Diáspora

Jovens Angolanos roubados em Lisboa

Lisboa - Dois amigos, jovens angolanos de 16 e 17 anos, passaram a noite a comprar roupa nas lojas de um centro comercial no Parque das Nações, em Lisboa. O que um deles levava no pulso chamou a atenção de um grupo de 3 homens. Era um relógio suíço Hublot, avaliado em dez mil euros. Quando os jovens regressavam a casa foram atacados na rua e, ameaçados com pistola, tiveram de entregar todos os bens: incluindo o acessório de luxo.

Fonte: CM

Segundo apurou o CM, tudo se passou pelas 00h30 de quinta-feira. Os dois rapazes passaram várias horas no centro comercial Vasco da Gama. Saíram perto da meia-noite e nas mãos levavam os sacos com a roupa adquirida.

Ao passarem pela rua Pimenta, uma zona com muitos bares, e já quase a chegar ao hotel Myriad (torre Vasco da Gama), foram surpreendidos pelos três assaltantes.

Um ameaçou os dois jovens com a pistola e o segundo retirou os bens às vítimas, enquanto o terceiro ficou um pouco afastado a vigiar. Roubaram o relógio de 10 mil euros, dois telemóveis, algum dinheiro e os sacos com a roupa - tudo avaliado em mais de 11 mil euros.

Os assaltantes, que aparentavam ter entre 25 e 30 anos, fugiram depois a pé em direção à zona da ponte Vasco da Gama. Mas antes obrigaram as vítimas a correr na direção oposta.

Os dois jovens acabaram por conseguir chamar a polícia, que ainda circulou de carro pelo local mas não encontrou os suspeitos. Os ladrões atuaram de cara descoberta e as vítimas conseguiram descrevê-los.

Universitários realizam festival de Kuduro em Varsóvia

Varsóvia - O KuduroMania, assim chamado carinhosamente, é um evento aberto ao público de danças africanas modernas com maior foco no kuduro e afro-house. O festival foi criado em Janeiro de 2014 em Varsóvia pela angolana, dançarina e professora de dança de renome internacional, Dúnia Pacheco. O festival é realizado duas vezes por ano (edição do inverno em Janeiro e edição do verão em Julho) em Varsóvia, capital da Polónia, e direcionado à aficionados de diferentes níveis de aprendizado, independentemente da raça, sexo e origem.

Fonte: Kuduromania.pl

AfroHouse & KuduroMania Festival

O programa oferece dois dias consecutivos de 14 horas de aulas de danças de diferentes estilos (kuduro, afro-house, house, afrobeat); duas festas Afrosensual Night e HardAss Party com actuações em palco; um concurso de dança HardAss Contest; e palestras sobre a história e diferença entre os estilos de dança mencionados acima.


O KuduroMania reúne dançarinos, professores de dança e DJ’s que têm contribuído para a popularização das danças e músicas de Angola na Europa e à nível mundial, são eles: Bernadeth Mabungo, Dúnia Pacheco, Manuela Marsal Cabitango, Bella Garcia, Blaya, Janca Jelinkova, Jacinto Teca Mahula, Miguel Albino (Pupilos Do Kuduro), Bolicao, Nat & Dany, Edgar Konsept, DJ Dotizinha, DJ Ecozinho, DJ Ernestus Russelius, DJ VatyCano, DJ Tó Costa, DJ Z-man. Os participantes provêm de diferentes países (Polónia, Portugal, França, Holanda, Estados Unidos da América, Hungría, República Checa, Rússia, Lituânia, Eslováquia, Espanha, Alemanhã e dentre outros). Sendo KuduroMania o primeiro e o único festival do género na Europa, a equipa organizadora, KuduroMania Team, não receia afirmar que Varsóvia é a segunda capital do kuduro, pois em pouco tempo tornou-se o destino de todos os amantes do kuduro e afro-house incapazes de irem à Luanda.

 

O principal objetivo do festival é, através da divulgação e promoção, integrar os amantes das danças africanas, aumentar os seus conhecimentos sobre a riqueza e diversidade das culturas africanas, partilhar experiências, contar e mostrar o dia-à-dia dos africanos em de vídeos e fotografias, traduzir e explicar o conteúdo de certas músicas para melhor compreensão. É, de certo modo, re-educar os estrangeiros, africanos e mestiços nascidos na diáspora com o intuito de mudar a imagem negativa sobre África que carregam em suas mentes e que tem sido promovida pelo mídia no mundo inteiro.

 

O KuduroMania não é só fazer os KuduroManíacos dançar aos rítmos africanos. É, também, transmiti-los a essência da dança e fazê-los perceber porquê os africanos dançam de tal forma.

 

O KuduroMania Team (KMT) é um conjunto único de quatro mulheres constituído por Dúnia Pacheco (organizadora e directora artística), Karolina Kowalczyk (coordenadora de ingressos), Dorota Truszkiewicz (coordenadora artística) e Elżbieta Kulawik (relações públicas). Cada uma delas carregada uma bagagem em organização de eventos pois têm ganho experiências e espalhado a sua paixão pelas culturas africanas na Polónia e à nível internacional há mais de 10 anos. Tudo começou em Outubro de 2013 quando a Dúnia Pacheco, com cede de expandir e engrandecer a cultura do seu país, decidiu juntar o útil ao agradável e enfrentar o desafio de organizar o primeiro festival na Europa de kuduro e afro- house, em um momento em que estes estilos eram visivelmente marginalizados e o kizomba estava a ganhar cada vez mais popularidade.

O KMT tem batalhado para conseguir apoio, patrocínio, parceria com várias instituições angolanas que queiram participar na expansão da cultura angolana e elevar o nome de Angola por meio da dança. Alguns dos seus maiores desejos é receber os criadores do kuduro, colaborar com os dançarinos do projecto Os Kuduristas e organizar uma excursão ou com os KuduroManíacos em Angola.

 

Embaixada de Angola há cinco meses sem salários

Lisboa - Os 80 funcionários da Embaixada de Angola em Lisboa estão a sofrer diretamente os efeitos da crise financeira que se abateu sobre Luanda. Desde março que a esmagadora maioria dos funcionários não recebe ordenados, apurou o Expresso junto de fonte diplomática. Cerca de 60 funcionários são de “recrutamento local”, os outros 20 são funcionários diplomáticos deslocados de Angola para Lisboa.

Fonte: Expresso

A situação é muito preocupante para os funcionários e está, em simultâneo, a afetar os compromissos do Estado angolano com fornecedores e, nalguns casos, com instituições financeiras. Ao que o Expresso apurou, a situação afeta a generalidade das missões diplomáticas angolanas, especialmente na Europa.

 

Em Paris, por exemplo, os funcionários não recebem salários há cerca de três meses. Em Lisboa, é há cinco meses, e têm subsídios em atraso. “É incompreensível que um país como Angola consiga manter os seus funcionários sem salários durante muitos meses, sob pretexto da crise”, afirmou um funcionário da embaixada em Lisboa ao Expresso. “É humilhante e vergonhoso o que se está a passar. Não há ninguém em Angola capaz de pôr cobro a esta situação e avaliar as implicações e consequências que tudo isso pode acarretar, até para a própria segurança do país?”, alertou a mesma fonte, chamando a atenção para o facto de muitos trabalhadores se encontrarem numa situação de profunda vulnerabilidade.

 

Outra fonte explica que, como consequência da crise do preço do petróleo e da falta de divisas, a Embaixada viu o seu orçamento reduzido de forma drástica, o que tornou impossível honrar os seus compromissos com os trabalhadores. “Além dos salários e subsídios em atraso, a Embaixada também tem dificuldades em pagar aos prestadores de serviços e as dívidas vão-se acumulando todos os dias”, explica. “Com a atual situação, já há trabalhadores a trazer das suas casas papel higiénico, água e sabonete para lavar as mãos, devido à incapacidade de a Embaixada adquirir estes produtos porque as empresas se recusam a prestar mais serviços enquanto não virem pagas as faturas em dívida”, conclui a mesma fonte ao Expresso.

 

Contactado pelo Expresso, o adido de imprensa da Embaixada de Angola em Lisboa, Estêvão Alberto, recusou-se a prestar quaisquer declarações. A situação está a provocar enorme desconforto e revolta nos funcionários da Embaixada, habituados a conviver com os grandes negócios levados a cabo em Portugal pelo Estado angolano ou por figuras da elite de Luanda, de que se destaca a empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano.

 

“Alguns de nós estão na iminência de perder as suas casas e outros bens por falta de pagamento aos bancos”, explicou um dos funcionários. “Os bancos e outros fornecedores com os quais a Embaixada trabalha já sabem que não temos dinheiro. É uma situação triste para um país como Angola”, concluiu.

Bolseiros angolanos expulsos na África do Sul

Luanda - Um grupo de vinte bolseiros na MIdrand Graduate Institute (MGI) da África do Sul, terá sido expulso, nesta segunda-feira do alojamento da universidade, por falta de pagamento das propinas. O IGNABE diz que conhece o problema e envia em breve uma equipa para apurar toda a veracidade do facto.

Fonte: Jornal "O País"

Através de um correio electrónico denúncia, os universitários reconhecem que a instituição foi até agora benevolente ao ter permitido que frequentassem as aulas e se mantivessem nos alojamentos, mas este ‘período de graça’ terminou Segunda-feira, 4, e como consta na nota que lhes foi entregue seriam despejados dos aposentos. De cerca de 20 alunos que estudaram na universidade MGI no ano passado, apenas uma aluna terá pago as propinas. Os estudantes dizem que a justificação que receberam do INAGBE é que a única beneficiada havia entregue todos os documentos necessários para que o pagamento fosse feito.

 

“Em 2015 recebemos uma delegação do INAGBE e do Ministério do Ensino Superior (MES), que recolheu todos os documentos essenciais para pagar a escola de todos os estudantes”, revelam os estudantes que se dizem “estupefactos”. “Se o motivo da vinda da delegação foi a recolha de documentos e da chamada prova de vida, como é possível tal desculpa ser usada para o não pagamento das propinas dos outros estudantes” interrogam- se. Na mesma denúncia, os estudantes falam em favorecimento de uns em detrimento de outros.

 

“Achamos isto uma tremenda falta de profissionalismo dos órgãos do INAGBE, por favorecer os parentes dos seus funcionários no momento de facturação dos pagamentos, deixando os outros alunos, que não têm padrinhos na cozinha, passar por estes constrangimentos” escrevem. Por falta de pagamento, a Midrand Graduate Institute, nos arredores de Pretória, terá cancelado a 30 de Junho último a matrícula de todos os estudantes devedores.

 

A bolsa contempla a cobertura de despesas como o alojamento de todos os alunos e o complemento de bolsa para cobrir demais despesas, nomeadamente seguro de saúde, alimentação, vestuário, Transporte, bibliografia, investigação científica, preparação e defesa de tese. Desesperados, os estudantes terão escrito ao director do INAGBE e ao ministro do Ensino Superior, contudo, dizem que nada mudou.

Última hora

Francisco dos Santos, estudante de Ciências da Computação e coordenador do grupo dos universitários angolanos, num e-mail informava que a decisão da instituição acabava de se efectivar. O estudante confirmava a expulsão do grupo de estudantes e tal como previsto, no principio da noite (hora da Africa do Sul) dirigiu- se à Embaixada de Angola naquele país. Dos Santos relatava, na sua mensagem, que o alojamento para o grupo de estudantes despejados estava garantido para até Sexta-feira próxima, 8 de Julho.

 

“Por enquanto estamos nas instalações da Embaixada, até Sexta-feira, logo depois se vê o que acontece connosco”, lamenta Francisco dos Santos, que aproveita a oportunidade para lançar um “veemente apelo às autoridades do país no sentido de colocar termo ao sofrimento a que o grupo está sujeito por ter faltado ao compromisso inicialmente assumido”. Entretanto, não foi possível confirmar de fonte da representação diplomática de Angola na Africa do Sul, a presença desse grupo de angolanos nas instalações da embaixada.

 

Segundo os estudantes expulsos, as famílias em Luanda também estão preocupadas com a sua sorte, porém pouco ou quase nada podem fazer em socorro dos seus entes queridos. Reclamações de bolseiros angolanos no estrangeiro têm vindo a ser ecoados a partir de muitos pontos, tendo todas elas um denominador comum: o atraso ou a falta de pagamentos de compementos de bolsas ou outras relegalias inicialmente assumidas pelo estado angolano.

Brasil: Imigrantes angolanos manifestam-se contra prisão de ativistas em sua terra natal

São Paulo - O arquiteto autônomo Agostinho Martinho, de 31 anos, mora no Brasil há quase sete anos. Assim como ele, muitos outros imigrantes saíram de Angola rumo a São Paulo por diferentes motivos. E é aqui que, há um ano, eles se organizam para denunciar e defender a libertação de 17 ativistas políticos presos em sua terra natal.

Fonte: periferiaemmovimento.com.br/

No dia 20 de junho de 2015, cerca de 15 jovens que estudavam formas pacificas para derrubar ditaduras foram detidos com acusação de conspirarem contra o presidente de Angola e planejar um golpe de estado. José Eduardo dos Santos governa o país desde 1979 e é o segundo presidente de Angola desde sua libertação de Portugal, em 1975.

 

“Suas condições são precárias, pois foram condenados de dois anos e meio a oito anos e meio de prisão, e suas vidas por diversas vezes correram perigo tanto pelos guardas prisionais quanto pelo outros detentos”, explica Agostinho. Outras duas jovens que não foram encontradas no momento da apreensão, mas que frequentavam o mesmo espaço, também foram condenadas no processo.

 

Judicialmente, o caso já estava para ser encerrado. Mas os advogados rejeitaram a sentença uma vez que o Ministério Público não conseguiu sustentar a acusação inicial e os ativistas acabaram condenados por “organização de mal feitores”.


O processo ganhou repercussão internacional. Em São Paulo, Agostinho e outros angolanos criaram o coletivo Muxima na Diáspora, com objetivo de dar visibilidade ao caso aqui e constrager o governo angolano. O grupo já fez protestos em frente ao Consulado Geral de Angola em São Paulo, vigílas e, na última segunda-feira (20 de junho), um sarau pela libertação dos presos um ano após a detenção. Esse ato contou com a participação de militantes de movimentos sociais brasileiros.

 

Chico César, Emicida, Dexter, os Racionais MCs, o movimento Mães de Maio, o Círculo Palmarino e a deputada federal Luiza Erundina manifestaram apoio aos ativistas angolanos. Mas a sensibilização é quase nula.

 

“São poucas as pessoas que conhecem Angola e não é do interesse da mídia brasileira abordar assuntos africanos no geral e, em particular, os de Angola, mesmo tendo uma relação histórica muito intima contemporânea muita em valores financeiros”, observa Agostinho.

 

Em Angola, os advogados entraram com recurso e o processo corre no Tribunal Supremo de Angola. Por aqui, a luta segue. “Nós nos organizamos aqui porque cá nos temos a liberdade que eles lá não têm. Queremos ser a voz dos que estão calados e o corpo dos oprimidos”, completa Agostinho.

 

A.U.D.A completa um ano de existência

Paris - A associação internacional dos angolanos na diáspora, União da Diáspora Angolana, U.D.A em sigla, fundada a 20 de Junho de 2015 em Bruxelas (Bélgica), completa hoje 20 de Junho de 2016, um ano de existência.


Fonte: AUDA

A Coordenação Geral (órgão supremo internacional) da U.D.A regozija-se por este primeiro aniversário e encoraja todos os seus membros a prosseguir os esforços com vista a engrandecermos esta associação e permiti-la concretizar os objetivos que nortearam a sua fundação.


Para celebrar este primeiro aniversário, os dirigentes da U.D.A de diferentes países irão encontrar-se no dia 2 de Julho de 2016 em Bruxelas (Bélgica) a fim de refletir sobre o caminho percorrido até aqui, finalizar os trabalhos constitutivos restantes e programar as atividades para o ano de 2017.


Durante o ano em curso, a U.D.A continua a sua estruturação e consolidação, e está ao mesmo tempo a levar a cabo, neste momento, uma campanha de recolha de assinaturas para levar o governo angolano a autorizar o voto dos angolanos residentes no exterior de Angola. Com efeito, o exercício do direito de voto está diretamente ligado à cidadania. Todo cidadão de qualquer nação do mundo, dentro como fora do seu país, tem o direito de escolher os seus dirigentes. Este tem sido o caso para os nacionais de diversos países africanos e do mundo aqui no Ocidente. Cada vez que há uma eleição no Cabo Verde ou na Costa do Marfim, por exemplo, os nacionais destes países vão aos seus Consulados e exercem o seu direito constitucional de voto. Porque razão o governo sustentado pelo Partido MPLA continua a  negar que os angolanos residentes fora de Angola exerçam este direito que à Constituição lhes reconhece?


Recusar que os angolanos na diáspora votem, significa dizer que o governo de Angola não os considera como cidadãos angolanos. O que viola gravemente à Constituição da República de Angola que estipula no seu artigo 9° alínea 4° que nenhum cidadão angolano de origem pode ser privado da nacionalidade originária.

 
Assim sendo, a U.D.A encoraja todos os angolanos residentes no exterior a assinar a petição que está a circular em diferentes países. Os que quiserem assinar e não saberem onde encontrar esta petição, podem contactar-nos utilizando as referências abaixo.


Os angolanos que ainda não se tornaram membros da U.D.A estão cordialmente convidados a juntar-se a U.D.A para que em conjunto possamos defender os nossos direitos e interesses aqui na diáspora, como diante do governo angolano. Porque apenas juntos e unidos seremos fortes, estaremos melhor organizados e a altura de defender estes direitos e interesses. As questões do voto e da documentação dos angolanos cá no exterior são alguns dos problemas, por exemplo, que podemos em conjunto instar o governo angolano a resolver com celeridade. Mas isto só será possível se tivermos uma organização forte e organizada, como é o caso do que estamos paulatinamente a fazer da U.D.A.

  

Lembramos que a U.D.A foi fundada a 20 de Junho de 2015 em Bruxelas (Bélgica) com o objetivo de unir os angolanos da diáspora em torno da defesa dos seus direitos e interesses. Mas igualmente para promover a cultura angolana na sua diversidade, entre tantos outros objetivos. Porque a política e os diferentes conflitos armados que Angola conheceu dividiram sobremaneira os angolanos. É chegado o momento de pormos as nossas diferenças de lado e convivermos como irmãos e filhos da mesma pátria. Temos a firme convicção que se esperarmos que os políticos façam esta unidade e reconciliação nacional, irá levar muito tempo. Razão pela qual angolanos de diversas esferas da sociedade, e residentes em vários países do mundo decidiram unir os seus esforços a fim de termos uma comunidade angolana no exterior unida, organizada e capaz de meter as suas diferenças de lado e trabalhar em conjunto na defesa dos seus direitos e inetereses assim como contribuir no desenvolvimento de Angola. Por isso pedimos ao governo angolano a não tratar-nos como inimigos, mas sim como irmãos e parceiros na busca de soluções aos imensos problemas que afetam os angolanos dentro como fora do país.

 

À laia de conclusão, lembramos que hoje, os jovens ativistas angolanos completam um ano de detenção. Foi justamente no dia em que fundávamos a U.D.A que os nossos irmãos conhecidos como « Jovens Revolucionários » foram arbitrariamente detidos. Volvidos um ano, eles continuam presos injustamente. A UDA é de opinião que não é com a repressão que se irá resolver os problemas do nosso país. Mas sim com o diálogo. Assim sendo, apelamos ao governo angolano e em particular ao Presidente José Eduardo dos Santos que queira libertar os jovens ativistas sem condições, a fim de apaziguar a sociedade angolana. Porque este assunto apenas aumentou e continua a aumentar o nível de descontentamento que já reinava no seio da sociedade angolana.

 


A União Faz a Força
Unidade – Fraternidade – Solidariedade


Paris, aos 20 de Junho de 2016


A Coordenação Geral da U.D.A
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Autoridades francesas detêm homem proveniente de Angola com 142 quilos de marfim

Lisboa - As autoridades francesas anunciaram a detenção em Paris de um homem proveniente de Angola com 142 quilogramas de marfim e que viajava com destino ao Vietname, operação que mantém aquele país africano na rota internacional deste tráfico. De acordo com a informação disponibilizada pelos serviços aduaneiros franceses na sua página oficial, consultada hoje pela Lusa, a detenção aconteceu a 1 de junho, no aeroporto Charles de Gaulle, em Paris, quando o homem transportava 26 dentes de marfim escondidos em seis bagagens.

Fonte: Lusa

Não foi revelada a nacionalidade do cidadão, que segundo os serviços aduaneiros foi entretanto condenado, em julgamento sumário, a 3 de junho, a 18 meses de prisão e 142.480 euros de multa, além do confisco do marfim – cujo comércio é ilegal -, uma das maiores apreensões do género no país. A Lusa noticiou a 2 de fevereiro que a polícia e serviços alfandegários vietnamitas apreenderam no aeroporto Noi Bai, em Hanói, seis malas contendo 180 quilogramas de marfim, na posse de três cidadãos provenientes de Angola.

A polícia confirmou na altura que a apreensão das presas de elefante foi feita no aeroporto da capital vietnamita à saída dos passageiros – cuja nacionalidade não foi revelada – do voo da Vietnam Airlines, entre Luanda e Hanói, com passagem pela Malásia. Citado pela imprensa local, o chefe da Alfândega do aeroporto Noi Bai, Nguyen Van Hoan, disse que os “traficantes suspeitos” alegaram que tinham sido “contratados por um indivíduo em Angola” para transportar a mercadoria para o Vietname.

A Lusa noticiou a 11 de maio de 2015 a apreensão de 369 quilogramas de marfim, dissimulados em 12 malas, no aeroporto internacional de Luanda, operação que levou igualmente à detenção de um cidadão de nacionalidade chinesa. No mês anterior, foram apreendidos mais 30 quilogramas no mesmo aeroporto, também em cidadãos asiáticos, igualmente de acordo com informação da polícia, que admitiu na altura a possibilidade de estar na presença uma rede “com um algum grau de organização” a operar a partir de Angola.

Dados de organizações internacionais apontam que a China representa mais de 70% da procura mundial de marfim. Existem atualmente cerca de 450.000 elefantes no continente africano, calculando-se em mais de 35.000 o número dos que são mortos anualmente. As autoridades angolanas já contabilizaram mais de 3.000 elefantes, apenas no Cuando Cubango, província no sul do país onde começou a inventariação da espécie no âmbito do Plano de Ação Nacional do Elefante.

Os números, que resultam do levantamento iniciado no final de 2015, foram divulgados pelo Instituto Nacional da Biodiversidade e Áreas de Conservação de Angola, no âmbito das comemorações internacionais do dia do Ambiente (05 de junho), este ano centradas em Luanda e que terminaram na terça-feira passada.

A proteção do elefante e o combate ao tráfico de marfim foram os principais destaques das comemorações do dia do Ambiente em Angola, organizadas pelo Governo angolano em conjunto com o Programa das Nações Unidas para o Ambiente (PNUA).

Angola tem 162.642 quilómetros quadrados de áreas protegidas, o que corresponde a 13 por cento do território nacional, entre parques nacionais e regionais, reservas naturais integrais e parciais.

As comemorações do dia mundial do Ambiente de 2016 tiveram como tema central a luta contra a venda ilegal de animais selvagens, problema que em Angola afeta nomeadamente o elefante e se faz sentir também com as redes internacionais de tráfico de marfim.

Nesse sentido, o Ministério do Ambiente encerrou há uma semana, em Luanda, as 44 bancas de marfim do mercado de artesanato do Benfica, considerado um dos maiores espaços de venda do género em África, com mais de uma centena de vendedores, e anunciou a queima de toneladas de dentes e peças de marfim, apreendidas em operações policiais em todo o país.

Portugal: Embaixada de Angola acusada de impedir Realização de Assembleia de Estudantes

ASSUNTO: Embaixada de Angola em Portugal impede Realização de Assembleia de Estudantes.

Luanda - Funcionários da Embaixada de Angola em Portugal, na pessoa do senhor Anibal Costa, chefe do Protocolo da Embaixada, sem o conhecimento do Embaixador José Marcos Barrica, querem partidarizar a Associação de Estudantes Angolanos em Portugal, apoiando um candidato que não é associado, e nem nunca pertenceu a associação.

Fonte: Club-k.net

Uma vez que este candidato não é aceite, estes mesmos funcionários, estão a tentar impedir que os estudantes exerçam o seu direito de participar na Assembleia Geral, eleger e serem eleitos, para os órgãos Sociais da Associação, nos termos dos estatutos e da Lei Portuguesa, e estamos a ser obrigados, assistir os funcionários da Embaixada a organizarem uma Assembleia fraudulenta que viola todos os princípios fundamentais e Legais da Associação.

 

 

A Associação de Estudantes Angolanos em Portugal, designada A.E.A-Portugal., é uma organização representativa dos estudantes Angolanos em Portugal, de natureza académica, social, cultural e recreativa, sem fins lucrativos, religiosos, nem políticos, dotada de personalidade Jurídica, e com autonomia Administrativa e financeira. É também uma instituição que tem como um dos princípios Fundamentais:

 

1- A Democracia: Todos os estudantes têm o direito de participar na vida associativa, incluindo o de eleger e ser eleito para os corpos diretivos e ser nomeado para cargos associativos;

 

2- Independência: o que implica a não submissão da Associação a partidos políticos, organizações estatais, religiosas ou a quaisquer outras organizações que, pelo seu caráter, impliquem a perda de independência dos estudantes ou dos seus órgãos representativos.

 

 

3- Autonomia: a Associação goza de autonomia na elaboração dos respetivos estatutos e demais normas internas, na eleição dos seus órgãos dirigentes, na gestão e administração do respetivo património e na elaboração do plano de atividades.

 

4- Legitimidade: o que implica o respeito das decisões maioritárias e livremente tomadas pelos estudantes através dos seus órgãos legitimamente representativos.


Neste momento, estamos a atravessar um momento de crise politica, e económica, a maior que o nosso pais já viveu, da qual, os maiores prejudicados são os estudantes na Diáspora, não temos o apoio do nosso governo, os estudantes Bolseiros, estão a ser obrigados a regressar ao País sem acabar a sua formação, porque o valor das bolsar não chega, e por causa da dificuldade em enviar dinheiro para fora do país, os nossos familiares também não conseguem nos ajudar.


Estamos a ser expulsos das casas aonde vivemos por falta de pagamento, muitos não têm o que comer, e em vez das nossas entidades locais Angolanas, se preocuparem em nos ajudar a ultrapassar estas dificuldades, querem se aproveitar desta nossa fragilidade atual, para interferirem de maneira negativa na nossa instituição e partidarizar uma organização que é de todos, os Estudantes Angolanos em Portugal, o que faria com que a Associação viola-se o Principio da Igualdade, tratando de igual forma todos os seus associados, independentemente da sua origem étnica, crença religiosa, filiação político-partidária, condição social, local de nascimento, raça ou sexo, e consequentemente o seu Estatuto.


Por ultimo, importa realçar que a direcção cessante convocou a Assemblia de estudantes para este sabado, 4 de Junho de 2016. Em resposta a Associação recebeu um oficio da propria embaixada, com uma assinatura duvidosa a ser despejada da sua sede aue fica no edificio pertencente a Embaixada sito na Rua Leopoldo de Almeida, n 6 A.


Manifestamos assim todo o nosso repudio, Solicitando a todos os estudantes em Portugal que se manifestem no dia 4 de junho em frente a nossa sede. Estudantes Unidos Jamais serão Vencidos

Atentamente,

Garcia Mussengo Coimbra

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