Política

Vitória de Guterres é importante para África e lusofonia

Luanda - O ministro das Relações Exteriores de Angola, Georges Chikoti, afirmou hoje, em declarações à Lusa, que a eleição de António Guterres como secretário-geral das Nações Unidas é "muito importante" para África e em particular para a lusofonia.

Fonte: RTP

"Esta eleição é muito importante para África, para a CPLP [Comunidade dos Países de Língua Portuguesa] para Angola e para a comunidade internacional em geral. O engenheiro Guterres tem sido um lutador incansável pelas causas importantes da comunidade internacional, em particular dos refugiados", disse o chefe da diplomacia angolana.



Angola cumpre atualmente um mandato de dois anos como membro não permanente do Conselho de Segurança das Nações Unidas e, à semelhança de outros países do continente, reclama para África um assento permanente naquele órgão.


"Temos a certeza que nessa qualidade [secretário-geral] ele vai olhar muito para África e para Angola em particular, queremos esperar que ele consiga promover alguns quadros importantes do continente africano, particularmente da lusofonia", acrescentou, em declarações à Lusa, Georges Chikoti.


Angola chegou a transmitir publicamente o apoio à candidatura de António Guterres, que em março foi recebido em audiência, em Luanda, pelo Presidente angolano, José Eduardo dos Santos.



O antigo primeiro-ministro português António Guterres foi hoje indicado como favorito para secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU) pelo Conselho de Segurança à Assembleia-geral, que deverá aprovar o seu nome dentro de alguns dias.


O Conselho de Segurança anunciou hoje que o português é o "vencedor claro" da votação, recebendo 13 votos de encorajamento e duas abstenções, uma das quais de um dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança com direito de veto.


Este órgão, com poder de veto, deverá aprovar na quinta-feira uma votação formal a indicar o nome de António Guterres para a Assembleia-Geral das Nações Unidas.

 

Angola desceu novamente no Índice Ibrahim de Boa Governação

Lisboa - Angola desceu novamente no Índice Ibrahim de Boa Governação Africana 2016 para o 45.º lugar num total de 54 países, apesar de a tendência desde 2006 ter sido positiva, foi hoje divulgado em Londres.

Fonte: Lusa

A avaliação feita à governação do país, produzida com base em dados de 2015, determinou uma pontuação de 39,2 pontos numa escala de 100, inferior à média global de 50 pontos, e uma queda de dois lugares face a 2015.


Este resultado coloca Angola no grupo dos 10 países com pior avaliação, onde se destacam Somália, Sudão do Sul e República Centro-Africana.

 

Mesmo assim, a tendência dos últimos 10 anos é positiva, já que o país acaba com mais cinco pontos do que aqueles registados em 2006, entrando para o grupo dos 10 países com melhor desempenho naquele período.

 

Para este resultado contribuiu o progresso nas quatro categorias: Segurança e Estado de Direito, Participação e Direitos Humanos, Oportunidades Económicas Sustentáveis e Desenvolvimento Humano.

 

Lançado pela primeira vez em 2007 pela Fundação Mo Ibrahim, o Índice Ibrahim de Governação Africano (IIAG) mede anualmente a qualidade da governação nos países africanos através da compilação de dados de diversas fontes.

 

O objetivo é informar e ajudar os cidadãos, governos, instituições e o sector privado a avaliar a provisão de bens e serviços públicos e os resultados das políticas e estimular o debate sobre o desempenho da governação com base em dados concretos e quantificados.

 

A avaliação, que usa 93 indicadores e informação recolhida junto de 33 instituições globais, é feita de acordo com quatro categorias: Segurança e Estado de Direito; Participação e Direitos Humanos; Oportunidades Económicas Sustentáveis; e Desenvolvimento Humano, divididas por 14 subcategorias.

 

O estudo, hoje divulgado, que pretende fazer uma análise temporal mais abrangente ao refletir sobre os dados desde 2006, conclui que a degradação nos últimos anos na categoria Segurança e Estado de Direito travou o progresso da governação africana alcançados na última década.

 

Segundo o estudo, a governação subiu um ponto na média global do continente, tendo 37 países, que abrangem 70% dos cidadãos africanos, a registarem progressos, em grande parte devido aos progressos registados nas categorias de Desenvolvimento Humano e Participação e Direitos Humanos. Desenvolvimento Económico Sustentável também obteve melhorias, mas a um ritmo mais lento.

 

"No entanto, estas tendências positivas são contrariadas por uma acentuada e preocupante queda em Segurança e Estado de Direito, dimensão na qual 33 dos 54 países africanos, onde vivem quase dois terços da população do continente, sofreram um declínio desde 2006, que foi particularmente visível em 15 dos países", enfatiza o estudo.

 

FLEC: Os 100 dias de liderança do Emmanuel Nzita

Paris - O balanço dos primeiros meses do Presidente Emmanuel Nzita na liderança da FLEC, pode resumir-se hoje, principalmente pela visibilidade e pelo novo dinamismo que está a ser imprimido na reorganização e reestruturação das instâncias do movimento.

*Osvaldo Franque Buela
Fonte: FLEC

No plano político podemos considerar-nos desde já optimistas, pois é notável que desde a sua tomada de posse, o grande golpe de mestre do Presidente Emmanuel Nzita foi a integração dentro da sua equipa de gestão de uma simbiose de perfis intelectuais, jovens com conhecimento e experiência em posições estratégicas e de destaque, tendo em conta o equilíbrio regional e geopolítico do território de Cabinda.

 

É óbvio que o caderno de encargo adoptado foi muito bem definido em relação ao sentido a dar na continuidade da luta de libertação do povo de Cabinda, fazendo passar antes de tudo e sem equívoco nenhum, a autodeterminação como o seu cavalo de batalha. O respeito pelos direitos humanos para a busca de uma solução pacífica baseada num diálogo inclusivo com o governo angolano sintetiza perfeitamente um dos aspectos mais relevante que o falecido presidente Henrique Nzita Tiago exigiu de nós.

 

Nesta óptica, ao nível político-diplomático, a nossa primeira acção foi a de recolocar Cabinda na praça diplomática Europeu através da abertura do processo de reintegração da FLEC dentro da UNPO, onde ele tinha sido afastado anos atras. Consideramos isso como um sinal de despertar diplomático dentro dum mundo em movimento perpétua.

 

Essa prerrogativa, agora é missão incumbida na responsabilidade do jovem e novo representante diplomático da FLEC na Bélgica, Arsiene Bivouma auxiliado pelo porta-voz da organização Jean Claude Nzita, enquanto se aguarda a designação de um novo secretário para as Relações Exteriores, cuja nomeação será anunciada brevemente no fim do período de reestruturação.

 

Em termo de organização interna, um novo secretário-geral foi nomeado no seio dos quadros da diáspora, com uma das tarefas principais, mais uma vez, foi de levar a cabo e com máxima urgência a missão de representar a FLEC em Nova Iorque (Estados Unidos da América), à margem dos trabalhos da Assembleia Geral das Nações Unidas, e em simultâneo encetar os contactos necessários junto do Secretariado de Estado dos EUA e com as outras instituições como é o caso da NED e outras personalidades independentes etc..

 

Essa missão que consideramos capital, justificou-se pela necessidade de marcar a presença de Cabinda nesta fase de término do último mandato do primeiro presidente negro dos EUA. Missão que foi preparada sem sobressalto. O silêncio é sua marca de liderança caracterizada pela discrição, que é também um traço de carácter própria ao novo Presidente: poucas palavras nas mídias, mais eficácia na coordenação das missões em estreita colaboração com a sua equipa e o alto comando militar das FAC.

 

Os resultados dessas duas missões diplomáticas são aguardados com bastante expectativa pelo povo de Cabinda que continua a questionar-se sobre a posição dos Estados Unidos perante as inúmeras dificuldades que enfrentam o povo Africano e principalmente o da sub-região da África Central, partindo da região dos grandes lagos até ao Golfo da Guiné.

 

O povo africano em geral, e particularmente o de Cabinda, preocupa-se bastante em saber do tratamento que o presidente Obama deu aos processos e expedientes, relativamente as questões africanas, encontrados sobre a sua mesa há oito anos? Será que as autoridades norte-americanas se tornaram juízes imparciais ou partes subjacentes envolvidas na desgraça e conflitos não resolvidos em África, como a ocupação neocolonialista de Cabinda por Angola há quase um meio século?

 

Em resposta a todas estas perguntas, reiteramos a nossa determinação exortando a população de Cabinda em geral e a sua juventude em particular, dando uma única resposta ou seja uma mensagem: poucas conversas inúteis e menos distracções desnecessárias. Mas, diante da dor e sofrimento, é preciso mais trabalho e muita coragem na luta pela defesa dos nossos direitos com intuito de recuperar a nossa soberania confiscada pelos ocupantes oportunistas. Pois, os Estados Unidos não têm amigos nem inimigos, mas apenas interesses a defender.

 

Nesta perspectiva de conquista da nossa liberdade, do nosso direito de afirmação e de escolha do nosso destino, devemos permanecer unidos como um bloco, solidário como um só homem, para conduzir adequadamente e sabiamente a missão de preparar o congresso do nosso movimento, desmarcando-nos definitivamente dos velhos métodos e estratégias do passado que perverteram a nossa resistência durante muitos anos com lutas desnecessárias de liderança, com falta de patriotismo que levou muitos dos nossos compatriotas a virar as costas e trair a causa sagrada por interesses pessoais.

 

É preciso remetermos em causa, in loco e com muita veemência o memorando de Namibe que sem dúvida trouxe ainda mais guerra e infelicidade em vez da paz esperada, mais pobreza e mais injustiça jamais vivida durante todo o percurso da história do nosso território.

 

Como já referenciado anteriormente, a porta da FLEC está aberta a todos os Cabindas de ingressarem as fileiras da resistência onde quer que estejam. Aproveitarmos esta oportunidade para vos anunciar a chegada de mais de três centenas de jovens que se juntaram as Forças Armadas de Cabinda dentro as quais muitas meninas, elogiar calorosamente o seu compromisso, e comprometermo-nos a alimentar a chama do seu engajamento patriótico.

 

O renascimento desta motivação é o resultado do cumprimento das directrizes transmitidas aos diferentes chefes operacionais para privilegiar a inteligência como força de reacção contra as provocações e ataques bárbaros das Forças Armadas Angolanas. Nesta fase decisiva, é preciso nos concentrarmos perante os nossos objectivos para que a nossa luta não seja mais esquecida, e todos vós sois testemunhas dos acontecimentos destes últimos meses, em como o governo do MPLA, desesperado com a situação, perdeu o controlo e a capacidade de esconder ao mundo, a guerra e outros crimes hediondos que diariamente são cometidos dentro do nosso território, multiplicando assim e cada vez mais declarações contraditórias de desmentidas, propalando falsas propagandas por meio da imprensa não independente ao seu mercê.

 

O rapto do nosso irmão “Sem Família”, e de Tchimbumba cujo ficamos sem notícias, prova mais uma vez que o MPLA começou descaradamente a falhar na sua estratégia de mentira concernente o caso Cabinda. Devemos continuar a reforçar a nossa capacidade de defesa contra a crueldade do regime do MPLA que sempre apoiou e protagonizou o diálogo para as crises noutros países africanos, mas incapaz de dialogar e resolver o conflito de Cabinda através dum diálogo franca e sincero para uma saída que nos honra a todos.

 

Por outro lado, a mediatização e tentativa de recuperação com fins políticos por aqueles que tencionavam distraírem-nos sobre a sucessão do presidente Nzita Tiago, que queriam convidar-nos no Congo Brazzaville, num pais vassalo de Angola onde os elementos infiltrados da SINSE e do SIM de Angola raptam e assassinam os operativos da FLEC com toda impunidade. Os mesmos, com financiamento duvidoso tentaram organizar um suposto Congresso da FLEC em Ponta negra, foram totalmente desmascarados pelos nossos serviços de inteligência que descobriram a tempo e hora a plano maquiavélico preparado para decapitar a nova equipa da organização liderada por Emmanuel Nzita.

 

A contribuição de todos os Cabindas na luta é o principal objectivo face aos desafios do momento. Hoje em dia, em todas as chancelarias do mundo, já é do conhecimento de todos, e ninguém pode alegar agora que não há guerra em Cabinda. Embora o reconhecimento não formal e não nítida de Portugal, que apenas faça-o com o coração pesado e os olhos postos na carteira de Angola, donde cai todas as receitas provenientes do petróleo e madeira de Cabinda. Para estabelecer a verdade sobre a situação de instabilidade política e militar em Cabinda, a FLEC, continua convidar oficialmente o Sr. João Caetano da Silva, Embaixador de Portugal em Angola, para vir também visitar as nossas bases..

 

Após uma sucessão dolorosa, podemos constatar com orgulho que os primeiros passos foram bem forjados. A máquina foi lançada e esperamos que cada filha e filho de Cabinda possa trazer a sua contribuição material, moral e espiritual para a edificação da nossa obra comum, afim de que possamos prover a nós mesmo o esforço necessário e, levar assim o mundo inteiro a simpatizar com a nossa causa para que se cumpre enfim o direito internacional que cabe para a afirmação da nossa condição inalienável como povo.

 

A questão de Cabinda não será resolvida por si só, também não pode ser deixada ao acaso. Como o passado claramente demonstrou-nos, nem as intimidações, nem as coerções exercidas arbitrariamente contra o povo de Cabinda irão forçar uma solução imposta como é o caso do dito Estatuto Especial que nada tem de especial, apenas sofrimento. Cedo ou tarde, o governo do MPLA terá de enfrentar a situação. Um acordo devidamente negociado teria ainda mais um impacto forte e positivo sobre a visibilidade de Angola no mundo de hoje como um parceiro fiável na criação dos valores democráticos em África Austral e não só.

 

Desejamos sinceramente que o Governo do MPLA ache a coragem e sabedoria suficiente para escolher a via do diálogo para resolver a questão de Cabinda. Isso seria uma oportunidade política que permitisse a Angola fazer transição suave para uma nova era de verdadeira democracia, mas também para dar uma imagem dela crescida consideravelmente no mundo.

 

Não podemos nos esquecer daquelas nossas figuras importantes nesta trajectória promissora: os nossos mártires, que desde o dia em que começaram a tombar pela nossa causa, até hoje as suas memórias sempre foram as nossas maiores incentivadores nos momentos de desespero, e nos auxiliam para chegarmos onde queremos chegar amanha.

 

Para terminar, gostaríamos de agradecer em nome da direcção da FLEC e do povo de Cabinda, às nossas Forças Armadas e aos nossos Serviços de Inteligência pelo sacrifício, dedicação e empenho, embora as dificuldades vividas diariamente na realização do desejo da nossa auto-realização como Povo. Aos novos efectivos, como soldados cheios de sonhos e expectativas por um Cabinda livre, dissemos que a saída far-se-á pela porta da frente nos corações dos cabindenses, como soldados do povo, capacitados, levando convosco ferramentas imprescindíveis para o exercício da nobre missão que escolheram. E esperamos que este momento de aprendizagem, onde cada um de vós vai cumprir o seu dever com a mente aberta, seja a oportunidade que demos ao destino para que ele possa nos reunir todos nós dentro do nosso território querido.

(*) Chefe do Gabinete da Presidência da FLEC

 

PRS avisa do perigo de apatia eleitoral em Angola

Namibe - Os representantes do Partido de Renovação Social (PRS) nas províncias da Huíla, Namibe, Cunene e Cuando-Cubango concluíram no Lubango ser preciso um grande trabalho de sensibilização junto dos potenciais eleitores para o sucesso da actualização dos dados eleitorais em curso no país.

*Teodoro Albano
Fonte: VOA

Os responsáveis da quarta força política de Angola que avaliaram no fim-de-semana a situação do partido na região sul e sudoeste do país, tendo em atenção os objectivos eleitorais de 2017, e defenderam que, para se contrariar a tendência de absentismo actual, há que se redobrar a sensibilização.


A secretária provincial do PRS, na Huíla Júlia Caquene, disse ser preciso transmitir aos potenciais eleitores que existem alternativas para governar Angola.


“Nós estamos a ver e os outros também informaram das suas províncias que a adesão é um pouca e sempre dizem que já não têm a quem votar e por isso estão nas casas”, contou.


Caquene acrescentou que, por isso, o PRS agendou palestras e contactos porta-a-porta para “sensibilizar o povo a actualizar os seus cartões de eleitores”.


O partido defensor do federalismo em Angola tem tido dificuldades de implantação na zona sul do país, região predominantemente do MPLA, UNITA e a notável ascensão da CACA-CE.


Apesar de ter representação em todo o país, o PRS tem as suas bases eleitorais assentes na zona leste de Angola com realce para as províncias das Lundas e Moxico.

 

Nito Alves diz ter sido ameaçado de morte pela polícia

Luanda - O activista angolano Manuel Chivonde Baptista, conhecido por Nito Alves, que integra o grupo dos 17, queixa-se de ter sido ameaçado de morte por agentes da brigada motorizada da polícia nacional em Viana nas imediações da sua residência.

*Manuel José
Fonte: VOA

Nito Alves, que se encontrava com sua mãe, Dália Chivonde, a namorada Laurinda Gouveia e outros dois amigos, diz ter formalizado a queixa junto da esquadra em Viana e com seu advogado vão intentar uma queixa-crime contra os agentes da polícia.


A polícia diz ter tomado nota da participação e o comandante da esquadra da polícia pediu desculpas a Nito Alves,que mantém a ideia de processar a corporação.


Tudo ocorreu em Viana, no último fim-de-semana, quando seis agentes da polícia, alguns da brigada motorizada e outros à paisana supostamente do SIC (Serviços de Investigação Criminal), apontaram as armas em direcção a Nito Alves e o ameaçaram de morte.


“Apontaram-me a arma e o pessoal que estava comigo ficou amedrontado, usaram as seguintes palavras: Vais morrer, estás na nossa lista, cuida-te porque vais morrer, tendo a minhamãe ficado sem forças'', disse o activista à VOA.


A cena foi testemunhada pela mãe, Dália Chivonde, pelo amigo e activista Emiliano Catumbela e transeuntes.


''Eu estava na rua, ao lado do meu filho, quando vi os indivíduos, fardados com traje da polícia e um a civil,diziam apontando a arma para o Nito: Você já está na nossa mira espera só vais cair, tu serás o próximo da lista'', contou Dália Chivonde.


O também activista Emiliano Catumbela reconheceu “alguns dos agentes da polícia que tinham prestado serviço aquando a prisão domiciliar de Nito Alves”.


Apesar de considerar que “queixar da polícia é o mesmo que queixar do porco ao javali”, Nito Albes revelou que o comandante da esquadra policial pediu desculpas pelo acto.


''Não temo pela minha vida, podem tentar ameaçarem-me de morte, perseguir-me, humilhar a minha família, é tudo perda de tempo, não vou mudar nem recuar na minha posição, estou sereno e calmo'', garantiu o activista que vai intentar uma queixa-crime contra a polícia.


Manuel Nito Alves, que juntamente com outros 16 activistas foram condenados, na primeira instância, por associação de malfeitores e tentativa de golpe de Estado, encontra-se em liberdade condicional à espera da decisão do Tribunal Supremo.

 

Presidente da República exonera ministro da Construção

Luanda - O Chefe de Estado angolano, José Eduardo dos Santos, procedeu nesta terça-feira, por Decreto Presidencial, à exoneração de Waldemar Pires Alexandre, do cargo de Ministro da Construção, e de Artur Carlos Andrade Fortunato, do cargo de Administrador Executivo do Fundo Soberano de Angola.

Fonte: TPA

Uma nota de imprensa da Casa Civil do Presidente da República indica que o Presidente José Eduardo dos Santos, fazendo uso da faculdade que lhe confere a Constituição da República, procedeu à nomeação de Artur Carlos Andrade Fortunato para o cargo de Ministro da Construção.

Abel Chivukuvuku surpreende passageiros ao viajar em autocarro colectivo em Luanda

Luanda - O presidente da CASA-CE decidiu tomar um autocarro público em Luanda nesta quinta-feira, 29, para surpresa dos passageiros, dos quais muitos não o conheciam. Outros disseram ter gostado de ver um político nas ruas porque “assim é que deve ser em democracia”.

 Fonte: VOA

Foram 25 quilómetros de autocarro público de Viana até ao centro da cidade. Abel Chivukuvuku surpreendeu passageiros e motoristas não habituados a transportar uma figura como um presidente de um partido político. A viagem durou duas horas e o lider da CASA-CE disse ter constatado muita pobreza entre os compatriotas angolanos.



Alguns dos passageiros abordados pela VOA não sabiam quem viajava ao seu lado, mas quando informados quem era a emoção tomou conta dos ocupantes do autocarro.


''Não conheço quem é, não conheço estou a conhecer agora e é um prazer se for assim melhor conhecer o povo'', disse um dos passageiros, enquanto outros o identificaram logo à entrada.


''Isso nunca aconteceu em Angola, é uma honra andar no mesmo autocarro com um presidente de partido político e esperamos que faça mais vezes'', comentou outro.


''É uma honra transportar o presidente de um partido político no nosso autocarro é pela primeira vez que isso acontece'', congratulou-se o motorista.


No fim da viagem, Abel Chivukuvuku chegou à conclusão de que a pobreza aumentou em Luanda.


''Nós só existimos por causa do cidadão e para conhecer o cidadão temos que viver com o cidadão, este trajecto permitiu-nos ter a noção do problema da pobreza, nós somos pobres, o país tem recursos mas os cidadãos são muito pobres'', resumiu o líder da CASA-CE que diz não ter outro pensamento que não tornar-se poder para mudar Angola.


''Nós queremos inverter queremos ter um país com recursos mas que os seus cidadãos tenham uma vida digna e aceitável”, concluiu Abel Chivukuvuku, no final de uma visita no autocarro público entre Viana e Luanda.

UNITA: Balanço da visita do Vice-Presidente a Provincia do Huambo

Luanda  - VISITA AO HUAMBO DO VICE-PRESIDENTE DA UNITA
20 a 24 de Setembro de 2016
 
Caros Jornalistas,
Minhas Senhoras e meus senhores:
 
De 20 a 25 de Setembro de 2016, realizamos uma visita à Província do Huambo, a primeira nas vestes de Vice-Presidente da UNITA, cargo que ocupo na sequência do XII Congresso do nosso Partido, realizado em Dezembro de 2015.
 
 
Durante cerca de uma semana, trabalhei no Huambo, com o Secretariado Provincial do Partido, tendo visitado, para além do município sede, os municípios do Bailundo e do Mungo, com o objectivo de:
♣ Avaliar o grau de solidez das nossas estruturas partidárias e o respectivo grau de preparação para o pleito eleitoral que se avizinha;
 
 
♣ Incentivar os nossos membros, simpatizantes e amigos, por um lado, e as populações do Huambo, em geral, por outro lado, para uma participação maciça no registo eleitoral presencial, quer na presente fase de actualização dos dados dos eleitores já registados e a correspondente prova de vida, quer na fase subsequente que vai visar registar todos aqueles que careçam desse registo, de modo a que o Estado possa cumprir com a sua obrigação constitucional de criar condições para que todos os cidadãos eleitores exerçam, em Agosto de 2017, o seu direito de voto;
 
 
♣ Analisar, com as estruturas do Partido o grau de fiscalização do processo de registo eleitoral presencial em curso, de modo a assegurarmo-nos de que este processo, primeira etapa de um mais amplo que é o processo eleitoral, decorra, desta vez, com lisura, transparência e livre de truques susceptíveis de minar a estabilidade sociopolítica do nosso país;
 
 
♣ Usar da nossa condição de Deputados do Povo de Angola para, no quadro da sua função representativa, saber das necessidades das nossas populações, das suas ansiedades, dos seus receios, das suas frustrações, das suas carências para, em sede do Parlamento e a nível do debate público, levantarmos as questões que se impõem e, junto do Executivo, que tem o dever e a obrigação de resolver os problemas dessas populações, buscarmos soluções, já que é ao Titular do Poder Executivo que se entrega os recursos de todos nós para, com uma gestão transparente, resolver os problemas do Povo;
 
 
♣ Usar dessa mesma condição de Deputados para, no âmbito da sua prerrogativa de fiscalizar os actos do Executivo, ver como são gastos os recursos do país e qual a eficiência real que se pode apurar da utilização desses recursos.
 
 
No cumprimento desses objectivos, foi concebido um programa que nos levou a:
 
♣ Reunir com os quadros dos secretariados provincial e municipais, aqui mesmo na cidade do Huambo;
 
♣ Manter um encontro com sua Excelência Calunga Quissanga, Governador em exercício da província do Huambo, na altura da nossa chegada a esta província;
 
♣ Visitar o Hospital Central do Huambo, a penitenciária de Kambiote e o mercado do mesmo nome;
 
♣ Fazer uma visita de cortesia ao senhor Administrador Municipal do Bailundo que, estando impedido, se fez substituir;
♣ Visitar a Escola do Segundo Nível do Km 5, ainda no Município do Bailundo;
 
♣ Visitar as duas comunas do Município do Mungo, com cumprimentos de cortesia ao senhor Administrador Municipal , a realização de dois actos de massas, sendo um na Zona Nete, na Comuna do Kambuengo, e outro na sede do Mungo, assim como a inauguração de dois Comités do nosso Partido em cada uma das respectivas comunas.
 
Facilidades e constrangimentos:
 
♣ No desenvolvimento da nossa actividade político-partidária, salientar a calorosa recepção que recebemos do Governo Provincial, na pessoa do Vice-Governador Quissanga, nas vestes de Governador em exercício.
 
♣ Como nota negativa, realçar a absurda e inexplicável recusa, por parte da Televisão Pública de Angola e da Rádio Nacional de Angola, em nos receber, tendo-se entrado no pingue-pongue em que as estruturas locais evocavam falta de competência para decidir sobre se poderiam permitir ou não a visita às suas instalações do Vice-Presidente da UNITA, enquanto as estruturas centrais (Luanda) diziam que as estações provinciais gozam de autonomia pelo que não era necessária a intervenção de Luanda. A verdade é que percebemos nitidamente que estavam em causa, mais uma vez, as famosas “ordens superiores”, que tudo podem e que tudo impedem.
 
Constatações:
 
Como resultado dos nossos 5 dias de visita, foi possível fazer as seguintes constatações:
 
♣ Que o nosso Partido denota uma grande solidez e implantação, o que nos dá segurança quanto a um bom desempenho no pleito eleitoral que se avizinha.
 
♣ Que continuam a haver zonas cinzentas relativamente ao registo eleitoral presencial, em curso, que, a exemplo do que vem ocorrendo um pouco por todo o país, limita a fiscalização por parte das forças políticas.
 
 
♣ Que o Huambo continua a registar actos de intolerância política, com destruição de propriedade da UNITA, entre outros actos contra membros do nosso Partido.
 
 
♣ Que a situação da Saúde continua a clamar por muitos cuidados, com uma gritante falta de recursos humanos, como sendo médicos e enfermeiros, em número bastante exíguo.
 
 
♣  Que se regista igualmente uma acentuada falta de medicamentos e material gastável, situações que requerem uma atenção especial por parte do Titular do Poder Executivo, tanto na contratação de pessoal técnico como na aquisição de medicamentos e material gastável, pois, não pode haver desenvolvimento sem uma saúde digna desse nome. O país não pode gastar milhões com novos estádios de futebol, enquanto falta a aspirina e a fuba ao seu povo. Quando isso ocorre, alguma coisa está mal com a concessão das políticas públicas.
 
 
♣ Que há estradas bastante degradadas e inexistência de vias secundárias e terciárias. A falta de atenção, neste caso, poderá também dever-se ao facto da inexistência de autarquias locais, por um lado, e, por outro lado, algum desprezo para com os governantes locais, pois não se pode entender que até uma estrada terciária tenha de ser pensada e realizada a partir da estrutura central, em Luanda.
 
 
♣ Que o Huambo, a exemplo do que se passa um pouco por todo o país, está a viver uma situação de verdadeira penúria, a todos os níveis.
 
 
♣ Que as cadeias continuam a clamar por uma justiça mais célere, pois ainda existem casos de cidadãos que esperam há alguns anos por uma decisão por parte dos tribunais de segunda instância; que têm as penas terminadas mas que ainda estão na cadeia por morosidades burocráticas, etc. Celeridade exige-se, pois ter alguém na prisão, privado da sua liberdade, porque quem o deve soltar não o faz no momento em que o deve fazer, por incompreensíveis questões administrativas... não!
 
Conclusão:
 
 
O país está mergulhado numa crise socioeconómica e política que requer outra mentalidade, outra forma de fazer as coisas acontecerem. A UNITA, única alternativa real e viável à governação no nosso país, tem soluções que está pronta a implementar para tirar o país dessa longa noite de sofrimento. Tudo o que queremos, e exigimos até, é que seja dada, aos angolanos, a possibilidade de realização de um processo eleitoral transparente, para que, no próximo ano, Angola conheça, enfim, uma governação diferente do desastre com que se lhe brinda nos últimos e únicos 41 anos de existência.
 
 
Muito obrigado pela vossa atenção.
 
Huambo, 25 de Setembro de 2016

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