A Voz do Povo

Bolseiros na Roménia lançam pedido de socorro ao Ministro Adão Nascimento

Associação dos Estudantes Angolanos na Roménia (AEAR) Bucureste-Roménia

Ao Excelentissimo Senhor Ministro do Ensino Superior Dr Adão do Nascimento

Assunto: Situação dos Estudantes Bolseiros angolanos na Roménia 

Vossa Excelência queira aceitar os cumprimentos calorosos de todos estudantes angolanos na Roménia. Nos, os estudantes bolseiros de contracto, viemos por meio desta, agradecer primeiramente a vossa Excelência e ao Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo pelo apoio prestado para garantir a nossa hospedagem e estudos na Roménia.

Pedimos as nossas sinceras desculpas pela informalidade nas palavras, e pelos termos fortes inseridos no texto que mais abaixo se segue. Como e do conhecimento da vossa Excelência acerca da falta de pagamento das bolsas de estudo já a 8 meses, a falta de pagamento das faculdades e o subsídios de alojamento, viemos mui respeitosamente juntamente com o apoio da associação dos estudantes Angolanos na Roménia informar que os estudantes encontram-se defraudados com tal situação devido ao facto lamentável e da triste situação que estamos cá a passar.


Mais uma vez vai nos desculpar pela sinceridade na escrita,mas não temos outras palavras ou adjectivos para classificar o que cá estamos a passar.

Deixamos de viver literalmente, para sobreviver, somos estudantes e pelo que estamos a passar até parece que fomos esquecidos e abandonados, porque a cada que passa maior numero de estudantes deixam tudo para atrás e preferem voltar ao pais de origem, muitos estão sendo deportados cá na Roménia, uns estão nas ruas ou em abrigos de outros colegas sem que a administração note sua presença, meninas e meninos a procurarem meios ilícitos para terem o que comer e quitar parte das suas dividas... Vai parecer brincadeira mais e mesmo verdade!

Infelizmente e a situação que cá estamos a passar. Temos estudantes, que perderam o ano lectivo nas faculdades por falta de pagamento das mesmas, e quando não estudas, significa que já não és estudante e passas a viver ilegal no país.

Obs: Não queremos com isso dar a entender que criou-se um acto de manifestação política ou que estamos insatisfeitos com o trabalho que o governo tem feito para a formação dos estudantes. É uma honra para nos e orgulho para o país termos cá formandos e formados com quadros de méritos. Contudo gostaria apenas de frisar que esta é uma carta dirigida aos órgãos competentes com o desespero e desabafo dos estudantes universitários na Roménia que clamam pelos seus direitos no que concerne no pagamento das bolsas de estudos, subsídios de alojamento e o pagamento das faculdades, porque já lá se vão 8 meses sem receber.

Pedimos encarecidamente que se resolvesse tal situação o quanto antes possível. Agradecemos antecipadamente a vossa Excelência pela atenção acordada.

 

Bucureste – Roménia, 19 de Maio 2016

Carta a administração da Universidade Metodista de Angola - Sindicato dos Professores

TEXTO DIRIGIDO EM CARTA ABERTA AO:

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA;

MAGNIFICA REITORA DA UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA;

MINISTRO DO ENSINO SUPERIOR;

FISCALIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO.

DOCENTES DA UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA PLANEIAM GREVE!.... A PARTIR DO DIA 10 DE MAIO DE 2016

 

Luanda  - Integramos a Comissão instaladora da criação do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Metodista de Angola que foi criada com vista a defender os interesses de todos os trabalhadores Angolanos e expatriados desta que até então era considerada uma humilde casa, mas fruto das ambições humanas e a consequente delapidação do património da instituição estes vão desrespeitando a classe dos docentes, trabalhadores administrativos e outros ao ponto de se tornar um inferno....para muitos. Porque sentimos a escravidão na carne e no osso....”trabalhamos sem salário”

Fonte: Club-k.net

Decorrem até agora cerca oito meses, sem recebermos os nossos salários e de tamanha falta de respeito começamos a nos deparar com a caça as bruxas ou seja todo aquele que reclamar vai para o olho da rua. Assim já aconteceu com alguns Decanos que foram suspensos outros despedidos incluindo professores sem mais formalidades legais!

Reza a velha máxima “aquele que não conhece os seus direitos, os seus direitos serão sempre violados” se era isto que pensavam pois estão redondamente enganados pois somos todos intelectuais...e aqui tem todo o conhecimento, economistas, juristas, futebolistas, gestores, Engenheiros e afins!

Felizmente nós estamos numa academia onde existe um universo de conhecimentos e com as opiniões convenientes criamos esta comissão que vai culminar com a criação do Sindicato dos Professores da Universidade Metodista de Angola – SIPUMA

Excelências!.... os professores e outros estão a passar mal....alguns vivem de boleias dos estudantes e outros estão mesmo a faltar por falta de dinheiro para o taxi e outros a procura de outros empregos!....uns a passar fome com rendas de casa em atraso! Que tipo de ensino queremos dar a geração vindoura com estes comportamento?

- Nos respondam pessoalmente.

Decorrido este lapso de tempo nenhuma entidade competente se dignou a dar qualquer esclarecimento sobre a situação do pagamento dos salários ou, pelo menos, nos dirigir alguma justificação e pelo que tudo indica todos fogem o rabo a seringa!...

As informações que até hoje recebemos sobre os motivos que levam ao atraso do salário são especulações de alguns professores que também são membros da Igreja.

Excelência queremos algum esclarecimentos sobre pronto pagamento dos nossos salários!

Evitemos a separação entre os professores da cidade e do campus ou seja quanto ao pagamentos dos salários devem ser processados na mesma altura!

Que sejam os decanos todos na condição de despedidos ou suspensos convidados a voltar nos seus postos de trabalho!

Que paguem todos os salários em atraso num prazo de 48 horas

Caso não cumpram com as exigências!...

1.º Os professores não lançaram as notas referentes as provas recentes;

2.º Convocaremos uma greve geral a partir do dia 10 de Maio do corrente ano;

3.º Enquanto vigorar a contenda entre os sócios e a Igreja vamos arranjar um mecanismos judicial que afaste todos os gestores da universidade e criaremos uma comissão de gestão até que este vosso maldito conflito termine!

Excelências....

Como académicos e religiosos estamos deveras surpresos com tamanha atitude e falta de respeito para com os trabalhadores!

Se querem guerra com os professores então conseguiram...não descansaremos até receber o último nosso centavo.....e depois se quiserem podem retaliar..é assim que age um homem de pouca fé e que vive endemoniado!

Atentamente

Comissão Instaladora do Sindicato dos Professores da Universidade Metodista de Angola

Mankuta Dikola Mwené

André Rogerio

Francisco Nguinamau

 

 

Benguela: Os Corredores de fora de pista - Isaac dos Anjos

Benguela - Assisto com paciência o passear de opiniões a Meu respeito a maior parte das quais invariavelmente associadas a empresários com quem me relaciono ou de quem gostariam que me relacionasse mas que não fazendo parte das minhas opções de amizade se transformam logo em inimigos figadais.

Fonte: Club-k.net

Não esgotaram até agora os argumentos que fundamentam as críticas à Meu respeito e são naturalmente livres de e para fazerem as críticas devidas ao meu trabalho associado às minhas funções Públicas única razão aliás que lhes confere o direito de monitoramento permanente dos meus passos.

 

Quanto a isso não tenho nada a opor ,mas é porém ,quando se começa a transformar isso num assunto pessoal,que me julgo com direito pleno de defesa da minha própria imagem e bom nome.

 

Têm sido várias as oportunidades que tenho oferecido aos jovens empresários ao longo dos meus trinta anos de funções públicas em cargos de Direcção e Chefia de Responsabilidade Nacional.

 

 

Constitui a minha primeira empresa e registei-a em Benguela. Inspirei-me na sua constituição numa célebre viagem que fiz aos Estados Unidos da América a convite da OBC Overseas Business Corporation Criada pelo Major Dumilde das Chagas Simões Rangel.

 

Dessa viagem fizeram parte a Enga Cesaltina Van Dunem,o Jorge Jover, Dufa Rasgado,Mário Augusto e depois de termos sido recebidos na Universidade de Virgínia acompanhados pelo nacionalista Paulo Tuba que fez a honra de ser o nosso tradutor de serviço, o Professor Nacionalista Dr Camabaya conduziu-nós a presença do Governador Wilder.

 

O sucesso da nossa missão levou-nos a sermos recebidos em casa da Dra Rubbi Martin Secretaria do HommeAffairs do Governo do Estado de Virgínia e numa descontraída conversa a Dra Rubbi disse-me que haviam ficado muito bem impressionados com a minha pessoa ,gostariam de ajudar-me a concretizar muitas das ideias que havia apresentado em particular as relacionadas com a minha paixão vocação agrária. Era para isso importante que constituísse uma empresa familiar.

 

São as pessoas acima referidas testemunhas de ter expontânea e euforicamente respondido e pronunciado pela primeira ,vez o nome da Isaac and Son's Fruits.

  

A I&S Frutas foi definitivamente constituída,numa bela manhã , ao pequeno almoço nos jardins da minha casa no Kinaxixi em Luanda, após o anúncio da primeira grande desvalorização da moeda no âmbito das medidas integradas no programa de saneamento econômico e financeiro SEF, corria o ano de 1988.Ante o desespero do meu amigo Paulo Miguel e na presença do meu irmão mais velho Miguel David Natal, fiz-lhe o convite para ajudar-me a tratar da constituição da empresa.

 

Ao Paulo Miguel,ainda vivo para contar ou desmentir, ocorreu convidar outras pessoas apesar de avisado que as empresas eram entes sociais delicados.

 

O Mais Velho Chico Adão viria a ser envolvido na minha primeira mediação conflituosa que me levou a afastar-me de uma das mais profundas entregas de amizade que algum dia pude ter tido o prazer de construir.

 

Tão profunda é essa marca de amizade e cumplicidade que nunca demos a família oportunidade de abordarem ou saberem o que se passou entre dois manos e assim mantemos a relação familiar.

 

Recorro a esse episódio inicial para dizer apenas que tenho uma grande profundidade de conhecimento quanto aos limites de relações que envolvem pessoas e empresas.

  

Constituí ao longo do tempo varias empresas e hoje depois de longo serviço prestado ao estado começo a reorganizar-me para delas dar forma e visibilidade.

 

Enquanto cidadão deste País com fundamentos de urbanidade, não me esconderei por trás de falsos nomes para ocultar interesses econômicos pessoais e o meu nome aparecerá inequivocamente inscrito nos pactos das sociedades de que faça ou venha a fazer parte.

Prefiro sofrer as consequências da descriminação de que tenho sido alvo mas não abdicarei de com nome próprio adquirir acções, comprar títulos ,investir em vários segmentos de oportunidades.

O que aqui digo está traduzido na minha Declaração de Rendimentos e Bens e espero que um dia alguém me condene de facto por desproporcionalidade

A desproporcionalidade pode ser, enquanto factor valorativo ,positiva ou negativa.

Kassalassito comunidade ribeirinha da Barragem do Dungo foi contemplada com uma Escola de seis salas construída pela empresa de Moisés Antonio Limitada inscrita na Huila, inaugurada pelo Vice Governador para as Infra-estruturas Sardinha Moita,em 4 de Abril de 2016.

A comunidade de Malongo foi beneficiada igualmente de Uma Escola de seis salas construída pela Pétala e Corola inscrita em Benguela propriedade do Administrador Nito Junior filho do Kioshe em Benguela,inaugurada igualmente pelo Vice Governador para as infra-estruturas Sardinha Moita,em 4 de Abril de 2016.

O Município de Bocoio foi beneficiado com um complexo de trinta moradias,uma escola de seis salas,quadra desportiva e outros equipamentos construídos pela empresa Tuamutunga registada na Huila mas co-propriedade do Sr Manuel Henriques conhecido da África têxtil de Benguela ao tempo do Governador Kundy Paiama, estes equipamentos foram inaugurados pelo Governador Isaac dos Anjos a seis de Abril de 2016.

O Chongoroi beneficiou de uma Escola de12 Salas em construção adjudicada a empresa Winga registada em Benguela co-propriedade do Jovem empresário Ivady filho do General Mandinho Cabo de Guerra operativo dos Onças da Montanha que jorrou suor em Benguela.

Está em construção um Hospital em Chongoroi adjudicado a empresa Mega Construções registada na Huila, co-propriedade do Engenheiro Paiva,que tem no seu currículo a construção de Escolas de vinte salas em Caconda, Lubango, Jamba Mineira, Administrações Municipais de Caluquembe,Quilengues, ao tempo como Governador Provincial da Huila.

Baía Farta, Catumbela tem por concluir Hospitais adjudicados a empresa Construções Benguela , co-propriedade do Sr Vidinha Cidadão Português residente em Benguela e trazido pelo empresário Aderito Areias, que construiu o Politécnico do Cubal, está a realizar o acabamento dos Edifícios Z15 de Construção Cubana cujas obras ficaram por concluir desde 1985.

Foram adjudicadas várias obras de construção de Escolas de doze e vinte salas a várias outras empresas por concurso Público, cujos processos já transitaram pelo Tribunal de Contas e aguardam disponibilidade de verbas do OGE.

As Escolas de seis e doze salas em construção e em fase de conclusão no Bango Bango, Casseque, Cabrais, Praia Morena, Balombo, viram o seu calendário de obra afectado quer pela retenção das ordens de saque desde Junho de 2014, por restrições orçamentais que a conjuntura econômica financeira vem nos impondo.

Temos seguido um calendário de pagamentos que prioriza as obras sociais e fazemos a liquidação proporcional à todos os operadores quando dispomos de recursos financeiros.

Foram contratados serviços a empresa de Mídia co-propriedade do Sr Chico Rasgado e pagos com os mesmos constrangimentos que a todos os empresários e tal como outros o Governo não recepcionou no tempo os conteúdos encomendados para programas institucionais.

Foram adjudicadas empreitadas de transporte e montagem de Pivôs de irrigação a empresa Rak-Pic registada em Benguela co-propriedade do Sr Roberto Lima, filho de um amigo que me deu, como poucos ,apoio e carinho na reparação de Bombas de Água do Cavaco ,quando também ainda jovem para este Porto atraquei,em tempos de vacas magras,até hoje também não recebemos em condições operacionais os trabalhos afectando as metas da diversificação da nossa economia.

No sector do abastecimento alimentar alargamos as operações antes monopólio do Escondidinho, para a Calmito, Praia Morena, Hotel Luso, Mil Cidades, Weza,todas estas empresas são registadas e pagam impostos em Benguela.

Não foi decisão do Governador Isaac dos Anjos transferir o mercado 4 de Abril. Foi decisão do Governador mandar melhorar as condições levando até lá o asfalto e vimos construindo com recursos locais as infra-estruturas para um mercado condigno e já são visíveis as naves que estão a ser erguidas no local e estão à venda os lotes para a construção de grandes armazéns.

Foram levados os empresários ao local e com os dinheiros que vamos arrecadando depositados a contas do Governo Provincial específicas vamos construindo um mercado da nossa era.

Os terrenos do Cavaco foram devolvidos ao proprietário reclamante,por deliberação dos tribunais,que os vendeu imediatamente. O Sr Maya está a construir num desses terrenos um Colégio que por falta de espaço adequado acabará por se transformar num mau investimento privado.

O Governador decidiu levar para o espaço de dois hectares que ficara devoluto a construção de um Colégio para servir aquela área e convidou o Sr Maya a fazer uma parceria em virtude do valor do investimento que a empreitada requer.

Como investidor privado o Sr Maya,optou antes por ficar com o terreno para construir uma Escola para o ensino Politécnico Profissional o que está a ser transacionado com este,que irá pagar pela tabela de valor de terrenos estabelecida para terrenos em zona nobre.

O valor será investido no Mercado do 4 de Abril e com certeza essa é a parte que os vendedores de terrenos avulso gostariam de apanhar. A fonte bem posicionada do GOB que fez correr a informação se fosse denunciada teríamos um bom motivo para conversa e quem sabe o Ivady uma boa razão para se rir do intruso.

Faltará espaço para dar mais pormenores e exemplos do envolvimento de uma larga faixa de jovens empresários em Benguela apoiados pelo Governador Isaac dos Anjos de Nome Próprio.

Em matéria de negócios a transparência é o que se exige hoje para o sucesso empresarial,mas quem tem moral religiosa e aplica no seu quotidiano esses valores, não se esforça muito para os fazer valer.

Quem trabalha muito voluntariamente para a colectividade e mostra isso com factos intangíveis, tem que ter regras comportamentais muito próprias. O Governador Isaac dos Anjos não tem mandato para intermediário de Deus. No seu léxico por exemplo,não aceita a expressão "que Deus lhe pague "vinda da parte de quem lhe deva.

Quem lhe deve expressamente tem de pagar.Quem faz negócios com Ele tem que pagar o acordado e está livre de declarar o que pagou como o fez e porquê que o fez.

Dublin,Bahamas,Açores,Madeira, Panamá,Islândia,Maurícias deixaram de estar longe. A Forbes está mais próximo de nós e já cheira a made in Angola.

A campanha de terra queimada conhecerá um pico ainda maior e vai apenas no Adro; Os argumentos que apresentam para conotarem o que esses empresários fazem com a figura e nome do Governador tem outros objectivos inconfessos. O temor que o Engenheiro Isaac vos causa não é apenas circunscrito à Benguela com certeza.

Os protagonistas juraram no passado a pés juntos que os interesse do MPLA na Huila seriam profundamente afectados na Província da Huila no período de 2009 a 2012.

Foram batidos e goleados no seu próprio reducto em todas as dimensões,com os resultados, não se dignaram a pedir desculpas e surpreenderam-se com o facto de anos depois em Dezembro de 2014 em vésperas de mais um congresso extraordinário do MPLA o Engº Isaac dos Anjos ter vindo a público pedir desculpas por um profundamente mal entendido pronunciamento tido dentro de uma sala de reuniões para a qual fora convidado,por Sua Excelência Presidente da República.

Existe da nossa parte suficiente humildade para estar e lidar com o Público, reconhecer e aprender todo o tempo dentro de um Partido de Massas como é o MPLA, cumprir as regras de procedimento e saber esperar em cada momento as decisões dos Órgãos e Organismos de Direcção.

As regras de candidaturas aos órgãos estão escritas e tentar retirar nabos da pucara em Benguela associando a candidatura de Isaac dos Anjos a questiúnculas e dores de cutuvelo das lutas empresariais, só pode ser obra de corredores de Fora da Pista.

Carta aberta ao Presidente da República - Ex-líderes dos partidos políticos

À

SUA EXCELÉNCIA SENHOR
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
PRESIDENTE DA REPUBLICA
L U A N D A

ASSUNTO: CARTA ABERTA

Respeitosos e Sinceros Cumprimentos,

Excelência;
A LIGA DOS EX-LIDERES DE PARTIDOS POLITICOS (L.E.L.P.P.) em apresso, é uma instituição da sociedade civil, apartidária e apolítica, cujo objectivo visa defender a integridade física e social, de todos aqueles que durante a implementação do processo democrático no país, deram as suas vidas para que a paz, hoje tão desejada e festejada pelos angolanos, a democracia representativa e participativa, o pluralismo de expressão, de pensamento e de opinião política, assim como a efectivação do Estado de Direito, fosse uma realidade no país.

Não houveram outros que colocaram as suas mãos ao fogo para defender a paz e a democracia nascente, do que os dignos Lideres de Partidos Políticos, então legalizados pelo Supremo Tribunal da Republica nas veste de Tribunal Constitucional. Mesmo quando alguns sectores do Estado angolano se apresentavam célticos quanto a esta questão. Os Lideres deram a cara, bateram os pés no chão e apareceram nesta paz e nesta democracia. Pois, eram as vidas dos angolanos a se perderem ingloriamente.


Senhor Chefe de Estado,
As razões pela qual escrevemos-lhe esta carta aberta, reside na falta de vontade política, decisão concreta, sensibilidade e solidariedade social como símbolo do fortalecimento da coesão Nacional. Pois, parte do Executivo que pouco ou nada tem feito perante a difícil situação de vida dos ex-líderes.

Preocupações manifestadas em vários memorandos endereçados a Sua Excelência e ao Seu Gabinete que não pedimos ouro nem prata, apenas, condições de sobrevivermos, que consubstanciam no direito legitimo e consagrado tanto na nossa constituição, como na carta universal dos direitos humanos. Isto é, "a vida e o bem-estar social por desrespeito as normas e regras administrativas e burocráticas nunca
beneficiamos de qualquer resposta ou manifestações dos órgãos de serviços de apoio do seu Gabinete, como se tratássemos de «persona não grata. Pondo em causa a nossa personalidade e capacidade jurídica de Interlocutor válido na discussão e resolução dos problemas afecto a esta camada social, na base do diálogo aberto e permanente, na qualidade de parceiro social do Estado. Por outro lado, o colectivo dos associados, encontram-se constrangidos com o Executivo por falta de cumprimentos dos pontos acordados em audiência em 2015, com o senhor doutor Flávio Fonseca em representação do Senhor Presidente da República, que assumiu numa primeira fase, velar pela integração e reintegração laboral de acordo com os processos pessoais solicitados com urgência e remetidos em tempo oportuno no Gabinete de V. EXCIA, cuja verdadeira finalidade e objectivo está no segredo dos deuses.

Ainda na audiência ficou a promessa de enquadramento da Liga na estratégia da criação de cooperativas no quadro da diversificação da economia Nacional e da redução da pobreza e do combate a fome. O que seria bom para suportarmos as enormes dificuldades desta camada social e para suster o normal funcionamento desta instituição. Por fim, a situação dos doentes que a cada dia aumenta, pondo em risco a extinção da nossa Comunidade, cujo os relatórios médicos também remetemos. Expusemos questões seríssimas, mas, sempre fomos ignorados. Estamos preocupadíssimos sem sabermos se, se trata de uma orientação política, já que se refere da Presidência da República ou se não dominam os princípios da comunicabilidade.

Do ponto de vista político, O Executivo angolano em vários fóruns defendeu: Que no universo de cento e vinte e cinco forças politicas, somente uma estava descontente ou insatisfeita com a politica do governo. Foi
precisamente com esta expressão que o Executivo angolano ganhou o estatuto de Estado democrático e a condenação da força belicista.

Portanto, na esteira deste pressuposto pedimos ao Senhor Presidente da República, a dar uma atenção a esta camada social que fruto da retaliação vivida atravessam vicissitudes graves e desumanas pelo seguinte:

É mandamento de Deus:
Amar o teu próximo, como a ti mesmo. A Escritura sagrada nos ensina a amar os nossos inimigos; se é que somos inimigos. Logo arquitectar Leis injustas e discriminatórias somente para exterminar e humilhar as demais forças vivas deste país. Foi uma grande injustiça.

O objecto de cada força política, é a luta política. Cada força participa nesta luta com paz, fraternidade, tolerância e no respeito mútuo. Portanto, as forças políticas vendem o seu produto político com sabedoria, inteligência, estratégia, verdade, conhecimento, organização, amor ao próximo e sobretudo com honestidade e integridade dos seus principais dirigentes.

Os ex-líderes de Partidos Políticos, já não possuem idades para concorrerem a um posto de trabalho tanto na função pública como em empresas privadas. Como poderemos viver?

Sendo o Executivo o autor moral e físico da extinção desses postos de trabalho sem ponderar a estes aspectos, deve sim, o Executivo assumir esta camada social. O que é perfeitamente justificável e compreensível.

Os Ex-Lideres pedem, que seja institucionalizada um diploma legal que permita lhes usufruir de um subsídio por parte do Estado.

Cada Ex-Lideres é chefe de família. Têm responsabilidade de a sustentar. Temos encargos financeiros e outras obrigações por cumprir. Sentimos fome, assim como qualquer outro homem também sente. Então como poderemos cumprir com as nossas obrigações, se fomos remetidos ao esquecimento como vegetar.

O direito Costumeiro angolano ensina-nos o seguinte:
- Aquilo que não gostamos que nos fazem, não fazemos aos outros.
- O livre desenvolvimento de um, é condição para o livre desenvolvimento de todos.

- Aquele que impede o crescimento de outrem, este é do maligno.

Podemos concluir, que numa sociedade como a nossa, não devemos apenas olhar naqueles que são nossos. Aos que nos rodeiam, ou em nossas famílias, mas procurar gerir oportunidades para todos os membros.

Os ex-líderes, embora já não estar na vida política activa ainda fazem parte da classe política do país. Uma vez que, o sistema político angolano é multipartidário, consubstancia-se, que a classe dirigente do país é extensiva não só aos da situação, como aos da oposição e a sociedade civil.

O Executivo angolano, actuou de ma fé ao arquitectar a extinção dos partido políticos no país, de contrario teria acautelado uma integração social justa para os seu lideres e seu principais seguidores. Por outro lado, se o Executivo não extinguisse os partidos políticos, caberia aos mesmo acautelar a reforma social dos seus líderes e dos principais membros.

10º A aceitação por parte dos lideres da extinção das suas formações politicas, foi um acto patriótico digno de pessoas de bem, pois não, foi esta a intenção do Executivo.

11º Angola é terra de todos os angolanos. Nenhuma força política é superior a outra força. Nenhum angolano é mais angolano do que o outro, seja de que família for, seja de que província for, seja de que partido for. Nós respeitamos os dirigentes do MPLA mas, não podemos aceitar que o MPLA por mais militante que tenha, apareça como dono do país, razão dos conflitos internos. Os únicos donos deste martirizado pais, são os quase 26 milhões de angolano juntos.

12º Foi-nos dito pela casa civil do senhor presidente da Republica de que o Chefe de Estado, não tinha funções constitucionais que lhe permitam criar um diploma legal capaz de nos atribuir um subsídio mensal, segundo a nossa petição. Deveríamos neste caso instar Assembleia Nacional para o efeito. Não seria um procedimento lógico, o Executivo indicar uma comissão para elaborar o divido diploma e cumprir os transmitis que os outros diplomas têm seguido? De que forma nós influenciaríamos a Assembleia Nacional aprovar um diploma a nosso favor, se a maior parte dos deputado e outros trabalhadores a fins são do vossos lado?

13º Senhor chefe de Estado, é meritório a atribuição do subsídio a cada ex-líder de partido político nos moldes que a liga já indicou em documentos anteriores.

14º O nosso objectivo, é criar a harmonia no seio da classe político angolana, que é a classe dirigente da Noção e sobretudo no seio dos angolanos, embora com esta politica de exclusão e de extinção enumeras familiar foram prejudicados.

15º Senhor Chefe de Estado, as Leis não são feitas e aprovadas para destruir as iniciativas criadoras e transformadoras dos cidadãos, mais sim, para regular e proteger estas iniciativas dos cidadãos. Por que os cidadãos devem viver dos seus pensamentos ou ideias positiva.

16º Senhor Chefe de Estado, o estado tem por missão proteger os mais fracos dos interesses selvagens dos mais fortes. Nunca o próprio Estado a executar os seus interesses selvagens aos fracos isto demonstra que o Estado angolano e mais fraco do que aqueles aquém dizem ser fracos.

17º Senhor Chefe de Estado, se o Estado como pessoa de bem, não proteger os seus cidadãos dos interesses selvagem dos mais fortes, quem irá protegê-los? Podemos responder sem medo de errar que é a comunidade internacional, pois, os cidadãos não são apenas Nacionais, mas também cidadãos do mundo, recorrendo o direito internacional.

18º Deixem-nos viver Senhor Chefe de Estado, tudo está nas tuas mãos. E o senhor que tem o pão, o queijo e a faca, não resolve o nosso caso porque o senhor não quer.

19º Senhor Chefe de Estado, quem elaborou e aprovou a lei dos partidos políticos em Angola, não fomos nós, mas o Senhor e a sua equipe, simplesmente cumprimos com a missão que nos tinha sido confiada. Portanto, jogamos o nosso papel com zelo, dedicação e sabedoria, entregando a nossa própria vida e consentindo sacrifícios até aos dias de hoje.

20º Não queremos um estatuto especial, mas, apenas que nos seja atribuída um subsídio que nos permita sobreviver com a nossa família.

21º O Chefe de Estado, embora Líder de uma força política, deve ser o garante da unidade Nacional. Assim, deve tratar a todos com equidade e justiça no dia-a-dia da governação.

22º O Chefe de Estado, embora Líder de uma força política, deve ser o magistrado número um, da Nação angolana, colocando sempre os interesses da maioria acima dos interesses pessoais.

23º O Chefe de Estado deve primar pelo diálogo permanente com as forças vivas da Nação, pois, é essa força, a classe dirigente da Nação.

24º O Chefe de Estado, deve pelo menos uma vez por semana, receber o povo através de audiências, pois, está escrito que, a voz do povo é a voz de Deus.

25º O Senhor Chefe de Estado, deve ser o mais flexível possível, nunca agir com braço de ferro contra o teu povo, não há nada que uma boa conversa não resolve. Aparecer sempre com uma mensagem de esperança ao povo para levantar os ânimos do povo.

26º Senhor Presidente, a Liga estará de braços abertos para recebe-lo, quando em 2018, abandonar a vida política activa e passar a condição de ex-líder. Sendo uma instituição de ex-líderes nos sentiremos honrados com a Sua inscrição.

Ao terminarmos gostaríamos que V. Excia, na qualidade de Titular do Poder Executivo pudesse intervir na resolução desta questão o mais breve possível. O pouco chega para todos. A injustiça é uns comerem e outros não. Resta-nos agradecer pela amabilidade de nos escutar e resolver os nossos problemas.

MUITO OBRIGADO

Luanda, aos 03 de Maio de 2016

O Presidente da Liga
Agustinho João Paulo Bote

Contacto: 928787424 / 9415567670

Lembrete ao sr. Governador de Luanda - Carlos Alberto

Sr. Governador,

Através deste quero emprestar a minha colaboração na qualidade de citadino e estar preocupado com o que se passa nesta nossa cidade.

Aquando da sua tomada de posse no decorrer do seu discurso recordo-me ter prometido exonerar mais Administradores quer Municipais como Distritais, que não estivessem a corresponder com os seus anseios, para quando será, ou será que os que se encontram no desempenho das suas funções, agradam a sua Governação.

 

Sr. Governador, caso não possa fazê-lo pessoalmente envie por favor uma equipa de fiscalização mas peço-lhe que sejam pessoas de sua confiança pra fazer um levantamento do estado degradante em que se encontra a estrada que sai do S.Paulo, passa na rua paralela a antiga feira Ngoma e desemboca na avenida Brasil passando pelos combatentes próximo ao Serviços de Identificação, é triste ver como os carros são sacrificados neste troço, quando pagamos taxa de circulação. Convém recordar Sr. Governador que nem todos temos possibilidades de comprar Jipes a todo terreno.

 

Outra minha preocupação e com a estrada na zona da Samba que passa pela afamada rua do Quim Ribeiro, zona da Coreia e desemboca na rua da Nova Marginal. Deste trajecto já não se fala o seu estado. Convém adiantar Sr. Governador com o arranjo desta via iria desafogar e de que maneira o transito na rua principal da Samba quem vai para a Mutamba. Ontem ouvi a entrevista de uma Responsável da Administração da Samba dizendo que estavam a espera que terminem as chuvas para se tratar das ruas em mau estado, será?. Sr. Governador pelo que eu sei as Administrações Municipais beneficiam de dotação orçamental pelo que pergunto como é gerido este valor não obedece um plano de execução de obras onde temos as mais prioritárias. Vivo no Bairro da Samba e não vejo nada que é feito de realce, só para ter uma ideia Sr. Governador devido ao estado lastimável que ficam as casas neste Bairro neste momento e enquanto não terminam as chuvas estou a residir em casa de um familiar noutro Bairro da Cidade de Luanda.

 

O que se vê neste momento a única preocupação do Governo é com a zona do coelho, quando temos nos nossos bairros situações graves e de fácil solução mas o que se nota e a falta de preocupação pelos nossos dirigentes municipais ou distritais.

 

Sr. Governador, com todo respeito que tenho por si e tenho consciência que não é fácil governar esta cidade, mas eu as vezes me pergunto se é este o castigo que merecemos por votarmos no Partido que temos no coração.

Tenho dito.

Estou de regresso aos calabouços da ditadura de Eduardo dos Santos - Sedrick de Carvalho

Luanda - Sou Sedrick de Carvalho. Uso esta página do site O GOLO, do qual sou director, porque não tenho outra onde programar a publicação desta nota, pelo que me desculpo já dado o aproveitamento. E estão a ler esta nota porque certamente já estou de regresso aos calabouços da DITADURA.

Fonte: OGOLO

Às masmorras da ditadura havemos de voltar

No dia 3 de Julho ouvi o Presidente da República José Eduardo dos Santos comparar-nos com os mortos no dia 27 de Maio de 1977, ou seja, dizendo que somos semelhantes ao Nito Alves, José Van-dúnem, e tantos outros barbaramente assassinados, pois "não [queriam] perder tempo com julgamentos" na altura.

Naquele dia percebi que estávamos condenados, ou mortos até. Imaginava que nunca mais veria a minha família. Mas então a sociedade angolana e a comunidade internacional se mobilizou e exigiu a nossa libertação incondicional. Protestos múltiplos aconteceram e ainda hoje mesmo estão a acontecer aqui, no país, em Portugal e em outros países, depois de em Moçambique ter ocorrido na quinta-feira um concerto com mais de trinta artistas denominado "Liberdade para os presos políticos de Angola".

A exigência surtiu efeito. Voltamos às nossas casas. Continuávamos presos, mas em casa, pelo menos. Três meses se passaram. Três meses com a família. Aproveitei ao máximo. Foi muito bom!


Infelizmente estamos de volta às masmorras. E só estamos porque o Presidente da República não iria admitir o contrário depois de ter aberto o peito e a boca para nos comparar com os assassinados em 77.


É muito simples. Desde o pronunciamento sobre a nossa prisão estúpida, ilegal e injusta que os procuradores e juízes (que não valem muita coisa) se viram perante uma tarefa hercúlea de satisfazer o discurso de JES. Coitado do juiz Januário que tanto se esforçou para nos condenar e agradar ao chefe. Coitada da procuradora que até teve de se disfarçar com uma peruca só porque tinha de agradar ao seu chefe. E conseguiram. Por isso voltamos. Mas eles são também tão criminosos quanto quem lhes manda. Mas não quero me alongar aqui.

Quero, sim, agradecer todos aqueles que gritaram alto "Liberdade Já". Muito obrigado!

Regressamos às cadeias consciente de que para os povos serem libertados e usufruirem a sua liberdade é necessário estarmos dispostos a enfrentar o ditador e a ditadura, o corrupto e a corrupção, nem que tenhamos como consequências o que estamos a viver agora. A história dos povos desenvolvidos está recheada de pessoas como nós. É só pensarmos que muitos angolanos foram presos para libertar Angola do colonialismo. Agora é o momento de sermos presos para libertar Angola da DITADURA.


Ao terminar, encorajo as angolanas e angolanos a ir à busca da LIBERDADE. Esta não será dada mas conquistada. Lembremo-nos sempre que a SOBERANIA pertence ao POVO. Mostremos que somos donos da SOBERANIA!


OBRIGADO PELO APOIO!

Angobarómetro: Realização e divulgação de diferentes estudos de Sondagem e de Opinião

Luanda - Com intuito de continuar a velar pela pluralidade de opiniões, contribuindo desta maneira para o fortalecimento do processo de democratização em Angola, o CK – um dos espaços virtuais de informação mais visitados por angolanos e não só, dentro e fora do país – foi escolhido para ser o meio de realização e divulgação de diferentes estudos de Sondagem e de Opinião, a ter início brevemente.

Fonte: Angobarometro

Assim sendo, vimos por este meio informar aos nossos internautas, instituíções públicas, privadas e público no geral, que a Rubrica ANGO­BARÓMETRO, terá o suporte cientifico e coordenação de especialistas angolanos residentes em Angola, formados nas áreas de ciências sociais. Esse novo instrumento de análise terá como base numa primeira fase, questionários “on‐line”, para posteriormente evoluir para entrevistas empíricas no país – caso a legislação o permita.

 

Os nossos parceiros e potenciais clientes poderão ser empresas comerciais, partidos políticos, organizações sociais, órgãos de comunicação social, centros de estudo e de pesquisa, e outras afins.

 

Para garantir a seriedade, representatividade bem como a idoneidadedos resultados das diferentes Sondagens de âmbito político, económico, social e cultural a serem levadas a cabo, serão usadas normas e padrões de qualidade e de controlo universais.

 

A sondagem será lançada numa primeira fase, respeitando a periodicidade trimestral e será encerrada depois de duas semanas, permitindo assim a análise e a interpretação dos resultados apurados.

 

Contamos desde já com a colaboração de todos!

 

A equipa ANGO­BARÓMETRO

Preso político responsabiliza Ministro do Interior pela degradação do seu estado de saúde

Nota de Responsabilização

Luanda - Nuno Álvaro Dala, professor universitário e investigador, réu do Processo 0148/15-A, em prisão domiciliária ilegal e inconstitucional,  Sirvo-me da presente Nota de Responsabilização e simultaneamente de Imprensa, para expor e deixar patente que:

Fonte: Club-k.net

1- Considerando o facto de que ao longo da prisão preventiva no Estabelecimento Prisional de Kakila e Hospital Prisão de São Paulo, por força das condições carcerárias desumanas, contraí várias patologias, a saber, infecção urinária, infecção sanguínea, gastrite, degradação da visão e outras doenças não identificadas até hoje, cujos sintomas me afligem sistematicamente,

 

2- Considerando o facto de que o Serviço de Investigação Criminal (SIC), os Serviços Prisionais e o Tribunal Provincial de Luanda - 14a Secção, insistem em não devolver a minha documentação pessoal (bilhete de identidade, cartõs de crédito, folhas de código etc.) e o meu dinheiro (38.000,00 Kz, que se encontravam na minha mochila no dia da detenção), impossibilitando-me de aceder às minhas contas contas bancárias,

 

3- Considerando que continuo doente e dependente dos falidos serviços públicos das autoridades carcerárias, não tendo eu alternativa,

 

4- Considerando que continuo sem conhecer os resultados de uma dezena de exames médicos (glicemia, creatinina, TGO, TGP, GGT, fosfase alcalina, exame citoquímico [LCR, LA, LP, LPC, LS ] etc.), feitos no Hospital Militar Principal (HMP), que as autoridades insistem em não revelar, RESPONSABILIZO PELO MEU ESTADO SANITÁRIO ACTUAL os senhores António Fortunato (Director Geral dos Serviços Prisionais), o Director do SIC, Januário Domingos (juiz da 14a Secção do Tribunal Provincial de Luanda), Ângelo da Veiga Tavares (ministro do Interior) e José Eduardo dos Santos (Presidente da República, Engenheiro e Arquitecto da má governação, do saque e da fome dos Angolanos),

Caso minha situação de saúde não seja resolvida pelas autoridades e me ocorram fatalidades decorrentes das patologias de que padeço, responsabilizo os senhores supramencionados.

Enquanto isto, mantenho minha posição de BOICOTE AO JULGAMENTO. Não irei a todas as próximas sessões de julgamento, que é, aliás, uma mentira e um lembrete triste de como este país está transformado numa anedota civilizacional.

Ao terminar, deixo claro e reitero que a cadeia, suas sevícias e o discurso dos angolanos cúmplices da ditadura do demónio José Eduardo dos Santos, NÃO DESTRUÍRAM MEUS VALORES, PRINCÍPIOS E CONVICÇÕES DE LUTA PARA QUE ANGOLA SEJA DEVOLVIDA AOS ANGOLANOS.

Subscrevo-me

Nuno Álvaro Dala

Luanda, 5 de Março de 2016

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