Opinião

Denúncia: Crianças do Kilamba desviadas para actividade do MPLA

Luanda - Os estudantes do ensino médio da maioria das escolas de Luanda e do kilamba em particular, foram avisados pelos professores e direções das escolas na sexta feira, que deveriam comparecer as 7H00 de sábado (28 de Maio) nas suas respectivas escolas para assistirem a uma palestra a ser dada pelo Sr. Higino Carneiro - Governador de Luanda. Sem mais nenhuma explicação.

Fonte: Club-k.net

Postos no local das escolas encontraram autocarros que os transportaram coersivamente para o pavilhão multiuso do kilamba.


A saída do autocarro já estavam pessoas com camisolas com as insígnias do MPLA a distribuirem aos alunos, sem que eles pudessem entender do que se tratava.

 

Após algumas horas de espera, começaram a ver chegar caravanas de carros de pessoas ligadas ao partido no poder e ao governo, incluindo o próprio presidente.

 

E só então perceberam que serviram de cobaia para fazer número e encher o local, aonde iria decorrer um acto político do MPLA.

 

A pior indignação é que, no caso de crianças menores de 18 anos, tudo isso foi feito sem o conhecimento e ou autorização dos pais ou encarregados de educação.

*Cidadão identificado

A mulher deve ou não pregar o evangelho? - Amadeu Cassinda

Luanda - A igualdade de género sob a emancipação da mulher tem atingido uma dimensão, de sorte que, infelizmente, as mulheres invadiram, também, os púlpitos sob alegação de que é bíblico que uma mulher exerça o sacerdócio, ou seja, que ela pode ser pastora, evangelista, apóstola ou pregadora. Pese embora a bíblia reserve, a penas, tais ofícios aos homens, contudo parece que elas não querem saber, pois segundo a Teologia elas podem pregar. Porém de acordo com a bíblia não. Não existe igualdade de género na bíblia. Entendemos, nesta abordagem, que foi o movimento da emancipação sob o disfarce de uma Teologia Feminista que as colocou nos púlpitos.

Fonte: Club-k.net

Segundo a Bíblia, o homem foi criado macho e fêmea “…e chamou seu nome Adão no dia em que foram criados…” (Gn. 5:1-2). Depois a fêmea (Eva) foi separada do macho (Adão) para que este tivesse companheirismo com ela (Gn. 2:18-22). A partir deste esboço é visível que ambos eram iguais ninguém era superior a outro. Mas, tudo muda quando Eva é enganada pela serpente e, consequentemente Deus diz a ela que multiplicaria grandemente as suas dores de parto e que o seu marido lhe dominaria (Gn. 3:16), deixando vaga á ideia de que antes Adão não a dominava e nem ela teria dor de partos se não desobedecesse a Deus.


Não obstante, no Novo Testamento Paulo segue a mesma perspectiva na 1ª Timóteo no capítulo 2: 11-15 na qual é evidente a posição da bíblia quanto a igualdade de género e, consequentemente, a ordenação feminina, pois “primeiro foi formado Adão e depois Eva…”. Ademais, na mesma epístola Paulo diz: “…Não permito que a mulher ensine, nem que tenha autoridade sobre o homem. Esteja, porém, em silêncio…” (1ªTm.2:12).


O Apóstolo dos gentios a quem foi dada a missão de trazer as novas às nações de cujo evangelho as nações serão julgadas (Rm. 2:16) não para por ali, Paulo na Primeira Carta aos Coríntios no capítulo 14: 33-35 afirma: “ …Pois Deus não é Deus de desordem, mas de paz. Como em todas as congregações dos santos, permaneçam as mulheres em silêncio nas igrejas, pois não lhes é permitido falar; antes permaneçam em submissão, como diz a lei. Se quiserem aprender alguma coisa, que perguntem a seus maridos em casa; pois é vergonhoso que uma mulher fale na igreja…”. Ora não se trata de uma inferência particular, pois a bíblia não se contradiz. Se em Cristo somos um, ao conceber esta passagem não deve ser associada à proposição conclusiva de que a mulher pode, igualmente pregar o evangelho, porquanto a bíblia trás a luz a afirmação de que ela não deve. Dado que se a mulher exercer o sacerdócio ela quebra esta orientação doutrinária nitidamente apresentada pela bíblia. Afinal como podemos entender este fenómeno feminista que reivindica, inclusive o direito ao sacerdócio? Há indício de que, sobretudo no que toca à emancipação, tudo começou em 1893 quando a Suazilândia concedeu o direito de voto às mulheres. Esta febre veio a ser declarada incurável quando este direito foi autenticado pela Declaração Universal dos Direitos Humanos em 1948.


De lá para cá, ela tem pensado que alcançou a verdadeira liberdade, sem ao menos, olhar para as escrituras e entender que este acto marcou, implicitamente, a sua desconexão com o criador por pensar que pode caminhar só. Apesar de a mulher ingressar para a era dos direitos humanos (iguais), ela está longe de imaginar que tais direitos são mais violados (contra ela) que noutrora, como afirma CURY “Os homens controlaram e feriram as mulheres em quase todas as sociedades… Agora, eles produziram uma sociedade de consumo inumana, que usa o corpo da mulher, e não sua inteligência, para divulgar seus produtos e serviços, gerando um consumismo erótico. Esse sistema não tem por objectivo produzir pessoas resolvidas, saudáveis e felizes; a ele interessam as insatisfeitas consigo mesmas, pois quanto mais ansiosas, mais consumistas se tornam” (CURY, 2005, p.7).


Ora, por que a Escritura Sagrada é contra à igualdade de género e o homem é a favor dela? Acaso não está subjacente a influência de forças invisíveis que tendem levar a humanidade ao desespero ao conduzi-la além do que o livro mais sagrado de todos os tempos exorta? Se assim for é previsível o futuro que nos espera!


Se uma das pedras angulares para a edificação da nação mais poderosa do mundo (EUA) foi a liberdade de religião, ou seja, foi o evangelho ortodoxo cuja influência é visível na sua constituição de cujos contornos inspiraram o surgimento da Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão e a Declaração Universal dos Direitos Humanos, hoje por hoje, esta última já não se guia por ela. Porquanto a cabeça do universo (ONU) curvou para uma vereda contrária a do Deus criador presente no preâmbulo da Declaração de Independência Americana.


Tal posição manifestou-se abertamente em 2000 aquando da implementação dos objectivos do milénio, um dos quias recomendava a igualdade de género através da emancipação da mulher como meta. A partir dai, a humanidade mostrou-se, explicitamente ser contrária aos princípios bíblicos, inclusive Angola, pensando que pode triunfar sobre os problemas sociais, políticos e económicos sem a ajuda do Deus dos Judeus. Como Eva deu o fruto a Adão parece que o homem está a pagar o troco pela mesma moeda em todos os quadrantes da vida, levando, a mulher fora da palavra por dizê-la que pode pregar o evangelho.

Ora, qualquer juízo que possa surgir desta abordagem, queremos manifestar intenção de que não pretendemos ser mal compreendido, pois não somos contra a emancipação, mas somos contra a forma que a emancipação é concebida e aplicada, pois a Bíblia diz que os maridos devem amar as suas mulheres como Cristo ama a igreja, portanto a mulher merece ser respeitada e respeitá-la pressupõe coloca-la no lugar que Deus preconizou para ela, pois ela é e será sempre mulher. _

___________________ * Licenciando em Ciências da Comunicação / jornalismo pelo IMETRO.

 

Inabalável reconciliação nacional - Amilton da Gama

Huambo - Não é menos importante, nós entre os vivos, em cada dia ‘27 de Maio’ observarmos alguns minutos de reflexão em memória daqueles que pereceram por abnegada dedicação à luta pelo bem-estar da sociedade. O espírito revolucionário sempre existiu em qualquer patriota de Cabinda ao Cunene e de oeste à leste; e a nação não se esquecerá dos que conseguiram estabelecer condições através das quais a integridade territorial se mantivesse como os colonialistas a deixaram. Socialismo e, posteriormente Democracia, foi uma trajectória à um fim… tudo — um ganho da Revolução de 1975 que nós não abandonaremos. Porém, como a sociedade é dinâmica e o que se pretende é fazer de Angola um país bom para todos, lembremo-nos de que, um dos mais importantes aspectos de progresso é o pressuposto de que muito se fala —, a “reconciliação nacional”, que por sua vez é um desafio cuja superação, embora lenta, é segura; pois, por se tratar de uma condição vital, nós a assumimos com o melhor de nossa dedicação como nossa parte da responsabilidade.

Fonte: Club-k.net

Uma ideia como sugestão no processo de reconciliação nacional é: ‘descentralização de tradições culturais de Angola’, sendo um exemplo, construção de bustos e estátuas monumentais de ‘todos’ heróis da luta pela independência e sua exposição permanente em praças públicas. Reconhecimento dos protagonistas Holden Roberto, António Agostinho Neto, e Jonas Malheiro Savimbi é indubitável, é indispensável; outros como: Bernardo Alves Batista — Nito Alves, José Jacinto da Silva Viera Dias Van Dúnem — José Van Dúnem, Mário Pinto de Andrade, Viriato da Cruz etc., também são importantes.


As diferenças político-partidárias entre os angolanos não devem ser irreconciliáveis; pois, depois de mais de cerca de 40 anos de guerra, não há revolucionário e antigo combatente digno de dizer que não fez nada: o que pode se reconhecer é que, em situações de conflitualidade, perdas de vidas ou destruição em nossas mãos é perdoável. A perda de vidas e outras formas de destruição, por causa da guerra, foi prejuízo para todos nós. A paz também é um ganho para todos nós; pelo que, se pode haver felicidade, deveria ser usufruída por todos, e não apenas por alguns indivíduos. Hoje, dia ‘27 de Maio’, lembrei-me dos que, há 39 anos perderam suas vidas no massacre de 1977 por causa de política; e, peço que as famílias e familiares enlutados aceitem que a eles vá meus sentimentos de pesar.

 

E ao mesmo tempo aproveito o ensejo para também desejar os meus sentimentos de pesar ao partido político UNITA pelo passamento físico de seus militantes e de um modo particular o compatriota Fernando Sachepa, até ao momento de seu falecimento Inspector do Secretariado Provincial da UNITA em Benguela-, que ocorreu no dia 25 de Maio do corrente ano na localidade de Kapupa, município de Cubal.

 

Independentemente de quem tenha causado as circunstâncias em que pereceram os militantes da UNITA, e alegadamente houve ferimentos a outros cidadãos, uma mensagem aos meus compatriotas é que, qualquer atitude de intolerância ideológica é inaceitável. O processo de reconciliação nacional é inabalável… Democracia é o destino de Angola. Enfim, brevemente, um artigo sobre a entrevista do vice-presidente do partido em sincronia com o Governo, concedida à ‘especial Zimbo’ no passado dia 19. Intitulado “MPLA: Vice-presidente falta com a verdade”, por Inácio Vilinga, no Huambo. Não percam!

Cuanza Sul: João Mário transforma BPC em propriedade privada ? – Paladino Ambriz

Cuanza Sul – Chama-se João Mário, casado na casa dos mais de sessenta anos de idade, natural do pacato município do Ebo, província do Cuanza-Sul. Pai de considerável número de filhos, maior parte deles em instituições bancárias onde ocupam grandes cargos como gerentes, sub-gerentes e muito mais em quase todas agências bancárias existentes na província e no país em geral.

Fonte: Facebook
Com mais de trinta anos de serviços bancários João Mário engana tudo e todos. De trato difícil devido ao seu cinismo, características que lhe são peculiares, o bancário mais não faz senão, tudo que é vaga em bancos injectar, filhos, irmãos, sobrinhos, primos enfim, enfim, toda sua família está inserida em bancos diversos.

 

O grande paradoxo é que João Mário sacrifica até ao funcionário sénior e com experiências acumuladas em detrimento de seu parente. Perante tais factos, ninguém pode se pronunciar senão arca com processo disciplinar e com risco de ir para o olho da rua.

 

Há bem pouco tempo procedeu algumas movimentações tirando um quadro sénior gerente da agência central do Sumbe para outra agência inferior no prédio da ex-Taag e o que lá estava para a agência com maior fluxo de clientes por este ser seu parente “dizem”.

 

Sabe-se que João Mário inviabiliza variadíssimas solicitações de crédito a trabalhadores mesmo tendo conta domiciliária no BPC alegando várias questões que ao ver são apenas subterfúgios mas a seus familiares concede créditos de qualquer maneira e forma sem por vezes que estes tenham domiciliado suas contas no BPC.

 

 

Alguns funcionários que estão aborrecidos pelo facto de João Mário ter efectuado movimentações pois em nada estão resultar uma vez que com Panguila “assim é chamado” e querido pelos funcionários até clientes, até então gerente do BPC na rua dos Massacres o trabalho era mais célere e não havia os problemas que a agência tem hoje.

 

Ao que se sabe, Panguila, é um jovem Kibalense de trato fácil e foi assim que granjeou a simpatia dos clientes que o acham um verdadeiro patriota e um Ás em trabalhos bancários.

 

No Cuanza-Sul, tem se registado nos últimos cinco anos, várias reclamações de clientes sobre roubos de dinheiros nas suas contas e que o banco não tem conseguido justificar e por este facto até empresas pretendem rescindir contrato com o BPC e trabalho para repôr a legalidade estava sendo efectuado desde final do ano transacto e que encontraria solução não fosse movimentações precipitadas que João Mário implementou recentemente.

 

Este tipo de comportamento do actual gerente regional é conhecido pelo PCA do BPC, Paixão Júnior, mas, teimosamente continua a conferir poderes a João Mário. O indivíduo gosta de viagens e tem como preferências: Portugal, Alemanha, África do Sul e Brasil.

 

Quo vadis culturas bantu? - Makuta Nkondo

Luanda – Muitos membros do MPLA da província do Zaire me pedem para abandonar a política e dedicar-me exclusivamente a cultura. De igual modo, um antigo membro do Comité Central do referido partido, MPLA, e governador provincial pede-me insistentemente para inclinar-me só a cultura.

Fonte: Club-k.net
E tantos outros me pedem o mesmo. Dou-lhes razão, pois penso que eles me conhecem minimamente. Só que eles devem desconhecer o significado e o alcance de uma cultura.

Uma cultura pura e dura. Pois, um homem de cultura e amigo da razão e não de pessoa "NKUNDI A DIAMBU, ..." segundo a sabedoria Kikongo. Um Mpovi (em Kikongo), griot, jurista, não procura agradar ninguém, so defende a razão e fala a verdade; fique mal quem ficar.

Por exemplo, uma cultura defende a pureza de uma identidade de um povo. Pureza de origem, de nomes, de línguas, de usos e costumes, etc. Num clã, e preciso identificar bem a origem do seu chefe. Chefe de clã, da aldeia, da região, etc.

Mesmo num casamento costumeiro, os pais e anciões da comunidade questionam e buscam conhecer as origens profundas dos pretendentes. Não se casa uma filha a um desconhecido. Um desconhecido e considerado Mfumbi-a-Nkenge, fantasma ou intruso.

Neste caso, quais são as origens dos actuais governantes e lideres políticos, mesmo os da oposição, e mesmo religiosos de Angola? Quais são as suas línguas e seus usos e costumes? Que línguas falam e quais sao os seus usos e costumes, as suas tradições? O actual Presidente de Angola, sua esposa e seus ascendentes são de que origens?

Também a cultura e complexa. Ela não se define com o Carnaval que não existe nas tradições bantu; uma palavra que não se traduz em línguas bantu. Por ignorância das culturas bantu, um simples provérbio kikongo de MAKATA MA NKOMBO, esta a ser mal interpretado; a ponto de alguns a acusar-me de traição.

Eu trai quem e como? Eu sou independente, apenas milito pela cidadania, não pertenço a nenhuma formação política.

A visibilidade, a liderança e a audiência de uma pessoa são inatas. Não se improvisa um líder.
E o existencialismo de Nietsche: "A essência antecede a existência".

Leonel Messi não e famoso e visível só por jogar em Barcelona; os outros colegas dele da mesma equipa não os são porque? Este provérbio abrange todos nos e não ataca seletivamente ninguém, apenas alerta os Angolanos sobre um acontecimento real.

Mesmo o MPLA assaltou o poder (makata ma nkombo) em 1975, violando os Acordos de Alvor com a ajuda dos ascendentes dos líderes deste partido. E continua a assaltar o poder com as simulações eleitorais, aproveitando-se da passividade, dispersão e divisões dos opositores políticos e lideres de opiniões.

O MPLA joga com as idades e estados de saúde dos lideres da oposição política, da sociedade civil verdadeira e religiosos capazes de operarem uma mudança de regime em Angola.
Se e verdade que a mudança de regime e inevitável, mas que mudança e com quem?

Muitos de defensores de uma verdadeira independência, democracia e o respeito das liberdades fundamentais em Angola, já morreram e os sobreviventes envelhecem, caducam e adoecem.

Os descendentes, filhos, netos e bisnetos, desconhecem a realidade de Angola. São presas que convivem, comem, dançam e dormem juntos com predadores. Eles esquecem que comer com um diabo, deve munir-se de um longo garfo! Só sabem que o fulano e Angolano, porque nasceu em Angola.

Com os nossos descendentes, a mudança em Angola será falsa, sem as correcções desejáveis. O provérbio de testículos de cabrito aconselha para se corrigir a forma de luta política.

Quer-se uma reconciliação nacional, em vez de uma clemência e integração, como o MPLA impõe. Uma Comissão Nacional Eleitoral (CNE) verdadeiramente independente e não uma Comissão Interministerial para o Processo Eleitoral (CIPE) do MPLA, etc. Este provérbio (de Makata ma Nkombo) vale para todas as promessas cuja realização e de realização dificílima.

Diante de uma situação ou para analisar e comentar bem um texto, leia-o profunda e calmamente e reflita bem antes de reagir. Abandonem o fanatismo. O FANATISMO e a perca de raciocínio. Um fanático não reflecte, age e responde com parcialidade e emoção.
A crítica constrói e a bajulação destrói!

 

Um breve olhar à “chorosa” mãe África - António Perisófico

Luanda - O continente africano tem, infelizmente, séculos de histórias tristes e amarguradas para contar. Desde o tempo dos descobrimentos e respectiva escravatura dos nativos africanos, à forma como eram tratados já depois da abolição da escravatura, por parte dos países colonizadores até aos dias de hoje, a África tem um sem fim de problemas associados à exploração de todo um povo para o benefício de uns quantos. Falar de África, hoje, é falar de tudo, por exemplo dos inúmeros recursos humanos, hídricos, florestais, agrícolas, mineiros, atravessando o “doce” petróleo, enfim…Todavia, não nos podemos esquecer que esses recursos, infelizmente, não têm sido apreciados por todos os africanos, apenas para aqueles que têm a sorte de governar, distribuindo, também, para as suas respectivas famílias, por causa do vírus mais contagioso de ÁFRICA, a corrupção que transformou-se num problema de saúde pública a nível do famoso continente berço.

Fonte: Club-k.net

 A realidade do antanho, comparando com a actual, não é muito diferente e quando pensamos em corrupção e ditadores, vemos logo uma mão cheia de chefes de estados africanos. A pobreza e a miséria são os “pratos preferidos do dia”, num continente com riquezas incalculáveis. Como consequência, a desgraça e o sofrimento tomam conta de todos, e principalmente das crianças, que ou morrem todos os dias ou correm atrás de uma migalha de pão para saciar um pouco a fome. No olhar as marcas de sofrimento, não têm mais o prazer de correr atrás de uma bola, pois a fome crónica as impede, e o prato de comida que não têm as alicia. São os ditadores inumanos aliados à maldita corrupção que impedem o desenvolvimento do continente berço do sofrimento.

 

Mãe ÁFRICA, porquê que fazes chorar os teus filhos? Até quando tereis um sorriso bailando no rosto? Que pecado impenitente carregas? O que fizeste para mereceres os dirigentes fúnebres que recebeste? Oh África, responda!  

 

Num continente onde os chefes de estados preferem comprar armas a comprar pão, num continente onde a corrupção é o primeiro artigo das Leis Magnas, num continente onde quem pensa em mudança é mandado para cadeia, num continente onde quem pensa politica é “chicoteado” e até morto, num continente onde os presidentes odeiam largar o poder, num continente onde a democracia imposta é moribunda, num continente onde quem governa pensa que está no quintal de sua casa, num continente onde tem tudo para alguns, mas falta tudo para tantos outros, num continente onde as leis só servem para os pobres coitados, num continente onde os sistemas de justiça são poderosamente piores que um homem impotente, num continente onde os apetites aos golpes de estados comparam-se à sede dos jovens às cervejas, num continente onde o africano prejudica o

 

outro africano, num continente onde o termo transparência nunca foi permitido “viver” no dicionário de gestão, num continente onde as guerras transformaram-se em guloseimas, num continente onde os gestores da coisa pública são impotentes em resolver os problemas que assolam a população de seus países, num continente onde os governos competem e pretendem ganhar os colonialistas, em matéria de fazer sofrer a população… Enquanto tudo isto durar, será impossível combater a fome e a pobreza de uma forma verdadeiramente eficaz. Será impossível alcançar a paz. Será impossível lutar pela igualdade de direitos, pelo acesso à educação, à justiça... A ÁFRICA não é pobre. Os verdadeiros pobres são as pessoas que gerem os países que conformam a ÁFRICA de uma forma lúgubre.

 

Ante o cenário deploravelmente consternador que a África atravessa, uma questão não se quer protelar: Será culpada a Conferência de Berlim? Será que algum dia a ÁFRICA será um continente abençoado e desenvolvido? Como estará ÁFRICA daqui a 50 anos? Com quem estão as respostas de ÁFRICA? É sabido que a África chora e clama por dias melhores, mas penso que uma das formas de se conseguir tal ambiciosa meta é destituir todos os presidentes africanos, que pelo tempo, já perderam a capacidade e a qualidade de governar, mandá-los todos para a prisão perpétua e, em seus lugares colocarmos todos aqueles cujas competências (humanística, técnica, cientifica, cultural e visionária) forem dignas de méritos e de louvores. Se assim não acontecer, a resposta é negativa. A África jamais será um continente desenvolvido. Continuará moribundo. O desenvolvimento depende, também, das grandes diversidades.

 

Creio que a ÁFRICA, cinquenta anos depois, poderia ser melhor em todas as esferas: politica, económica, social e cultural. Não haveria tanta necessidade de pedinchar doações e caridades Ocidentais. Não teríamos tantos pobres com fome severa e irreversível. Não teríamos tanta fuga massiva de cérebros. Não teríamos tantas desigualdades entre aqueles que governam e os que são pessimamente governados. Teríamos sim, uma verdadeira inclusão e participação de todos no uso e usufruto da coisa plurativa. Teríamos sim, governos sem poderes, mas com autoridade. A própria “coitada” União Africana não existiria só para criar mais problemas. Ipso facto, é importante aqui sublinhar que, além de algumas influências externas para tentar desestabilizar alguns países africanos, o maior “bolo” de responsabilidade recai sobre aqueles que gerem a seu bel-prazer os próprios países que conforma a ÁFRICA. Esses que gerem os referidos países, com o passar dos tempos, foram conquistando vícios a todos os níveis que pelo

tempo, tais vícios transformaram-se em calos e as suas lideranças caíram numa espécie de ridículo governativo.

                                   

 

Tenho sido condenado em amiúde, no meu circuito de confrades pensólogos, por afirmar que quando a ÁFRICA esteve sob o jugo colonial “decretado”, os africanos, conscientes de sua condição de colonizados, viveram melhor, só não felizes, do ponto de vista da conscientização das formas de tratamento a que estavam sendo vitimas, em relação a nós, que vivemos nas mesmas condições (fome severa, pobreza extrema, liberdade zero, igualdade zero, pluralismo zero), mas com uma diferença extraordinária: ninguém nos disse, oficialmente, que estamos a ser colonizados, contrariamente ao período do antanho.

 

Será que a Mãe ÁFRICA, com 54 cérebros é um continente somente vocacionado para produzir desgraças para os seus inúmeros filhos? Até quando ouviremos falar de corrupção, fome, miséria e desgraças, sem estar presente o nome de ÁFRICA? A ÁFRICA e os africanos não precisam mais de discursos ultrapassados no tempo e no espaço. Estamos famintos de algo diferente de falácias. Já se provou que a ÁFRICA é potencialmente rica. Então, os governos têm de reinventar os seus discursos e renovar as suas práticas de gestão. Se fôssemos mais sérios em termos de governação, daríamos uma verdadeira lição aos países que se julgam mais desenvolvidos e com uma democracia aparentemente mais “higiénica”.  

 

Portanto, a AFRICA está em coma severa e precisa reagir de forma urgente. Mesmo que encaro com alguma frustração o futuro do continente, a julgar pela forma como se vem construindo o mesmo, não podemos chorar sobre a desgraça derramada, juntos podemos catalavancar este nobilíssimo continente, que é berço de todos nós. Essa visão só será “visionária” caso os nossos dirigentes aprendam a lançar um olhar para frente e com óptimas perspectivas para todos os africanos. Oxalá paremos de assistir ao vivo e a cores o episódio de muitos dos nossos irmãos africanos a padecer e a fenecer de fome e doença nas diversas “avenidas” de ÁFRICA, aguardando frustradamente pela solidariedade balsâmica dos governantes do Ocidente. Oxalá paremos de assistir governos competentes nos seus partidos e incompetentes na gestão do país. Que os governos africanos estabeleçam modelos políticos de transparência governativa, de inclusão e de participação. Que a preocupação magna de todos os dirigente seja o povo, para o povo e pelo povo. Que os Órgãos de (in) justiça aprendam a fazer justiça séria e igualitária, combatendo severamente o pecado da corrupção. Desta forma sim, talvez a nossa ÁFRICA, ricamente pobre, venha ter alguma esperança. Enfim, vale ter presente, neste momento de tribulação da ÁFRICA a magna lição daquele que como eu é considerado prisioneiro de Cristo: S. Paulo aquando da sua missiva aos Romanos: “devemos dar glória nas tribulações, porquanto a tribulação produz a constância, a constância produz a virtude sólida, a virtude sólida produz a esperança”.

 

VIVA O 25 DE MAIO!            

VIVA A ÁFRICA!

Não há noite tão longa

                                                                                                                        

Que não alcance o dia (JC).

Big brother Angola e Moçambique 2016 – Manuel Tandu

Zaire ­ - Antes de imergir neste assunto, que já é uma das que encontrou um espaço no pacote de assuntos mediáticos. Gostaria de salientar, como professo a religião cristã, a consciência cristã, permite-­me ter uma visão real deste problema. Esta reflexão não terá um foco em sociologia, Direito seja civil ou penal, etc. Mais sim, terá um foco na religião cristão não querendo dizer que ela devera ser só absorvida por quem professa a religião cristã. Pois um dos objectivos fundamentais desta religião é ter mais, mais e mais seguidores de Cristo.

Fonte: Club-k.net

Deste modo, se não estou em erro, há uma passagem bíblica que diz: "Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas as coisas me convêm (Io coríntios 6:12) ". E podemos contextualizar esta passagem bíblica ao assunto que estamos a abordar. Importa ainda salientar que através das redes sociais tomei conhecimento deste programa, e das "implicações" que se presume que teve, aliás este programa a sua edição e emissão não é de agora, pois é um programa que vem sendo já há um tempo para cá sendo produzido e emitido, e só é possível ser visualizada através da compra de um pacote da Dstv. E a emissão deste programa teve varias reacções onde houve os prós, os contras e inclusive notas de repúdios.

Mas a questão que coloquei­-me em função das informações que tive é a seguinte: será que este programa está sendo emitido em um canal de sinal aberto? Bem em função desta questão basear-­se-­á a minha reflexão. Enuncie já uma passagem bíblica que em outras palavras diz que, qualquer um tem capacidades para fazer, ver, etc. Tudo, mas que não deve fazer, ver, etc. tudo. Agora os que repudiam este programa, apresentando detalhadamente as cenas do referido programa, como ficaram ou tomaram conhecimento do mesmo? A resposta é, eles assistem este programa, mas quem deve assistir estes conteúdos? Olha há uma máxima bíblica que diz: "dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deus". Logo aquele indivíduo que assume ­se como Cristão deve simplesmente abster­-se de visualizar estes conteúdos. Pois é um conteúdo, que não convêm ao mesmo visualizar, partindo do pressuposto de o mesmo ser cristão.

Podemos considerar o mundo como um hipermercado, onde podem entrar dois indivíduos, um podendo ser cristão e outro ateu, cada um destes neste estabelecimento comercial, comprara aquilo que irá de encontro com aquilo que ele é. Implica dizer que o cristão não há­-de comprar o que não lhe convêm, por não ter

possibilidades, mas porque não o deve comprar. Neste contexto, gostaria de afirmar que o cristão pode visualizar os programas que são apresentados em vários canais de televisão, espalhados por mundo for. Mas não deve visualizar aqueles que ferem a moral cristã. Porque? Porque não lhe convêm. Aliás através destes mesmos equipamentos que permitem visualizar vários canais televisivos, existe aquilo que se chama controlo parental, que é uma ferramenta que tem a função de impedir que se acessem canais que contenham conteúdos inapropriado.

 

Agora se aquele que é o responsável num lar, podendo ser pai, mãe, tio, irmão, etc. Não faz o uso ou não activa o controlo parental, para este ou aquele canal. E esta omissão permitir que o conteúdo não apropriado seja visualizado pela toda família, a quem recai esta culpa, a empresa distribuidora de canais televisivos por assinatura? A resposta é não. Mais porque? Porque, este programa é feito para uma determinada camada social, e se alguém reprova este programa não deve visualizar­lha, mas como, se no pacote que fez o carregamento há o canal que apresenta este programa? A resposta é simples, deve activar o controlo parental para este canal, de modo a impedir o acesso a família e a si próprio do mesmo.

Espero que em função desta reflexão, não seja tachado como um defensor destes tipos de programa. Mas a questão é, dá a César o que é de César e a Deus o que é de Deu. Sê presume ­se que este ou aquele é Cristão, e o mesmo visualiza estes conteúdos, então esta possibilidade cai por terra. Em outras palavras não se deve parecer ser cristão, mas se deve ser cristão. Ou se alguém se assume como defensor da moral ou um conservador, logo deve ser o primeiro a não visualizar estes conteúdos. Implica dizer que não deve parecer ser conservador, mais sim deve ser conservador.

E é errado procurarmos passar a informação, que este programa é o factor da crescente imoralidade, pois ela é simplesmente a ponta do iceberg. Temos os smartphones, os iphones, etc. Que através delas pode se ter acesso a serviços de internet, e a internet pode ser equiparado a uma "selva", pois através dela se têm uma diversidade de conteúdos, que estão fora de controlo de alguém, e qualquer um que seja capacitado de fazer uso da internet têm acesso a estes conteúdos.

 

Agora a questão é, será que se deve abolir o uso da internet? A resposta é não, pois aqueles que não se revêem em conteúdos impróprios, devem simplesmente se absterem de visualizar os sites, websites, etc. Que a promovem. Agora quando se assiste este programa, que a priori se sabe da sua essência e depois vir a público com reacções contra o mesmo ou com notas de repúdios, penso sinceras desculpas, mas, não estamos a ser sérios... em suma, este programa é feito para um alvo concreto. E fazendo o uso de pacote que contém o canal que visualizar este programa, se és um daqueles que defendem o resgate de valores morais na nossa sociedade, então não deixe, de fazer uso de controlo parental-.

O autogolpe de Isaac dos Anjos, mas sobrevive a mais um “vendaval” - José Francisco

Benguela - Isaac dos Anjos, governador de Benguela, parece ter sobrevivido a mais uma disputa campal. Tudo indica que será reconduzido para mais um mandato na liderança do Comité Provincial do MPLA em Benguela. A confirmação deve acontecer neste sábado (21), na conferencia provincial ordinária, a ter lugar na cidade capital daquela província.

Fonte: Club-k.net

“Um presente” do Bureau Político a Isaac que impôs o seu nome, contra gosto de muitos e alegria de tantos outros. Isto numa altura em que Ele completa três anos no comando governativo da província. “Foi a cereja no topo do bolo” para um politico que alguns já viam pelo retrovisor. Nesses três anos, Isaac dos Anjos sempre esteve na ribalta, não importa os motivos. O homem carrega no seu “DNA”, “células” fulminantes capazes de salvaguarda-lo, ou atira-lo na “fogueira”. De uma coisa é certa Ele é um “Anjo” que espalha polémicas. Muitas das vezes devastadoras para sua imagem.


Na linha do tempo ficam varias “bocas” lançadas para todos os lados. Os seus mais directos colaboradores, tanto no governo, como no partido não foram poupados. As autoridades tradicionais também não escaparam aos “linguajares” de Isaac. “Na memória dos sobas ainda “pululam” as palavras pouco simpáticas, feita em língua nacional Umbundu…foi uma humilhação que muito jamais esquecerão.


“O custo dessa ousadia” está à vista: o homem se tornou nos bastidores governativos, empresariais e políticos um alvo abater. Mas, Dos Anjos parece imune aos ataques e renova-se a cada embate.

Entretanto, uma das batalhas mais acirradas e destrutivas travou-se, nos últimos dias. A imprensa privada foi o palco escolhido para “estenderem os podres”. Foi um rol de revelações. Os segredos guardados a sete chaves eram trazidos ao publico todos os dias. Foi um autentico “Big Brother-politico”.

Não era para menos, uma vez que, um dos motivos para contenda estava à liderança do Maioritário na província. Um lugar ambicionado muitos, mas apenas reservado para um e os seus “amiguinhos”. As noticias multiplicavam-se a cada dia, todos buscavam informações de uma guerra em que os actores principais “escondiam-se” por detrás das notícias. Algumas delas eram divulgadas com denuncias sobre certa relação de promiscuidade que Isaac dos Anjos mantinha com um pequeno grupo de empresários, principalmente da província da Huíla. A transparência parecia não ser o forte de Isaac dos Anjos, quando se tratava da parceria publico-privada.

Dos Anjos era acusado de assumir, na maioria das vezes, uma atitude “paternalista” para com uma determinada “clã” de empresários, que sempre ficava com os negócios do Estado na província. Os homens dos negócios de Benguela, todos eles militantes estavam a ver “navios”. Deles só viam nos anúncios de jornais, alguns até eram convidados a participar deles, mas não apanhavam nada.


Essas denuncias serviram de uma autentica “paulada” que obrigaram, o governador de Benguela a sair da “toca”.

Num extenso documento distribuído à imprensa, Dos Anjos tentou explicar de uma vez por todas, os “equívocos” sobre a sua gestão, mas acabou por atolar ainda mais na sua própria lama. As revelações da carta foram bem aproveitadas pelos seus criticas que se serviram dos conteúdos para transforma-los em “pedra” de arremesso contra Isaac.

Essas crises - política, acima de tudo moral - têm varias causas. Em cada uma delas, em maior ou menor grau, está no jeito como Ele faz política e se relaciona com os seus seguidores e colaboradores.

Isaac queria guerra quando reinava a paz. Enxergava aliados como inimigos, impedindo a concórdia política sem a qual não se governa de forma saudável. Errou muito, errou sozinho, sem ouvir, insistiu nos erros e, quando alguns deles se revelaram crimes, não os reconheceu. Nos lances de seu melancólico e arrogante jeito de governar, Dos Anjos, quanto mais gritava contra os seus, mais isolado ficava. Depois de já terminado o tempo regulamentar “dos céus de Luanda” surgiram às mãos “Dos Santos”, que salvaram Dos Anjos, de uma condenação ao “inferno” que parecia inevitável.

Voltando a confissão de Dos Anjos, na carta de mais de quarenta pontos, distribuída à imprensa, o governador acertou na forma, mas errou no conteúdo. Na mesma ficou-se, a saber, que Benguela tem um governante empresário. Alguém que se assumi possuidor de um “império empresarial”, cuja acumulação da riqueza remonta da década 90, através da sua primeira empresa Isaac and Son's Fruits.

“A I&S Frutas foi definitivamente constituída, numa bela manhã, ao pequeno almoço nos jardins da minha casa no Kinaxixi em Luanda, após o anúncio da primeira grande desvalorização da moeda no âmbito das medidas integradas no programa de saneamento económico e financeiro SEF, corria o ano de 1988”, contou Isaac, que em nenhum momento do texto fez referencia de quanto possuía, ou seja, a cotação real das suas empresas.
Para os curiosos nenhum “tostão”, quem quiser saber mais terá de aguardar, até um dia. Quem sabe no dia de São nunca! Esse pormenor, de certo modo, feriu de morte, a declaração de património do governador.

 

Tudo ficou deitado “por agua a baixo”. Por arrasto escangalhou igualmente os empresários com quem tem “partilhado” os negócios públicos. Ficou claro que Isaac dos Anjos transformou o Palácio Cor de Rosa- da Praia, numa casa de tolerância, onde só entra quem dança a sua musica com o “ritmo da promiscuidade”. A lei da proibida foi atirada, bem ao fundo da mítica praia morena. Ficou esclarecido que os concursos para negócios eram uma fachada. Os olhos do tribunal de contas foram vedados a aço. O Ministério Publico foi “cafricado”, não munge nem tuge diante de uma revelação com cheiro à corrupção.


De resto, Isaac dos Anjos fatiou seu governo, fez promoção de cargos. Nos lugares vitais colocou os seus “muchachos”, vindo da Huíla e do Namibe. Promoveu um autentico festival da queima total das verbas publicas (já à míngua) e um escambo descarado, à plena luz do dia, com empresários, arrivistas de uma espécie de canina. “Devorar os negócios, era a missão”. Ali, quem topar ficar com ele nesse abraço de afogados e de espolio do erário publico. Paga-se bem! Com o dinheiro alheio, ou melhor, com dinheiro do contribuinte. O único critério é ser amigo do governador, ou fazer parte de uma família que lhe tivera feito algum favor.


Engana-se quem acreditou que os negócios mais “chorudos” foram revelados na carta. As grandes empresas (Consterra, Horizonte Global, Fertiangol, Fazenda Utalala, Emosul e tantas outras) foram omitidas de forma propositada ou não, mas sobre os mesmos Isaac não reservou nenhuma palavrinha. Também escondeu, mas com o “rabo” bem de fora, as grandes empreitadas realizadas durante o seu reinado, como por exemplo:


- O projecto do Cavaco
- A barragem do Dongo no Cubal
- O projecto das estradas asfaltadas de Benguela
- O projecto de Benguela Sul
- O projecto de Blue Ocean
- O projecto Benguela Costa Nova, no Chamume (inicia na Macaca e termina na foz do Rio Coporolo).
- O projecto de escola de base de hotelaria no Kapiandalo.
- O projecto do autódromo
- A venda da Reserva Fundiária do Estado no B.C.I.
- O projecto da Caota com desalojamento de detentores de terrenos.

Agora, as acusações dos chamados “detractores” ficaram mais do que nunca enriquecidos e com provas suficientes de um governador “empreendedor” no negocio do Estado. Afinal, ficou mais do que claro que na província, existe um grupo de pessoas com a pretensão de querer "tomar conta de tudo, até dos recursos, sem uma divisão mais aceitável”. Veio confirmar que o MPLA, há muito deixou de ser ele próprio e é um partido cujos membros desdobram-se em desvirtuar o código de conduta para fomentar o clientelismo, o nepotismo, a ladroagem, a opulência…

Na província, o MPLA liderado por Isaac dos Anjos, deixou de ser ele próprio, a “conduta” que impunha limites entre os negócios, as incompatibilidades dos dirigentes, a acumulação de riqueza com vista a evitar roubos no Estado foi atirada ao ralo.

 

Ficou provado e registado que no governo de Benguela existe um esquema de “fatiamento” dos negocio públicos. Um esquema montado para “saquear o dinheiro do Estado”.


Mas, essas praticas são apenas possível , porque a Estrutura Central do MPLA passou apadrinhar o “saque” dos negócios públicos em Benguela. Os dirigentes do BP, principalmente do partido no poder, José Eduardo dos Santos, continua a fazer ouvidos moucos diante da gritante sujeira que infesta o seu Governo. O Chefe de Estado assiste, sereno, a uma grotesca violação da Lei da Probidade Pública protagonizada por muitos dirigentes, principalmente em Benguela.

 

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