Sociedade

Artistas angolanos sobem hoje ao palco para pedir libertação de jovens

Luanda - Músicos, atores, artistas angolanos juntam-se hoje em Luanda para um concerto de solidariedade para com os 15 jovens ativistas detidos desde junho, o segundo evento em Angola, com o mesmo propósito, em apenas quatro dias.


Fonte: Club-k.net

A organização anunciou que o evento integra a campanha "Liberdade Já", a favor deste grupo de jovens angolanos detidos pelo alegado envolvimento na preparação de um golpe de Estado, surgindo depois da manifestação de quarta-feira, também em Luanda, em que outros ativistas saíram à rua igualmente para exigir a libertação.


Na manifestação de quarta-feira, a polícia carregou sobre os manifestantes, reprimindo a iniciativa.


"Não podemos ser indiferentes a esta situação flagrante, que põe em causa a liberdade de todos nós. Acreditamos que o silêncio, além de nos tornar cúmplices de uma grande injustiça, é também o maior algoz da nossa liberdade", recorda a organização deste concerto.


Segundo informação anterior enviada à Lusa pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola, os 15 jovens detidos desde 20 de junho - estudantes e licenciados - estariam a preparar, em Luanda, um atentado contra o Presidente José Eduardo dos Santos e outros membros dos órgãos de soberania, num alegado golpe de Estado, mas ainda não têm qualquer acusação formada.


A iniciativa de hoje pretende "apelar ao direito à liberdade de expressão e de pensamento" em Angola.


"A demora na apresentação das evidências que provem o alegado crime tem causado uma enorme onda de indignação em várias esferas da sociedade angolana e também no seio da comunidade internacional", acrescentam os promotores.


Para este espetáculo estão anunciadas as presenças de Abada Capoeira - Zwela Hungu, Laurinda Manuel Gouveia, Manuel Victoria Pereira, MC K, Jack Nkanga, Mona Dya Kidi, Sábio Louko & Ngamba Spoken Word, Pretos Racionais, Sanguinário, Jang Nómada, Emmanuel Pittra, Globo 112, Fat Soldiers e Dinamene.


"Pretendemos, assim, unir as nossas vozes por uma Angola em que possamos todos participar do seu crescimento, com os olhos secos e com o coração livre do medo", rematam.


Associados ao designado Movimento Revolucionário, os jovens detidos alegam que se encontravam regularmente para discutir intervenção política e cívica, inclusive com ações de formação, como a que decorria na altura de detenção e que envolveria também a leitura e análise de um livro sobre estas matérias.


De acordo com a PGR, os detidos em prisão preventiva são Henrique Luaty Beirão, Manuel "Nito Alves", Afonso Matias "Mbanza-Hamza", José Gomes Hata, Hitler Jessy Chivonde, Inocêncio António de Brito, Sedrick Domingos de Carvalho, Albano Evaristo Bingocabingo, Fernando António Tomás "Nicola", Nélson Dibango Mendes dos Santos, Arante Kivuvu Lopes, Nuno Álvaro Dala, Benedito Jeremias, Domingos José da Cruz e Osvaldo Caholo (tenente das Forças Armadas Angolanas).


O concerto de hoje está agendado para as 16:00 (mesma hora em Lisboa), no Centro Cultural Elinga Teatro, na cidade de Luanda.

Elementos estranhos arrombam residência de jornalista e levam o seu computador

Luanda – Elementos, até agora, não identificados assaltaram, na noite de sexta-feira (31), em Luanda, a residência do jornalista sênior Mario Paiva, levando unicamente o seu computador. Face ao antecedente do gênero levantaram-se suspeitas das “mãos invisíveis” do regime.

Fonte: Club-k.net 

Mario Paiva, é colaborador do jornal AGORA e correspondente de vários Órgãos da África Austral. Ao chegar a casa, por volta das 21h, de sexta feira, o mesmo encontrou a porta de casa arrombada e verificou o roubo do seu computador portátil.

 

O assalto a sua residência acontece semanas depois de varias denuncias segundo as quais o regime angolano através das suas forças de segurança levaria a cabo planos de simulação de assaltos a jornalistas e activistas afim de confiscar os seus computadores.

 

No dia 23 de Junho, activista cívico, Carbono Casimiro, foi apanhado de surpresa, quando soube que agentes da polícia angolana, a mando do Sub-Procurador Geral da Republica, Antônio Job Bernardo tomaram de assalto a sua residência para recolher todo o material informático que lhe pertencia.

 

Algumas semanas depois surgiram denuncias segundo as quais um general da inteligência militar teria ordenado aos órgãos de investigação criminal orquestrar uma ação de confisco ao computador portátil do jornalista e activista Rafael Marques. A ação não foi levado a cabo, presumivelmente apos a descoberta do plano de assalto.

 

Através das redes sociais, o partido Bloco Democrático fez sair uma breve nota alegando que o assalto a casa do Jornalista Mario Paiva pode “Trata-se obviamente dum roubo inteligente direcionado contra o seu trabalho jornalístico”.

 

O BD faz lembrar também que “ultimamente os Serviços de Investigação Criminal e o SINSE visam os computadores e telefones dos cidadãos que acham que são críticos a gestão do actual Executivo.”

Existem 200 mil portugueses a passar dificuldades em Angola

Luanda - Pelo menos 20 mil trabalhadores portugueses em Angola estão a passar sérias dificuldades, muitos deles com salários em atraso e a serem chantageados para não regressarem e para aceitarem a situação.

Fonte: Lusa

Albano Ribeiro, presidente do Sindicato da Construção de Portugal, denunciou esta questão e já pediu uma reunião com o secretário de Estado das Comunidades Portuguesas, José Cesário, para perceber o que é possível fazer para ajudar estas pessoas.

 

Há empresas “a chantagear os trabalhadores que ameaçam fazer greve ou rescindir o contrato por salários em atraso, dizendo que terão de pagar a viagem de regresso”, garante o responsável pelo sindicato do setor ao Jornal de Notícias.

 

O presidente da Associação dos Industriais da Construção Civil e Obras Públicas do Norte (AICCOPN) explica que “em Angola há 200 mil portugueses, entre eles muitos da construção”. Mais ainda, Reis Campos confirma que “em muitos casos, os salários até foram lá pagos, mas os trabalhadores não conseguem depois convertê-los em divisas para mandá-los para cá”.

 

“A esmagadora maioria das construtoras mantém a confiança na recuperação da economia angolana, sublinhando que se trata de um problema conjuntural ligado ao preço do petróleo”, contudo até lá é difícil manter os recursos humanos a trabalhar e a receber a tempo.

 

Albano Ribeiro salvaguarda que, caso haja uma recuperação, os trabalhadores quererão regressar, até porque “ganham lá três vezes mais do que cá”, contudo neste momento tenta incentivar o Governo a retomar obras como o Parque Escolar, o programa nacional de barragens, a reestruturação da via férrea, garantindo que permitiriam recuperar 70 mil postos de trabalho.

Polícia angolana acusa activistas de criarem facto político

Luanda - O comissário chefe António Maria Sita, comandante provincial de Luanda da Polícia Nacional, acusa Adolfo Campos, Laurinda Gouveia, Raúl Mandela, Adão Bunga e Alberto Beto de querem criar um facto político e de fazer um jogo sujo.

*Coque Mukuta
Fonte: VOA

Em conversa não gravada com a VOA nesta quinta-feira, 30, Sita garante que aqueles activistas encontram-se escondidos no Quilómetro 30, em Viana, em casa de um cidadão conhecido por Papo-Seco.

 

Emiliano Catombela, um dos activsitas detidos ontem mas já solto, revela que foram ameaçados com armas de fogo pela polícia.

 

“A operação foi dirigida pelo comandante Noticia que é comandante de Viana e todos tivemos armas apontadas à cabeça, sem saber porque tínhamos sido detidos", revelou Catombela que diz desconfiar que os activistas foram traídos por um dos seus companheiros.

 

De recordar que Tomas Bicas, primeiro secretário da JMPLA em Luanda, acusou ontem a eurodeputada Ana Gomes, que se escontra em Luanda, de estar a incentivar os protestos contra o Executivo de José Eduardo dos Santos.

 

 

Polícia confirma que “recolheu” manifestantes em Luanda

Luanda - A Polícia Nacional negou hoje que tenha feito detenções durante a manifestação de activistas em Luanda, na quarta-feira, 29, garantindo que apenas "recolheu" jovens, entretanto libertados, por "tentarem alterar a ordem" na cidade.

Fonte: Lusa
A informação foi prestada pela porta-voz do Comando Provincial de Luanda daquela força, intendente Engrácia Costa, garantindo a oficial que a presença da polícia no Largo da Independência, à hora da manifestação dos activistas, visiva assegurar a segurança de outro evento que decorria no local.

"Foram [jovens activistas que se manifestavam] recolhidos porque insistiam, apesar da nossa sensibilização. Depois de identificados numa unidade nossa, foram mandados embora. Não, não foram detidos, foram recolhidos só para prevenir alguma alteração da ordem que eles tentavam fazer", afirmou a oficial da polícia, sem querer adiantar quantos estiveram nessa situação.

Uma "manifestação pacífica" de activistas angolanos sob o lema "Chega de prisões arbitrárias e perseguições políticas em Angola" estava convocada, para exigir a libertação dos jovens activistas detidos, suspeitos de prepararem um golpe de Estado.

O protesto concretizou-se pelas 16:00, no Largo da Independência, com os jovens manifestantes gritando por "Liberdade" quando entravam naquela área, que registava forte aparato policial e onde já decorria uma acção das estruturas juvenis do Movimento Popular de Libertação de Angola (MPLA, o partido no poder), envolvendo cerca de duas centenas de jovens.

A intendente Engrácia Costa reiterou que a polícia agiu inicialmente "sensibilizando" os manifestantes que, na aproximação ao largo em que se verificou a intervenção, "eram aconselhados a regressar para casa".

"Mas nós não fomos para recolher manifestantes, nós fomos para fazer o asseguramento da actividade recreativa e cultural devidamente autorizada que decorria no Largo 1.º de Maio [da Independência] e na Praça da Família, em alusão ao dia da mulher africana [que se comemora a 31 de Julho]", disse ainda a porta-voz da polícia em Luanda.

Conforme a Lusa constatou no local, os jovens estiveram ao longo de alguns minutos concentrados em frente ao mesmo largo, rodeados de elementos policiais que, segundo foi visível, não intervieram.

Aparentemente, só a aproximação entre os manifestantes, do auto designado Movimento Revolucionário, e a juventude partidária do MPLA - que organizava o evento autorizado - levou a polícia de intervenção colocada no local a carregar sobre os mesmos, recorrendo a equipas cinotécnicas, por entre momentos de forte tensão.

Os manifestantes, algumas dezenas, ainda conseguiram entoar cânticos de protesto à volta do largo e no interior do mesmo, durante alguns minutos, até à intervenção policial.

Outros jovens, afectos ao MPLA, desfilavam em caravana motorizada, em apoio ao Governo, à volta do mesmo largo, onde decorria ainda a venda de artesanato e música.

Pedrowski Teca: Nós vamos cumprir com a lei e vamos realizar uma manifestação pacífica

Luanda - Activistas angolanos pretendem alertar esta quarta-feira, com uma "manifestação pacífica" em Luanda, para a "violação dos direitos humanos" e "prisões arbitrárias" em Angola, mas receiam que a intervenção policial trave o protesto.

Fonte: Lusa

Pedro Pedrowski "Teca", um dos organizadores do protesto de Luanda, oficialmente convocado por um grupo auto-intitulado de "activistas cívicos de vários extractos sociais" e que integram movimentos de contestação ao regime angolano, explicou que o objectivo é contestar as "perseguições políticas" em Angola.

"Estamos a contar com muita gente, desta vez a solidariedade é maior. Falando apenas com petições e apelos nacionais e internacionais as nossas autoridades já não dão ouvidos, não se comovem. Infelizmente, estamos a ser forçados a tomar esta acção mais radical, mas constitucional, para reivindicarmos os nossos direitos, de forma pacífica e ordeira", disse à Lusa.

A manifestação, explicou, realizar-se-á sob o lema "Chega de prisões arbitrárias e perseguições políticas em Angola" e prevê a concentração pelas 15:00 de quarta-feira, no Largo da Independência, no centro da capital.

"Haverá tanto policiamento, de serviços de inteligência e da Polícia Nacional, que mais uma vez vão tentar impedir a realização desta manifestação, mas nós estaremos lá para o exercício da cidadania consagrado na nossa Constituição e porque não estamos a cometer nenhum crime", apontou, aludindo à intervenção policial que impediu a realização de várias outras manifestações, em moldes semelhantes, nos últimos anos, inclusive com detenções.

A realização do protesto, conforme decorre da Lei, foi participada por escrito ao Governo Provincial de Luanda, o qual, segundo os organizadores, solicitou informação de identificação sobre os promotores.

"Na última informação que recebemos [do governo provincial] referia ‘informar os requentes para que cumpram com a lei'. Então, nós vamos cumprir com a lei e vamos realizar uma manifestação pacífica", assumiu Pedro Pedrowski "Teca".

O protesto foi motivado pelas detenções de activistas em Março, caso de Marcos Mavungo, em Cabinda, e em Maio, de Mário Faustino, em Luanda - este último libertado já em Julho -, na sequência de manifestações contra a alegada violação dos direitos humanos e contra o Governo.

A situação, dizem os organizadores, agravou-se a partir de 20 de Junho, com a prisão preventiva de 15 jovens activistas, suspeitos de estarem a preparar em Luanda um atentado contra o Presidente e outros membros dos órgãos de soberania, num alegado golpe de Estado, conforme informou à Lusa, na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola.

Na carta informando da convocação deste protesto, os promotores denunciam a "injustiça e arbitrariedade cometidas pelo Governo angolano" e que pretendem exigir "a libertação incondicional dos mesmos presos políticos".

Garantem que há informações apontando para a realização, no mesmo dia, de outras manifestações do género em Angola, nomeadamente na província do Uíge, bem como em países europeus, incluindo em Portugal.

"Nós exigimos a liberdade dos nossos companheiros de luta e de todos os presos políticos em Angola. Queremos dizer basta a estas violações", rematou Pedro "Teca".

Rádio Despertar está cercada por polícias

Luanda - A sede da Despertar, em Viana, encontra-se neste momento cercada por efectivos da Polícia Nacional. O jornalista da rádio, Gonçalves Vieira, foi detido nesta manhã, no Primeiro de Maio, enquanto tentava reportar o ambiente onde está convocada, hoje às 15h, uma “manifestação pacífica” de “activistas cívicos de vários extractos sociais”, como se auto-intitulam, sob o lema “Chega de prisões arbitrárias e perseguições políticas em Angola”.

Fonte: RA

Em declarações ao Rede Angola, o director-adjunto da Despertar, Queirós Chiluvia, disse que não consegue precisar quantos polícias estão na rádio, mas, segundo o também jornalista – único angolano a integrar a lista dos cem “heróis da informação” da Repórteres sem Fronteira, o número é elevado.

“Estamos sitiados desde às 10h. Todo o quintal da Despertar está cercado neste momento por agentes da Polícia Nacional, alguns fardados e outros a paisana. São muitos, estão desde o portão, até quem vai para a estrada Viana-Zango”, enfatizou.

Queirós Chiluvia diz não saber os motivos pelos quais a rádio está cercada, mas acredita que é uma forma de intimidar os profissionais da emissora: “para não fazerem cobertura da manifestação de hoje”. O director-adjunto da Despertar revelou ainda que o clima naquela redacção é de medo:

“Ainda nenhum de nós saiu, alguns estão tomados com medo porque supõe que a intenção é seguir os profissionais até o destino onde eles forem. Toda a gente está com receio”, disse, ressaltando que os agentes estão todos armados.

Daniel Portácio, também jornalista da Despertar confirmou a prisão de Gonçalves Vieira e disse que antes do ocorrido, o profissional “foi interpelado por agentes da polícia nos arredores do supermercado Jumbo. Enviou-nos uma mensagem que estava a ser levado numa das esquadras nos arredores do Primeiro de Maio”.

Até ao momento não se sabe em qual esquadra encontra-se Gonçalves Vieira. Segundo Chiluvia, a direcção está a tentar contactar o Comando Provincial da Polícia Nacional, mas sem sucesso:
O repórter informou que a direcção da rádio já tentou entrar em contacto com o porta-voz da Policia Nacional Mateus Rodrigues mas não foram bem sucedidos.

“Não se sabe a prisão ou esquadra onde ele está. Estamos a tentar contacto com o comando provincial da Polícia e estamos a aguardar”, disse.

Protesto

A realização do protesto, conforme decorre da Lei, foi participada por escrito ao Governo Provincial de Luanda, o qual, segundo os organizadores, solicitou a identificação dos promotores.

“Na última informação que recebemos [do governo provincial] referia ‘informar os requerentes para que cumpram com a lei’. Então, nós vamos cumprir com a lei e vamos realizar uma manifestação pacífica”, assumiu Pedrowski Teca.

Em declarações hoje de manhã, o segundo comandante da Polícia Nacional, comissário-chefe Salvador Rodrigues, afirma desconhecer qualquer manifestação “autorizada” para Luanda hoje.

“Eu não tenho conhecimento de nenhuma manifestação que tenha sido autorizada pelo Governo da Província de Luanda. Todas as manifestações que forem autorizadas a polícia cumprirá com o seu papel, no sentido de proteger as pessoas que se manifestam”, afirmou o comissário-chefe.

O protesto foi motivado pelas detenções de activistas em Março, caso de José Marcos Mavungo e Arão Bula Tempo (libertado em Maio), em Cabinda, e em Maio, de Mário Faustino, em Luanda (este último libertado já em Julho), na sequência de manifestações contra a alegada violação dos direitos humanos e contra o Governo.

A situação, dizem os organizadores, agravou-se a partir de 20 de Junho, com a prisão preventiva de 15 jovens activistas, alegadamente suspeitos de estarem a preparar em Luanda um atentado contra o presidente e outros membros dos órgãos de soberania, conforme informou na ocasião, a Procuradoria-Geral da República (PGR) de Angola. Até hoje continuam detidos sem acusação formal.

Na carta informando da convocação deste protesto, os promotores denunciam a “injustiça e arbitrariedade cometidas pelo governo angolano” e que pretendem exigir “a libertação incondicional dos mesmos presos políticos”.

Garantem que há informações apontando para a realização, no mesmo dia, de outras manifestações do género em Angola, nomeadamente na província do Uíge, bem como em Portugal, Bélgica e Alemanha.

 

Angola: Polícia Nacional prende jornalista da Reuters

Lisboa – A Polícia Nacional prendeu na tarde desta quarta-feira o jornalista e correspondente da agencia reuters, em Luanda, Herculano Coroano, por suspeita de fazer fotografias, a margem da manifestação que ocorreu na capital do país destinada a apelar a libertação de presos políticos em Angola.

Fonte: Club-k.net/DW

Ativistas detidos horas antes de começar manifestação em Luanda

Por outro lado, e segundo a DW, algumas horas antes da manifestação agendada para a tarde desta quarta-feira, em Luanda, já tinham sido efetuadas algumas detenções. Pelo menos 17 manifestantes e um jornalista encontram-se neste momento detidos.


Horas antes do protesto organizado para exigir a libertação dos jovens ativistas, a organização juvenil do partido no poder em Angola, a Juventude do MPLA (JMPLA), começou uma contra-manifestação de apoio ao Governo no Largo da Independência, local para onde esta tarde está marcada uma manifestação para visa exigir a liberdade dos presos políticos.

O jornalista da Rádio Despertar Gonçalves Vieira chegou a ser detido na manhã desta quarta-feira (29.07), quando reportava os primeiros momentos do dia no Largo da Independência, no centro da capital angolana. Entretanto, já terá sido libertado. A emissora está cercada por polícias, confirmou o jornalista da Rádio Despertar Daniel Portácio ao correspondente da DW África, Pedro Borralho, que está no local a acompanhar os acontecimentos.

Pedro Teca, um dos organizadores do protesto, confirma que houve detenções numa mensagem deixada no seu Facebook. "Acabo de receber informações, através do meu colega Adolfo Campos, dando conta que o regime angolano deteve, há cerca de uma hora atrás, estes jovens ativistas cívicos que se encontravam numa residência no município de Viana".

Os jovens preparavam-se para se juntar ao protesto no Largo da Independência, na capital angolana. O jornalista e ativista Rafael Marques também escreve sobre os recentes acontecimentos na sua conta do Twitter.

A manifestação pacífica de "ativistas cívicos de vários extratos sociais", como se autointitulam, está a decorrer sob o lema "Chega de prisões arbitrárias e perseguições políticas em Angola". Os organizadores dizem ter cumprido os requisitos legais para a realização do protesto, nomeadamente a comunicação ao Governo da Província de Luanda.

Pouco antes do início da manifestação, o segundo comandante da Polícia Nacional de Angola, comissário-chefe Salvador Rodrigues, disse à agência de notícias Lusa desconhecer qualquer manifestação "autorizada" para Luanda hoje. "Todas as manifestações que forem autorizadas a polícia cumprirá com o seu papel, no sentido de proteger as pessoas que se manifestam”, afirmou.

Nas cidades europeias de Lisboa, Berlim, Londres e Bruxelas também há protestos de solidariedade para exigir a libertação dos presos políticos.

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