Diáspora

Embaixada de Angola em Washington participa na comemoração do Dia de África

Luanda - A Embaixada de Angola nos EUA participou na noite de sexta-feira, em Washington, na celebração do 25 de Maio, dia de África, promovida pelo Grupo de Embaixadores Africanos acreditados nos Estados Unidos da América, segundo uma nota da instituição a que a Angop teve acesso neste sábado.

Fonte: Angop

No intuito de divulgar as potencialidades culturais e turísticas do continente no 53º aniversário da criação da Organização de Unidade Africana (OUA), hoje União Africana (UA), as representações diplomáticas africanas expuseram obras de arte dos respectivos países, bem como material promocional em geral.

 

No espaço reservado a Angola, segundo o documento, foi exposto uma amostra de artesanato nacional e material promocional, destacando as potencialidades do país em vários domínios, nomeadamente questões ligadas ao turismo e às actuais oportunidades de investimento, além de peças de bijouteria artesanal de uma empreendedora angolana membro da comunidade residente.

 

Na gala, que teve como principal patrocinador a petrolífera americana Chevron, estiveram presentes representantes do Departamento de Estado dos Estados Unidos, parceiros de várias ONGs e Think-Thanks, membros do corpo diplomático, além de representantes da imprensa americana.

 

O Embaixador de Angola nos EUA, Agostinho Tavares participou no evento, acompanhado da embaixatriz Prudência da Silva e de diplomatas seniores em missão em Washington.

 

À semelhança da edição de 2015, o evento teve como convidado de honra o prestigiado reverendo Jesse Jackson, activista americano dos direitos civis e pastor Baptista.

 

Jesse Jackson foi candidato à presidência pelo Partido Democrático nos EUA em 1984 e 1988, considerado um dos mais importantes líderes negros da actualidade nos Estados Unidos da América, tendo contribuído para o estabelecimento das relações diplomáticas entre Angola e os EUA.

 

No seu discurso, Jesse Jackson, realçou a evolução do continente ao longo dos anos e a contribuição dos seus líderes para o crescimento da humanidade, enaltecendo o facto de como o continente sobreviveu desde a época da escravatura até ao momento.

 

Disse acreditar que independentemente do resultado da eleição presidencial 2016 nos EUA, o continente continuará a ser um grande parceiro, apontando que África está no caminho certo tendo referido como exemplo a redução de alguns conflitos graves que o assolavam, a melhoria da qualidade das instituições financeiras e o processo de diversificação das economias africanas, o que permitirá que África assuma o seu destino que, cada vez mais, se apresenta promissor.

 

A oradora principal convidada pelo Grupo Africano de Embaixadores foi Johnnetta Cole, Directora do Museu Nacional Smithosonian de Arte Africana, famoso e muito visitado pela magnífica colecção de mais de 12.000 objectos expostos, representando quase todas as áreas do continente africano e uma variedade de formas de mídia e arte.

 

O Museu Nacional de Arte Africana localizado em Washington, D.C., capital Federal dos EUA leva a cabo um vasto programa de educação. Johnnetta Betsch Cole foi nomeada Directora da instituição em Março de 2009.

 

No evento, Agostinho Tavares, embaixador de Angola nos EUA, falou para a imprensa americana, nomeadamente à rede de TV Fox News, enfatizando o tema deste ano sobre os direitos humanos com particular ênfase para os direitos das mulheres.

 

O diplomata Angolano explicou pormenorizadamente o material exposto no espaço reservado a Angola realçando as oportunidades de negócio que o país oferece assim como as iniciativas de turismo cultural em curso, com destaque para as artes e os recursos naturais de Angola.

 

Este ano, lideraram a comissão organizadora das celebrações do Dia de África em Washington, pelo grupo diplomático africano, os embaixadores do Níger e do Benin, nomeadamente Hassana Alidou e Omar Arouna, cujas intervenções enalteceram o papel da mulher como líder e promotora do desenvolvimento do continente.

 

O programa de celebrações do Dia de África, incluiu a realização no dia 25 de Maio de um Painel subordinado ao tema “Mulheres no Serviço Público em África: uma promessa para a Paridade”, realizado em colaboração com o Programa para África da institituição americana Woodrow Wilson Center, que enfatizou o importante papel da mulher que ocupa cargos de liderança nos Governos dos seus respectivos países, no processo de desenvolvimento sustentável em curso no continente.

Seis estudantes angolanos com ordem de expulsão de Cuba

Luanda - Seis estudantes angolanos receberam a ordem de expulsão de Cuba na sequência de incidentes registados no Centro Universitário José António Echeverría (Cujae), em Havana, onde estudam.

Fonte: VOA

A data limite para deixarem a ilha é 11 de Junho e aguardam a qualquer momento a passagem que lhes permitirá regressar a Angola.

Como a VOA anunciou anteriormente, dez estudantes angolanos enfrentavam um processo disciplinar na universidade que frequentam em Havana depois de terem agredido, juntamente com mais quatro estrangeiros, um colega que roubava nos seus quartos.

Dois estudantes que falaram com a VOA em Março e Abril sob anonimato por medo de represálias justificaram o acto como “a gota de transbordou o copo de uma situação que era do conhecimento da reitoria da universidade”, que não fez nada para evitar que os roubos se repetissem.

"Os roubos eram contantes", reiterou uma das fontes.

Apesar de os estudantes terem apresentado um pedido de desculpas, como propôs o embaixador angolano em Havana, José César Augusto "Kiluanji", a reitoria da universidade decidiu avançar com a expulsão de seis dos 10 estudantes, enquanto os restantes ficam em regime condicional, podendo ser expulsos em caso de qualquer reincidência.

Anteriormente, uma fonte da VOA revelou que os “estudantes angolanos estavam a ser perseguidos” naquela instituição de ensino e tendo “a reitora afirmado que nenhum angolano terminará a carreira” no Cujae.

Dos seis estudantes expulsos, quatro são de Luanda e dois de Benguela, um deles está no último ano de formação em engenharia, outro no terceiro e quatro no segundo.

Sem apoio da Embaixada angolana em Luanda ou do Instituto Nacional de Bolsas de Estudos de Angola (INAGBE), os estudantes agora encontram-se "frustrados e desanimados", como disse à VOA um dos 120 alunos angolanos que frequentam o Cujae, mas que não está no grupo expulso.

“No início, todos os estudantes estavam do lado deles, mas agora o grupo desuniu-se devido a fugas de informação”, disse a mesma fonte sob anonimato.

A VOA tentou mais uma vez falar com a Embaixada de Angola e com o representante do INAGBE em Havana, mas ninguém atendeu à chamada.

Toronto: Nota de falecimento

Toronto - Digníssimos Membros da Comunidade Angolana de Ontario: A direção da ACO cumpre o doloroso dever de comunicar o falecimento da Cidadã Angolana (nossa Irmã), que em vida chamava-se por CHARLENE MATONDO, irmã do nosso Irmão Edi Matondo, Director da ACO-ONTARIO, para a área de Imigração e Serviços Legals, ocorrido ontem terça-feira dia 10 de Maio.

 

Fonte: ACO

 

O corpo de CHARLENE MATONDO estará presente para velório esta Sexta-Feira dia 13 de Maio, das 16:00 às 20:00, na Casa Fúnebre Paul O'Connor, Sita na 1939 Laurence Ave. East (Pharmacy & Warden).

 

Os Serviços Fúnebres e Funeral terão lugar no Sábado dia 14 de Maio às 13:00, na Salvation Army Citadel, sita no 107 Cedarvale Ave. Em Toronto-Canada. E atravez desta, apresentamos a Família enlutada e Amigos, os nossos mais profundos sentimentos de Pesar.

Angola nomeia novo cônsul-geral para Lisboa

Lisboa - O Governo angolano nomeou Narciso do Espírito Santo Júnior, quadro do Ministério das Relações Exterior desde 1982, para o cargo de cônsul-geral em Lisboa, disse à Lusa fonte da diplomacia angolana.

Fonte: Lusa

O novo cônsul-geral de Angola na capital portuguesa toma posse na quinta-feira, em Luanda, em cerimónia presidida pelo ministro das Relações Exteriores, Georges Chikoti, indicou a mesma fonte.


Narciso do Espírito Santo Júnior já exerceu funções diplomáticas nas embaixadas de Angola no Gabão, no antigo Zaire e na ex-Jugoslávia. Foi ainda cônsul-geral em Joanesburgo, África do Sul.

Subsistirá nas funções Cecília Baptista, atual cônsul-geral de Angola em Lisboa.

Em Portugal, Angola conta com consulados nas cidades de Lisboa, Porto e Faro.

 

CASA-CE na europa considera à condenação dos « revús » uma vingança política

Alemanha - A Coordenação Geral da CASA-CE na Europa vem por este meio repudiar e denunciar veementemente a pesada condenação à prisão efetiva de que foram alvos os jovens contestadores da má governação do país e das práticas recorrentes de corrupção implicando dirigentes angolanos mas que nunca são inquietados por quem de direito.

 

Fonte: CASA-CE

Reunião da CASA-CE na Alemanha (Stuttgart, 25.07.2015)

A CASA-CE na Europa acompanhou com muita atenção o pseudo julgamento que teve lugar durante cinco meses em Luanda e que culminou com a condenação dos jovens conhecidos como « Revús » a longas penas de prisão efetiva. Com efeito, as acusações levantadas contra os jovens presos políticos não foram provadas durante a encenação que os condenou. A CASA-CE na Europa considera esta condenação como sendo uma vingança política. Pois, o regime autoritário que impera em Angola, há muito que buscava vias e meios para fazer calar estes jovens que se tinham tornado numa pedra no seu calçado. As constantes tentativas de manifestações de denúncia da situação caótica na qual o país se encontra, e as violentas repressões subsequentes, aborreciam tanto o regime por alertarem à comunidade internacional sobre as violações constantes dos direitos humanos cometidas pelo governo de Angola. Razão pela qual decidiu tudo fazer para os fazer calar. Mesmo na ausência de provas exigidas pela lei penal para se poder condenar um indivíduo. E a patética e absurda acusação de atos preparatórios de golpe de estado, que está a causar o riso de todas nações sérias do mundo e a ridiculizar cada vez mais o governo de Angola diante da comunidade internacional, foi o melhor meio que o regime encontrou.


Mas a maneira parcial e injusta como o « julgamento » dos Revús foi conduzido, permitiu ao mundo inteiro entender que finalmente o que se chama de « Justiça » em Angola não é nada mais, nada menos do que uma autêntica INJUSTIÇA ! Porque o teatro que desembocou com à condenação dos jovens, da justiça apenas tem o nome. E nada mais. O regime serviu-se dos tribunais do país para legalizar e legitimar à parcialidade e injustiça.
O regime serviu-se dos tribunais para legalizar e implementar à vingança contra as vozes incómodas dos jovens!

 
Num país sério e democrático nunca estes jovens seriam condenados, nem mesmo com a pena suspensa. Porque a sua culpabilidade em momento nenhum foi provada.


Em qualquer parte do mundo nunca um juiz pode ir buscar provas na internet a fim de provar a culpabilidade duma das partes no julgamento. Num julgamento o juiz faz o papel de árbitro para encontrar a verdade através das provas e argumentos apresentados pelas partes no julgamento. Mas no julgamento dos 15 + 2, o juiz Januário, segundo o que a imprensa relatou, foi buscar vídeo publicado no Youtube para o projetar na sala de audiência servindo assim de prova contra os « Revús ».


Diante de todas estas arbitrariedades, manipulações e injustiças cometidas pelo regime a fim de condenar quem é inocente, a CASA-CE na Europa estima que à justiça não foi feita no caso dos 15 + 2. Assim sendo, exprime a sua incondicional solidariedade para com os presos políticos e suas famílias, mas igualmente a todos os angolanos, conhecidos e anónimos, vítimas das injustiças e da repressão deste regime que não quer viver em irmandade com todos aqueles angolanos que não se identificam com as suas políticas e visão de Angola. Idem para o caso « Marcos Mavungu » e « A Luz do Mundo ou Kalupeteka ». A justiça também não foi feita nestes casos.


A CASA-CE na Europa incentiva todos os seus militantes, simpatizantes e amigos a solidarizar-se com as manifestações de repúdio dos abusos de poder anunciadas pelas comunidades angolanas na diáspora.


A CASA-CE Europa exprime também a sua solidariedade a todos os angolanos vítimas das enxurradas nos últimos dias, que causaram mortes e destruíram bens materiais. E lança igualmente um apelo ao governo de Angola no sentido de tudo fazer a fim de apoiar devidamente os nossos compatriotas que perderam tudo, ou quase tudo, nestas chuvas torrenciais.


Para terminar, a CASA-CE Europa endereça os seus profundos sentimentos de pesar a todas as famílias angolanas que perderam um ou mais entes queridos com a epidemia de febre amarela que assola o país atualmente. Exorta o governo de Angola a parar de desdramatizar a situação enquanto centenas de compatriotas morrem todas as semanas, e a tomar todas medidas que se impõem com vista a salvar vidas de centenas de angolanos. Pois, esta epidemia resulta das péssimas condições sanitárias em Angola. O governo não deve ter medo ou vergonha de decretar estado de emergência e de pedir ajuda da comunidade internacional. Tal como acaba de fazer com o FMI. Pois, são milhares de vidas dos melhores filhos de Angola que estão em risco. O direito à vida é um direito sagrado e o governo deve respeitar e fazer respeitar este direito, e não pode deixar de defender vigorosamente este direito constitucional.


« Todos por Angola – Uma Angola para todos »


Paris, aos 22 de Abril de 2016


A Coordenação Geral da CASA-CE Europa

Bolseiros na Ucrânia desmentem ministro do Ensino Superior

Luanda - Seis bolseiros angolanos na República da Ucrânia dizem não serem reais as declarações do ministro Adão do Nascimento, que disse, em Luanda, ontem, em conferência de imprensa sobre o estado do ensino superior em Angola, que todos os estudantes neste país estão com o problema dos complementos de bolsa resolvidos até Novembro e Dezembro de 2015.


Fonte: O País

Os estudantes, quatro da cidade de Ivano Fraskisvsk e dois de Lviv, reiteram que estão há 16 meses sem complementos de bolsa e acrescentam que a última vez que “viram a cor do dinheiro do Estado foi em Setembro de 2014”.


Os estudantes, que ontem acompanharam a conferência de imprensa do ministro Adão do Nascimento via internet, dizem estar dispostos a apresentar os extratos bancários para confirmar a data do último depósito efectuado pelo INAGBE.


Estudantes de outras cidades admitem terem recebido os complementos de bolsa em 2015, mas apenas até ao mês de Agosto, uma informação reiterada pelos pais e encarregados de educação contactados por este jornal.


Os estudantes e encarregados, que falam em abandono, pedem ao ministro que confirme essas declarações a partir do representante do INAGBE na Rússia, Fernandes Júnior, que também responde pelos bolseiros na Ucrania, por falta de uma embaixada ou consulado de Angola neste país.

Polícia Federal do Brasil investiga chegada em massa de angolanas à cidade de São Paulo

Luanda - Nos primeiros três meses do ano, 600 angolanas chegaram a São Paulo, quase todas com filhos e muitas ainda grávidas. O boom obrigou o poder local a abrir dois abrigos emergenciais e a pedir o apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência. A história está hoje em destaque no Estadão, portal do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: NJ

“Segundo o Comité Nacional para os Refugiados, o número de pedidos de refúgio de angolanos no Brasil está em alta: 630 até esta segunda-feira (mais de seis por dia), ante 1.100 em todo o ano passado”, publica o Estadão, acrescentando que em Fevereiro verificou-se um pico.

“Na véspera do Carnaval, num só dia, um grupo de 50 angolanas com filhos chegou a São Paulo”, escreve o portal, relatando uma sobrecarga no sistema de assistência.

“A demanda não era esperada pela Prefeitura e forçou a administração a abrir dois abrigos emergenciais, que já acolhem 266 mães e crianças. Outros 19 centros de acolhida regulares também acomodam famílias angolanas recém-chegadas”.

Apesar de as emigrantes invocarem perseguição política e religiosa como motivos para a saída de Angola, as entidades brasileiras desconfiam que foi a crise que deu esse empurrão.

“O imigrante não pode dizer para as autoridades de um país estrangeiro que está entrando em função de relações económicas ruins. Mas pode dizer que pede refúgio por processos políticos e religiosos”, assinala ao Estadão Dagoberto Fonseca, coordenador do Centro de Estudos das Culturas e Línguas Africanas e da Diáspora Negra da Universidade Estadual Paulista.

Já a secretária municipal de Assistência Social, Luciana Temer, avança que pediu a intervenção do Governo Federal para entender o boom de angolanas. “Se chegar mais um grupo de 50 mulheres, não terei onde pôr”, avisa.

Segundo explica o Estadão, ao darem a luz em território brasileiro as mulheres “ganham cidadania, e o pai ainda pode solicitar visto permanente, sob justificativa de reunião familiar”.

O jornal informa também que o Ministério da Justiça está a investigar o fluxo de angolanas, tendo emitido um alerta para o Ministério das Relações Exteriores e solicitado o apoio da Polícia Federal e da Agência Brasileira de Inteligência.

Além da necessidade de “fazer o levantamento de entrada e saída para tentar identificar um desvio padrão”, o secretário nacional de Justiça Beto Vasconcelos destacou a necessidade de “apurar eventuais ilícitos”.

 

Director do INAGBE proíbe bolseiros no exterior de reclamarem atraso dos subsídios em rádios estrangeiras

Washington - Contam-se pelo menos oito meses de atraso no pagamento dos subsídios de bolsa aos estudantes angolanos, bolseiros do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Angola, cuja sigla é INAGBE.

Fonte: VOA

"Os assuntos de Angola devem ser tratados pelos angolanos"

De várias partes do mundo chegam gritos de socorro, reforçados em Angola pelo choro dos seus pais.


Contactada por bolseiros angolanos na Rússia, Ucrânia, Índia, França, a Voz da América tem vindo a contar histórias de estudantes desesperados mas não desesperançados.


Jilsimar Oliveira, estudante de telecomunicações no 4º ano, na Ucrânia, raciona a comida que recebe de caridade, não sai do quarto da residência, por medo de ser impedido de entrar por falta de pagamento de renda e justifica que os estudantes angolanos na Ucrânia não conseguem emprego devido à cor da pele.


O reitor da Universidade de Jilsimar já não está disposto a negociar, conta o estudante, acrescentando que o ministro Adão do Nascimento tem total conhecimento do que se está a passar.


Do lado mais a ocidente da Europa, reclamam também os estudantes em França. Os relatos de Anjo Fudiela, estudante do 2º ano de Engenharia Física, são em nome de todos os estudantes. Eles criaram um site de recolha de donativos para poderem sobreviver.


Anjo é do Bairro do Cassequel, em Luanda e tem oito irmãos. Ele não perde a esperança, nem coloca a hipótese de voltar para Angola sem o diploma. Embora outros colegas noutros países já tenham considerado a ideia.


A VOA contactou Moisés Kafala Neto, director-geral do INAGBE, que não reconhece a veracidade destes relatos. Kafala Neto lamentou ainda que os estudantes tenham entrado em contacto com a VOA, dizendo que "os assuntos de Angola devem ser tratados pelos angolanos".


No contrato dos estudantes com o INAGBE as partes têm que cumprir com várias obrigações. O INAGBE tem que garantir o pagamento do subsídio de bolsa, o estudante tem que garantir bom rendimento académico. O INAGBE não paga, o estudante não consegue ir às aulas.


Ao que tudo indica, nenhuma das partes está a cumprir com o que ficou contratualizado.

 

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