Opinião

Memórias dos acordos de mombaça e alvor - Diavita Alexandre Jorge

Luanda - Após os Acordos do Luso, os movimentos de libertação angolana (MPLA, UNITA e FNLA) a parte portuguesa encetaram uma série de conversações com o fim de consensualizarem a data e o local das negociações para a independência de Angola. A FNLA por sua vez tinha sugerido que as conversações deveriam ocorrer no solo de Kinshasa (RDC), o seu espaço de maior influência já que HOLDEN ROBERTO tinha cimentado boas relações com presidente do antigo Congo-Belga, JOSEPH MOBUTO. MPLA perante esta equação, parecia céptico, já que não possuía boas relações com novo presidente do Congo-Kinshasa, depois dele ter golpeado o seu aliado, PATRICE EMERY LUMUMBA (Primeiro-Ministro) e JOSEPH KASSAVUBU (Presidente da República) e ter expulsado o LÚCIO LARA, CVAAR e toda a representação do MPLA no solo conguês. Portanto, MPLA perante esta proposta não tinha uma posição definida a respeito do local da firmação dos acordos para as negociações com a parte portuguesa, por isso qualquer local servia, em excepção do Congo-Kinshasa. 

Fonte: Club-k.net

Já a UNITA e a parte portuguesa pretendiam que as negociações se realizassem em território português, o que acabou por acontecer. Inicialmente, este encontro de concertação fora marcada para as Ilhas dos Açores, mas acabou por se realizar no Algarve-Penina. Com isso, a situação friccionada de Angola e dos movimentos nacionalistas angolana, entrava na fase mais importante do processo de descolonização. Os três movimentos de libertação (MPLA, UNITA e FNLA) antes de se dirigirem para a Algarve tinham que encontrar uma plataforma de entendimento que lhes permitisse negociar com o governo provisório português. E na tentativa de se buscaruma concertação política, JONAS SAVIMBI empenhou-se a prosseguir conversações com AGOSTINHO NETO (Já que conhecia bem o Velho KILAMBA KIAXIdesde Lisboa, quando ainda era estudante de medicina), isto antes da Cimeira dos três movimentos.


Portanto, maior preocupação de entendimento residia entre a FNLA e o MPLA, já que eram as parte mais forte, no entanto, não houve semelhante iniciativa entre o HOLDEN/FNLA E NETO/MPLA. Mas aquelas iniciativas, antes vistas como caminho plausível de aproximação dos líderes nacionalistas deveria, de facto, viabilizar um espírito de verdadeira conciliação. Os esforços de SAVIMBI surtiu efeitos na aproximação dos dois movimentos de libertação (MPLA e a FNLA), no intuito de elaborarem uma plataforma comum os três movimentos para as conversações com Portugal. Os seus contactos com A. NETO e H. ROBERTO viabilizaram o encontro entre os dois movimentos a 10 de Dezembro de 1974, na cidade de Luena (Moxico). Nesta reunião, a questão patente era a «descolonização e a independência» cuja prioridade para o seu normal desenvolvimento era a unidade dos movimentos de libertação de Angola. O comunicado final, fruto do encontro entre os dois movimentos de libertação nacional (FNLA e o MPLA), culminou no reconhecimento da necessidade de pôr termo a toda a espécie de hostilidade entre os movimentos de modo que fosse possível estabelecer um clima favorável à cooperação bilateral em torno do mesmo objectivo, firmando assim, a urgência de criarem em comum o organismos a todos os níveis da sociedade angolana tendente a solucionar «in loco» os problemas relacionados com a vida das populações angolanas, em particular criar um gabinete de questões económicas que permitisse desde já, estudar com os diferentes sectores interessados as causas e os eventuais remédios para ultrapassar recessão económica que Angola vivia.


Neste âmbito, o líder da UNITA, agia com toda habilidade, procurando estabelecer uma «hiperligação» para alicerçamento dos Acordos. As conversações ficaram porse realizar em Mombaça (Quénia) sob os bons ofícios do estadista africano do Quénia – JOMO KENYATTA (Presidente) e TOM MBOYA (Primeiro-Ministro).Ali começaram as negociações entre os três movimentos angolanos na «State-House» de Mombaça. O presidente do Quénia – JOMO KENNYATTAque era uma personalidade com um certo peso na OUA, fez um discurso oficial de unidade, apesar das partes terem a consciência e reservas que o que estava-se à procura ali era uma base de entendimento que permitisse negociar com Portugal. Não foi nada fácil encontrar uma plataforma de entendimento e impedir possível fracasso das conversações.


Na «State-House» de Mombaça, assinaram-se um Acordo entre MPLA e a FNLA, que constitui-o deste modo, o elo que faltava para se estabelecer a pedra angular do processo dos Acordos ou das Conversações. Na declaração de princípios comuns aos três movimentos nacionalistas foi reafirmada a determinação de salvaguardar a integridade territorial de Angola e Cabinda como parte inseparável, integrante do território angolano. Sobre o futuro do território no período pós-independência, OS NACIONALISTAS ASSUMIRIAM RESPONSÁVEIS PARA EDIFICAR A NAÇÃO ANGOLANA SOBRE BASES JUSTAS E DEMOCRÁTICAS. Estes princípios consagrados na concertação de Mombaça, representou princípios sagrados para a construção de um Estado verdadeiramente Democrático de Direito em Angola depois da independência. A conversação de Mombaça orientou-se numa ideia fundamental: A DE ACERTAR UMA FRENTE COMUM (MPLA, FNLA e UNITA) PARA AS NEGOCIAÇÕES COM AS AUTORIDADES PORTUGUESAS, NA CIMEIRA DE ALVOR.A decisão política sobre o processo da descolonização da Angola fora assinada entre 10 a 15 de Janeiro de 1975. Em cinco dias, tivera lugar no Algarve as negociações com Portugal que culminou nos Acordos de alvor. Em cinco dias, tinha-se resolvido todos os problemas relacionados com o processo de independência e decidido o destino de todo um povo. Os acordos de alvor exigiam, entre outras coisas:1)A formação de um governo de transição que seria formado pelos três movimentos e Portugal, para gerir o país até a data da independência, que ficou marcada para 11 de Novembro;2)A formação de um Exército único;3)A realização de eleições livres e justas para determinar, por sufrágio universal, qual dos movimentos assumiria os destinos do país depois da independência.


O Acordo do Alvor foi assinado apenas pelos três movimentos, que junto com Portugal dividiram o Governo de Transição (GT) mas que rapidamente entrou em colapso. A vontade de hegemonia de cada um dos movimentos e a intolerância que isso implicava criou um terrível clima anti-democrático, conduziu a fortes alianças internacionais com os dois campos da Guerra-Fria (EUA vs URSS) e abriu caminho para a guerra civil em Angola que perdurou quase três décadas. A situação que acabou por ditar o fracasso das negociações subsequentes abrindo caminho para o colapso da situação militar no interior do país, forçando assim a suspensão dos referidos acordos como se pode constatar no Decreto-lei n.º 458-A/75, de 22 de Agosto que formaliza esta medida. Com os Acordos de Alvor veio o reconhecimento da parte de Portugal do direito do povo angolano à independência e Angola como entidade una e indivisível.


Nesses acordos foi estabelecido que a independência de Angola seria proclamada em 11 de Novembro de 1975; entretanto, o poder soberano em Angola passou a ser exercido pelo Alto-Comissário e por um Governo de Transição, este era presidido e dirigido por um Colégio Presidencial, integrado pelas três partes angolanas que haviam assinado os Acordo de alvor. AGOSTINHO NETO, presidente do MPLA, na altura da assinatura dos Acordos de Alvor fez um no seu discurso em nome dos três movimentos (MPLA, FNLA e UNITA), onde acentuou que «FELICITAM-SE PELA COLABORAÇÃO E ENTENDIMENTO QUE EXISTIU DURANTE ESTA CONFERÊNCIA, COLABORAÇÃO QUE CONFIRMA O RESPEITO PROMETIDO NA PRÉ-CIMEIRA DE MOMBAÇA E É O PRENÚNCIO DE UMA ESTREITA COLABORAÇÃO NO COMEÇAR DO EXERCÍCIO DE RESPONSABILIDADE NOVAS NA NOSSA TERRA».

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Politólogo

O Assalto ao povo para recuperar da crise - Manuel Fernandes

Luanda  - O Governo angolano está cada vez mais agressivo com o Povo que vai sofrendo inocentemente, a quem se intitula ser protector dos seus direitos e deveres.

Fonte: Club-k.net

Estamos a assistir cenas promovidas pelo Partido que governa o país(MPLA), que sustenta serem mecanismos para ressurgimento ou recuperação da economia dizem baixar-se por motivos da descida do preço do petróleo, que o povo considera como resultado de má governação do executivo e excessos de ilicitude.

Afim de justificar a crise resultante de má gerência, o Governo do MPLA, tomou como medidas de sustentar a crise para saída dessa, a aplicação de impostos sem reflexão do nível da vida dos pacatos cidadãos angolanos, que nem se quer salários têm na sua vida alguns, e os que o auferem ganham 20.000 a 30.000 kzs as vezes.


Nos dias transactos, ocorreu a cena de elevada vergonha no Distrito Urbano do Rangel Município de Luanda, operação/vistoria e recolha de Dólares (Divisas) às senhoras que fazem câmbio no mercado informal vulgo Kinguilas pela Polícias da Ordem Pública e Homens afectos a SIC Serviço de Informação Criminal as madrugadas como se tivessem a procura a buscarem marginais.Nesta operação, conseguiram subtrair 30.000 Usd,das senhoras actualmente aproximado a 30.000.000.00 de kzs, que nos parece ter a finalidade de repor divisas escasseadas nos Bancos.


O que não se entende da operação e o porquê do Governo animar se com tal procedimento de adquirir dinheiros ao povo, em vez de disponibilizar dinheiros aos Empresários,aos agentes económicos sociais e dar crédito aos cidadãos. Noutro lado, são manobras de insulto, afim de encontrar saídas de não realizar eleições, e justificar à nível do mundo que a oposição impediu a vontade de realização das eleições por intolerâncias politicas nas vésperas das mesmas.



Precavendo o incidente que vai acontecer nas próximas eleições, através de erros económicos, divisão social e intolerâncias politicas que incita e incitou à nível do país o MPLA, eis a razão do referido comportamento.É de conhecimento de toda sociedade angolana que o Partido no poder, já não goza mais confiança dos povos, por mentiras que diariamente promove na imprensa pública(TPA, RNA), Nepotismo e o enriquecimento ilícito dos seus membros somente, a contar que o Povo angolano é inocente das devidas ocorrências.


Na verdade, a tendência é de forjar um golpe de Estado como aconteceu com o Presidente Turco, para justificar a sua queda no combate político, onde a vontade do Povo angolano não reside mais nele. A todos, bom juízo neste texto.

A meritocracia da fundação da CASA-CE - Carlos Kandanda

Luanda – A política é uma ciência e é uma arte, assente nos princípios da pluralidade, da competividade e do reconhecimento mútuo, num conjunto de forças politicas, que disputam o poder público. Logo, o poder público é a vocação essencial da política, a ser conquistado através do Ideário Politico, bem definido, em forma de Manifesto Eleitoral.

Fonte: Club-k.net
O Ideário é um sistema de ideias económicas, politicas, sociais e culturais, contidas num programa de acção, de um partido politico ou de um candidato, ao processo eleitoral. O ideário, na sua essência, é um Manifesto teórico, abstracto no seu conteúdo, que ganha solidez e substância no exercício do poder público, após a conquista do poder politico. O estado teórico do Manifesto politico não é suficiente, por si só, garantir a eficácia prática, no alcance das metas predefinidas.

Todavia, o Ideário político (Manifesto) reflecte a visão teórica do protagonista e a visualização de todo um conjunto de desafios da sociedade. Pois, um diagnóstico acertado de uma patologia viabiliza uma medicação apropriada, com perspectiva de superar a doença. Se o diagnóstico for errado, a probabilidade de piorar o quadro clínico do doente é óbvia. Só nisso, reside o mérito do ideário político, como instrumento de sensibilização e de galvanização de vontades políticas.

Portanto, é utópico fazer o juízo antecipado de uma formação politica antes de ser poder e de exercê-lo efectivamente. Esta é a lógica da ciência política, como arte do exercício do poder político. Sem com qual confundir a ciência politica com o «mercantilismo partidário», que se manifesta amplamente na sociedade angolana.

No ponto de vista histórico, da realidade angolana, os três Movimentos de Libertação (FNLA/MPLA/UNITA) Nacional foram o factor determinante da descolonização do País, alcançada no dia 11 de Novembro de 1975. Porém, o procedimento da descolonização de Angola, acordada em Alvor, entre Portugal e os Movimentos de Libertação Nacional, acima referidos, foi débil. Mergulhando o país na Guerra Civil atroz, que se prolongou até 2002, com a intervenção directa das Nações Unidas.

Neste Contexto, é indubitável o papel preponderante da UNITA na afirmação do multipartidarismo, através da resistência tenaz e perseverante contra o sistema monopartidário, imposto pelo MPLA, com a ajuda do Bloco do Leste. Nesta luta democrática, que desenrolou-se de 1975 até 2002, a FNLA ficou fora do xadrez politico, encontrando-se na ruptura e na desintegração da nomenclatura, cujas repercussões ainda se fazem sentir até aos dias de hoje.

O desaparecimento físico dos três protagonistas (Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi) do nacionalismo angolano alterara drasticamente não só a visão nacionalista, mas sobretudo, as metas estratégicas preconizadas pelos Movimentos de Libertação Nacional. A depreciação de valores, o declínio do patriotismo e a ruptura doutrinária, são factos evidentes desta realidade inequívoca. Acima disso, a guerra prolongada de desgaste entre os três Movimentos criara o ódio exacerbado e a inércia, desenraizando gradualmente os fundamentos do nacionalismo angolano.

Este estado crónico de inimizade entre os Movimentos de Libertação Nacional inibira, de grosso modo, o avanço do processo da democratização, que se encontrava no impasse. A lei da negação recíproca vinha instalar-se na política angolana como doutrina do poder político, contrariando os princípios democráticos da tolerância, da competitividade e da alternância democrática, através do sufrágio universal, consagrado na Carta das Nações Unidas.

O estado de impasse verificado realçara o regime autocrático, com tendência forte de anular a qualidade dos partidos políticos tradicionais, já desgastados pela guerra civil; inviabilizando, deste modo, o Estado democrático de direito, assente na liberdade e na legalidade, como pilares fundamentais da democracia.

Neste contexto, da ausência absoluta de contrapoderes, emergia gradualmente o poder unipessoal, todo-poderoso, que hoje desarticulou os mecanismos da boa governação; mergulhando o país na crise profunda, sem precedente.

Por isso, é igualmente indubitável o papel preponderante que a CASA-CE tem vindo a desempenhar na revitalização do processo democrático e na pressão inabalável sobre os Órgãos de Soberania do Estado, na aplicação dos ditames da legalidade. O estado de letargia dos partidos tradicionais ficara mitigado, com acções visíveis de competitividade, um pouco por todo país.

A harmonia entre as forças politica na oposição já é um facto inquestionável, que tem estado a melhorar o despenho da Assembleia Nacional. O mérito dos pais-fundadores (Agostinho Neto, Holden Roberto e Jonas Savimbi) do nacionalismo angolano, já começa a despertar a consciência patriótica do povo angolano e dos partidos políticos tradicionais, que excluíam-se reciprocamente, como inimigos eternos e irreconciliáveis.

Parecia tabu quando a CASA-CE vinha a terreiro defender os valores acima mencionados, como fundamentos sólidos da edificação da Nação Angolana, na sua diversidade política, étnica, racial, cultural e eclesiástica. Assim que, se constata hoje, com muita força, o ressurgimento do nacionalismo angolano, em todos estratos sociais da nossa sociedade.

Nesta dinâmica, da harmonização e da socialização do ambiente politico, os modus-operandi e os modus-vivendi da CASA-CE, que se consubstanciam nos métodos de comunicação com os cidadãos e das suas palavras-chaves, que preconizam a sua acção de sensibilização dos eleitores, são hoje seguidas e adoptadas pelos partidos históricos, neste processo da renascença do patriotismo angolano.

Na realidade, a CASA-CE tornou-se o eixo de convergência e de competição politica entre as diversas correntes politico-ideológicas do nosso país, como mola impulsionadora da inovação e da dinamização político-partidária.

A pacificação das mentes e a fraternização dos angolanos, independentemente da afiliação partidária, tem sido uma divisa da CASA-CE, que começa a repercutir-se positivamente na sociedade angolana, com impactos psicológicos enormes sobre a classe politica, fortemente arreigada nas rivalidades do passado, da guerra fratricida. Minando, deste modo, o espírito patriótico, de angolanidade, que deve-nos unir todos, como Estado-Nação.

Parafraseando, o caminho da reconciliação nacional, sobretudo entre os partidos históricos, é bastante sinuoso, difícil e prolongado, que ainda se coloca no horizonte bem distante. Portanto, a mudança democrática, capaz de garantir a segurança de bens e a integridade moral, espiritual e física dos antigos beligerantes, constitui o factor decisivo da estabilidade duradoira.

Uma mudança equilibrada, convergente e alternativa será capaz de permitir a reavaliação de Conceitos Ideológicos dos partidos históricos, criando um novo ambiente de pensamento, de relacionamento, de atitude, de actuação e de visão politica, adaptadas aos desafios actuais do nosso País. Esbatendo o ódio e o medo que se instalaram na consciência de alguns círculos políticos, que sentem-se ameaçados pela mudança democrática.

Em síntese, este contexto, do impasse politico, da inércia e do agravamento das rivalidades antagónicas, ilustra o mérito e a meritocracia do surgimento da CASA-CE, em Abril de 2012, aos escassos meses da realização das eleições legislativas. Transformando-se num fenómeno político incontornável da arena política angolana, cujo Presidente, Dr. Abel Epalanga Chivukuvuku tem sido tratado com prestígio e dignidade pelas potências mundiais, como os Estados Unidos da América.

Neste caso específico, Presidente da CASA-CE está convidado por Partido Democrata e Partido Republicana para estar presente nas suas Convenções Partidárias, que vão consagrar as candidaturas da Hillary Clinton e do Donaldo Trump, respectivamente.

 

 

Angola: O preço do pão e a conivência - Graça Campos

Luanda  - No dia 11 de Novembro de 2005, no acto comemorativo do 29º aniversário da proclamação da independência nacional, o Presidente da República, José Eduardo dos Santos, revelou que grupos empresariais estrangeiros se tinham organizado em carteis para manipularem os preços dos principais bens de consumo.

Fonte: Facebook

Na denúncia do Presidente da República, uma entidade necessariamente muito bem informada, estava implícita a ideia de que tais grupos estariam mancomunados com cidadãos nacionais. Depois de ter dedicado à denúncia do Presidente da República a enorme repercussão que ela justificava, o extinto Semanário Angolense acabaria notificado pela Sala do Cível e Administrativo do Tribunal Provincial de Luanda para responder a uma acção intentada pelo então Primeiro-Ministro.

 

Fernando da Piedade Dias dos Santos “Nandó” recorreu àquela instância judicial por o Semanário Angolense o haver associado a tais grupos empresariais estrangeiros que José Eduardo dos Santos responsabilizou pelo aumento artificial dos preços dos bens de consumo.

 

O Jornal associou o Primeiro-Ministro ao Grupo Empresarial Arosfram, cujos proprietários eram maioritariamente de origem libanesa.


Além de Nandó, o Semanário Angolense vinculou, também, outros dignitários, nomeadamente o embaixador Mawete João Baptista e André Santana Pitra “Petroff”, a interesses empresariais estrangeiros que se encaixavam no perfil dos grupos denunciados pelo Presidente da República. Entre eles, avultavam a Golfrate Grup e a Angoalissar.

Com exceção da diligência judicial do então Primeiro-Ministro, que terminou com a absolvição do Semanário Angolense e do seu Director-Geral, ele também arrolado no processo, a (grave) denúncia do Presidente da República não teve nenhuma outra consequência. Institucionalmente, dir-se-ia que ela caiu em saco roto.

 

Com a complacência institucional, homens de negócios estrangeiros, nomeadamente libaneses e indianos, sobretudo, os mesmos que o Presidente da República acusou de manipularem os preços, não só continuaram a reinar a seu bel-prazer como, com o decorrer dos anos, alargaram os seus horizontes. Em estreita colaboração com comerciantes oeste-africanos, de quem se tornaram tutores, esses empresários estenderam os seus perniciosos tentáculos ao mercado de divisas nacional, de tal sorte que hoje eles são o seu regulador.

 

Com a maior das impunidades (e muita desfaçatez) são eles quem determinam a cotação da moeda estrangeira. O papel do Banco Nacional de Angola, na economia real, é perfeitamente marginal.
Aliás, nesta altura do campeonato, os nossos governantes já deviam deixar de fingir que a autoridade monetária do País continua depositado no Banco Nacional de Angola. As suas competências foram, há muito, transferidas para o Mártires de Kifangondo. É daquele bairro luandense que emanam a taxa de câmbio do dólar, euro e outras divisas; é lá que são tomadas todas as decisões que incumbem a um banco central. Pelos vistos, Só mesmo por algum pudor é que o BNA ainda não transferiu para o Mártires as reuniões do seu Comité de Política Monetária.

 


Recentemente, o próprio governador do BNA aceitou implicitamente a supremacia da máfia do Mártires de Kifangondo quando apontou à Polícia não os libaneses, malignos e outros que controlam o mercado de divisas mas as pobres kínguilas que lutam pela pela vida. Quando Walter Filipe pede "às autoridades competentes maior controlo e responsabilização dos agentes promotores do mercado informal de moeda estrangeira" e aponta o dedo às kínguilas fica claro que o BNA olha para a árvore e ignora a floresta.

 

Onze anos depois daquela denúncia na actual Moçâmedes, muita coisa mudou, mas, no essencial, os dados do problema permanecem os mesmos.

 

De um lado temos o mesmo Presidente da República. A “pequena” diferença é que nesse ínterim ele “costurou” uma Constituição que lhe confere uma “montanha” de poderes de tal magnitude que, se o quisesse, poderia, com um simples estalar de dedos, pulverizar a nefasta influência dos tais grupos que manipulam artificialmente os preços.

 

De outro lado, temos não já as outrora poderosas Arosfram, Golfrat Grup e Angoalissar, mas os mesmos libaneses, indianos e agora também eritreus, etíopes e somalis disseminados em pequenos grupos, mas com uma crescente influência na economia.

 

Arrogantes e actuando, sempre, em carteis, tais homens permitem-se desafiar abertamente o sistema financeiro angolano. Nas transações comerciais com os angolanos não aceitam outra forma de pagamento que não seja dinheiro à vista. Cheque, cartão electrónico, transferência ou depósito bancário são formas de pagamento que rejeitam terminantemente. Por maior que seja o volume da transação, o comprador é obrigado a pagar à vista. De outra forma não há negócio. Ora, nestes tempos de crescente instabilidade social, circular com significativas quantias de dinheiro é um incentivo extra à criminalidade.

Repetindo, os dados do problema permanecem os mesmos: o País continua a ter como seu Presidente o mesmo homem que já identificou a fonte da subida artificial dos preços dos bens de consumo e, no outro extremo, estão os mesmíssimos libaneses, indianos e quejandos a ditar as regras de jogo.

Em 2005, quando o PR pôs o dedo na ferida, os preços subiam descontroladamente, mas alimentos como o pão, por exemplo, ainda iam marcando presença no cardápio dos angolanos. Em 2016, o preço do pão não só atingiu níveis estratosféricos como ele já foi riscado da ementa de muitos angolanos. Muitas famílias luandenses resgataram a conguenha como alternativa ao pão.


Como naquela altura, também agora o aumento artificial do preço do pão decorre da cartelização do mercado da farinha de trigo. São libaneses, indianos e seus compinchas quem determina o preço.

 

Pelos cálculos da recém-criada Associação das Indústrias de Panificação e Pastelaria de Angola (AIPP) não adviriam prejuízos nenhuns para os panificadores se, por exemplo, o pão pequeno fosse vendido a um preço que variasse de entre 15 a 19 kwanzas. Mas porque o mercado da farinha de trigo é um monopólio de estrangeiros, a mesma unidade de pão hoje é vendida, quando há, a preços que chegam aos 100 kwanzas.

 

“Vamos até dizer que (os estrangeiros) formaram um cartel e são eles que põem e dispõem dos preços”, queixava-se recentemente ao Novo Jornal o industrial Gilberto Simão, presidente da AIPP.

 

Com o aumento quase diário do preço da farinha de trigo, não é apenas o pão que se torna, cada vez mais, num alimento inacessível às “amplas massas populares”. É também o emprego de milhares de angolanos que está ameaçado.

 

Ele também importador e por isso domina bem os preços, Gilberto Simão defende que o saco de farinha de trigo de 50 quilos deveria chegar às panificadoras ao preço de 7.000 Kz. “Mas, em Malange está a 18 mil, no Huambo a 19 e há províncias onde se cobra mais de 20 mil”. Esta situação, diz o industrial, tende a “exterminar os empresários nacionais”.

De acordo com dados convergentes, 80% das padarias nacionais são detidas por comerciantes indianos e libaneses.

Em 2016, Gilberto Simão, presidente da Associação das Indústrias de Panificação e Pastelaria de Angola, repete o que o Presidente da República disse há 11 anos: empresários estrangeiros promovem a subida artificial dos preços.

Aqui chegados, vamos então às inevitáveis perguntas: se o problema está mais do que identificado, o que impede, então, a tomada das pertinentes medidas para aliviar o sofrimento dos angolanos? Por que razão, libaneses, indianos e outros não podem ser chamados à pedra por causarem sofrimentos aos angolanos?

A inação de quem de direito induz à legítima suspeita de que libaneses, indianos e outros manipulam alegremente os preços de bens de consumo porque têm as costas amparadas em confortáveis almofadas. Alguém lhes faz companhia quando se sentam à mesa para partilharem o fruto da escandalosa roubalheira aos angolanos.

Tal inação também pode ser explicada pelo facto de tanto o MPLA quanto o seu líder terem como garantido o voto maioritário dos angolanos. No dia em que um e outro forem obrigados a suar às estopinhas pelo voto, “brincadeiras” como essa de libaneses e indianos não mais terão lugar no nosso País.


Enquanto subestimarem o valor do seu voto, os angolanos continuarão a ser tratados como “coisas” insignificantes no seu próprio País.

 

OMA: A organização de mulheres a quem o MPLA matou os seus maridos? - Fernando Vumby

Alemanha - INTRODUÇÃO: Quando olho para essas mulheres vestidas de preto , vermelho e o amarelo á primeira imagem que se desfila na minha memória é a daqueles tantos homens que já tinham esposas , namoradas e irmãs na OMA e no fim ate acabaram eliminados pelos seus próprios camaradas do MPLA.

Fonte: Fórum Livre Opinião & Justiça

É de arrepiar sim , o numero de mulheres angolanas viúvas que estão na OMA erguendo a bandeira de um MPLA que lhes matou os seus próprios maridos e lhes tirou inclusive ate o direito de sentirem a dor pela perca dos seus ente-queridos , e se mostrarem como viúvas de homens que ontem serviram o regime e acabaram mortos pelo próprio regime.

O mais provável é que uma parte significativa dessas mulheres que vivem uma felicidade fingida se oferecendo , quando não forçadas para estarem na OMA em troca de cargos e não só , não sabem o que simboliza para nós que vimos mulheres serem assassinadas e violadas nas cadeias as cores do MPLA.

MATARAM-LHES OS MARIDOS E FILHOS E HOJE ERGUEM A BANDEIRA DOS ASSASSINOS ?

Muito embora este comportamento destas mulheres seja uma mistura de medo , falta de sentimentos , ingenuidade e bajulação porque dá posto de trabalho e reputação no reino da corrupção , uma grande parte delas não só exageram pela forma como defendem um regime brutal , como perderam a coragem de contarem aos seus próprios filhos hoje crescidos as verdades sobre as mortes dos seus próprios maridos.

Não gostaria de terminar este texto sem vos deixar aqui dois depoimentos inéditos de duas mulheres que visitei em ( 1979 ) logo depois que fui liberto das masmorras da DISA onde cumpri dois anos de cadeia como preso político sem julgamento , sem acusação e se calhar por não termos dado mesmo o golpe de Estado.

Será que cada povo tem mesmo o regime que merece ?

Curiosamente estas mulheres hoje mais velhas , algumas já cansadas , doentes e sem o charme do antigamente ate hoje se orgulhosamente ou não , isto pouco importa neste momento verdade é que continuam erguendo a bandeira da OMA/MPLA.

1 ) - Quando prenderam meu marido também fui levada e para lhe obrigarem á falar coisas de que ele até nem sabia , mesmo ao lado dele os carcereiros me deram com uma coronhada na cabeça e logo depois fui solta confessou-me a ( yyyyyyyyyyy ) uma senhora que perdeu seu marido nos acontecimentos do dia 27 de Maio de1977 , mas ate hoje continua defendendo o mesmo MPLA que lhe matou o marido .

2 ) - Levaram-me duas vezes á CR ( Casa da Reclusão ) só mesmo para assistir o meu namorado á ser torturado para o obrigarem á fazer confissões estranhas antes de o matarem e nós ate hoje nem soubemos onde esconderam o seu corpo.

Fórum Livre Opinião & Justiça

Fernando Vumby

 

Radiografia do actual sistema de saúde publica angolano - João Henrique Hungulo

Luanda - A história é a memória de um povo que lhe dá raízes, lhe compromete no presente ou lhe define no contexto das nações; dá – lhe rosto no passado através de feitos e acções narradas no percurso do tempo, sustenta – lhe através de alicerces iluminando os tempos vindouros. Neste prisma, torna – se imperativo o desfolhar de páginas que expressam a trajectória da saúde pública em países do Primeiro mundo, para que possamos perceber os caminhos estreitos pélos quais aqueles que portam o mais alto escalão de saúde em termos de qualidade, tiveram de trilhar para que chegassem por onde chegaram aos nossos dias, quiçá, teremos de remar péla mesma maré para que nos tornemos iguais a eles, pois, diz o adágio popular: “siga os bons e serás um deles, siga os maus e serás pior que eles”.

Fonte: Club-k.net

A história reza que na Alemanha dos anos 1700/1800 a saúde pública era apelidada de polícia, todavia, no Reino Unido era chamada de sanitarismo, de saneamento e urbanização. (1)

No entanto o crescimento da pobreza nestes países marcavam o despertar da saúde pública, no fim do século XVIII e começo do XIX, houve um grande aumento da pobreza e das dificuldades sociais, a consciência clara dessa sociedade em torno dos problemas vigentes permitiu definir estratégias que visassem banir os problemas resultantes da pobreza, começando pélo facto de terem assumido a pobreza e definir directrizes que visavam transpor os percalços da época. O amadurecimento das relações sociais na Inglaterra deu relevo a busca de soluções ao povo inglês. Os pobres não eram fruto do “não trabalho”, mas eram os próprios trabalhadores empobrecidos pelas relações de exploração. (1)

Este era um novo contexto, também político, onde a burguesia industrial iria tornar - se a classe hegemónica no interior do bloco no poder, definido institucionalmente pelo Reform Act de 1832. Neste, o proletariado, também, se constituía em uma força social, e diga – se que, na Inglaterra, as outras classes
sociais, como a classe média, não tivera peso político importante como na França e na Alemanha.(1)

É dentro desta nova situação social, a do século XIX, com a industrialização e a urbanização, que ocorre tratamento do ambiente, a qual, segundo Rosen, se dá sob a forma de um projecto de Reforma Social que, posteriormente, se transforma em um programa de reforma sanitária, que era praticamente viável. Em 1834, com o novo Parlamento inglês, forma – se uma comissão para estudar e propor soluções para a "Lei dos Pobres" elizabetana, dada a nova realidade da sociedade inglesa. Esta Lei tinha – se tornado um obstáculo para a livre relação entre o capital industrial e a força de trabalho, porque, devido ao seu carácter paroquial e pré - capitalista no tracto da pobreza, impedia o livre vai e vem do trabalhador, segundo a dinâmica do mercado da força de trabalho, amarrando o a urna localidade específica (o município, a paróquia). (1)

Edwin Chadwick o dos principais realizadores da referida Emenda à Lei dos Pobres. Edwin Chadwick tinha em perspectiva a fusão, na prática, dos princípios da Economia
Clássica e do benthanismo; e através da execução destes princípios, liderou todo um movimento de reformulação da máquina estatal, adequando – a à nova realidade política e económica da Inglaterra do século XIX.

Em 1842, Edwin Chadwick realiza uma investigação, que se tornou clássica, o Inquérito Sanitário das Condições da População Trabalhadora da Inglaterra”, no qual mostra a relação entre a presença das doenças e as péssimas condições de moradia, a falta de esgotos, a ausência de água limpa, erros na remoção e tratamento do lixo, etc.

Nesta época, advoga uma relação entre pobreza e doença, na qual esta surge como consequência daquela; torna – se adepto da teoria miasmática, defendendo a ideia de que a saúde é uma questão de engenharia e não de medicina, pois, esta aponta os problemas, mas é aquela que os enfrenta e resolve.

A Saúde Pública, enquanto Sanitarismo, configurará aquilo que serão as práticas sanitárias, restringindo – as a um conjunto de acções sobre os factores que serão encarados como os responsáveis pelo aparecimento da doença colectivamente, e identificados com o meio urbano, que será reduzido à disponibilidade maior ou menor das condições.

Em Angola, existem hoje tremendas circunstâncias por se tornarem resolvidas, no que se refere às condições básicas de saúde, como acesso a alimentos, acesso a água potável, saneamento básico do meio ainda muito precário, moradia e condições sanitárias associadas à saúde Pública não capazes de darem respostas às exigências que a saúde proclama.

 

A pobreza é hoje, um dos principais problemas por se fazer resolvido em Angola, para a protecção à saúde, mas para a sua erradicação seria necessário um esforço conjugado no nível pessoal, populacional e nacional, cuja execução parece remota tendo em vista a presente conjuntura nacional.

 

A exacerbada poluição ambiental com resíduos urbanos, se constitui no principal mentor da destruição dos laços permanentes da saúde pública, todavia, a saúde pública é direitamente proporcional a saúde do meios ambiente, não é possível que se enalteçam os paradigmas da saúde pública se ainda o lixo for dos principais vilões a ser combatido, é necessário acções urgentes que tornam o ambiente sadio e propício para se viver.

 

É necessário que se façam reformas pertinentes nas políticas de saúde pública com vista a impor ordem com fulgor salutar, que forneça indicações optimistas para o futuro. Sem dúvida, ocorreram progressos importantes no que se refere à solução ou controle de alguns desses problemas, mas o caminho a percorrer para se alcançar um estado de saúde pública compatível com o nosso desenvolvimento económico é ainda longo e difícil. É indispensável, especialmente, uma melhoria generalizada na oferta e na qualidade desses serviços. Inversões apropriadas, tanto em infra-estrutura como na formação de recursos humanos com qualidade e com capacidade esperada, são indispensáveis. Os custos para um programa deste tipo são consideráveis, mas eles poderiam ser progressivamente diminuídos à medida que o país se tornasse, pelo menos parcialmente, independente da mão-de-obra estrangeira. E qualquer política global de saúde pública, actualmente, não pode se dar ao luxo de negligenciar a área da genética e da biologia molecular.

 

Inglaterra, Espanha, França e Japão, países da primeira linha em termos de saúde pública, destinam grande parte do seu PIB (Produto Interno Bruto) à saúde pública.

 

Em Angola, há que trabalhar de forma árdua, e esperar que todos os parceiros do estado, assim como a sociedade angolana em si, conjuguem esforços em uníssono com vista a moldar o paradigma da saúde Pública hoje vigente entre nós. Primeiro, é necessário a intensificação da formação do pessoal médico, enfermeiro, e os demais técnicos da área, mas tendo em vista a qualidade como pedra angular, antes poucos, mas bem formados para que possamos ter um país que todos nós desejamos o ter, a saúde é um assunto sério, não como nos demais cursos, as lacunas deixadas no pessoal formado, justificarão a exacerbada taxa de mortalidade para o futuro, cada erro cometido por negligência, dará lugar a situações lastimáveis que porão em causa a vida do enfermo; é necessário que haja fiscalização de instituições que formam profissionais de saúde no seu todo, para que não nos arrisquemos na formação de técnicos desprovidos de qualidade e despidos de ética que façam da saúde numa loja de venda de serviços sem quaisquer qualidade e profissionalismo.

 

É necessário formar agentes sanitários que terão a nobre missão de levar a saúde nas áreas mais recônditas do país, cuja missão seria educar a população sobre os problemas básicos de saúde como o uso de mosquiteiro, a higiene pessoal, o saneamento básico do meio, as consultas pré – natais, os cuidados primários de saúde no seu todo.

 

Os postos de saúde tinham de dispor de recursos materiais capazes de satisfazerem as necessidades dos utentes, e de pessoal capaz de o fazer, e deixar de ser autênticos centros de espera e de transferências de doentes sem soluções prementes para servir aos doentes.

 

A saúde pública Angolana, ocorre de maneira muito diferente em relação ao primeiro mundo. Assim, é de suma importância investimentos cabíveis nesse sector, tanto nos serviços primários, secundários e terciários, a fim de tê-la com mais qualidade. É necessário também, um maior número de faculdades na área da saúde, para que se tenha mais profissionais qualificados e aptos a trabalharem em prol da sociedade. E por fim campanhas com familiares das vitimas com o intuito de mostrar a realidade angolana.


É necessário construir uma metodologia de trabalho para implantação de projectos de saúde pública que não se limitam apenas em processos e papeis sem aplicação prática no cerne da sociedade angolana, mas sim no verdadeiro processo de saúde – doença que ocorre dentro do seio da angolanidade, no seu dia – a - dia nas diversas comunidades, favorecerá o desenvolvimento de acções voltadas para a prevenção de enfermidades dentro do seio social, e na restauração de condições que veiculam a solidificação da saúde no seio social, fortalecendo espaços de troca e produção de conhecimento entre os profissionais de saúde e o povo no seu contexto lacto, voltado para uma melhor qualidade de vida da população angolana.

Por outro lado, o problema em muitos hospitais é justamente a falta de condições técnicas, seja de capacitação, seja de materiais. Tais locais se tornam pouco capazes de responde os paradigmas da saúde pública pela má qualidade resultante do atendimento e sua baixa resolubilidade. Essa falta de condições técnicas e materiais também pode induzir à falta de operacionalidade na saúde pública da população em geral, na medida em que profissionais e usuários se relacionem de forma desagradável, impessoal e agressiva, piorando uma situação que já é precária.


«A missão nobre do profissional de saúde, é servir ao doente, quem não vive para servir, não serve para viver»

 

 

BIBLIOGRÁFICAS.
Merhy EE. Introdução à saúde pública: prática técnica e social. Campinas. 2002.

Angola: Porque um cidadão afilia-se num partido político ? – Manuel Tandu

Luanda  - Esta abordagem visa diagnosticar as motivações que levam um cidadão a afiliar-se num partido político e tipificar o tipo de militância que há dentro dos partidos políticos. Tem como problema científico: o tipo de militância que é exercida nos partidos políticos impossibilita o desenvolvimento do país e chega a perigar os avanços que já se verificam no país.

Fonte: Club-k.net

Então procurando descodificar as motivações que levam um cidadão afiliar-se num partido político, há uma necessidade de recuarmos nos anos 50, altura em que a necessidade de se libertar do jugo colonial começou a ser um facto mais concreto, pois algumas mentes esclarecidas levaram a cabo o agrupamento de várias individualidades visando fazer face ao colonialismo mas um dado bastante interessante e fundamental para descodificarmos as motivações que leva um cidadão a aderir num partido politico, referindo no nosso caso em Angola, é que quando estas mentes esclarecidas começaram esta actividade visando mobilizar as massas. O primeiro impasse que tiveram foi na aderência das populações, pois mesmo depois de conseguirem estruturar estes movimentos, não tiveram uma adesão que lhes possibilitou ter um exército de dez mil ou cinco mil homens, e a questão que se coloca, porque não houve esta adesão, se o objectivo destes movimentos visava a libertação Nacional? Então vamos avançar até após a independência, e nota-se que quando se tratou da questão de arrebentar o país passa a expressão, houve uma adesão das massas que possibilitou os mesmos movimentos a terem em tempo recorde exércitos com dez mil homens ou mais que isso, e surge a questão, porque as massas aderiram? Uma vez o país já estava independente deveriam boicotar em aderirem ou em engordar estes exércitos, o porquê desta aderência massiva? A resposta é simplesmente, porque naquele contexto a guerra serviu para defender os interesses dos movimentos e não do país, a questão que colocavam e se colocam é, quem fica com a fatia maior do pão ou do bolo.


Enfim foi uma guerra que visou defender os interesses dos movimentos e não do país, e estes movimentos hoje como partido políticos há dentro dos mesmos a linha de orientação que visa a defesa de interesses partidários ou a defesa dos interesses do país? E a base desta fundamentação teórica urge a necessidade de repetir colocar a questão acima já referenciada o que leva um cidadão a aderir num partido político? E deste modo esta questão é metamorfoseada da seguinte forma: quais são ou qual é o factor motivacional que deve levar o cidadão a aderir num partido político? A resposta é, servir o povo, não querendo dizer que só se serve o país ou servir o país se resuma em afiliar-se em partidos políticos, mas a ideia que pretendo transmitir é que se deve aderir num partido político, visando servir os interesses do país e não interesses partidários.


Actualmente se levanta questões sobre intolerância política, e nos pergunta-mo a que se deve? Responderia dizendo que se deve a tipo de militância que é exercida excessivamente, incentivada e promovida dentro de partidos políticos. Que tipo de militância é esta que se tornou ou se transformou como empecilho ao desenvolvimento do país e chega a perigar a estabilidade do país? Em função do diagnóstico foi possível tipificar a militância no nosso contexto em três grupos: militância amorfa, militância passiva e a militância activa.


Mas antes de enunciarmos os conceitos de cada um dos tipos de militância que mencionei, convém, primeiramente dizermos o que é concretamente a militância. Segundo o dicionário online de português o conceito de militância é o seguinte: Prática da pessoa que defende uma causa, de quem busca a transformação da sociedade através da acção: militância política, social, estudantil. Mas esta abordagem tem foco na militância partidária que enquadra-se na militância política. Então, passaria a enunciar os conceitos de cada tipo de militância.

• Militância amorfa: é uma militância exercida por quem não tem um posicionamento sobre questões que tem a ver com a vida interna dum partido e da vida socioeconómico, educativa, etc. Do país, só se limita em bater palmas, não tem um raciocínio próprio. Ele participa na vida do partido e do próprio país, mas a sua acção ou participação se resume em amém chefe.

• Militância passiva: é uma militância não participativa, exercida pelos militantes telespectadores, quer dizer, uma militância exercida por quem esta na chuva mas nega-se a molhar, quer dizer não emite opiniões podem ser de esclarecimentos, de mobilização, etc. Não dá soluções, e nem contesta a forma como um programa está a ser objecto de tratamento, etc. É um militante que não exerce a militância. Embora tendo ideias, só fica no seu canto a observar o cenário nas calmas. Enfim não dá cara nas makas do próprio partido e do país. Em suma é um telespectador.

• Militância activa: é uma militância participativa, pois o militante se assume como actor. Quer dizer, participa activamente na vida social, política, etc. Do país e do próprio partido. Ou é uma militância onde o militante faz uso do debate interno ou externo como meio para avançar seus argumentos, estes podem ser favoráveis ou não favoráveis na forma como se tem dado o tratamento dos problemas internos do partido e do país. Mais a finalidade é sempre defender os interesses do país, pois estão acima dos interesses partidários.

Partindo do princípio que os partidos políticos a sua finalidade é governar. Então um partido político com excessiva militância amorfa e passiva, a sua acção não se torna improducente? Será que este partido pode gerar desenvolvimento do país? Ou poderá atingir ou chegar a governar? Será que o desenvolvimento de uma aldeia, comuna, município, província ou país, pode encontrar um empecilho em função da excessiva militância amorfa e passiva? Será que a intolerância política não é o resultado da excessiva militância amorfa ou passiva?


Em primeiro, afiliação partidária deve visar defender os interesses do país que são bastante diferentes dos interesses partidários. A militância amorfa e passiva são dois obstáculos para o desenvolvimento de um país. O que leva-me a esta afirmação? Posso exemplificar países como: EUA, Reino Unido, Canada, Japão, Rússia, França, etc. Países desenvolvidos, o porquê se deve este desenvolvimento? Este desenvolvimento se deve devido a militância activa que é exercida pelos militantes que compõem partidos políticos destes referidos países, em função disso o interesse Nacional fala mais alto em detrimento de interesses partidários. Temos os últimos acontecimentos que ocorreram em dois países da CPLP, que são: Brasil e Portugal.

Sobre Portugal: nas últimas eleições legislativas, dois partidos políticos avançaram para estas eleições coligadas, nomeadamente o PSD e CDS-PP, mais o resultado que obtiveram não permitiu-lhes formar um governo e os partidos da, esquerda formaram uma coligação pós-eleições, e conseguiram uma maioria que permitiu e permite-lhes governar, tendo a frente o PS. Mais não houve da parte dos militantes do PSD e CDS-PP, atitudes que poderiam colocar Portugal em instabilidade, isso mostra claramente a maturidade política destes militantes, pois para estes militantes a estabilidade do país não tem preço. Em suma há uma militância activa dentro de partidos políticos Portugueses.


Sobre Brasil: as últimas eleições em Brasil deram vitória a presidente Dilma Rousseff, mas no cumprimento do seu mandato, esteve envolvida em processos que abriram a sua destituição do cargo (mas é de salientar que as últimas informações revelam as reais motivações desta destituição). Mas a atitude da Dilma Rousseff ao ser destituída e dos militantes da sua formação política, mostrou o nível de maturidade política que eles têm, pois embora tendo recursos para desestabilizar o Brasil não levantara nenhum dedo, claro que houve manifestações de repúdio desta destituição. Mas nenhum militante assim como a Dilma Rousseff colocaram ou levaram o país a uma instabilidade, porquê? Porque a consciência política destes militantes é madura. Em suma são militantes que exercem a militância activa, deste modo o interesse nacional fala mais alto. Estes dois últimos exemplos espelham que os militantes desempenham um papel fundamental para o progresso ou para retrocesso de um país.


Hoje há uma aderência massiva nos partidos políticos, será que todos sabem das reais responsabilidades que pesam sobre os mesmos? Um dos indicadores que podemos usar para determinar o tipo de militância que é exercida numa localidade, é simplesmente pelo grau dos programas que são executadas. Porque o militante é o primeiro fiscalizador, se o mesmo não exerce a fiscalização de diversos programas e obras que são realizadas na área onde está, esta área não há-de desenvolver-se. Por isso erradamente as pessoas falam das assimetrias regionais, pois se esquecem que as localidades se desenvolvem não pela acção dos responsáveis desta área (aldeia, comuna, município ou província) mais devido o tipo de militância que é exercida nesta localidade.


Pois uma localidade com excessiva militância amorfa e passiva ela não se desenvolve, porque o militante que exerce a militância amorfa ou passiva não fiscaliza as acções do partido que esta inserido e nem da respectiva localidade, pois a sua acção se resume em amem chefe. Deste modo o responsável desta localidade vive nas calmas, porque os militantes não exercem a militância activa. E nas localidades onde embora haja militância amorfa e passiva, há algum número de militantes que exercem a militância activa o trabalho partidário e da própria localidade é diferente. E quando se levanta a questão sobre as assimetrias regionais, há um esquecimento total, sobre os reais causadores desta situação, pois os verdadeiros culpados desta situação são os respectivos militantes, pois as suas acções se resumem em amem chefe.


Sobre a questão da intolerância política, importa aqui salientar que este problema, só continua existir após vinte sete anos da guerra Civil, porque, há excessiva militância amorfa e passiva, e pergunto-me será que os vinte sete anos que vivemos numa autêntica selva (guerra civil), onde as pessoas foram tratadas como residido, houve muita pancadaria, onde foi possível ver pessoas tão cruéis, enfim, não chega? Será que há ainda militantes desejando Bis, então estes militantes que incitam e envolvem-se em pancadarias devem ser elogiados? Penso que não, mas deve existir processos disciplinares visando desmotivar este apetite a pancadarias, e estes militantes até poderiam ser aproveitados na área desportiva, como nas modalidades de boxe, karaté, luta livre e em outras modalidades desportivas que têm um foco na luta, quer dizer, é uma potencialidade que necessita de um direcionamento adequado, e poderiam até passar para o profissionalismo e iriam trazer muitas alegrias ao país. Pois uma competição que envolve ou tem foco em lutas, os integrantes para sagrarem-se campeões devem lutar, quer dizer combates de corpo a corpo. Mas na competição política ou no campeonato político, as lutas de corpo a corpo não tem lugar porque a democracia como regra ou lei da competição política excluí ou não tem nenhum artigo que defende esta acção, pois nas competições políticas a luz da democracia há luta de ideias ou debates, que se resumem em dialéctica. E a não observância destes pressupostos, espelha o nível ou o excessivo tipo de militância que existe em partidos políticos. E mostra que a imaturidade política que existe ainda é excessiva, pois não há justificação para estas acções, pois estão a perigar a paz que foi obtida através da participação e do sacrifício de tantos anónimos. Enfim o meu apelo, a paz é um ovo que esta segurada nas mãos de todos...vamos preservá-la, primeiro Angola, segundo o cidadão e terceiro a militância partidária.


Bem porque, há excessiva militância amorfa e passiva nos partidos políticos? Ou porque se limitam a agir desta forma? Então através de uma minuciosa investigação pude encontrar a resposta. É que nos partidos políticos há militantes que pela acção que exercem denominei-lhes de militantes bufos. Estes militantes exercem a sua acção dentro dos partidos políticos, nos locais de trabalho, nas igrejas, nos mercados, etc. Mas o que fazem de concreto? Eles têm a função de fazer a listagem de militantes dos porquês, quer dizer militantes que exercem a militância activa. E como as vezes chegam a se expor, porque ninguém pode manter uma mascara por resto da vida, então criar-se o medo nos militantes em emitir opiniões que sejam contraditórias, quer dizer as pessoas ficam aprisionadas e como a persistência em ser militante activo pode pôr em causa o sagrado pão, então as pessoas passam de militantes activos para militantes amorfos ou passivos. Aqueles que são ou exercem a militância activa, mas não têm o sagrado pão, entram na mesma onda que se resume em abdicarem-se da militância activa e passarem a militância amorfa ou passiva e os que têm migalhas do sagrado pão e desejam uma fatiazinha do sagrado pão deitam por baixo a militância activa e passam a militância passiva ou amorfa, mas tomam estas decisões porque há uma acção asfixiante e silenciosa mas implacável da parte dos militantes bufos.


E esta metamorfose tem provocado os retrocessos. E deste modo há assimetrias regionais entre localidades onde há excessiva militância amorfa e passiva, e onde há algum equilíbrio entre militantes activos e militantes amorfos e passiva, pois a acção dos militantes bufos não é tão excessiva.


Porque caminhamos? Nós caminhamos porque quando aplicamos a força para marcarmos os passos, esta força aplicada encontra uma força que visa anular esta força aplicada, quer dizer, é uma força que actua no sentido contrario do movimento de corpo, e esta força se denomina de força de atrito. Quer dizer, para caminhamos é fundamental a interacção entre a força aplicada para marcarmos os passos e a força de atrito.


Sê para caminharmos o contraditório (força de atrito) é fundamental, é possível, mas é mesmo possível, mas é mesmo possível, um partido político, uma aldeia, uma comuna, um município, uma província ou um país caminhar para o desenvolvimento sem o contraditório?

 

Carta aberta à Senhora Jornalista Amélia de Aguiar - Xavier Jaime

Luanda  - Conheço a Senhora, enquanto profissional do jornalismo, desde os idos tempos em que era conhecida como Amélia Pombo. Devo confessar que a sua voz é um dos elementos que determina o facto de ser eu, sempre que o meu tempo permite, um assíduo ouvinte da LAC, o que, por seu lado, permitiu-me há muito, ter uma ideia clara da “linha editorial” da vossa antena comercial. Clarificando melhor, para nos entendermos melhor, não é tanto a linha editorial da estação que a Senhora serve, mas, antes, a maneira com que as vozes mais conhecidas da vossa estação emissora – a começar pela vossa – articula a palavra, na apresentação das matérias que vos convém, é o que me impele a premir, com prioridade, o botão da FM 95.5 sempre que tenho tempo para ouvir rádio.

Fonte: Club-k.net

Mas não é para tecer elogios desta natureza que tomei a liberdade de, por este meio e desta forma, me dirigir à Senhora. Humildemente, peço a vossa atenção para rapidamente perceber das minhas razões:


1 – No passado dia 19 do corrente mês de Julho de 2016, a propósito dos meus pronunciamentos, na qualidade de mandatário do candidato Abel Chivukuvuku para o cargo de Presidente da CASA-CE, a Senhora fez comentários, afirmando que “a oposição reclama falta de espaços na comunicação social, mas quando o tem não avança nenhuma ideia de como pretende resolver os problemas do País, quedando-se nas críticas ao governo”.

Exma. Sra.!

Tendo eu lido, em 2009, uma entrevista concedida por si, ao Jornal OPaís, que me permitiu concluir da vossa natureza honesta, sincera e frontal, e, considerando ainda o tempo de antena que a vossa estação concede aos actos da oposição, em comparação com aquele que concede aos actos do partido do governo, peço que me responda: considera descabidas ou fundamentadas as reclamações da oposição a este respeito?

 

2 – Tem sido recorrente – e nisto, em abono da verdade, a Senhora não é de maneira alguma pioneira – a tendência de um certo e expressivo segmento de agentes da comunicação social à Angolana, esforçar-se, muitas vezes ultrapassando até os limites do absurdo, no sentido de “empequenizar” tudo o que é (ou é da) oposição aqui em Angola. É um fenómeno conhecido, mas que, muito franca e sinceramente, protagonizado pela Senhora constituiu-se, para mim, numa triste surpresa, a julgar pelo que lemos da vossa entrevista concedida em 2009 ao jornal já referido e, também, tendo em consideração os vossos dizeres semanais no “VECTOR” da LAC às 10H00 de todas as quintas feiras!

 

3 – Esta recorrente tendência de minimizar tudo quanto é (ou vem da) oposição tem, para mim, explicação na teoria da “luta de classes”. É assim: o segmento de agentes da comunicação social que protagoniza o facto pertence ao que pode ser classificado de “classe média alta em Angola ou a angolana”. Não sendo proprietários de nada – até porque ouvindo o VECTOR, semanalmente, fica-se com a clara percepção de que o tecido empresarial, no nosso País é ainda uma mera miragem –, a classe em alusão é simplesmente uma emanação da classe verdadeiramente possidente. Ou seja, estão umbilicalmente unidos à classe que protagonizou a “acumulação selvática do capital” pelo que, a simples possibilidade de tal classe vir a ser destituída, transforma-se, automaticamente, para eles, num pesadelo dos maiores…

 

4 – O senso comum ensina que para debelar um mal há que, primeiro que tudo, proceder ao diagnóstico das causas, primeiras e últimas. No que me diz respeito, as causas assentam exclusivamente no modelo de sociedade que, como escrevi no que despoletou os comentários da Senhora, pretende ser construída, de forma contranatura, considerando como pessoas válidas apenas os “camaradas militantes”.

 

5 – As ideias de como resolver os grandes problemas do País estão aí subjacentes e a Senhora, sendo quem é, apercebeu-se delas certamente. Mas, como o “que abunda não prejudica”, vou obviá-las para si: “SEM QUAISQUER TIPOS DE REVANCHISMOS, O GOVERNO QUE DECORRER DA CASA-CE, COM O ABEL CHIVUKUVUKU COMO PRESIDENTE DA REPÚBLICA, VAI PÓR DE IMEDIATO UM PONTO FINAL À ROUBALHEIRA, VAI ENCETAR UM DIÁLOGO COM TODAS AS FORÇAS REPRESENTATIVAS DO NOSSO TECIDO HUMANO, VAI RESTITUIR A CIDADANIA A TODOS OS FILHOS DE ANGOLA E… VAI PRIORIZAR A AGRICULTURA DANDO AS TERRAS ARÁVEIS A QUEM TENHA VONTADE E CAPACIDADE DE AS TRABAHAR”. O resto, respeitável Senhora Jornalista, virá por acréscimo, mais a mais porque, com estes pressupostos, “os próprios cidadãos esforçar-se-ão muito mais para melhorar o País”, tal como vós mesmos sugeristes a dado passo da vossa entrevista em 2009.


PS: tivesse eu outros meios para me fazer ouvir, e teria dispensado este. Como os princípios de boa educação não me permitem “deixar uma Senhora falar sozinha” recorri de imediato a este.
Atenta e mui respeitosamente,

Xavier Jaime, vosso compatriota.
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