Diáspora

Cantor Angelo Boss actua em Toronto

Ottawa - O cantor angolano Ângelo Boss foi a principal atração do festival de rua Angofest, promovido, este final de semana, na cidade canadiana de Toronto.


Fonte: Angop

Angelo Boss, acompanhado pela banda Drama do Brasil, um agrupamento brasileiro que actua em Toronto, interpretou alguns dos seus sucessos antigos como Massamba, Kimbo Cuia, Big Boss, Cupido, Calor Sensual, bem como Bebedeira do seu último álbum Dança Kizomba.


A fazer coro com o Ângelo Boss, neste festival que atraiu angolanos das cidades de Hamilton, Ottawa, Toronto e arredores, estiveram as cantoras angolanas locais Sweet Maria e Nera Santos.


O artista deverá actual igualmente na cidade de Montreal, província de Quebeque.


Durante o festival, promovido pela Luanda House, uma casa de espectáculos em Toronto, vários artistas da comunidade angolana local tiveram a oportunidade de apresentar os seus trabalhos ligados a gastronomia nacional, dança e arte. 


Ângelo Boss nasceu em Luanda, estreou-se no mundo musical em 1984 como cantor infantil, quando interpretou a música “Wassamba”. Ele fez parte da primeira delegação de cantores infantis da Rádio Nacional de Angola (RNA) que representou o país num festival de música na Alemanha, em 1985.

Declaração da 2a conferência da Casa-Ce na europa

Paris - Sob o Lema: « 2017, INÍCIO DUMA ANGOLA MELHOR COM A CASA-CE », os Representantes da CASA-CE na Europa, reunidos no Centre Maurice Ravel (CISP), 6 avenue Maurice Ravel, 75012 PARIS (França), aos vinte dias do mês de Agosto de dois mil e dezasseis, pelas onze horas e quarenta minutos, sob a presidência do Coordenador Geral da CASA-CE na Europa, companheiro Emanwell Francis MAYASSI (Patriota Liberal), depois de 10 horas de intensos debates de uma Agenda predefinida, que visa preparar o Caderno de Encargos para o 2° Congresso ordinário que terá lugar de 6 a 8 de Setembro 2016, decidiram emitir a presente Declaração em nome dos militantes da CASA-CE e da grande maioria da Comunidade Angolana residente na Europa.


Fonte: Casa-Ce


1) Os Representantes da CASA-CE participantes da 2a Conferência Internacional das Representações na Europa decidiram renovar confiança incondicional ao Presidente da CASA-CE Abel Chivukuvuku que não tem poupado esforços no terreno na sua relação de proximidade com a população dos quatro cantos de Angola, visando o engrandecimento da Coligação e a consequente vitória nas eleições gerais de Agosto de 2017. A convicção da CASA-CE EUROPA de que o companheiro Presidente Abel Chivukuvuku é o homem ideal de que Angola precisa na fase de transição continua intacta, pois reúne o consenso da grande maioria dos angolanos, dentro e fora do país, com decalque para as relações inter-geracionais, tanto etárias como político-históricas e outras sensibilidades do âmbito político, social, cultural e étnico, tendo em conta a matriz que engaja a CASA-CE como uma organização política assente essencialmente na juventude.


2) Relativamente ao 2° Congresso, os Representantes da CASA-CE na Europa estão satisfeitos com a organização do 2° Congresso ordinário e esperançosos de que este Congresso irá levar a CASA-CE a novos e altos patamares. Durante esta 2a Conferência, definiram o conteúdo da mensagem que irão levar ao 2° Congresso em nome dos militantes da CASA-CE na Europa.


3) Concernente à questão das eleições gerais previstas para Agosto de 2017, os Representantes da CASA-CE na Europa manifestaram o seu regozijo pelo prestígio de que goza a Coligação CASA-CE dentro como fora do país e pelo crescimento rápido e constante do número de militantes que tem conhecido a Coligação desde a sua fundação até o presente momento. Todavia, manifestaram a sua preocupação quanto à fraude eleitoral que consideram ter já começado há algum tempo atrás. Assim sendo, recomendam à direção da Coligação a tudo fazer com vista a impedir a concretização desta fraude nas urnas. Os Representantes encorajam a união dos Partidos da Oposição na denúncia e na luta contra a fraude eleitoral, pressionando o executivo e se necessário for, organizando ações de reivindicação como manifestações e outras, visto que toda a Oposição tem lutado pela mesma e única causa : tirar o MPLA do poder com vista a realizar Angola e os angolanos.


4) Sobre à transformação da Coligação CASA-CE em Partido político, os Representantes da CASA-CE na Europa exprimiram em unanimidade o seu apoio ao processo de transformação, estimando que a passagem em Partido político apenas poderá agilizar o funcionamento e impulsionar a CASA-CE com vista a realizar um trabalho cada vez mais eficaz.


5)  Os Representantes da CASA-CE na Europa procederam a alteração de alguns elementos da proposta de Estrutura das Representações Externas. A proposta assim adotada pelos conferencistas irá ser submetida ao 2° Congresso para a sua aprovação definitiva.


6)  No que diz respeito à questão do voto dos angolanos no exterior, o Ministro da Administração do Território, Bornito de Sousa, confirmou no passado dia 8 de Agosto do ano em curso que os angolanos na diáspora não irão votar nas eleições de 2017. Posição esta que os Representantes da CASA-CE na Europa repudiam, ao mesmo tempo que condenam a atitude do governo angolano que teima em inviabilizar o voto dos angolanos na diáspora. Os Representantes duma grande parte da Comunidade Angolana na Europa consideram como uma autêntica violação dos artigos 22° e 23° da Constituição da República de Angola de 2010 que consagram os princípios da universalidade e da igualdade de todos os cidadãos perante à lei e à Constituição, o facto de o governo angolano impedir o exercício deste direito à esmagadora maioria de angolanos na diáspora e de outorgá-lo a uma minoria, que lhe é favorável. O direito de voto e a nacionalidade  estando intrínsecamente ligados, recusar (por capricho) que a maioria dos angolanos na diáspora votem equivale a considerá-los como não sendo cidadãos angolanos. Assim sendo, os Representantes da CASA-CE na Europa decidiram solidarizar-se desde já com as ações de reivindicação e de protesto levadas a cabo neste momento pela Comunidade Angolana na Europa, como é o caso da petição que a associação União da Diáspora Angolana (UDA) está a fazer circular presentemente. A CASA-CE na Europa irá escrever a todas as Embaixadas de Angola assim como ao governo Central. Segundo o que será a resposta do governo, a CASA-CE EUROPA irá reagir em consequência. Enfim, a CASA-CE EUROPA incentiva a todos os angolanos na diáspora a juntar-se às ações de reivindicação e protesto em prol do direito do voto para os angolanos residentes no exterior. Pois, é inaceitável a cultura de divisão dos angolanos que caracteriza o Partido MPLA desde a sua chegada no poder em 1975 e até o momento atual. Os Representantes da CASA-CE na Europa exigem o respeito do princípio de igualdade consagrado na Constituição da República de Angola de 2010 em benefício de todos os angolanos no exterior, sem discriminação de quem quer que seja. 


7) A CASA-CE EUROPA definiu igualmente estratégias de mobilização e crescimento das suas Representações assim como de ampliação das relações diplomáticas com diferentes organizações políticas, de defesa dos direitos humanos e demais entidades.


8) Quanto à situação socioeconómica e política do país, os Representantes da CASA-CE na Europa fazem um balanço negativo. Pois, a situação dos direitos humanos tende a piorar. O governo procede a demolições de habitações sem que os desalojados sejam devidamente realojados ou indemnizados, ao mesmo tempo que cidadãos que defendem as suas habitações são assassinados e os ativistas dos direitos humanos perseguidos e aprisionados. O setor social regista a inflação galopante e os salários baixos que não permitem às famílias angolanas viver condignamente, entre tantos outros males que afetam o quotidiano dos angolanos. Assim, os Representantes da CASA-CE na Europa exortam a direção da Coligação a continuar a pressionar o executivo no sentido de encontrar, de maneira célere, soluções com vista a atenuar o sofrimento do povo angolano. Os Representantes da CASA-CE Europa encorajam a direção da Coligação sobretudo a envidar esforços no sentido de fazer fracassar a fraude eleitoral e governar Angola a partir de 2017 com vista a pôr cobro ao sofrimento do povo que o Partido no poder não quer e não consegue acabar.


9) Enfim, os Representantes da CASA-CE na Europa, debruçaram-se também sobre tantos outros temas ligados à vida interna desta Coligação partidária no continente europeu. 


Paris, aos 20 de Agosto de 2016.


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TODOS POR ANGOLA – UMA ANGOLA PARA TODOS.


Os Representantes da CASA-CE na Europa,
2a Conferência Internacional.

Bolseiros na Rússia denunciam esquemas de desvios dos subsídios por parte dos responsáveis da embaixada

Russia - Nós bolseiros do INAGBE, por meio desta viemos denunciar os actos de corrupação e desvios de fundos que se está desencadeando neste momento do processo de pagamento dos subsídios destinados a liquidar as dívidas com os Estudantes bolseiros.

Fonte: Club-k.net

Já há 10 meses que o INAGBE não tem pago os subsídios aos Estudantes bolseiros e deixando assim de cumprir com as suas obrigações prescritas na alínea c do artigo 29º do Decreto Presidencial n.º 168/13, de 28 de Outubro de 2013 que diz o seguinte: Constituem despesas do INAGBE os encargos com o pagamento dos subsídios de manutenção e das propinas dos estudantes bolseiros e demais encargos inerentes a estes.

 

Para nós que estamos vivenciando esta situação, já perdemos a confiança no INAGBE até porque o seu Director tem mostrado não ser uma pessoa séria logo o seu mandato tem sido marcado de desvios de fundos e nepotismo por parte dos seus subordinados.

 
Decidimos hoje denunciar os actos de corrupção por parte dos trabalhadores do Sector de Apoio Estudantil na Federação Russa, que respondem pela gestão dos subsídios destinados aos estudantes bolseiros.

 

Até o momento a maior parte dos bolseiros ainda estão enfrentando situações constrangedoras, simplesmente pela ganância e oportunismo dos Senhores Daniel Pedro Samba (financeiro do Sector de Apoio Estudantil na Federação Russa) e Muanza Loge que por sinal têm estes um esquema que consiste no atraso do processo de pagamento dos subsídios para assim investirem esses dinheiros nos bancos russos e resultantemente receberem os juros no final de um determinado tempo. Sentimos-nos no nosso direito de reclamar até porque os bancos em Angola receberam divisas para pagar bolseiros e outras despesas ( HYPERLINK "http://www.redeangola.info/bancos-recebem-2549-me-em-divisas-para-alimentos-e-pagar-a-bolseiros/" http://www.redeangola.info/bancos-recebem-2549-me-em-divisas-para-alimentos-e-pagar-a-bolseiros/), e ainda assim presume-se que se não fosse o caso eles teriam no mesmo momento feito o pagamento a todos de maneira equitativa.


 
Nós estamos cansados com a administração destes gestores do Sector de Apoio Estudantil (SAE) Daniel Pedro Samba e Muanza Loge que têm se revelado desumanos e irreverentes a deontologia profissional porque estes no exercício das suas funções têm favorecido alguma minoria e alegando que esta discriminação é orientada pelo Sr. Director do INAGBE Moisés Kafala Neto a quem os Senhores supracitados se encontram subordinados.
 

É com muita tristeza e sentimento de revolta que temos presenciado finalistas a serem pagos todos os seus subsídios correspondente aos 10 meses, entendendo-se que seje uma campanha política com fim de em Angola não poderem falar nada sobre os abusos que têm decorridos.
 

Neste momento estão em curso pagamentos de subsídios de uma forma muito discriminatória, de maneira que alguns estão a receber menos do que os outros.

 

Finalmente enviamos uma mensagem directa aos Senhores Daniel Pedro Samba e Muanza Loge: Que façam uma distribuição equitativa das verbas e que paguem tudo como foi enviado pelo Estado... Basta o desrespeito, abaixo a governação sem compromisso com o príncipio da igualdade. Nós exigimos!

Atenciosamente, obrigado! 
Federação Russa, 20 de Agosto de 2016.

COMUNICADO: CASA-CE na europa organiza segunda conferência das suas representações

Paris - O Coordenador Geral das Representações da Convergência Ampla de Salvação de Angola – Coligação Eleitoral (CASA-CE) na Europa, companheiro Emanwell MAYASSI, também conhecido por Patriota Liberal, informa aos angolanos e ao público em geral que as Representações desta Coligação na Europa irão organizar a sua 2a conferência internacional no dia 20 de Agosto de 2016, em Paris (França).


Fonte: CASA-CE

Esta 2a conferência irá analisar e determinar à mensagem das Representações da CASA-CE na Europa ao 2° Congresso desta Coligação que terá lugar de 6 a 8 de Setembro de 2016, em Luanda, assim como debruçar-se sobre diversos outros aspetos ligados à organização e funcionamento das Representações na Europa.


Os delegados se deslocarão de todos os países da Europa onde a CASA-CE tem Representações. O encontro é reservado exclusivamente aos dirigentes da CASA-CE na Europa e se realizará à porta fechada, em Paris 12ème arrondissement.


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Paris, aos 12 de Agosto de 2016

 

O Coordenador Geral da CASA-CE na Europa,
Emanwell MAYASSI tcp Patriota Liberal
Telefone : +33 6 40 41 40 40 (Paris, França)
E-mail : Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar. 

Doentes angolanos em Portugal passam dificuldades e têm medo de denunciar

Luanda - Quase duzentos angolanos que estão em Portugal para tratamento médico reclamam da falta de transferência de subsídios do Governo. Por falta de pagamento, as pensões onde estão albergados decidiram cortar nas refeições.

Fonte: DW África

Cerca de duas centenas de doentes angolanos, com junta médica para tratamento em Portugal, enfrentam sérias dificuldades devido aos atrasos nas transferências dos subsídios e ajudas de custo a cargo do Governo de Angola.

 

Fontes contactadas pela DW África falaram inclusive de pensões, onde estão albergados, que decidiram cortar nas refeições devido ao incumprimento do acordo por parte do Ministério da Saúde angolano. É que a baixa do preço do petróleo no mercado internacional tem obrigado o executivo de Luanda a fortes restrições financeiras.

 

A Embaixada de Angola em Lisboa, dirigida por Marcos Barrica, tem feito tudo ao seu alcance para minorar as dificuldades. Uma comissão enviada recentemente para Lisboa foi avaliar a situação e levar propostas para a tutela responsável.

A história de João Catembe

João Catembe (nome fictício) está há sensivelmente cinco anos em Lisboa. Veio doente para Portugal em fevereiro de 2011, por meio de Junta Médica, por causa de um problema renal. Continua por isso a fazer hemodiálise. Com pouco mais de 300 euros de subsídio, confessa que enfrenta muitas dificuldades.

"Continuamos com os valores de 20 anos atrás. De maneira que com 300 euros, hoje em dia, ninguém consegue fazer nada. O Governo diz que não tem dinheiro para [nos] pagar; quer dizer, eles assumiram-nos aqui em Portugal e agora dizem que não têm dinheiro. As pessoas estão à deriva", desabafa Catembe.

 

A falta de recursos tem dificultado a vida dos doentes. Muitos deles vivem em péssimas condições – adianta Catembe que há cerca de nove meses não recebe dinheiro da Junta Médica por dificuldades de transferência de divisas em Angola.

 

Com dívida acumulada de empréstimos que fez para sobreviver, Catembe diz que tem sido ajudado por alguns amigos e familiares. Mas é preciso pagar o quarto onde dorme e ajudar nas despesas com alimentação. "Estou a pagar o quarto a 250 euros, porque é com casa de banho privativa".

Falta de pagamento afeta a alimentação

Cada dia é uma incógnita, acrescenta ele, reconhecendo que há situações mais críticas entre os cerca de 200 doentes que Angola enviou para Portugal para tratamento. Uma boa parte está alojada em residenciais em Lisboa, no âmbito de um protocolo com o Governo de Luanda. Em algumas pensões, ocorrem situações de carência alimentar grave que afetam inclusive pessoas transplantadas. Os doentes estavam limitados à sopa diária, conta ele.

 

"Os donos das pensões também estão a querer correr com os doentes porque dizem que há atrasos de milhões [nos pagamentos]. A gente não percebe como que o Governo continua a mandar doentes para cá, se os que estão cá, eles não conseguem aguentar".

 

O Ministério da Saúde de Angola tem dívida elevada para com as referidas pensões, entre as quais a Pensão Luanda e Alvalade, em Lisboa. Face a isso, a administração das pensões cortou na alimentação diária aos doentes – revela a nossa fonte.

No entanto, com o apoio da Embaixada de Angola, tem sido possível melhorar a dieta alimentar nos últimos dias, realidade que os doentes não confirmam.

O lado de Angola

Contactado pela DW África, o Embaixador de Angola, Marcos Barrica, mandou o seu adido de imprensa pronunciar-se sobre o assunto. Estevão Alberto reconhece que a situação é difícil e diz que a Embaixada está a fazer tudo, por via do seu setor de saúde, para minorar as dificuldades.

 

"Tentar colher as preocupações destes mesmos doentes e em função desta recolha e da análise, remetê-las aos orgãos centrais para se encontrar mecanismos e caminhos viáveis para a resolução destas mesmas dificuldades, designadamente na área dos seus subsídios que registam algum atraso em razão de todas estas dificuldades que o país está neste momento a viver", esclarece Estevão Alberto.

 

O porta-voz lembra que Angola evacua doentes para várias partes, nomeadamente para Portugal e África do Sul. O motivo é o país não dispor de capacidade técnica para atender todos os casos em função da sua complexidade, explica.

Doentes têm medo de denunciar

Entretanto, os visados consideram que o problema maior está na atuação do chefe do setor da saúde do Consulado de Angola, situado em Alcântara, que não respeita o estatuto dos doentes. Nuno Marcelo de Oliveira tem sido criticado, por exemplo, por ter decidido suspender o subsídio e dar altas administrativas sem consentimento ou conhecimento do médico que segue alguns dos pacientes. O certo é que os visados não falam à imprensa por receaream intimidação e represálias, confirma Catembe.

 

"Os doentes sentem-se intimidados porque o próprio diretor do setor tem mandado indivíduos fazer investigação nas pensões a perguntar “quem é que está de acordo com a Comissão”; “quem reclamar eu mando embora porque ninguém aqui está acima de mim, nem o Embaixador”. Isto são palavras dos próprios funcionários lá dentro do setor", conta.

O apelo

Em reação, Estevão Alberto responde que não há nenhum doente, ainda em fase de tratamento, que tenha sido enviado para Luanda, de forma compulsiva. "Esta decisão é de inteira responsabilidade do médico que acompanha o doente, "em função do diagnóstico e do seu relatório final, endossado ao setor da saúde da Embaixada", sublinha.

 

"Os doentes que voltam para Luanda são aqueles em que os médicos que os acompanham determinam o fim do seu tratamento aqui em Portugal. Só em função disso é que o setor da saúde da Embaixada é chamado a pronunciar-se e criar as condições para que esse doente regresse ao país", explica.

 

Abordado pela DW África, o presidente da Junta Nacional de Saúde, Augusto Lourenço, que esteve em Lisboa na semana passada, negou dar mais explicações por não ter mandato para falar à imprensa. Ele sublinhou que sua função é fazer um levantamento dos problemas existentes para que sejam encontradas "boas soluções".

 

Há cerca de três semanas, os pacientes, através da Comissão de Apoio aos Doentes Angolanos em Portugal (CADAP), apelaram ao Executivo a criar os mecanismos adequados que assegurem a transferência, em tempo útil, dos recursos financeiros destinados a manter a sua assistência hospitalar, alimentar e em alojamento.

Jovens Angolanos roubados em Lisboa

Lisboa - Dois amigos, jovens angolanos de 16 e 17 anos, passaram a noite a comprar roupa nas lojas de um centro comercial no Parque das Nações, em Lisboa. O que um deles levava no pulso chamou a atenção de um grupo de 3 homens. Era um relógio suíço Hublot, avaliado em dez mil euros. Quando os jovens regressavam a casa foram atacados na rua e, ameaçados com pistola, tiveram de entregar todos os bens: incluindo o acessório de luxo.

Fonte: CM

Segundo apurou o CM, tudo se passou pelas 00h30 de quinta-feira. Os dois rapazes passaram várias horas no centro comercial Vasco da Gama. Saíram perto da meia-noite e nas mãos levavam os sacos com a roupa adquirida.

Ao passarem pela rua Pimenta, uma zona com muitos bares, e já quase a chegar ao hotel Myriad (torre Vasco da Gama), foram surpreendidos pelos três assaltantes.

Um ameaçou os dois jovens com a pistola e o segundo retirou os bens às vítimas, enquanto o terceiro ficou um pouco afastado a vigiar. Roubaram o relógio de 10 mil euros, dois telemóveis, algum dinheiro e os sacos com a roupa - tudo avaliado em mais de 11 mil euros.

Os assaltantes, que aparentavam ter entre 25 e 30 anos, fugiram depois a pé em direção à zona da ponte Vasco da Gama. Mas antes obrigaram as vítimas a correr na direção oposta.

Os dois jovens acabaram por conseguir chamar a polícia, que ainda circulou de carro pelo local mas não encontrou os suspeitos. Os ladrões atuaram de cara descoberta e as vítimas conseguiram descrevê-los.

Universitários realizam festival de Kuduro em Varsóvia

Varsóvia - O KuduroMania, assim chamado carinhosamente, é um evento aberto ao público de danças africanas modernas com maior foco no kuduro e afro-house. O festival foi criado em Janeiro de 2014 em Varsóvia pela angolana, dançarina e professora de dança de renome internacional, Dúnia Pacheco. O festival é realizado duas vezes por ano (edição do inverno em Janeiro e edição do verão em Julho) em Varsóvia, capital da Polónia, e direcionado à aficionados de diferentes níveis de aprendizado, independentemente da raça, sexo e origem.

Fonte: Kuduromania.pl

AfroHouse & KuduroMania Festival

O programa oferece dois dias consecutivos de 14 horas de aulas de danças de diferentes estilos (kuduro, afro-house, house, afrobeat); duas festas Afrosensual Night e HardAss Party com actuações em palco; um concurso de dança HardAss Contest; e palestras sobre a história e diferença entre os estilos de dança mencionados acima.


O KuduroMania reúne dançarinos, professores de dança e DJ’s que têm contribuído para a popularização das danças e músicas de Angola na Europa e à nível mundial, são eles: Bernadeth Mabungo, Dúnia Pacheco, Manuela Marsal Cabitango, Bella Garcia, Blaya, Janca Jelinkova, Jacinto Teca Mahula, Miguel Albino (Pupilos Do Kuduro), Bolicao, Nat & Dany, Edgar Konsept, DJ Dotizinha, DJ Ecozinho, DJ Ernestus Russelius, DJ VatyCano, DJ Tó Costa, DJ Z-man. Os participantes provêm de diferentes países (Polónia, Portugal, França, Holanda, Estados Unidos da América, Hungría, República Checa, Rússia, Lituânia, Eslováquia, Espanha, Alemanhã e dentre outros). Sendo KuduroMania o primeiro e o único festival do género na Europa, a equipa organizadora, KuduroMania Team, não receia afirmar que Varsóvia é a segunda capital do kuduro, pois em pouco tempo tornou-se o destino de todos os amantes do kuduro e afro-house incapazes de irem à Luanda.

 

O principal objetivo do festival é, através da divulgação e promoção, integrar os amantes das danças africanas, aumentar os seus conhecimentos sobre a riqueza e diversidade das culturas africanas, partilhar experiências, contar e mostrar o dia-à-dia dos africanos em de vídeos e fotografias, traduzir e explicar o conteúdo de certas músicas para melhor compreensão. É, de certo modo, re-educar os estrangeiros, africanos e mestiços nascidos na diáspora com o intuito de mudar a imagem negativa sobre África que carregam em suas mentes e que tem sido promovida pelo mídia no mundo inteiro.

 

O KuduroMania não é só fazer os KuduroManíacos dançar aos rítmos africanos. É, também, transmiti-los a essência da dança e fazê-los perceber porquê os africanos dançam de tal forma.

 

O KuduroMania Team (KMT) é um conjunto único de quatro mulheres constituído por Dúnia Pacheco (organizadora e directora artística), Karolina Kowalczyk (coordenadora de ingressos), Dorota Truszkiewicz (coordenadora artística) e Elżbieta Kulawik (relações públicas). Cada uma delas carregada uma bagagem em organização de eventos pois têm ganho experiências e espalhado a sua paixão pelas culturas africanas na Polónia e à nível internacional há mais de 10 anos. Tudo começou em Outubro de 2013 quando a Dúnia Pacheco, com cede de expandir e engrandecer a cultura do seu país, decidiu juntar o útil ao agradável e enfrentar o desafio de organizar o primeiro festival na Europa de kuduro e afro- house, em um momento em que estes estilos eram visivelmente marginalizados e o kizomba estava a ganhar cada vez mais popularidade.

O KMT tem batalhado para conseguir apoio, patrocínio, parceria com várias instituições angolanas que queiram participar na expansão da cultura angolana e elevar o nome de Angola por meio da dança. Alguns dos seus maiores desejos é receber os criadores do kuduro, colaborar com os dançarinos do projecto Os Kuduristas e organizar uma excursão ou com os KuduroManíacos em Angola.

 

Embaixada de Angola há cinco meses sem salários

Lisboa - Os 80 funcionários da Embaixada de Angola em Lisboa estão a sofrer diretamente os efeitos da crise financeira que se abateu sobre Luanda. Desde março que a esmagadora maioria dos funcionários não recebe ordenados, apurou o Expresso junto de fonte diplomática. Cerca de 60 funcionários são de “recrutamento local”, os outros 20 são funcionários diplomáticos deslocados de Angola para Lisboa.

Fonte: Expresso

A situação é muito preocupante para os funcionários e está, em simultâneo, a afetar os compromissos do Estado angolano com fornecedores e, nalguns casos, com instituições financeiras. Ao que o Expresso apurou, a situação afeta a generalidade das missões diplomáticas angolanas, especialmente na Europa.

 

Em Paris, por exemplo, os funcionários não recebem salários há cerca de três meses. Em Lisboa, é há cinco meses, e têm subsídios em atraso. “É incompreensível que um país como Angola consiga manter os seus funcionários sem salários durante muitos meses, sob pretexto da crise”, afirmou um funcionário da embaixada em Lisboa ao Expresso. “É humilhante e vergonhoso o que se está a passar. Não há ninguém em Angola capaz de pôr cobro a esta situação e avaliar as implicações e consequências que tudo isso pode acarretar, até para a própria segurança do país?”, alertou a mesma fonte, chamando a atenção para o facto de muitos trabalhadores se encontrarem numa situação de profunda vulnerabilidade.

 

Outra fonte explica que, como consequência da crise do preço do petróleo e da falta de divisas, a Embaixada viu o seu orçamento reduzido de forma drástica, o que tornou impossível honrar os seus compromissos com os trabalhadores. “Além dos salários e subsídios em atraso, a Embaixada também tem dificuldades em pagar aos prestadores de serviços e as dívidas vão-se acumulando todos os dias”, explica. “Com a atual situação, já há trabalhadores a trazer das suas casas papel higiénico, água e sabonete para lavar as mãos, devido à incapacidade de a Embaixada adquirir estes produtos porque as empresas se recusam a prestar mais serviços enquanto não virem pagas as faturas em dívida”, conclui a mesma fonte ao Expresso.

 

Contactado pelo Expresso, o adido de imprensa da Embaixada de Angola em Lisboa, Estêvão Alberto, recusou-se a prestar quaisquer declarações. A situação está a provocar enorme desconforto e revolta nos funcionários da Embaixada, habituados a conviver com os grandes negócios levados a cabo em Portugal pelo Estado angolano ou por figuras da elite de Luanda, de que se destaca a empresária Isabel dos Santos, filha do Presidente angolano.

 

“Alguns de nós estão na iminência de perder as suas casas e outros bens por falta de pagamento aos bancos”, explicou um dos funcionários. “Os bancos e outros fornecedores com os quais a Embaixada trabalha já sabem que não temos dinheiro. É uma situação triste para um país como Angola”, concluiu.

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