaram-no. Cerca de 40 minutos depois regressaram a casa onde se encontrava sua esposa e seu filho recém nascido e efectuaram uma revista levando livros, 2 computadores portáteis da família e 3 telefones, sendo dois da respectiva esposa.

 

PGR inicia interrogatórios

 

Os restantes jovens detidos começaram a ser ouvidos no dia 23, por sete procuradores, numa sessão que se estendeu até meia noite. Entretanto, a grande maioria das perguntas foram no sentido de conhecer quais são as intenções politicas dos visados, que ideias têm para o país após o derrube do presidente e que conexões têm com pessoas e entidades, já que foram presos na casa do Professor Alberto Neto que liderou o PDA – Partido da oposição. Os procuradores encaminharam com urgência o resultado dos seus inquéritos ao Procurador Geral da República.

 

Porque levantamento do tema de golpe de Estado ?

 

De acordo com versões de “insiders”, a detenção dos jovens activistas foi calculada para abafar o caso “Kalupeteka”. Há informações dando conta da existência  de  um grupo de lobbie estrangeiro  que estaria a fazer pressão as Nações Unidas no sentido de encaminhar o assunto para um Tribunal Internacional onde o Presidente José Eduardo dos Santos, seria politicamente responsabilizado pelas execuções ocorridas nas montanhas de Monte Sumé, uma vez que ele é o comandante-em-chefe das FAA, e as tropas, em Angola,  não podem efectuar realizações militares sem a sua previa autorização.  

 

Está a ser apresentado como evidencia do massacre em Monte Sumi, imagens captadas por via satélites que terão sido fornecidas por serviços secretos estrangeiros. Nas referidas imagens alega-se que através de novas tecnologias foram identificadas lugares entulhados com ossadas de seres humanos, que poderão pertencer a centenas de crentes da Igreja Luz do Mundo que se encontram desaparecidos desde Abril passado, data que ocorreram as execuções contra os religiosos.    

 

O levantamento do tema  do “Golpe de Estado”, segundo explicações, foi calculado a provocar dois efeitos. O primeiro seria de desviar as atenções sobre o caso “Kalupeteka” e do empréstimo da China que estava a gerar forte contestação popular contra o regime. O segundo objectivo serveria para causar sentimento de solidariedade  ao Presidente JES que perante a versão do suposto “Golpe de Estado”, seria visto como vitima de perseguição do ocidente e de embaixadas estrangeiras em Luanda.

SINSE nega ter ficado com USD 5 milhões para operação contra líder da UNITA

Lisboa – As recentes revelações públicas segundo as quais o Serviço de Inteligência e Segurança de Estado (SINSE) de Angola estaria adoptar praticas semelhantes a extinta KGB da Rússia, onde os seus  responsáveis “inventavam” operações contra opositores a fim de verem liberados fundos que depois davam destino incerto, provocou mal estar precipitando reações de esclarecimentos.

 Fonte: Club-k.net

“Fomos nos  que desmantelamos e travamos  a  farsa”

Num esclarecimento posto a circular em círculos restrito do regime, quadros do SINSE negam terem sido eles que se apoderaram dos 5 milhões de dólares que o Presidente da República, José Eduardo dos Santos liberou após lhe ter chegado a “falsa” informação de que o líder da UNITA, Isaías Samakuva estaria a preparar-se para regressar as matas com o objectivo  de   derrubar o governo.

 

A operação nunca foi levada a cabo por se ter descoberto  que se tratou de um falso alarme, de “serviços” da dependência do   Serviço de Inteligencia Militar (SIM). Porém, o Presidente da República havia liberado as verbas que até aos dias de hoje desconhece-se com quem ficou.

 

“Foi com bastante surpresa que o Club-K surpreendeu com uma noticia sobre a alegada farsa que o SINSE tentou induzir o Presidente da República para sob uma eventual fuga do Líder da UNITA para surrupiar dinheiro milhões dos cofres do Estado. A "História" até tem alguma nesga de veracidade, entretanto, tem como origem a mesma fonte que marchou com toda a força contra a anterior direcção do SINSE, que tentou e continua a respeitar todos os princípios que orientam a actuação de agentes do Serviço de Informação e Inteligência do Estado, mas vê se os mesmos autores das “ordens superiores” (General Peres Filó?) que “saíram” impunes do Processo de homicídio de Isaías Cassule e Alvés Kamulingue, vem agora difundir uma informação falsa para continuar a sacrificar inocentes e gente coerente e responsável com o bem comum e vangloriando cínicos, cobardes e bajuladores. Por isso, em nome dos camaradas sacrificados e que não se podem defender, urgiu fazermos este PONTO DE SITUAÇÃO”, le-se na nota de esclarecimento.

 

Segundo esclarecem “Em Setembro de 2013, veiculou-se a informação de uma suposta planificação do Presidente da UNITA, Isaías Samakuva para reiniciar a guerrilha que partiria do Cazenga (e não do Cacuaco como se diz na noticia) e certos “serviços” ligados ao Serviço de Inteligência Militar (SIM) e ao Governo Provincial de Luanda (GPL) fizeram chegar na mesa do camarada Presidente da República, e daí terem retirado milhões das mãos do Presidente para supostamente abortarem a operação”.

 

“Foi o SINSE Luanda que informou ao Director Geral a data dos factos e por via deste o suposto “êxodo” de Samakuva foi desmentido e com isso permitiu que se desmantelasse a tentativa de forçarem o Presidente da República a decretar o Estado de Sitio que o aparato militar e de milícias estava a ser preparado no único interesse "desses autores".”, le-se na nota de esclarecimento.

 

Ainda conforme indica  o esclarecimento da mesma fonte “Foi o SINSE que desmantelou e travou essa farsa e por isso, talvez agora, começa-se a perceber a perseguição de que o Dr Sebastião Martins foi alvo  até a sua exoneração e por tabela o ex-Delegado do SINSE, Vieira Lopes.”

 

“Os autores dessa farsa sabem-no bem, que até jogaram na antecipação aproveitando-se da debandada em que o SINSE ficou votado após a saída do Director Martins, entretanto, se estes actores escolherem este palco para lavar a roupa suja. Que assim seja e que toque o apito inicial, então ao longo desta semana outras farsas virão à tona e que os angolanos conheçam a verdade que anda oculta e quem é quem nesse país”, fim de citação.

 

Nota de redação: Diante do exposto, sugere-se a PGR do general João Maria de Sousa a investigar com quem ficou os 5 milhões de dólares dos cofres de Estado, da mesma maneira que descobriu que 15 jovens iriam fazer um inédito “Golpe de Estado” contra o regime com computadores e livros.

Governo promete devolver restos mortais de Savimbi

Lisboa -  As autoridades angolanas e uma equipa de negociadores da UNITA estarão  prestes de alcançar entendimento quanto ao final a dar aos restos mortais do líder fundador do maior partido da oposição morto pelas forcas governamentais   a 22 de Fevereiro de 2002, algures  na  província do Moxico.

 Fonte: Club-k.net

De acordo com os últimos desenvolvimentos,  dos contactos,  as autoridades angolanas comprometeram-se em entregar, no ano de 2016,  os restos mortais de Jonas Savimbi, do seu sobrinho Ílias Salupeto Pena, e do antigo Vice-Presidente da UNITA, Geremias Chitunda, assassinado nos confrontos pos-eleitoral, em 1992.

 

A  UNITA, encara com reticencias a proposta governamental de entregar os corpos apenas em 2016,  suspeitando que os seus adversários políticos   queiram entregar  um ano antes das próximas eleições no país, no sentido de haver aproveitamento eleitoral  com vista ao regime propagar o seu gesto de “boa vontade” e colaboração no encerramento deste dossier.

 

As autoridades comprometeram-se também em cobrir com 50% das despesas do funeral enquanto que a UNITA cobre o restante. O  funeral “condigno” de Jonas Savimbi está destinado a ser um evento tradicional de dimensão inédita (ou comparada ao de Agostinho Neto) que suscitara curiosidades ou de outras atenções especiais que  poderão se deslocar na comuna de Lopitanga, no município do Andulo, que é a localidade   que em vida,  Jonas Savimbi  sempre desejou, que fosse ai sepultado junto ao túmulo dos seus pais.

 

Jonas Savimbi,  foi inicialmente enterrado no cemitério municipal do Luena,  a 24 de Fevereiro, numa cerimonia distanciada dos procedimentos tradicionais pretendido pela família.  Face a carga de chuva que teve lugar no dia depois ao seu enterro, na capital do Moxico, os seus restos mortais foram secretamente desenterrados e transportados para Luanda. 

 

Tendo em conta  ao estado de putrefação do cadáver  resultado das balas incendiadas a que foi alvejado, os restos mortais de Savimbi foram submetido a tratamento especial  de conservação encontrando-se, agora,  numa área de  acesso restrito, no mausoléu Dr. António Agostinho Neto,  em Luanda, ao lado do cadáver de Salupeto Pena e de Geremias Chitunda.

Revelações inéditas revelam que Savimbi não morreu em combate

Lisboa - Está a ir por “água a baixo” a propaganda governamental que prevaleceu nos últimos 13 anos, insinuando que Jonas Malheiro Savimbi, o líder-fundador da UNITA, teria morrido em combate na província do Moxico.

Fonte: Club-k.net

Estava a tomar chá de mel quando foi assassinado  

Uma competente pesquisa, baseada - em anotações de testemunhas vivas que poderão ser publicadas em livro - desvenda ao pormenor todo mistério em torno do que se passou naquela tarde do dia 22 de Fevereiro de 2002, nas proximidades de Cassamba, localidade adjacente ao Luvuei, um dos três afluentes do rio Lungue-Bungo.

Segundo a pesquisa, tudo começou quando naquele dia o presidente da UNITA preparava-se para ir a margem esquerda do rio Luio, na ex-Zona Belo Horizonte (Moxico), ao encontro da base do general  Njolela Gomes Jorge vulgo “Big Jó”.

Na manha daquele dia por volta das 7 da manha, escutaram-se disparos contra a base do general “Big Jó”. Assim sendo, Jonas Savimbi e o seu grupo integrado por 13 elementos mudaram de rumo após terem orientado um soldado da coluna presidencial a efectuar partulha para terem melhor percepção do que se estava a passar naquela zona.

No período de tarde, perto das 15 horas, a coluna presidencial de Jonas Savimbi decidiu entrar para uma mata serrada para acampar  uma vez que estava a choviscar naquele momento.

No momento em que estavam acampados, Savimbi descalçou as botas e estava a tomar chá de mel, quando um jovem da sua coluna, que teria ido fazer “necessidades maiores”, regressou assustado avisando que viu a virem em direcção da coluna presidencial, um grupo de militares trajados com uniformes das FAA, guiados pelo soldado X, ex-integrante da coluna presidencial que estava desaparecido desde o dia 4 de Fevereiro daquele ano.

O grupo que estava a ser guiado pelo soldado X, (nome propositadamente ocultado), ajudou a seguir os rastos do “velho”, através das marcas das  botas de fabrico francês com um piso  especifico  que o lider guerrilheiro usava.

Quando as FAA aproximaram-se da tenda dos guerrilheiros, fizeram o primeiro disparo contra Jonas Savimbi, atingindo na lateral do peito. Durante aquela alvoraça, um dos elementos da sua guarda que estava a jogar xadrez, a um certo metro de distância, se puseram em fuga.  

Savimbi colocou uma das mãos no local da ferida e outra numa posição superior simbolizando acatamento, ou melhor, demonstração de alguém  que não estaria a mostra resistência. O líder guerrilheiro olhou para o soldado X, que estava aproximar-se de si, e o terá dito o seguinte, na língua umbundo,  AMOLANGE OKUETE OLUTAKAI. VIALUA VIWA NDA KULINGILA, KALIYE WAKULA, NOKE WANDIÑUALELAPO?. Numa tradução livre para o português seria: “agora, te viraste contra mim”.

Logo a seguir, foi-lhe disparados outros tiros, acabando por falecer. Enquanto isto, os soldados das FAA que eram um grupo perto de 30 elementos, comunicaram aos seus superiores sobre o cumprimento da missão. Os outros ficaram na disputa de se apoderar/recolher os pertences pessoais de Savimbi, uma vez que o falecido andava com um saco de diamantes que seria para aguentar o partido caso ele chegasse até a fronteira com a Zâmbia.

Porque da versão morte em combate?

De acordo com a Convenção de Génebra sobre os Crimes de Guerra, um acto é definido como um crime de guerra a partir do momento em que uma das partes em conflito ataca voluntariamente objetivos (tanto humanos como materiais) não-militares. Um objectivo não-militar compreende civis, prisioneiros de guerra, feridos ou soldados desarmados que não mostrem  resistência.

Jonas Savimbi, no momento em que foi morto, não se encontrava a combater, pelo que a luz do direito internacional, o seu desaparecimento constitui crime de guerra (assassinato), uma vez que estava desarmado sem ter mostrado resistência. Logo após ao primeiro disparo, as forças governamentais voltaram a fazer disparos  mortais contra ele.   

Em caso de guerra, a morte de um elemento da dimensão de Savimbi deve ser aprovada por um alto “Comando militar”,  liderado pelo Comandante-Em-Chefe do Exército, no caso de Angola, o Presidente José Eduardo dos Santos. É por esta razão que o Chefe de Estado angolano, após ter tido informações privilegiadas sobre o paradeiro de Jonas Savimbi, apresentou-lhe três cenários (rendição, captura ou morte em combate).

As forças governamentais estavam em condições de capturar Jonas Savimbi vivo uma vez que ele não mostrou resistência. Porém, optaram por matá-lo. No seu grupo de 13 elementos, Savimbi e um soldado que tentou mostrar resistência foram os únicos a serem mortos.

De acordo com consultas, em caso de se levantar um processo judicial na corte internacional, o Comandante-Em-Chefe das FAA, ao deixar o poder um dia, seria o primeiro a sentar-se nos bancos dos réus para responder do porque os seus subordinados  fizeram disparos mortais contra um militar, já ferido e que não mostrou perigo.

Em tribunal, o actual Chefe de Estado angolano, na sua condição de responsável numero um das FAA, responderia também o porque do uso de balas incendiadas contra Savimbi. As balas incendiadas faz com que o alvo tenha poucas chances de sobreviver.

Oposição nunca acreditou na tese de morte em combate

Desde 2002, o dirigente político do Bloco Democratico, Filomeno Vieira Lopes, tem questionado em fóruns internacionais sobre as circunstâncias em que Savimbi morreu. Vieira Lopes chegou a dizer numa conferência no Instituto  de Estudos e Segurança da Àfrica do Sul, que o facto de o governo angolano repetir várias vezes a tese de “morte em combate”, levanta suspeitas de que Savimbi poderá ter falecido noutras circunstâncias, e não a combater de armas nas mãos.

Outras versões governamentais; que antecederam a teoria da morte em combate  

Antes do acerto  da tese de “morte em combate”, vários quadros do aparelho de segurança do governo angolano tinha expressado versões desencontradas a oficial. O actual Chefe de Estado Maior General das FAA, Sachipendo Nunda, deu uma entrevista ao jornal Angolense, na altura, dizendo que Savimbi implorou para não ser morto.  

Havia também a teoria de suicídio que ganhou corpo depois que o então director da DNIC, Octávio Barber, utilizou deliberada, ou inadvertidamente, esse termo em pelo menos duas ocasiões no decurso do programa «Tendências e Debates», da  Rádio Nacional de Angola transmitido naqueles dias.

Porque que as autoridades reagem mal quando a UNITA solicita inquérito sobre a morte de Savimbi?

Por outro lado, as autoridades governamentais revelam-se intrigadas quando a direcção da UNITA solicitou um inquérito, para se averiguar as circunstâncias exactas em que morreu Savimbi. O maior partido da oposição tem questionado se morreu mesmo a combater de armas nas  mãos, ou, se foi vítima de assassinato. 

Suspeita-se que terá sido em função destas desconfianças da UNITA que as autoridades anteciparam-se em retirar os restos mortais de Savimbi no cemitério do Luena, no dia a seguir ao enterro, com receios de que pudesse ser alvo de uma enxumação, e posteriormente, uma investigação encomendada pelo maior partido da oposição.

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