Política

Morreu o governador do Cunene, António Didalelwa

Luanda - Morreu na madrugada de hoje o governador do Cunene, António Didalelwa. Segundo a família, o governador morreu na Clínica Girassol, em Luanda, vítima de uma doença não revelada.

Fonte: RA

Natural de Ondukusu, Didalelwa nasceu a 23 de Março de 1955. Licenciou-se em Matemática pela Universidade Agostinho Neto e em Economia na Universidade de Londres (London College).


Ainda em Inglaterra fez um mestrado em Ciências Económicas e um doutoramento na mesma especialidade. Também era especialista em Análise de Sistemas, Processamento de Dados e Programação de Computadores, e teve diversos cargos académicos na Universidade Agostinho Neto, dentre eles o de vice-reitor para a região sul.


Didalelwa, membro do Comité Central do MPLA e 1.º Secretário do Comité Provincial do Partido no Cunene, assumiu o cargo de governador em Outubro de 2008.

Inicio de funções do novo Vice-Presidente do MPLA

Luanda - O acto de entrega e de recepção de pastas da função de Vice-Presidente do MPLA teve lugar, na manhã desta terça-feira, dia 30 de Agosto de 2016, na Sede Nacional do Partido, em Luanda, tendo o Camarada João Lourenço iniciado, a partir de hoje, o exercício das suas novas funções, em substituição do Camarada Roberto de Almeida, membro do Bureau Político.

Fonte: Club-k.net/MPLA

Acto contínuo, o novo Vice-Presidente do MPLA, eleito a 23 de Agosto corrente, durante a 1ª Sessão Ordinária do Comité Central, saído do 7º Congresso Ordinário do Partido, orientou uma reunião do Secretariado do Bureau Político.

 

Segundo o Artigo 82.º dos Estatutos, o Vice-Presidente coadjuva o Presidente do MPLA, cabendo-lhe coordenar a acção política e acompanhar a actividade administrativa das estruturas que lhe sejam incumbidas pelo Presidente do Partido, pelo Comité Central, pelo Bureau Político e pelo Secretariado do Bureau Político.

 

MPLA – COM O POVO, RUMO À VITÓRIA
PAZ, TRABALHO E LIBERDADE
A LUTA CONTINUA
A VITÓRIA É CERTA.

Luanda, 30 de Agosto de 2016.

O DIP DO COMITÉ CENTRAL DO MPLA.

 

“Irregularidades” no Congresso da CASA-CE

Luanda - O Congresso da CASA – CE que se realiza entre os dias 6 e 7 de Setembro pode partir já viciado, segundo denúncias de um grupo de militantes que acusa o coordenador da Comissão Organizadora, Manuel Fernandes de ser “árbitro e jogador”.

Fonte: Club-k.net

Segundo as fontes do Club-K, Manuel Fernandes que também é vice-presidente da CASA-CE, e deputado à Assembleia Nacional, estará também vinculada a campanha do actual presidente da coligação, Abel Chivukuvuku.


Até a semana passada, ainda citando as fontes, esta coligação não tinha indicado aos concorrentes ao cadeirão máximo daquele que será o mais novo partido angolano, quem serão os seus eleitores.


“Muita coisa não está a ir conforme neste processo. Os candidatos também foram proibidos de injectar dinheiro nas suas campanhas, tendo a nossa CASA atribuído valores mínimos para estes trabalharem. Talvez dois dos candidatos consigam fazer uma campanha mais ou menos, mano não acreditamos que o dr. Kalupeteka se aguente”, disse a este site de notícias um dos denunciantes.


O Club K conseguiu saber junto de uma fonte das estruturas da coligação que a cada candidato foi atribuído o valor em kwanzas que rondam os 100 mil.

Manuel Fernandes é ainda acusado de interferir no arranque da campanha.


“A comissão organizadora também atrasou propositadamente com o processo de avaliação das candidaturas, o que tem dado azo para muita agitação dentro das nossas estruturas, com trocas de acusações”.


Outras das questões que está a causar um mal-estar entre os aderentes da CASA de Chivukuvuku, é o facto de a Comissão Organizadora, liderada por Fernandes, ter estabelecido que, a eleição do presidente será feita no primeiro dia do congresso, na parte da manhã, antes do actual líder fazer a prestação de contas.


Neste Congresso, a CASA-CE fará a eleição do presidente, vice-presidentes, e os membros para o Conselho Deliberativo Nacional.

O Congresso deverá, também, alterar os documentos reitores,  como os estatutos e o programa, traçar a estratégia eleitoral e deliberar sobre a transformação da coligação em partido político.

O II Congresso Ordinário da CASA-CE tem a participação de 800 delegados em representação das 18 províncias do país e da diáspora. São delegados os membros do Conselho Deliberativo Nacional cessantes, membros eleitos nas conferências municipais e provinciais, bem como os representantes da coligação junto das comunidades de angolanos no exterior e convidados. A CASA-CE é   a terceira maior força política na Assembleia Nacional, onde ocupa oito dos 220 assentos.

 

Candidato à liderança da CASA-CE apresenta as suas estratégias

Luanda - A CASA-CE apelou aos angolanos a se registarem em massa como eleitores tendo em vista as eleições de 2017.

Fonte: VOA

O apelo foi feito por um dos três candidatos a presidente da coligação Carlos Pinho no Kwanza Sul ,que afirmou que o seu partido se opõe aos moldes como está a ser efectuado o registo eleitoral.


No entanto e tendo em conta que a oposição não tem poderes na Assembleia Nacional para poder impedir o processo de continuar nos actuais moldes “não nos resta outra alternativa senão apelar a toda a população que de uma forma massiva se registe para estar habilitada no próximo ano a decidir o futuro do país”, disse Pinho.

 

O candidato tem visitado várias províncias e esteve também no Lubango, onde afirmou que a sua candidatura não é contra ninguém, mas a favor dos militantes e dos angolanos.

 

Carlos Pinho disse ainda que concorre porque os estatutos da coligação assim o permite e que sente que deve fazê-lo agora.

 

“Eu julgo que cada um de nós deve ser protagonista dentro da sua época, não na época passada ou na época futura em que nós não vamos estar cá”, afirmou.

 

“É desta época em que nós estamos e portanto se nos sentimos capazes de dar um contributo ao país e eu sinto-me nesta condição”, acrescentou

 

Entre os 10 princípios que definiu para a sua candidatura, Carlos Pinho defende a reforma do Estado a começar com a constituição, que, segundo ele, dá lugar ao actual modelo de governação que não protege a democracia e a separação dos poderes.

 

Em relação ao novo modelo económico que o actual regime tenta implementar com a diversificação da economia, Carlos Pinho levanta algumas dúvidas.

 

“Eu não acredito que um Governo que teve a hegemonia durante cerca de 40 anos e não aproveitou todo o esse tempo para fazer a diversificação, nem aproveitou os últimos 13 anos de uma situação excepcional de folga de recursos financeiros, vá fazê-lo agora que nos encontramos numa crise económica e financeira”, afirmou Pinho,concluindo que "não há outra alternativa a não ser a mudança de regime”.

Embaixadora americana lamenta falta de solidariedade da classe média angolana

Luanda - A Embaixadora dos Estados Unidos da América em Angola, Helena Meagher La Lime, lamentou a falta de solidariedade por parte da classe média no país.

*Coque Mukuta
Fonte: VOA

La Lime fez estas declarações ao visitar o Centro de Acolhimento Mirena, que clama por apoios para manter as cerca de 40 crianças e adolescentes, entre eles órfãos e de famílias carenciadas.

O também conhecido por "Não há Órfãos de Deus", localizado no Zango III, é uma iniciativa de Albertina Capitão, que já cuidou e formou mais de 200 crianças.

Hoje, com apenas 40, Albertina Capitão, com lágrimas nos olhos diz que aguenta o centro com os seus parcos recursos e sente falta de solidariedade de quem já tem.

“Sinto que há falta de muito apoio. Mas já recebemos apoio da JMPLA e do GPL”, revelou Capitão.

Na última sexta-feira, o centro recebeu a visita da embaixadora norte-americana em Angola, Helena Meagher La Lime, e dois antigos basquetebolistas da NBA.

Na ocasião a diplomata afirmou que, mesmo em tempo de crise, Angola tem uma classe média e alta que devia ajudar a iniciativa de Albertina Capitão e lamentou a falta de solidariedade por parte de quem pode.

“O foco do nosso esforço em Angola é formar. (...),Angola é um país que mesmo neste tempo difíceis tem meios. Há uma classe média e há uma classe mais alta, éuma questão de consciência para ajudar esta jovem” considerou La Lime.

De recordar que os visitantes ofereceram materiais escolares, bens alimentares, medicamentos para primeiros socorros, vestuários e mosquiteiros visando mitigar as dificuldades por que o centro passa, tendo em conta a situação económica em que se encontra o país.

Luaty Beirão e Dibango em protesto por demora na devolução de pertences

Luanda - O luso-angolano Luaty Beirão e Nelson Dibango, que fazem parte do grupo de 17 jovens ativistas angolanos, realizaram hoje, em Luanda, um protesto contra a demora na devolução dos bens apreendidos durante a sua detenção em 2015.

Fonte: Lusa

Em declarações à agência Lusa, Luaty Beirão disse que foi cumprido um aviso que já tinha sido feito há dias, já que os ativistas começam a ficar "cansados com as curvas" que lhes estão a ser dadas, numa referência às manobras dilatórias das autoridades para a devolução dos seus bens.

 

Luaty Beirão disse que a preocupação é sobretudo maior com os pertences dos seus familiares, retidos sem nenhuma justificação.

 

Segundo o ativista, a sua mulher tem tido muitos prejuízos porque está a ter de devolver dinheiro a clientes, por não conseguir entregar os trabalhos que se comprometeu a fazer.

 

"Vamos continuar a fazer ações, não sei ainda quais. Não planeamos ainda a próxima ação, mas enquanto eles não devolverem as coisas, nós vamos continuar a chamar a atenção, que nós não vamos descansar enquanto eles não fizerem, portanto, eu espero que eles percebam que vão ser atazanados até decidirem repor a legalidade", avisou.

 

Sobre o protesto de hoje, Luty Beirão disse que o mesmo foi realizado apenas por dois dos integrantes do grupo de 17 ativistas, devido ao falecimento do pai de um dos seus colegas.

 

"A maior parte das pessoas achou que com a morte do pai do nosso colega não se devia estar a fazer esse tipo de atividade e foram para o óbito, eu e o Dibango achamos que não eram incompatíveis, que podíamos fazer um e depois o outro, apesar de não sabermos o que poderia acontecer no primeiro", referiu.

 

De acordo com Luaty Beirão, os dois caminharam a pé até à Cidade Alta, zona do Palácio presidencial, e lá permaneceram por quase uma hora, tendo por várias vezes sido abordados por guardas presidenciais sobre a sua permanência naquele local.

 

"Tínhamos decidido nem esperar os 17 minutos (para completar uma hora) para não serem eles a dizerem-nos que tinha acabado o tempo e íamos ficar 12 só que aos 11 minutos quando já estávamos a preparar o discurso de agradecimento, aparece o carro da polícia", explicou.

 

Os ativistas foram retirados daquele local e levados no carro da polícia para a casa de Luaty Beirão, depois de algumas voltas pela cidade.

 

Deputado do MPLA reconhece atributos de João Lourenço para futuro PR

Luanda - João Melo, deputado do MPLA e jornalista, declarou que a João Lourenço “só lhe falta ser presidente”. Melo fez as declarações ao semanário português Expresso após a eleição do ministro da Defesa Nacional para a vice-presidência do partido no poder.

Fonte: RE

Lourenço é “um histórico com grande conhecimento da máquina partidária”, descreve o deputado. “Não há nada de novo nem surpreende. Dentro do MPLA ele sempre foi cogitado e falado como um dos três ou quatro nomes que podem suceder a Eduardo dos Santos”.


Para Melo, a sucessão do presidente José Eduardo dos Santos é um “factor de peso, para não dizer determinante” na escolha do novo vice-presidente do MPLA. “Só lhe resta ser presidente”, acrescenta.


Mas as opiniões sobre se ele chega ou não ao Palácio da Cidade Alta dividem-se. O coordenador do Obervatório Político e Social de Angola, Fernando Pacheco, disse ao mesmo semanário que “tanto pode significar que será o homem escolhido para a sucessão na Presidência da República como o seu contrário. O enigma permanece”.


João Lourenço foi eleito na última terça-feira, no mesmo dia em que o Comité Central do MPLA elegeu Paulo Kassoma para o cargo de secretário-geral. Ambos tiveram mais de 90 cento dos votos.


Antigo comissário político das FAPLA, Lourenço foi vice-presidente da Assembleia Nacional de 2008 a 2014, altura em que assumiu a pasta da Defesa Nacional. Agora vai substituir Roberto de Almeida.

 

Moçambique: Dirigentes da CASA-CE recebem formação sobre campanha Eleitoral na era digital

Maputo - Uma delegação da CASA-CE encabeçada por um dos seus vice-presidentes, Lindo Bernardo Tito, participou de 22 a 27 de Agosto do corrente, na Beira, República de Moçambique, numa formação conjunta inter-partidária internacional sobre "Comunicação Política e Campanha Eleitoral na era digital". Fizeram igualmente do grupo, os secretários Evaristo da Luz (das Relações Exteriores), Félix Miranda (para Comunicação), Rafael Aguiar (da JPA), Américo Chivukuvuku (coordenador-adjunto do Gabinete Técnico Eleitoral (GATE) e Efigenia Tadeu (da MPA). 

Fonte: CASA-CE

O certame foi organizado pela fundação alemã "Konrad Adenauer Stiftung", sob égide do Movimento Democrático de Moçambique (MDM), segundo maior partido da oposição em Moçambique, que fez sensação rompendo a tradição bipartida (FRELIMO/RENAMO) e chamando a si de forma inédita a governação das três de entre as quatro maiores cidades de Moçambique, entre as quais a Beira.

A formação aborda temas como "Comunicação Política, Marketing Politico", "Gerenciamento de campanha eleitoral" e outros, temas cujos conteúdos terão como esteio as experiências vitoriosas obtidas pelo MDM tendo como roldana as estratégias do combate a FRAUDE ELEITORAL no exercício de voto.

Os temas foram administrados pelo professor Carlos Manhanelli (do Brasil), Andrea Ostheimer e Christian Echle (ambas de Alemanha). Participam membros e deputados do MDM que passarão testemunha sobre a dinâmica política em Moçambique.

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