Opinião

Carta sobre maus tratos e discriminação no Ministerio da Justiça – M’banza Hamza

AO

EXMO SENHOR DELEGADO PROVINCIAL DA JUSTIÇA E DOS DIREITOS HUMANOS DE LUANDA

LUANDA

Solicito a atenção de V.Excia para o assunto que passo a expor:

Sou o Afonso Matias, também conhecido por “M’banza Hamza” e “Prof. John”, cidadão angolano, residente na província de Luanda, município de Cacuaco, comuna da Funda;

No dia 23 de abril de 2015, pelas 6 horas desloquei­me à Repartição do Registo Civil da Vidrul em Cacuaco. Depois dos procedimentos bancários, concluídos as 8h20 numa das dependências do Banco BPC na Vila de Cacuaco, fiz­me novamente a referida Repartição para a renovação do meu Bilhete de Identidade caducado desde setembro de 2014. Contextualização:

Desde fins de 2013 que decidi não cortar o meu cabelo com o fito de deixa­lo crescer em dreadlocks (cabelos longos, encachados, deixados crescer naturalmente), mais vulgarmente conhecido como cabelo rasta;

Levo a vida exercendo a minha profissão de professor primário, bem como a de ativista cívico e defensor de direitos humanos. Entre a indignação de alguns e a curiosidade de outros vou fazendo o meu percurso, esclareço a quem mo solicita e defendo­me ante críticas, quase todas baseadas em preconceitos e desinformação sobre os dreadlocks.

De volta ao dia 23 de abril;

Depois da recolha dos BIs que iam para renovação, fui chamado e à porta, o funcionário (que mais tarde vim a saber chamar­se Cândido) perguntou­ me se eu ‘tinha o documento da cultura para o cabelo’ eu disse que não tinha e que não era necessário. Ele pediu que o acompanhasse até a um gabinete para ir esclarecer­se com o seu superior (que vim igualmente a saber tratar­se do chefe de Repartição local);

No gabinete o superior disse, ao lhe ser solicitado se eu podia ou não renovar o meu bilhete com o cabelo que tinha:

– O senhor não sabe que tem que ter o documento da cultura para tratar o bilhete com cabelo? Eu perguntei se me podiam mostrar alguma lei ou uma nota escrita que afirmasse tal.

– Mas você não está escrito no ministério da Cultura, não sabes que para teres o cabelo assim tens que estar escrito no Ministério da Cultura? – continuou o chefe de Repartição.

– Vou estar escrito por quê? Como? O ministério da Cultura pelo que sei é um ministério que lida com instituições e agentes que promovem a cultura –

Assunto: Solicitação de acção imediata Saudações, disse eu. Eu não sei se há lá um gabinete para atender pessoas que mudem a fisionomia como dizeis.

– Tem! – responderam unanimemente todos.

– Como se chama esse gabinete? – perguntei a eles.

– Vai lá, vão tem informar – respondeu o chefe de Repartição.

– Não! Vocês têm que me dizer – repliquei.

– Podes me deixar trabalhar? Ou então procura outro posto e vai lá

tratar – foi o ultimato do chefe de Repartição. Eu disse que não iria a outro posto, era aqui onde tinha de ser atendido ou que ao menos me esclarecessem. Peguei na constituição para ler o artigo 23o e o 41o, não adiantou em nada. O Cândido teve a luz verde para protagonizar a sua arrogância e incompetência autoritária. Começou a empurrar­me para abandonar o gabinete, eu ofereci resistência e continuei a falar e a tentar abrir a lei, ai, o chefe de Repartição e mais um funcionário juntaram­se ao “empurra esse gajo.”

– Mostrem­me uma lei! Eu estou a ser discriminado! Que lei é maior que esta [a constituição]? Foi o que fui clamando enquanto empurravam­me do gabinete para a sala de tratamento e renovação de BI. Os empurrões tornaram­se mais violentos e por duas vezes os meus óculos caíram por efeito da agressividade com que estive a ser tratado, protagonizados pelo Cândido, chefe de Repartição e um funcionário. O chefe de Repartição havia pedido paz para trabalhar, pois eu estava a ser uma espécie de incomodo, só não sei se essa paz era para energicamente se engajar no teatro do “empurra esse gajo”.

Eles queriam humilhar­me em hasta pública, levar­me aos empurrões até fora da sala de renovação de BI, mas eu mostrei­lhes que se insistissem na intentona, só podiam é piorar as coisas e o alvoroço seria maior. O Cândido ameaçou bater­me e tudo. Continuei a gritar que estava a ser discriminado e ser agredido, algo que eu não esperava numa instituição do Ministério da Justiça. Aos poucos os empurrões foram acalmando e não insistiram na minha expulsão. O chefe de Repartição voltou a falar da necessidade de legalização da mudança de aparência, com os mesmos argumentos anteriores. As minhas questões mantiveram­se e ele acabou por retirar­se. Veio um funcionário que começou a falar calmamente comigo e a tentar esclarecer o motivo por detrás da suposta rejeição. Fomos falando amigavelmente e saímos para o pátio e até à rua. Pela conversa, percebe­se claramente a desinformação e, o pior, a falta de capacidade para perceberem que a sua atitude como instituição foi discriminatória. Em suma, eis o que estive a exigir:

Que me mostrassem uma lei a informar que cidadãos que tenham mudado a aparência careçam de autorização do Ministério da Cultura;

Ou em alternativa que me mostrassem pelo menos uma nota escrita, presente na Repartição a informar que casos de alteração da aparência, ou casos de uso de dreadlocks careçam de autorização do Ministério da Cultura e afiliação à Comunidade Rasta;

Procurei saber porque tenho de ir ao ministério da Cultura para fins de legalidade quando estes aspectos são da tutela do Ministério da Justiça? O que é isso de tão complexo que escapa as competências do Ministério da Justiça, para se socorrer do Ministério da Cultura? É um procedimento de cuja justeza e legalidade não consigo compreender;

Pedi para que me deixassem ler­lhes o que a lei magna, a Constituição da República de Angola nos seus artigos 23o e 41o diz; mas se há alergia dos nossos servidores públicos, é a de ouvirem o que a lei diz. A minha tentativa a isso valeu­me ser arrastado e empurrado que nem um porco, acção protagonizada inclusive pelo chefe da Repartição do Registo.

Depois de estar fora da Repartição (com o funcionário Farias) e ter esgrimido os argumentos legais que queria poder fazer perante o chefe de Repartição, um outro funcionário, solícito, e que me estive a ouvir, recomendou­me fazer um recurso hierárquico, começando com o chefe de Repartição. Foi essa recomendação que ajudou­ me a saber que um dos sujeitos que me estive a empurrar era justamente o chefe de Repartição. Quando voltei a solicitá­lo, os seus argumentos não mudaram, apenas o temperamento. Conversamos amigavelmente desta vez, mas para ele só havia duas saídas: 1. Cortar o cabelo ou 2. Registar­se numa comunidade rasta e com o parecer positivo do Ministério da Cultura. A tão solicitada fundamentação legal dessas condições, ficou para segredo dos deuses.

Neste dia, entrei para o gabinete do chefe de Repartição 3 vezes. A primeira que resultou no teatro “empurra esse gajo”; a segunda para falar com o chefe de Repartição e a terceira foi quando voltei para ir buscar o borderô do depósito bancário que havia esquecido. O funcionário Farias (não estou muito certo quanto ao nome) ao qual apresentara a argumentação legal fora da Repartição, e que antes havia negado o meu professorado (por causa do meu comportamento – entenda­se, por reclamar um direito que me cabe), depois dos argumentos e conversa na rua, é provável que tenha mudado de opinião e quando me viu no pátio, chamou­me:

Senhor Professor, Senhor Professor, vem. Olha, está ai um outro funcionário no gabinete do chefe de Repartição, vamos tentar novamente. Vamos lá e explica o teu caso calmamente a ele, quem sabe ele te atende.

Mas não adiantou em nada. O Cândido quando me viu ficou indignado por estar novamente naquele gabinete e já esteve a ranger os dentes. Expliquei a minha situação e rejeição que sofrera no período da manhã. Ele não foi diferente na argumentação, “documento da cultura!”. Perguntei­lhe, se uma senhora viesse de postiço ou tissagem na cabeça, careceria igualmente da autorização do Ministério da Cultura? Disse Não! Perguntei se estava a par do princípio da igualdade enunciado artigo 23o da CRA (o Cândido já estava a mofar nesta altura), do apelo a “não ser prejudicado, privado ou isento de um direito em razão de religião, convicções políticas, ideológicas ou filosóficas”? Os rostos franziram e os dentes rangeram.

Reforcei dizendo que o postiço e a tissagem além de figurarem na lista de acessórios que alteram a aparência, são acessórios artificiais, que podem ser trocados ou removidos ao cabo de uma semana, já os meus dreads, além de 100% naturais, constituem­se num look (visual) que vai manter­se por uma longura de anos. Ninguém cria dreads para cortá­los uma semana, ou mês após consegui­lo.

 

O absurdo é a resposta vinda do outro lado, que nega­se redondamente a admitir que postiços e tissagens alteram a aparência, justifica tudo como sendo “elas [as mulheres] o fazem para realçar a sua beleza”. Mas realçar a beleza altera ou não a aparência? Quanto a questão da igualdade mencionada no artigo 23o, este funcionário defendeu que ‘nós não somos iguais, ou se é que eu achasse que somos iguais, que viesse tratar o BI de vestido e fio dental.’

Em 2011 quando fui registar a minha filha, vivi um incidente similar. O gabinete de registo civil do Centro Materno Infantil da Funda tinha (não sei se continua tendo) uma lista com os nomes “oficialmente” permitidos para nomes próprios a atribuir aos filhos, realçar que não consta nenhum nome de origem africana nesta lista, são todos nomes de origem portuguesa e ocidental. Dois casais que presenciei, acabaram por mudar os nomes aos filhos (nomes africanos para nomes portugueses) porque não constavam naquela lista. Eu por pouco não registava a filha, pois o nome “Leonor” que dei, a senhora não encontrava na lista, eu insisti que ela lesse bem, Leonor é um nome português, tinha certeza que estava na lista, depois de mais uma lida, ela achou o nome e aceitou registar a filha.

Eu me pergunto, afinal, o que valeu­nos a independência? Grande parte do que se constitui em nossos valores e princípios éticos hoje, foram exigências do colonizador para nos aculturar, assimilar, fazer­nos negar a nossa identidade e nos tornarmos portugueses. O rapar obrigatório do cabelo, a imposição de nomes portugueses, a obrigatoriedade de ter­se mais de um nome (antes da colonização os africanos podiam ter um nome só, exemplo: Mandume, Ekwikwi, Ngola­Kilwanji, Nzinga­Mbandi, Shaka­Zulu, Asantewaa, Nanny (rainha, Ghana), Rahmzés, Imohtep, etc.) são apenas alguns exemplos. 40 anos depois da independência, ainda não traçamos o nosso próprio rumo, não há flexibilidade para esses assuntos? Continuamos na mesma imposição colonial? Será que Nzinga­Nkuvu, Mandume, Ekwikwi, Nimi­a­Lukeny e muitos outros usavam cabelo escovinho?

Outro aspecto que também me deixa inquieto é o facto de que deixei igualmente crescer a barba e as unhas das mãos. Durante toda essa fanfarrice em volta da alteração da aparência, ninguém mencionou o factor barba longa, muito menos as unhas compridas, será que elas não abrangem na famigerada “alteração da fisionomia”? Se sim, onde irei conseguir legalização para eles, será também no Ministério da Cultura? Ou terei que igualmente afiliar­me a uma comunidade qualquer de barbudos e unheiros com o parecer positivo do Ministério da Cultura? Careço de informações a respeito para que se não me ponha novamente impedimento em renovar o BI por causa da barba e das unhas. Um segundo aspecto que não quero deixar de parte são os óculos. Tenho recomendação e prescrição médica para usar óculos permanentemente por causa do problema de visão. Tem sido embaraçoso removê­los sempre, pois “não estás assim no BI e nem no passaporte”. Não sei se haverá objeção para que no meu novo BI esteja de óculos ou se precisa igualmente de um recurso legalizador.

Excelência, é por esses factos que lhe escrevo, solicitando a sua intervenção para o meu caso. Eu preciso renovar o meu Bilhete de Identidade, já recorri ao chefe de Repartição local, os seus argumentos são os já apresentados acima. Fui para o Posto de Identificação de Cacuaco na vila municipal em cumprimento do “procura outro posto e vai lá tratar” do chefe de Repartição da Vidrul, o cenário foi o mesmo, mal informei a situação, a resposta dos funcionário foi “documento da cultura.”

Por isso me dirijo a si senhor Delegado, para a solução do meu caso e quiçá de muitos milhares de angolanos amordaçados e discriminados sem fundamentação; mas por todo amor à pátria que se possa ter, não me peça por favor para ir registar­me ao Ministério da Cultura que não irei, muito menos em filiar­me a uma Comunidade Rasta, pois eu não posso entrar numa associação, comunidade ou ONG cujo objecto social seja criar cabelo, não faz o mínimo de sentido para mim. Por outra, associar­se a uma organização, não importa que fim prossiga é um acto voluntário e de consciência, não pode ser imposto ou compulsivo.

Quanto aos funcionários (Chefe de Repartição do Registo Civil da Vidrul, seu auxiliar e o funcionário Cândido) que me maltrataram e agrediram verbal e fisicamente, solicito uma acção disciplinar exemplar e à medida.

Levo igualmente ao seu conhecimento senhor Delegado que, assim que tiver a acusação de recepção desta carta, levarei a público o que me sucedeu assim como as diligências perante o senhor Delegado.

Sem mais nada a expor, despeço­me na expectativa de breves notícias da vossa parte. Luanda, 04 de Maio de 2015.

Contactos:

Telm.: +244 937 775 616

e­mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

Os dias melhores que tardam a chegar – Willy Piassa

Luanda - Você me diz para eu ter paciência porque Roma não foi construída de um dia para outro, mas você não perde tempo em ocupar terrenos em quase todo o lado e lá construir tudo o que lhe vem à mente; Você me diz para eu ter paciência que o poblema da energia irá resolver‐se, mas quando você construía Capanda já me dizia que quando concluida iria resolver o problema de energia de uma vez por todas e não resolveu; agora você me promete Laúca. Como vou ter paciência se você próprio não consegue esperar pela energia do Laúca e por isso montou grupos de geradores potentes para ter sempre luz, e me diz para ter paciência!

Fonte: Club-k.net

Você me diz para eu ter paciência que os problemas das torneiras secas, baldes na cabeça e banhos com canecas têm os dias contados, mas as obras megalómanas de construção de condutas e mais estações de tratatamento de água nem se sentem; continuo a ver condutas passando pelo meu bairro, o bairro do povo, do pobre, para ir abastecer os novos condomínios cujos donos são bem conhecidos; mesmo aí onde você disse ter colocado água domiciliária ela não jorra?

Você me dizia que o país era um dos que mais crescia no mundo em termos económicos e isso devia‐se às políticas estratégicas traçadas, mas agora descobri que afinal estavámos a apanhar a “boleia” dos altos preços do petróleo no mercado internacional. Agora que os preços baixaram, a verdade veio à tona.

Você me diz para eu entender que o país está em crise e a subida dos preços dos combustíveis irá servir para diminuir as despesas públicas e assim haver maiores investimentos no sector social; mas você nem compra combustíveis, o seu salário não sabe o que é o peso mensal das despesas com os combustíveis;

Você me diz que Angola é um país democrático e de direito, mas muitos daqueles que andam consigo têm imunidades como se fossem pessoas à prova da lei. Quando eu me exprimo para apresentar propostas ou criticar as más práticas de governação você me chama de oposição e anti patriótico;

Você diz para eu não tirar exemplos de fora porque o nosso país é um caso único e especial, mas você nem se quer consegue passar férias cá no país ou usar os hospitais do país, pelo contrário você vai lá fora onde há do bom e do melhor. Então porque não aprende com eles lá fora e vem implementar aqui também aquilo que tem ido buscar lá fora?

Você me diz para eu não esquecer que a guerra é culpada de todo o mal que ainda enfrentamos, mas você esqueceu que já lá vão 13 anos que a guerra acabou, mas a impunidade continua na mesma, o “cabritismo” e a corrupção continuam a crescer enquanto que o pobre continua cada vez mais pobre;

Você me diz para eu ver as estradas que foram construídas nestes 13 anos de paz, mas não me diz que quase todas as estradas já apresentam níveis de degradação muito acelerado em tão pouco tempo, porque uma parte do dinheiro destas empreitadas foram para pagar “comichões” (comissões) dos seus homens;

Você me diz para eu ter confiança nos nossos órgãos de comunicação estatal, mas você não me diz que estes órgãos estão aí para promover o culto de personalidades e diabolizar aqueles que pensam de forma contrária, como se de outro país fossem;

Você me diz para eu me orgulhar da reputação que o país tem granjeado na arena internacional, mas você não me diz que vivemos mais de aparências, queremos ser bem vistos por todos lá fora e nos esquecemos que esta reputação não está a criar mais empregos ou a reduzir a pobreza.

Você me diz para eu não construir em locais impróprios, mas não me mostra onde devo construir. Você nem se quer criou um mercado formal de venda de terrenos, tudo é feito na candonga e criámos um sistema que se assemelha ao do tempo do feudalismo, em que os senhores feudais são grandes detentores de terras enquanto os vassalos se prostram diantes destes.

Você não está a criar empregos suficientes e quando me vê a zungar pelas ruas, me diz para não vender aí e manda os fiscais e os polícias correrem comigo, então como vou me alimentar e sustentar os meus filhos?

Você me diz que Angola tem políticas fortes contra a imigração ilegal, mas você nem consegue ver que as restrições que coloca para o acesso facilitado aos vistos de entrada ao país estão a atiçar cada vez mais a corrupção nas embaixadas e no SME. O país tornou‐se “a casa da mãe Joana”, onde qualquer estrangeiro entra e trabalha a vontade com visto de turista e, passados alguns meses, consegue mesmo cá dentro o visto de trabalho ou de residência. O negócio de vistos tornou‐se tão apetecível que grandes ricos estão a nascer através deste esquema da venda da soberania nacional. Funcionários seniores da SME criaram gabinetes e empresas de facilitação de vistos de residência e de trabalho e eu não posso reclamar;

Como posso ter paciência e esperar por melhores vias de acesso aos bairros, quando você nem vai a esses bairros; como vou ter paciência por melhores sistemas de saúde e ensino, quando você nem conseguem motivar o pessoal da saúde e nem consegue pagar bem aos professores? Como vou ter paciência se os preços dos produtos básicos estão a subir a cada dia e o meu salário continua na mesma? Como posso ter paciência se os preços dos alimentos são dos mais caros do mundo e quase dois terços dos meus rendimentos são para comprar comida?

Diga‐me, então, não tenho razões para ficar chateado e revoltado?

Genocídio na Caála: Kundi Paihama apenas executou os planos da Presidência da República? – Fernando Vumby

Alemanha - Tudo indica que de agora adiante haverá regiões do Huambo onde será limitada a circulação da UNITA mesmo sem nenhum decreto oficial ser publicado estou seguro disto.

Fonte: Club-k.net

Pois não é difícil provar que houve sim genocídio na serra do Sumi / Caala mais o triste é que a oposição ( UNITA ) para além de não ser aceite e respeitada como tal pelo regime vigente em Angola as vezes ela própria anda com o passo trocado e estando muito limitado vai deixando no ar a sensação de cegos perante uma vala á sua frente que não se apercebem que o buraco está mesmo próximo ao seu pé.

A UNITA é forte o regime sabe disto e tem consciência de que em situações normais ela mostraria muita coisa e iria muito longe o que não convém ao regime .

E assim vai sendo quase impossível enquanto dependente dos caprichos de quem restringiu a sua expansividade de movimentação e contribuição nacional.

Eu diria até mesmo o JES/MPLA de uma certa forma até agora com todas suas artimanhas , brutalidade e intolerância política ainda tem a UNITA sob seu controle , ao metê-la numa espécie de capanga lhe permitindo somente movimentar as pernas.

Quem já foi homem de pancadarias sabe muito bem que quando a nossa cabeça está debaixo do sovaco de alguém a única coisa que podemos mexer é mesmo só as pernas.

E este me parece um dos golpes que o JES/MPLA aplicou á UNITA depois que eliminou o Kota Jonas Savimbi e conseguiu arrastar o resto para uns acordos ditos de ( paz ) onde uns foram desarmados e outros foram armados de kaxexe ou não ja era de se prever .

Obs -- ( Capanga ) - Cabeça debaixo do sovaco.

Infelizmente é assim , quando se vive limitado e condicionado aos caprichos e artimanhas dos outros .

Mais um recado deixo no ar existe sim uma receita para se concluir que houve genocídio na Serra do Sumi / Caala .

E se um dia o regime cair isto vai se comprovar , quando o regime hoje exige a UNITA para provar , ele sabe que a UNITA no mesmo país e de hoje entediante só poderá circular dentro de um espaço que lhe será permitido ..

Mais eu não retiro uma só palavra , no genocídio da Serra do Sumi / Caala a culpa é de JES e digo mais a coisa foi planeada e sustentada pela própria presidência da republica.

Kundi Paihama não precisa receber ordens de ninguém para matar ou não , e num reino onde assassinatos como as ocorridas do Sumi / Caala são organizadas , alimentadas e estimuladas pela própria presidência da republica quem precisa de ordens de quem , para matar ou não ?

Deixem lá dessa ideia de que Kundi Paihama tenha desobedecido ordens de JES !

Até fico burro !

Onde é que vivem afinal ? Continuam á não dar conta e a ignorar as potencialidades criminosas de JES ?

Já no caso das fotos de dois assassinos estarem estampadas no B.I nacional quase toda oposição veio ao publico xinguilar alegando que a culpa foi da ministra que com o gesto queria bajular ( Culto de personalidade.)

Nada disto meus manos em Angola nada é feito sem explicita autorização do presidente da republica que é o Deus dos angolanos e nalguns casos ate mesmo o pai de alguns opositores.

Como dizia uma amiga se os angolanos continuarem assim adormecidos , qualquer dia acordam e vão dar conta que os sul coreanos ou chineses é são os donos do país , se é que ainda não são ?

Kundi Paihama mandou matar porque tem competência dada pelo presidente da republica para chegar ate onde quiser quando o momento lhe aconselha.

E claro quando se tem consciência de que nada lhes acontece e num país de cabeça para baixo e pernas para cima , quem não se vinga daqueles que ele considera de seus inimigos ?

E logo sendo tradição e está no sangue de uma grande parcela de africanos e não só ?

Kundi Paihama desobedeceu ordens de JES como assim ?

Só um parvalhão pode acreditar que tenha havido desobediência por parte de Kundi Paihama .

O que muita gente se calhar não deve saber é que no MPLA pessoas como um Kundi Paihama , Zé Maria , Kopelipa e uns tantos têm mesmo ate carta branca para matar quando o momento lhes aconselha e isto com plena autorização da presidência da republica.

É o caso de alguns embaixadores generais que mesmo pela função deveriam depender do ministro das relações exteriores mais estes ignoram o ministro e este nem coragem tem para os abordarar antes pelo contrário fica com medo deles porque eles têm carta branca para fazerem das suas sempre que acharem necessário.

Não tenho duvidas o genocídio do Sume fez parte de uma estratégia elaborada por JES para se manter no poder , controlar os angolanos e desafiar testando a capacidade de reação dos seus opositores políticos.

A coisa foi programada e não deixar a UNITA chegar á serra do Sumi / Caala foi para ganhar tempo para se desfazerem dos corpos o que ja foram muito longe com essa atitude.

Uma entre várias sugestões para se concluir que houve genocídio na Serra do Sumi .

Eu próprio como angolano não teria problemas em indicaria uma equipa de amigos peritos alemãs que em menos de 74 horas descobriria que houve sim genocídio na serra do Sumi / Caala .

Mais como se está no reino da corrupção e na republica das barras de ferro quem é quem para mover uma palha , pior se dentro de algumas semanas já nem se fala neste assunto mesmo conscientes de que não foi o primeiro e nem será o ultimo?

Fórum Livre Opinião & Justiça

Fernando Vumby

Genocídio na Caála: Kundy Paihama desobedeceu a constituição - Vitorino Nhany

Luanda - O genocídio ocorrido no monte Sumi a 25 km a Sudeste do Município da Kahala nos dias 16 de Abril e seguintes, por ironia de destino, mês da " paz ", e que dizimou mais de 1000 pessoas desarmadas, leva os angolanos de mente sã e, sobretudo, os intelectuais que constituem a consciência da Sociedade, a reflectirem profundamente e darem uma explicação ao fenómeno.

Fonte: Club-k.net

Os Líderes de opinião, Líderes religiosos, Políticos, Jornalistas, Antropólogos, Historiadores ,Psicólogos, Médicos ,Filósofos, Juristas, enfim, todos aqueles que lidam com o saber e munidos de sentimento patriótico, é altura de emitirem a sua opinião sobre o que se passou( parece que a caça às bruxas ainda continua)!

Um País sem leis, é uma selva, porque a lei limita a acção do homem.

Angola, depois de uma longa noite colonial, pelo menos do meu ponto de vista, ainda não começou a sentir o suave sopro dos ventos da Independência, 40 anos depois. Angola mergulhou numa neocolonização sem precedentes. Não há colonização boa nem má. Toda a colonização é péssima. Mas se não houvesse mais escolha, entre a portuguesa e a actual, os angolanos prefeririam a 1ª à 2ª!!!


O Estado é uma pessoa de bem. O nosso Estado é de Direito, o que significa que consagra a lei como uma categoria filosófica que revela um carácter obrigatório. Ela subordina-se à Constituição e a mais ninguém.

Eu não acredito que a voz mais autorizada da Província do Huambo, neste caso, a do senhor Kundy Paihama, seja de um homem patriota, porque o patriotismo é benigno, é tolerante, é paciente, não é invejoso nem exclusivista. Em termos de conceito, matematicamente falando, Pátria é um conjunto par,isto é, constituído por apenas dois elementos : o espaço físico(1.246.700 km2) e todos os filhos que nasceram neste espaço. A Pátria é esta argamassa que nos mantém de pé, antes dos tempos, durante os tempos e na eternidade dos tempos. A Pátria é que nos congrega e é o que nós somos. Na base disso, o patriotismo perante contradições entre filhos da mesma Mãe e do mesmo Pai, não recorre à matanças como fórmula de resolver os diferendos. Recorre ao diálogo. Esse diálogo pode iniciar pelas Autoridades Tradicionais. No caso evoluiria para os órgãos da Cultura e só depois seguiria para o foro Judicial.

Agora, se os fiéis mataram alguns Agentes da Polícia, a resposta iniciaria pela Investigação Criminal para se fazer julgamento correcto. Como os homens nunca se autodirigem, têm sempre um Chefe, a 1ª pessoa a ser interrogada seria o sr Kalupeteka.

Kundy Paihama não pode agir, porque ele pertence ao Poder Executivo! Num Estado Democrático e de Direito(CRA) ou de Direito e Democrático, há separação de poderes. Esse caso é de competência do Poder Judicial. As Sociedades civilizadas funcionam assim ! O contrário, é anarquia. Só na mata é que um grupo de animais devora recém- nascidos de leões e estes devoram tudo o que aparecer no mesmo espaço. As pessoas são seres humanos racionais dotados de capacidade de interpretação de fenómenos. Sempre pensei que Kundy Paihama nunca iria assemelhar-se a um Leão, porque é ser humano! É intelectual ! É religioso! É político!

Mas Quem Teria Dado Ordens Superiores a Kundy Paihama?

A única ordem superior teria partido da Constituição que é a Carta Magna de Angola acima da qual nada mais existe. Mas a Constituição no seu artº 59º consagra o seguinte : " É proibida a pena de morte ".Logo, a Carta Magna não deu aval. Neste caso, como interpreto o fenómeno ?

1º Kundy Paihama sabe ler, tem domínio da Constituição promulgada pelo Presidente da República. Nesta base, desobedeceu o Presidente e acima de tudo a Constituição que o mesmo Presidente jurou defender!

2º Kundy Paihama foi baptizado, sensivelmente, há 5 anos, tempo suficiente para conhecer um dos Mandamentos da Lei de Deus : " Não matarás ". Paihama matou e portanto, desobedeceu a Deus( o cúmulo da desobediência) !

3º Kundy Paihama é General e ser-se General significa ter o entendimento máximo da Política pois, nunca foi a arma a dirigir a Política mas sim esta a dirigir a arma. Logo, Paihama demonstrou o seu raquitismo político!

4º Kundy Paihama tem uma idade superior a 70 anos. É uma idade que não permite agir sem reflectir para não cometer erros imperdoáveis. Na vida há três factos que nunca se recuperam: a palavra proferida, a pedra atirada e a oportunidade perdida. Ele perdeu a oportunidade de ser considerado o pai da Província. Daqui em diante, por onde passar, será chamado assassino e , por isso, tem de se fugir dele!

5º Se Kundy Paihama, ainda assim, considerar-se patriota, então, perante o que aconteceu, padece de canibalismo. Neste contexto, o caso tem de ser entregue à Medicina Veterinária para ser analisado no quadro da Sanidade Animal!

6º Se Kundy Paihama estiver em estado esquizofrénico, então os médicos de especialidade têm de tomar conta do assunto!

Uma Palavra À Comunidade Internacional

Perante tamanha violação dos direitos humanos, os angolanos não sejam reféns do petróleo. Explorem o petróleo mas também velem pelos direitos humanos consagrados na Carta das Nações Unidas. Qualquer Governo que resultar da legitimidade do Povo, manterá relações económicas na base de reciprocidade de vantagens. Qual é a diferença entre a matança do monte Sumi e a actuação do terrorismo? Talvez esteja apenas na forma, a essência é a mesma : ceifar vidas inocentes.

CONCLUSÃO

Sr Kundy Paihama, todo o Direito Internacional Comparado ou Privado não pune a família, pune o indivíduo que cometeu erro.
Estou em sintonia com os companheiros Eng Sendiangani Mbimbi e Dr Joaquim Nafoya:

-Não é a tribo Kimbundu que está contra as tribos Ovimbundu, Bakongo, Tchokue, Ngangela e outras, como tal. Até porque os Kimbundu, como outros grupos étnicos, são civilizados porque conseguem coabitar com gente de outras tribos sem problemas. Nota-se em Luanda, K. Norte e Malanje. O Dr Savimbi dizia : " Não há tribos mais importantes nem menos importantes. Há , sim, tribos maiores e menores. A tribo mais importante é toda aquela que consegue conviver com outras sem que haja qualquer tipo de segregação étnica ".

- O problema reside na infiltração de grupos de indivíduos, sem identidade reconhecida, na tribo Kimbundu, pretendendo confundir-se com esta tribo e usar elementos de outras tribos para dizimarem pessoas de tribos a que pertençam ou não. É a lógica dos colonizadores portugueses : dividir para melhor reinar!

O que se passa em Angola assemelha-se à técnica de combate a pragas, denominada Luta biológica; se uma biblioteca é invadida por gafanhotos, não preciso de gastar dinheiro para eliminá-los. Bastou introduzir na biblioteca morcegos, os gafanhotos ficam eliminados a custo zero.

Sem medo de errar, se o Governador do Huambo continuasse o patriota Gen Osvaldo de Jesus Serra Van-Dúnem(Kimbundu), de feliz memória e que a Terra que o viu nascer lhe seja leve, não teria cumprido ordens superiores nenhumas mas sim, a Constituição. Há muita gente de boa fé no MPLA, que neste momento está a chorar connosco .

Portanto, para o sr Kundy Paihama espera-se o seguinte;


a) queixa-crime à PGR;
b)solicitação à Comissão de Direitos Humanos das Nações Unidas, caso a PGR se considere incompetente, infelizmente;
c)último recurso . TPI(tribunal penal internacional).

 

Pan-africanismo e Violência na África do Sul - Osvaldo Buela

Paris - O projeto pan-africano é excelente. Mas essa história do Pan-americanismo como é louvável, começa a adormecer muitos africanos. Um pouco como a "democracia", "direitos humanos" e outras bobagens do gênero.

Fonte: Club-k.net

O que é que devemos falar aos nossos ditos irmãos Sul-Africanos que se aproveitam de atacar violentemente os estrangeiros negros vivendo em seu país?E esta não é a primeira vez. Todos os males são atribuídos a estrangeiros, o desemprego delinquência e AIDS
.
Os dois diplomatas amigos africanos que perguntei sobre essa questão me deram a entender com suas respostas que não devemos realmente confiar no " país do arco-íris" apontado por alguns pan-africanistas que não entendem nada muito sobre as maiores questões geopolíticas que o continente Africano é sujeito e vítima. Todos os dias nos falam de Unidade Africano, mas como lá chegar com isso? Eu, pessoalmente não acredito mais num pan-africanismo sem cabeça; Sou a favor de um "pan-africanismo de coração"

Países africanos são devastados com a cumplicidade de outros países africanos.Africanos matam gratuitamente outros africanos , é claro que não devemos nos-contentar so com a retórica do pan-africanismo, mas agir diplomaticamente de tal forma que, os países africanos que valorizam a unidade do continente e dos seus povos devem se unir, excluindo todos aqueles que trabalham para fins dos interesses diferentes do continente.

Contudo nada me surpreende sobre a África do Sul. Um de seus "heróis" Nelson Mandela desempenhou um grande papel na desestabilização do ex- Zaire ,(RDC) ao lado do eixo anglo-americano.Aquele que o sucedeu, Thabo Mbeki, desempenhou o mesmo papel,e Jacob Zuma também, não só desempenhou o mesmo papel, mas aprovou a resolução ocidental que levou ao bombardeamento intensivo da Líbia pela NATO.

O povo Sul-Africano não é o principal culpado dessa violência, acredito firmemente que a Lei de Imigração ( Immigration Act) defendida pelo governo daquele país , liderados pelas mesmas pessoas que vários países africanos apoiaram na sua luta contra o poder racista Branco, é inspirado pelas leis do Apartheid

Não vejo por que, e como vamos construir e fortalecer esta unidade africano com Estados satélites do império Euro-atlântico...

A Coexistência pacífica entre nós, ainda tem um caminho a percorrer,especialmente para o nosso país que emerge de um longo período de guerra de independência e da guerra civil,o modelo ocidental de democracia e direitos humanos pode facilmente tornar-se numa faca com duas lâminas...Mas também não se pode sacrificar essas duas bases fundamentais para uma boa governação, a Democracia e os direitos humanos...

Osvaldo Franque Buela

Caso Kalupeteka: Comandante da polícia do Huambo mentiu com leviandade – Miguel Filho

Luanda - Sobre Kalupeteca, depois de ouvir o segundo homem entrevistado foragido, concluí o seguinte: a Polícia foi manipulada, induzida pelo ciúme do protagonismo de um dissidente da igreja Adventista do sétimo dia.

Fonte: Facebook

Não havia no local armas com os fiéis suficientes para uma "guerrinha" de 3 horas. A polícia usar balas de borracha que nunca as usou na cidade. Aceitar-se que morreram 13 pessoas e não se informar se foram mulheres ou crianças, nem serem apresentadas para um funeral condigno, como o fizeram com os polícias mortos sugere a sonegação de muita informação que em nada ajuda a despolitizar as assanhadices do Kalupeteka. O Comandante Provincial da polícia do Huambo mentiu com leviandade.

Tenha o Dito Cujo filiação partidária, nenhum partido que se preze, ousa racionalmente orientar o analfabetismo ou a venda de propriedades.

Os partidos, para demonstrar maturidade deveriam propor um pacto de Estado para desencorajar outros "falsos profetas" e não usar o episódio como arma de arremesso. Os partidos devem preocupar-se, agora, pelas famílias que se desagregaram, tanto pela lavagem cerebral de Kalupeteca como pelas mortes feitas pela polícia, que em minha opinião, se terão retirado alguns zeros nas cifras apresentadas, onde provavelmente estejam crianças que ficaram órfãs. Angola sendo um país de direito deve inquirir as circunstâncias em que morreram as pessoas e responsabilizarem os culpados porque é papel da Polícia proteger a vida humana e estar preparada para evitar mortes e não 'jogarem' o que se vê no vídeo: "quem mata mais".

Cunene: Irregularidades nas FAA - João Paulo Sapatinho

Cunene – O Comandante da Unidade de Prisão Preventiva do Cunene, convence o Chefe da Direção dos Serviços Penitenciarias do EMG-FAA, para expulsar o IIº Comandante desta unidade e alguns oficiais que o mesmo acusa de serem denunciadores de várias irregularidades que o mesmo tem cometido ( crimes como: Abuso no Exercício de cargo, desvios de Bens Militar e não Militar), etc. Os militares visados, estão sem norte nem sul e encurralados.

Já informaram a situação humilhante e até mesmo inédito nas FAA, em muitos órgãos de direito mas pela morosidade acham não haver solução.

Neste momento, estão nas suas casas mais de 5, 3, e 2 meses aguardando pelo pronunciamento de Sua Excelência Digníssimo Procurador Adjunto da Republica e Procurador Geral das FAA, da informação que lhe foi dirigido, datada aos 11 de Março do corrente ano, com conhecimento de Sua Excelência Senhor Comandante da RM-Sul.

Mas pelo tempo e o silencio receiam da mesma informação não ter chegado ao destino, e não encontram outro caminho para que este problema seja resolvido.

O Senhor Tenente-Coronel, tem o apoio soberba do Chefe da Direção o Senhor Tenente - General Job Sunguete Inácio. Que na ocasião da sua visita, reforçou essa idéia de expulsar os militares que não forem da conveniência do senhor comandante da unidade, quando visitou esta Instituição, no primeiro trimestre do ano em curso ( 2015). E DISSE TER ORIENTADO A muito tempo para choutar os militares que estão atrapalhar o seu trabalho nesta unidade.

Estranhamente depois dessa visita, foi-lhes entregue guias coletivas de devolução de (4) quatro a (3) três elementos a cada, com as direções diferente, Lubango e Luanda.

Segundo os visados, lhes foi dito pelo senhor Tenente Coronel que, vocês foram expulsos nesta unidade pelo Chefe da Direção por que sois colaboradores do Órgão de Contra Inteligência Militar do Cunene, por não entender de que razão, sempre estar informado (este órgão), de tudo quanto se passa nesta instituição de: desvios de meios de logística (alimentação), cobrança de dinheiro aos reclusos (presos) a troca de Extra penal e espancamento dos mesmos e militares?. Caros senhores, a contra inteligência militar, segundo os visados dizem , ter como missão de trabalhar por bem do Estado e não de interesse pessoal. E também quem deve expulsar ou demitir a qual quer membro das FAA, é o tribunal militar, diz o art. 7 do nº 2 e as alíneas a) e b) da lei 4/94 de 28 de Janeiro.

Não se entende por que razão, os chefes agem a Margem da lei e ninguém de direito se opõe? Nessas condições da expulsão, tem um numero de mais de 12 militares dos quais: (2) dois Majores, (3) três Capitais, (2) dois Tenente, (1) Sub-tenente e os demais, são Sargentos. Entre os oficiais Superiores: o IIº Comandante e o Chefe do Pessoal e Quadros.

Este tipo de atitude do senhor Tenente-Coronel, os militares em causa, entendem o mesmo estar agir de mal Fé, por causa do processo crime de desvios de bens não militar (alimentação) em curso no Tribunal Militar do Cunene, que foram prendidos em 2014 dia 22 de Outubro pelas 18:00, mais de 4 Toneladas de meios diversos.
O mesmo tenente-coronel tem cometido erros já mais visto nas forças armadas.
- quando um militar sai da unidade e fica o tempo não permitido na lei dos crimes militar 04/94 de 28 de janeiro, o que refer o art-31 do nº 1 e a alinea b) da mesma lei, na optica do senhor comandante tem preço, e sem comunicar os orgãos de tutela. Independente do tempo que o militar fizer, o preço mínimo é de 40.000,00 em diante.

Nesta pratica tem o exemplo de um Tenente que responde pelo nome de Ndala, que ficou no Cuando Cubango mais de 1,2 meses isto em 2013/2014 depois de lhe ter dado uma dispensa de 15 dias por lhe ter falecido a sua mãe e por esta ausência, custou-lhe em valores monetário mais de 2.000.000,00 de kwazans que se encontrava na sua conta cativa.

No seio de muitos especialistas das penitenciarias militar, dizem mesmo que Sua Excelência Chefe da Direção, foi infeliz por ter apostado neste senhor Antonio Mbuita Manuel, que nunca foi militar e tão pouco comandante. De facto, ele é bem conhecido em Benguela e a sua Historio, para entrar na tropa pagou e de imediato lhe foi graduado ao grau militar de Major e colocado como Chefe Logístico do Presídio Benguela e tempo depois foi transferido para o presídio militar Moxico na mesma função onde veio desta vez para o Cunene nas funções de Comandante da UPP, será que em pouco tempo já se ganha maturidade para chefiar uma unidade? Até muitos dizem que a falta de experiência militar leva-o a cometer erros sucessivos.

Se ele de facto é militar, para dizer qual foi a sua unidade antes do Presídio Benguela e academia onde cursou? E até por que este mesmo senhor Tony, fez parte de um grupo que tinha intenção de criar uma unidade fantasma presidencial de Benguela em 2010/2011, crime este que lhe levou a prisão de (7) sete meses.

Por outro, há necessidade para se criar comissão de constatação para se saber qual é o ambiente que se vive nas unidades penitenciarias militar em todo pais com destaque: Cunene, Bié e Cuando Cubango. Até pensa-se mesmo que em vez de ser unidades militar, são fazendas privadas.
A PERGUNTA É: qual é o crime dos visados para serem expulsos da unidade e destituição dos seus cargos?

João Paulo Sapatinho.
Cunene, aos 30 de Abril de 2015

Al-Shabab: A liçāo para África! - Isomar Pedro Gomes

Luanda - “Devemos fazer da fortaleza do inimigo sua fraqueza…”- General Giap

Fonte: Club-k.net

AL-JAZEERA TV 13.Abril.2015

Uma descomunal tristeza me invadiu esta manhã, ao ouvir na emissão matutina da Al-Jazeera TV, a decisão do governo Queniano em desmantelar o campo de refugiados denominado de DADAAB, o governo ja notificou a representação local da ONU (embora Genebra, afirmar ainda não ter sido oficialmente notificado) e deu três meses de prazo para relocar o campo para outro local, como se de meros objectos se tratasse (alguns afirmam para outro pais vizinho, outros mencionam para outro local dentro das fronteiras do Quénia, mas, centenas de Kms mais distante da fronteira somali). A tradução típica do termo; “Fuga para a frente!”

DADAAB

O maior campo de refugiados do mundo, dista a cerca de 100kms da fronteira somali. Foi estabelecido em 1991, desde então tem recebido grandes vagas de refugiados desesperados, que fogem das atrocidades do impiedoso binómio guerra-fome, derivado da falta de autoridade governativa do território Somali.

Dadaab, alberga neste momento cerca de 500 mil almas. Como evacuar tamanha quantidade de pessoas em apenas três meses? O Governo do Quénia afirmou; se a ONU não o fizer, dentro do prazo referido, o governo o fará, utilizando os seus meios. Podemos visualizar o indescritível sofrimento humano que tal irracional decisão, trará as pessoas fundamentalmente as crianças (20% dos habitantes) e os da terceira idade…

O governo Queniano (aparentemente em forma de retaliação ao ataque a Garissa) afirma, que tem informações de que o campo alberga centenas de militantes/simpatizantes da causa Al-shabab, e algumas acções terroristas atribuída a este grupo, têm Dadaab como base.

XENOFÓBIA

O governo Queniano, lançou o mote, dentro de pouco tempo, vamos certamente ouvir de invasões ao campo e ondas de assassinato, perseguição aos Somalis a boa maneira africana, quer seja em Dadaab ou em outro local, “pretos a lincharem com refinada destreza demoníaca, outros pretos” assim como; vez, por outra, acontece na Africa do Sul.
O Africano ė mestre na arte de “botar as culpas” em outrem. Na Africa do Sul (exemplo), assumem os nativos de que os estrangeiros - e quando assim se referem, apontam exclusivamente, para os pretos expatriados - são os culpados da falta de emprego na RSA. No Quénia, pelos vistos o governo tomou a infeliz iniciativa de atirar a culpa da sua grassa incompetência, em promover segurança nacional, aos infelizes refugiados somalis.

SEGURANÇA DO ESTADO

O caso do Al-shabab, Boko Haram etc., ė da responsabilidade das agências de inteligência nacional, por outras palavras; Segurança do Estado.

Quando o Governo Queniano decidiu juntar esforços a comunidade internacional, sob a égide da ONU (UNISOM), para a pacificação da Somália, Al-Shabab jurou publicamente, retaliar, fazer chegar a guerra para o interior do Quénia… Que medidas, as agências de inteligência Queniana, tomaram?...

Em 2011 (se não me engano), Al-Shabab protagonizou uma notável proeza, atacou o “westgate mall” no centro de Nairobi, um centro comercial luxuoso, assassinando 67 pessoas… Após o sinistro, que medidas, as agências de inteligência/segurança do estado, tomaram?!...

Na pascoa passada, a universidade Garissa, foi atacado (por quatro indivíduos), assassinando 148 pessoas por não professarem o islamismo, ou não possuírem conhecimentos “vitais” do islão.

Garissa, dista a poucos quilómetros da fronteira somali, diz-se, de “boca cheia” que as forças de segurança quenianas, foram previamente alertadas da eventualidade de tal ataque…

Apos o ataque, as forças de segurança ‘levaram’ cerca de SETE HORAS a chegarem no local… Uma das vitimas sobrevivente, foi ‘alcançado’ – por mero acaso - escondida num móvel no interior da universidade 48 HORAS DEPOIS!!!... Evidenciando uma total falta de competência e profissionalismo das forças de segurança em “passar a pente fino” o local de sinistro, evidenciando por outro lado, que os atacantes se quisessem poderiam ter-se escapulido do local do crime, ou melhor quem garante que, alguém não o tenha feito? Quem garante que foram somente QUATRO atacantes?!... Infelizmente os que poderiam atestar tal garantia morreram, os sobreviventes, naturalmente não vão expor-se a uma acção de retaliação do grupo terrorista, já que estes provaram ser mais “competentes/eficientes” que as forças do Bem (?!).

Por outro lado, se Garissa dista a poucos quilómetros da fronteira, o massacre evidencia, que a fronteira estava completamente desguarnecida… A Licão do “Westgate Shopping center” caiu em saco roto…

Ora se as agências de inteligência do Quénia sabem que Dadaab alberga também militantes do Al-shabab (absolutamente lógico, Al-shabab seria “burro” se não “aproveitasse” tal facto), o campo deveria ser imediata/consequentemente “polvilhado” de espiões do governo Queniano, aliás todas as aldeias/localidades de Nairobi a fronteira Somali, receberiam o mesmo “tratamento” inclusive no outro lado da fronteira. A segurança do estado, Queniano poderia “aproveitar” dadaab para “penetrar” Al-Shabab, no território Somali, a tal ponto que este não faria nenhuma movimentação não tomaria nenhuma decisão, sem que o governo Queniano soubesse…

Foi assim que a Segurança Cubana de Fidel, retirou o tapete da intenção da CIA estabelecer guerrilha anti Fidel e fazer descarrilar o governo comunista, Os serviços de Inteligência e Contra-Inteligencia Cubano (num show de eficiente coordenação e sentido de oportunidade), fê-lo com tal competência, que penetrou também o centro da decisão da intervenção em Cuba; a CIA, o departamento américa-latina, estava substancialmente penetrada por espiões de Fidel.

O Governo Queniano, decidiu “partir” para o boçalismo, desmembrar o campo de refugiados (mais uma inevitável vitória de Al-Shabab), e decidir construir um MURO (700Kms) ao longo da fronteira Somali.
Quénia vai imitar os soviéticos e o muro de Berlim, não retirou nenhuma Licão deste tristėrrimo “episódio”…

O Governo Queniano, deveria demitir a chefia do topo, de todo o contingente de segurança, promover o profissionalismo e destacar acções pertinentes para prevenir a repetição de Garissa.

A decisão de bombardear (via aérea) algumas localidades suspeitas no interior da Somália, não “resolve a questão”, estamos a ver o exemplo do ISIL e recentemente dos Houthis (Iémen), a solução esta, em decapitar, esmagar a cabeça da Cobra/Cascavel e tal só ė possível, com o exercício de um gigantesco, paciente e profissional trabalho de inteligência.

Porem ė por demais sabido, que um dos atacantes de Garissa, ė filho de um notável membro do governo Queniano, o mesmo (o terrorista) era funcionário de um banco comercial em Nairobi, então porque lançar as culpas para os “pobres-coitados” refugiados já a braços com indizível sofrimento?

AFRICA Vs SEGURANÇA DO ESTADO

O despotismo africano ė por demais crónico, corrosivo e completamente desfavorável aos adjudicados a tais governos.

As agências de segurança africana, raramente são PATRIOTAS, profissionais e raramente têm a segurança do estado como principal ALVO. Normalmente na chefia das referidas agências, são indicados os amigalhaços/compadres/parentes dos chefes de estado/governo, em completo detrimento aos interesses nacionais. E estes são implacável e imediatamente substituídos quando o partido no poder perde as eleições, lançados impiedosamente no desemprego, por isso estes, quando no activo são/estão mais propensos a ‘parirem’ complexas intrigas, luta pelo poder, o bem-estar individual, refinando e disseminando/encabeçando impudicamente a BAJULAÇĀO canina e irracional.


Mais; tais agências, recebem orientação exclusiva de procederem unicamente a protecção dos “cabeças” do partido-estado/governo… aliás, os membros das referidas agências, são na sua maioria membros do partido dirigente (partidarizam excessivamente as mesmas) e orientados a “trabalharem” 98% contra os partidos da oposição, desperdiçando avultados meios humanos, técnicos e financeiros em tamanha vulgaridade, em detrimento gritante (criminoso) da segurança nacional, violando impia e pifiamente os princípios da democracia e da consolidação da formação da Nação…

Em Africa, regra geral a Segurança (serviços de Segurança) ė segurança do partido, raramente do Estado, para beneficio das populações.

Só assim se compreende o que se passa no Quénia e o que se esta a passar na Nigéria do “Boko Haram” estes passeiam pelo Pais à-vontade, perante a incapacidade dos governantes… será por isso que os nigerianos, votaram a favor de um General para presidir o Estado? Um homem que num passado recente, já ocupou a referida pasta através de um golpe de estado, durante o qual dirigiu o Pais com pulso de ferro?...

Será que, não vai cair no vício já neste mencionado? A ver vamos!

Al-jazeera, a semana passada entrevistou um ex-soldado nigeriano, que afirmou perentoriamente, que, a maior parte do efectivo do exército nigeriano, têm relutância em combater os terroristas do Boko Haram, afirmam que, não se sentem impelidos a sacrificar as suas vidas, sob o pretexto de que, os que estão na posição ou postos governamentais, deliciam-se na corrupção (não ‘passam’ a correcta mensagem-exemplo de patriotismo). Quarteis com deficiente infraestrutura, soldados mal equipados, alimentação deficiente e salário baixo. O jovem ex-soldado acima, mencionou que a sua unidade, ficou certa vez, uma semana imobilizada, porque os meios-rolantes, não tinham combustível (imagine no País, maior produtor do Petróleo do continente), provavelmente os comandantes desviam o combustível para o mercado negro. Porem o caricato ė, notar que os terroristas movimentam os seus veículos à-vontade.

Eis outro obstáculo; CORRUPÇĀO, corrói e degenera a capacidade combativa dos efectivos militares minimizando/minando por completo o sentido patriótico e o auto-sacrificio.

GENERAL GIAP

Um dos meus favoritos estrategas de guerrilha, Giap foi o comandante das forças Vietnamitas que derrotou o poderoso exército norte-americano, com todo o seu espantoso poderio bélico… o General, instruiu com muito engenho e argucia os seus efectivos, como praticar, a frase mencionada no genesis desta, com que resultado? - “A fortaleza norte-americana enfraqueceu-os (norte-americanos) ”…

Quénia (as agências de inteligência), deveriam fazer de ADAAB o ponto de fraqueza da Al-Shabab e implodir definitivamente a organização terrorista, para o benéfico da Somália, Quénia e de toda a região...Porque tem capacidade humana, técnica e financeira, para faze-lo… Porem, pateticamente os governantes Quenianos, imploram ajuda as agências de inteligência do ocidente, para que o seu próprio efectivo tenham ‘tempo’ para a missão boçal de espionar os opositores políticos, manterem a população docilmente favoráveis as diatribes do partido dirigente.

CONCLUSÁO

“Devemos fazer da nossa fraqueza nossa FORTALEZA”. – Concluiu o General Giap

A pergunta de um milhão de USD: África tem inteligência para praticar o acima mencionado?

Quem Somos

CLUB-K ANGOLA

CLUB-K.net é um portal informativo angolano ao serviço de Angola, sem afiliações políticas e sem fins lucrativos cuja linha editorial consubstancia-se na divulgação dos valores dos direitos humanos, educação, justiça social, analise de informação, promoção de democracia, denuncias contra abusos e corrupção em Angola.

Informamos o público sobre as notícias e informações ausentes nos canais informativos estatal.  Proporcionamos ao público uma maneira de expressar publicamente as suas opiniões sobre questões que afectam o dia-a-dia, qualidade de vida, liberdades e justiças sociais em Angola... Leia mais

Contactos

 

  • E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • WhatsApp: (+244) 918 512 433 Para uso no aplicativo WhatsApp apenas!

  • Angola : (+244) 943 939 404 

  • Reino Unido : (+44) 784 848 9436

  • EUA: (+1) 347 349 9101 

Newsletter

Assine a nossa Newsletter para receber novidades diárias na sua caixa de e-mail.

INSERE O SEU E-MAIL