A Voz do Povo

Bolseiros na Roménia lançam pedido de socorro ao Ministro Adão Nascimento

Associação dos Estudantes Angolanos na Roménia (AEAR) Bucureste-Roménia

Ao Excelentissimo Senhor Ministro do Ensino Superior Dr Adão do Nascimento

Assunto: Situação dos Estudantes Bolseiros angolanos na Roménia 

Vossa Excelência queira aceitar os cumprimentos calorosos de todos estudantes angolanos na Roménia. Nos, os estudantes bolseiros de contracto, viemos por meio desta, agradecer primeiramente a vossa Excelência e ao Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo pelo apoio prestado para garantir a nossa hospedagem e estudos na Roménia.

Pedimos as nossas sinceras desculpas pela informalidade nas palavras, e pelos termos fortes inseridos no texto que mais abaixo se segue. Como e do conhecimento da vossa Excelência acerca da falta de pagamento das bolsas de estudo já a 8 meses, a falta de pagamento das faculdades e o subsídios de alojamento, viemos mui respeitosamente juntamente com o apoio da associação dos estudantes Angolanos na Roménia informar que os estudantes encontram-se defraudados com tal situação devido ao facto lamentável e da triste situação que estamos cá a passar.


Mais uma vez vai nos desculpar pela sinceridade na escrita,mas não temos outras palavras ou adjectivos para classificar o que cá estamos a passar.

Deixamos de viver literalmente, para sobreviver, somos estudantes e pelo que estamos a passar até parece que fomos esquecidos e abandonados, porque a cada que passa maior numero de estudantes deixam tudo para atrás e preferem voltar ao pais de origem, muitos estão sendo deportados cá na Roménia, uns estão nas ruas ou em abrigos de outros colegas sem que a administração note sua presença, meninas e meninos a procurarem meios ilícitos para terem o que comer e quitar parte das suas dividas... Vai parecer brincadeira mais e mesmo verdade!

Infelizmente e a situação que cá estamos a passar. Temos estudantes, que perderam o ano lectivo nas faculdades por falta de pagamento das mesmas, e quando não estudas, significa que já não és estudante e passas a viver ilegal no país.

Obs: Não queremos com isso dar a entender que criou-se um acto de manifestação política ou que estamos insatisfeitos com o trabalho que o governo tem feito para a formação dos estudantes. É uma honra para nos e orgulho para o país termos cá formandos e formados com quadros de méritos. Contudo gostaria apenas de frisar que esta é uma carta dirigida aos órgãos competentes com o desespero e desabafo dos estudantes universitários na Roménia que clamam pelos seus direitos no que concerne no pagamento das bolsas de estudos, subsídios de alojamento e o pagamento das faculdades, porque já lá se vão 8 meses sem receber.

Pedimos encarecidamente que se resolvesse tal situação o quanto antes possível. Agradecemos antecipadamente a vossa Excelência pela atenção acordada.

 

Bucureste – Roménia, 19 de Maio 2016

Carta ao governador do BNA a cerca da perseguição as Kinguilas - Ângelo Kapwatcha

CARTA ABERTA A SUA EXCELENCIA O SR. GOVERNADOR DO BANCO NACIONAL DE ANGOLA RELATIVAMENTE Á GUERRA DE KWATA-KWATA CONTRA OS INOCENTES KÍNGUILAS

Huambo - Faço esta carta ao Governador do BNA na pura ingenuidade, porque eu não sei, para quê serve um Banco Nacional e qual deve ser o perfil de seus funcionários. Esta cartinha tê-la-ia apresentado pessoalmente à S. Excelência, porque o conheço em pessoa. Mas Camponês, Zungueiro e KÍNGUILA que sou, não me atreveria a chegar perto de Sua Excelência, Sr. Governador do BNA, com medo da polícia, vossos guarda-costas, como bem sabem fazer, poderiam surrar-me, vergastar-me, torturar-me com barras de ferro, fazer-me morder por cães raivosos e no fim me dar um tiro na cabeça ou no coração e meus restos serem jogados no rio para ser devorados pelos anfíbios, como tem sido para todos os que se aproximam dos Chefes a implorar água para beber e ar para respirar.

Fonte: Club-k.net

Assim, faço carta aberta por meio de internet para garantir a segurança pessoal embora temporária…

A sua nomeação para este cargo é igual a milhares de nomeações e sucessões típicas no nosso País. Por isso, posso dizer que foi uma nomeação comum e quase vulgar ou mesmo insólita…mas economizei o meu desdém até que no dia 25 de Março de 2016, surpreendentemente, li o portal www.ANGONONOTÍCIAS.com que dizia: “Autor da obra “O Banco Nacional de Angola e a Crise Financeira”, Walter Filipe Duarte da Silva chega ao Banco Central com a lição bem estudada…. “Trata-se de um estudo jurídico-financeiro, prático, sobre a supervisão bancária (prudencial) e a crise financeira de 2007 – 2009”, lê-se na apresentação do livro...

Volvidos os primeiros meses à frente da Instituição que se desejaria alavanca do dinheiro e riqueza dos angolanos, o Excelentíssimo Sr. Governador do BNA, parece que a “suposta lição bem estudada” começa a trazer para o País mais tristeza, incertezas e retira mais uma vez a paz económica das famílias pobres. Falo a propósito da Guerra contra os KINGUILAS que vossa Excelência instaurou como o primeiro acto mais “nobre” de um BNA em tempo de crise económico-financeiro provocada pela mal e má governação económica.

Preocupou-me bastante quando S. Excelência Sr. Governador do BNA, por intermédio do Comité de Política Monetária do BNA, anunciou que os KÍNGUILAS seriam os visados da estratégia de combate a inflação e crise económica. Este Comité do BNA convidou a polícia Nacional a iniciar a guerra de KWATA-KWATA contra os desempregados, degredados, desgovernados, empobrecidos, explorados, roubados, excluídos, vituperados, desinstruídos nas escolas de Economia e do Direito, e que para não sucumbirem à fome e à miséria consenquente da desigual estrutura do poder económico angolano, enveredaram pelo comércio informal que exceptos os governantes os KINGUILAS à semelhanças de ZUNGUEIRAS, são os vencidos da livre concorrência dos CHEFES e é o sector informal que Governa os angolanos. Estou a dizer que os KINGUILAS à semelhança de todo o povo, são os BODES EXPIATÓRIOS do Governo consumista e patrimonialista.

Para o benefício dos principiantes na História:

Conta a História Bíblica que “Dois bodes eram levados, juntamente com um touro, ao lugar de sacrifício, como parte dos Korbanot do Templo de Jerusalém. No templo os sacerdotes sorteavam um dos bodes. Um era queimado em holocausto no altar de sacrifício com o touro. O segundo tornava-se o bode expiatório, pois o sacerdote punha suas mãos sobre a cabeça do animal e confessava os pecados do povo de Israel. Posteriormente, o bode era deixado ao relento na natureza selvagem, levando consigo os pecados de toda a gente, para ser reclamado pelo anjo caído Azazel…”

“No sentido figurado que mais nos interessa: BODE EXPIATÓRIO é alguém que é escolhido arbitrariamente para levar (sozinho) a culpa de uma calamidade, crime ou qualquer evento negativo (embora não o tenha cometido). A busca do bode expiatório é um acto irracional de determinar que uma pessoa ou um grupo de pessoas, ou até mesmo algo, seja responsável de um ou mais problemas sem a constatação real dos fatos. A busca do bode expiatório é um importante instrumento de propaganda dos incompetentes e inaptos em lidar com problemas que eles mesmo criaram o que lhes tornam irresponsáveis.

Ainda na mesma ordem de histórias falaríamos da INFLAÇÃO. 1 Dólar nas Ruas está a custar quase 700 kwanzas a sua compra contra 166 kwanzas no BNA. Justamente esta INFLAÇÃO é galopante. O poder de compra dos cidadãos baixou assim como as empresas estão a fechar por incapacidade financeira de importar os inputs necessários ao seu funcionamento. Os economistas nos ensinam que se trará de Inflação de Custos (processo inflacionário gerado pelo aumento dos custos de produção. Por causa de uma redução na oferta de factores de produção, o seu preço aumenta. Com o custo dos factores de produção mais altos, a produção se reduz e ocorre uma redução na oferta dos bens de consumo aumentando seu preço).

Mas a inflação remonta aos tempos Bíblicos de Roma Antiga: Um exemplo clássico de inflação foi o aumento de preços no Império Romano, causado pela desvalorização dos DENÁRIOS que, antes confeccionados em ouro puro, passaram a ser fabricados com todo tipo de impurezas. O imperador DIOCLECIANO, em vez de perceber essa causa, já que a ciência económica ainda não existia, culpou a avareza dos mercadores pela alta dos preços, promulgando em 301 o Édito Máximo, que punia com a morte qualquer um que praticasse preços acima dos fixados como Sua Excelência Sr. Governador do BNA está a fazer hoje com os KÍNGUILAS.

Os KÍNGUILAS são Bodes Expiatórios para justificar ou ocultar o verdadeiro rosto da crise económica angolana que, na minha opinião, é a corrupção, o roubo, a irresponsabilidade dos dirigentes económicos e políticos do País que assaltaram a Nação e para justificar sua existência vilmente mercantilista buscam na maldade e irresponsabilidade crassa, os BODES EXPIATÓRIOS como na Roma Antiga, bem o faziam.

Os rudimentos mínimos de economia nos ensinam que a riqueza de um País depende de “ vender mais e comprar menos”. Ora, Angola faz o contrário: COMPRA TUDO E VENDE NADA! A moeda americana ou seja o Dólar sempre em Angola fora mais altissonante do que a própria soberania.

1-Quando se lançou em 2012 as moedas de maior valor facial, o Governador do BNA de então, Doutor Abraão Gurgel, dizia que o objectivo seria “desdolarizar” a economia angolana. Ironia do destino porque Angola não sobreviveria a “desdolarização” o “hoje” está a mostrar isto!

2-O Governo angolano em 2012 sonhara criar reservas monetárias do Estado em Euros no lugar de Dólares não sei como é que isto ficou!

3-O Departamento de Tesouro dos Estados Unidos da América havia orientado ao Banco do Reino Unido, congelar mais de 50 milhões de Dólares Americanos pertencentes ao ex-Governador do BNA, Doutor Aguinaldo Jaime e que esse dinheiro suspeita teria como destinatário um cidadão da Africa Ocidental. E na altura lia-se o seguinte: “Um relatório da subcomissão permanente de investigações do Senado dos Estados Unidos publicado em Fevereiro, informa que, em 2002, o então governador do banco central de Angola, Aguinaldo Jaime, tentou transferir 50 milhões de dólares de fundos públicos para uma conta privada nos EUA e que o HSBC facilitou… as suspeitas transacções. O relatório de 325 páginas, disse que Aguinaldo Jaime, primeiro tentou transferir o dinheiro de outros bancos, antes de se dirigir à unidade da Citigroup chamada Citibank e eventualmente, ao HSBC. A subcomissão do Senado Americano disse que, PREOCUPAÇÕES SOBRE ESSA TENTATIVA DE TRANSFERÊNCIA LEVOU O CITIBANK A TERMINAR AS SUAS RELAÇÕES COM O GOVERNO ANGOLANO”. Esse caso é mais da polícia nacional do que os KÍNGUILAS.

4-Em Julho de 2013 milhões de Euros foram apreendidas nas mãos de intermediários e operativos do General Bento Kangamba, na França por suspeita de lavagem de dinheiro e na altura lia-se: “A polícia francesa apreendeu perto de 3 milhões de euros (cerca de US $4 milhões) e deteve cinco indivíduos, num caso que tudo indica envolve o general Bento dos Santos “Kangamba”, dirigente do MPLA e figura próxima do presidente José Eduardo dos Santos. A informação foi divulgada pelo jornal francês La Provence.” Este caso o BNA angolano e sua Polícia fizeram “vistas grossas” e não se investigou coisa nenhuma em Angola; salvo melhor juízo, Bento Kangamba não é KÍNGUILA.

5- Em 2010, os Bancos americanos haviam encerrado as contas da embaixada angolana e dos consulados em Washington (EUA); nesta altura dizia-se que os dirigentes consulares e diplomáticos angolanos faziam transacções avultadas em Dólares cujas origens são nebulosas, agravadas com o facto de que esses mesmos dirigentes angolanos não valorizam a moldura legal do sistema bancário americano e não conseguem orientar-se na base de probidade pública e transparência internacional. Ainda lia-se oficialmente: “O Bank of América fechou todas as cinco contas da Embaixada de Angola em Washington. Um funcionário do Departamento de Estado norte-americano, citado pela revista "Foreign Police", diz que vários bancos, incluindo o Bank of América, consideram que as contas bancárias têm sido usadas para lavagem de dinheiro.” Que o BNA me faça lembrar se este caso envolveu os KINGUILAS.

6- Dia 15 de Julho de 2014 e 13 de Agosto do mesmo ano os portais de notícias online: http://club-k.net/index.php?option=com_content&view=article&id=18520:vice-do-mpla-recusa-se-a-devolver-emprestimo-do-besa&catid=8:bastidores&Itemid=125&lang=pt e http://macua.blogs.com/moambique_para_todos/2014/08/vice-presidente-do-mpla-recusa-se-a-devolver-empr%C3%A9stimo-do-besa.html  noticiaram que: “O Vice-Presidente do MPLA, Roberto de Almeida que terá recebido o crédito de  10 milhões de dólares que aplicou na construção de uma das suas várias casas ao lado da sua sumptuosa residência habitual, na Rua Rei  Katiavala, em Luanda não quer devolver o dinheiro recebido ao Banco passando por desentendido  do contrato creditício ALEGANDO QUE JULGOU QUE O DINHEIRO TERIA SIDO UMA OFERTA.

Ao todo, o  BESA emprestou 5,7 mil milhões de dólares a conhecidas figuras do regime angolano, incluindo vários membros do Bureau Político do MPLA  que alega  ter perdido rastos.

Em meios informais,  insinua-se que uma “Joint” ligada a empresaria Marta dos Santos, irmã do Presidente José Eduardo dos Santos,  em parceria com um construtor  português José Guilherme, terão recebido cerca de 800 milhões de dólares de crédito  que aplicaram  na construção  de edifícios no Talatona, em Luanda.  

No sentido de salvar o BESA, do referido buraco financeiro, o Estado angolano emitiu uma garantia soberana  de 5 mil milhões violando a Constituição Angolana - cujos termos exactos não são conhecidos. O BESA faliu depois de se injectar nele, 5 bilhões, pessoalmente pelo Presidente José Eduardo dos Santos a revelia da Lei angolana. Os edifícios do BESA estão actualmente ocupados por outro Banco chamado BANCO ECONOMICO DE ANGOLA. Ao mesmo tempo as autoridades aplicam-se no sentido de ocultar nomes dos devedores a fim de e proteger criminosos económicos e perseguir os camponeses e KÍNGUILAS”. Meu Ilustríssimo Governador do BNA estas práticas é que geraram a crise de divisas no País. Nenhum KINGUILA beneficiou dos créditos do BESA e nenhum KINGUILA se escondeu atrás do Bureau Político do MPLA para não devolver os dinheiros tirados do Banco. Este caso portanto é mais da Polícia do que os KINGUILAS.

7-Em 2008 começou-se a pensar na criação do Fundo Soberano para gerir os dinheiros do Estado provenientes das receitas do Petróleo. Nesse ano, José Eduardo dos Santos, Presidente do MPLA e por extensão também de Angola anunciou a intenção de desenvolver uma instituição deste tipo, que gere dinheiro do Estado a pensar no longo prazo. 21 de Junho de 2013, o José Filomeno dos Santos, filho de José Eduardo dos Santos, foi nomeado pelo pai dele, a ser presidente do conselho de administração do Fundo Soberano de Angola (FSDEA).O mesmo que gere cinco mil milhões de dólares (cerca de 3,8 mil milhões de euros) provenientes das receitas petrolíferas. Entre várias promessas, o filho do Presidente a quem se deu os 5 bilhões de dólares do petróleo dizia que iria investir em comodities como agricultura, minérios sobretudo o ouro, infra-estruturas, imobiliárias, criaria uma carteira de projectos hoteleiros para toda africa subsaariana hotéis de 3 a 5 estrelas. Hoje olhamos atrás, não conseguimos identificar nitidamente onde estão os investimentos dos 5 bilhões do petróleo dos angolanos e o Filho Querido do Presidente foi reconduzido ao cargo resumido em esbanjar o dinheiro dos angolanos provenientes das receitas do petróleo. O BNA, a Polícia, o Ministério das Finanças e o Parlamento não têm coragem de interpelar o Filho do Presidente, para mostrar nos 164 municípios e 557 comunas angolanos onde afinal investiu os 5 Bilhões de Petróleo?! Dessa forma desaparecem as divisas nos Bancos. E este fundo soberano não emprestou DOLARES AOS KINGUILAS e nenhum KINGUILA invadiu o cofre seguro do FUNDO SOBERANO para serem perseguidos pela Polícia Nacional.

8- Em 2014 os professores universitários e jornalistas, de nacionalidade portuguesa, nomeadamente: Jorge Costa, João Teixeira Lopes e Francisco Lousã, lançaram o livro (diferente do do Governador do BNA de Angola) intitulado: “OS DONOS ANGOLANOS DE PORTUGAL” este livro relata a forma como o dinheiro de Angola drena para Portugal por intermédio dos generais ligados a Presidência de Angola e da segunda filha mais velha do Presidente, a Russa-Angolana (de dupla nacionalidade) e casada com o Zairense, coleccionador de peças de arte, o milionário Sindika Dokolo. Em nenhuma página deste livro fala dos KINGUILAS como causadores do desvio das divisas angolanas para Europa e sim os membros seniores do Governo e seus familiares. Ao Ilustríssimo Governador do BNA recomendo a leitura deste maravilhoso livro com certeza melhor do aquele seu que o catapultou para o BNA em relação as causas de crise financeira angolana.

9- Caso BNA. Antes de 2009 o BNA perdeu mais de 150 milhões de dólares roubados pelos funcionários seniores do referido BNA. Alguns oficiais da Polícia nacional com destaque para o QUIM RIBEIRO estão aparentemente presos e condenados como outros BODES EPIATÓRIOS. Porque uma organização criminosa efectuava transferências ilícitas para o exterior do país. Eram realizadas através da falsificação de documentos introduzidos irregularmente no gabinete do governador do Banco Nacional de Angola. Esse Dinheiro não voltou para o BNA embora os governantes mintam à Nação de que já se recuperou o dinheiro! Aí não entraram nenhum KINGUILA a roubar os dólares no BNA apenas os funcionários orientados pelo senhor “ORDM SUPERIOR”.

10- Depois de 2008, houve uma fraude monumental que envolveu altas patentes da polícia e os empresários de faiadas da Espanha na compra a Espanha de equipamentos para a Polícia Nacional. 206 milhões de dólares! Acordo assinado em 2008 e previa a entrega ao país de veículos, uniformes, equipamento de comunicações e outro material não especificado. 47 milhões foram entregues às empresas, os restantes 159 milhões foram desviados a favor de familiares de funcionários angolanos do mais alto escalão. Segundo o auto do juiz Pablo Ruz, que lidera o processo judicial, o compromisso estabelecido era “altamente desfavorável” para Angola, que comprava material com margens de lucro entre os 200 e os 300 por cento. Apesar das condições vantajosas, os negociantes espanhóis pagaram apenas USD 46,7 milhões aos fornecedores do material, acabando por desviar todo o resto. A partir daqui o dinheiro fez parte de um complexo esquema de branqueamento de capitais, que envolvia a sua transferência, sobretudo a partir do Luxemburgo, para várias contas espalhadas por paraísos fiscais.

11- No dia 07 de Julho de 2014 o portal www.CLUB-K.net noticiou que o empresário Santos Bikuku fora detido nos EUA, com mais de 6 milhões de dólares. O dinheiro era transportado num avião privado de fabrico russo e estava ao serviço de um gestor bancário nacional em Angola. As autoridades locais são descritas como estando a gerir o assunto no maior dos sigilos visto que o empresário é próximo ao regime, sobretudo a administração do Banco de Poupança e Crédito (BPC) e ao Governo Provincial da Lunda-Sul.  Nas movimentações que as autoridades angolanas estariam a proceder para a sua soltura, há considerações no sentido de justificar a polícia americana que Bikuku transportava a referida quantia a fim de efectuar pagamentos para prestação de serviço da sua aeronave, que se encontra em solo americano. Essas somas avultadas que circulam pelos países estrangeiros, Excelência Sr. Governador do BNA isto provoca crise de divisas no País e não os KINGUILAS.

12-Ilustríssimo, Sereníssimo Senhor Governador do BNA, a venda de dólares nas ruas não é a causa da crise e sim a consequência. Mas Excelentíssimo Senhor Governador do BNA sabe e eu também sei e sabemo-lo ambos, que nas ruas angolanas não se vende de forma ilícita apenas os dólares: vende-se de forma ilícita os bens alimentares desde pipocas até as grandes refeições. Vende-se de forma ilícita viaturas de todas as marcas e suas peças sobressalentes; nas ruas de Angola, vende-se de forma ilícitas patentes militares, fardamentos, armamentos de fogo e toda a logística militar e policial estes são casos da polícia e não os KÍNGUILAS que não assaltaram nenhum BNA quando eu e vossa Excelência sabemos que os que açambarcaram todos os dólares do BNA estão a solto e mandar prender os inocentes KÍNGUILAS.

Nas ruas angolanas vende-se de forma ilícita bilhetes de identidade, cartas de condução, passaportes incluindo vistos vitalícios aos estrangeiros. Oferecesse nacionalidade angolana aos estrangeiros até criminosos internacionais com mandatos de capturas. Estes são casos da polícia e não os KINGUILAS.

13-Excelência Senhor Governador do BNA, os dólares são moedas americanas e não angolanas. A única coisa que a economia nos ensina é que para Angola ter dólares em seus bancos não precisa matar os KINGUILAS mas sim, vender os produtos que América precisa. Mas Angola não produz nada a não ser petróleo e diamantes mas concentrados nas mãos dos CHEFES NOMEADOS E NASCIDOS e o Estado Angolano é pobre mas governado pelos milionários que não são KINGUILAS.

14-A América para enviar dólares à Angola, esta precisa produzir novos softwares, novos motores de Lexus, Angola precisa produzir melhores aviões e barcos para os americanos virem comprar deixando dólares em Angola. Mas o nosso BNA desde 1975 só financiou a fábrica da CUCA, NOCAL, EKA e talvez também gelado de Múkua. Embora sejam bons produtos para os Angolanos, eles não são suficientemente qualitativos para os Americanos em massa virem a Angola comprar com seus dólares enchendo nossos bolsos com divisas. Assim, temos que descobrir mais produtos que o mundo precisa. Mas tal é impossível porque os dirigentes do País roubaram todo o dinheiro na era da abundância e guardaram no exterior do País e não pensam em “mandar de volta” o dinheiro de Angola para Angola. Este dossier não envolve os KÍNGUILAS, Sr. Governador do BNA.

15-Excelentíssimo Sr. Governador do BNA, eu sugiro que diagnostique quanto dinheiro angolano está escondido na América, na Europa, na Asia e em alguns países da Africa pelos generais, ministros, governadores, os filhotes dos CHEFÕES e diagnostique honestamente quantos KINGUILAS têm dinheiro guardado nos Paraísos Fiscais?

16- Não seria sensato começarmos seriamente a negociar com os generais, os ministros, os governadores, os governantes de Bancos que guardaram dinheiro angolano na Suíça e noutros países, convence-los positiva e patrioticamente a repatriar o dinheiro angolano para Angola ao invés de o BNA e a Polícia construírem sinergia em investir na GUERRA DE KWATA-KWATA vitimizando os pobres que já são vítimas de malévola e péssima governação?

17-A guerra contra os KINGUILAS é uma guerra injusta, inútil, absurda, maquiavélica, falsa, politicamente nula, juridicamente criminosa porque esta GUERRA que o BNA de S. Excelência declarou contra aqueles inocentes que nunca beneficiaram dos vossos gordos créditos bancários sem retorno ao remetente, que levou o BESA à bancarrota, é uma guerra pecaminosa.

18- Como sempre, o Governo através da Polícia convidada pelo BNA a surrar e prender inocentes, vem evidenciar a filosofia de “ ao invés de combater a pobreza, combate-se os pobres” significa que aos vossos olhos, Excelência Sr. Governador do BNA a única forma de combater a pobreza é matar o próprio pobre, para curar a doença é matar o doente. Assim, não acho ser a ordem natural das coisas. Poupem os angolanos que desgraçadamente nasceram aqui e onde devem viver porque não são milionários como vós, para migrar.

19-Excelência Sr. Governador do Banco Nacional de Angola, recém-nomeado ao cargo mas elevado na gestão de políticas monetárias do País e escrevo-lhe primeiramente porque fora nomeado para este cargo exactamente na era das “vacas magricelas” na era da penúria. É uma tarefa ingrata ser nomeado chefe de cozinha na altura em que o gás acabou, a lenha acabou, o sal acabou, a água acabou, fora sim nomeado para Governar o vento, assim para preencher a agenda de trabalho inexistentes, as tarefas foram identificadas: perseguir inocentes KINGUILAS para justificar gordos salários a custa do sofrimento do povo inocente que vegetam como árvores por lhes faltar um Governo!

20-Quando escrevia esta carta à S. Excelencia, Sr Governador do BNA, assaltou-me à vista uma notícia deveras lancinante: “A Polícia Nacional angolana anunciou hoje a detenção de quatro homens por venda ilícita de divisas nas ruas de Luanda, depois de o Banco Nacional de Angola (BNA) ter apelado à intervenção policial para travar esta prática. Segundo a polícia angolana, além da detenção dos quatro suspeitos, com idades entre os 34 e os 45 anos, a "operação KINGUILAS" levou à apreensão de várias quantias em dólares (divisas) e kwanzas, bem como recargas telefónicas e terminais de pagamento electrónico…Finalmente, a polícia para além de roubar os taxistas, roubar vendedeiras ambulantes, a polícia para além de roubar os presos e seus familiares nas unidades prisionais, agora a polícia fora autorizada pelo BNA a roubar os KINGUILAS e vendedores de recargas telefónicas e consolidar a carreira de perseguir inocentes e salvar os interesses dos nobres e seus familiares como faziam os velhos sipaios colonialistas ou seja: proteger os chefes e suas propriedades em detrimento do Povo inocente e vítima da situação.

 

21-Mas ainda como intelectual avisado, Sua Excelência Sr. Governador do BNA seria bom avisar aos perseguidores e opressores do povo que esta crise veio para ficar e só irá terminar quando um novo Governo entender que não se rouba o erário público. Avise-lhes também que a festa dos avultados dólares do petróleo parece que acabou mesmo. A crise não irá terminar a não ser que o Governo ajude a devolver todos os dólares roubados em Angola e escondidos nos Paraísos fiscais da Europa, América e Asia.

 

22- Excelências Sr. Governador do BNA os dólares jamais voltarão em abundância a não ser que o Governo produza coisas em quantidade, qualidade, originalidade e venda aos Países estrangeiros que deles precisam e têm os dólares e euros e que por esta via consiga aceder aos mercados monetários valiosos no momento actual.

 

23-Excelência Sr. Governador do BNA estou consciente do calvário a que está sujeito e não me colocaria jamais em seu lugar mas S. Excelência está a altura do desafio, por isso peço encarecidamente que transmita o meu recado para o Governo do MPLA: deve imediatamente cessar sua estratégia patrimonialista e enverede pelo controlo da riqueza do País na base da ética, da probidade pública, da transparência e senso de responsabilidade e responsabilização civil e criminal aos devedores dos bancos qua tale o BESA senão esta crise irá piorar e destruir o próprio Estado actual que está preso na sua negatividade.

Para terminar fecho com o ditado em Umbundu que diz: “ esanda walinga kepya, kimbo lyukulandula” tradução: a mentira que praticas nas lavras, segue-te em casa. O tempo em que os dirigentes andaram a brincar com o dinheiro do País seguiu-nos em casa e devemos assumir esta realidade e dela tirarmos lições e quiçá lubrificarmos as mentes para uma limpa criatividade e soluções felizes sem necessariamente MATARMOS OS INOCENTES KÍNGUILAS.

Muito obrigado pelo tempo que me legou a ler estas desalinhavadas palavras.

 

Por: Ângelo Kapwatcha

Carta a administração da Universidade Metodista de Angola - Sindicato dos Professores

TEXTO DIRIGIDO EM CARTA ABERTA AO:

CONSELHO DE ADMINISTRAÇÃO DA UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA;

MAGNIFICA REITORA DA UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA;

MINISTRO DO ENSINO SUPERIOR;

FISCALIZAÇÃO DO MINISTÉRIO DO TRABALHO.

DOCENTES DA UNIVERSIDADE METODISTA DE ANGOLA PLANEIAM GREVE!.... A PARTIR DO DIA 10 DE MAIO DE 2016

 

Luanda  - Integramos a Comissão instaladora da criação do Sindicato dos Trabalhadores da Universidade Metodista de Angola que foi criada com vista a defender os interesses de todos os trabalhadores Angolanos e expatriados desta que até então era considerada uma humilde casa, mas fruto das ambições humanas e a consequente delapidação do património da instituição estes vão desrespeitando a classe dos docentes, trabalhadores administrativos e outros ao ponto de se tornar um inferno....para muitos. Porque sentimos a escravidão na carne e no osso....”trabalhamos sem salário”

Fonte: Club-k.net

Decorrem até agora cerca oito meses, sem recebermos os nossos salários e de tamanha falta de respeito começamos a nos deparar com a caça as bruxas ou seja todo aquele que reclamar vai para o olho da rua. Assim já aconteceu com alguns Decanos que foram suspensos outros despedidos incluindo professores sem mais formalidades legais!

Reza a velha máxima “aquele que não conhece os seus direitos, os seus direitos serão sempre violados” se era isto que pensavam pois estão redondamente enganados pois somos todos intelectuais...e aqui tem todo o conhecimento, economistas, juristas, futebolistas, gestores, Engenheiros e afins!

Felizmente nós estamos numa academia onde existe um universo de conhecimentos e com as opiniões convenientes criamos esta comissão que vai culminar com a criação do Sindicato dos Professores da Universidade Metodista de Angola – SIPUMA

Excelências!.... os professores e outros estão a passar mal....alguns vivem de boleias dos estudantes e outros estão mesmo a faltar por falta de dinheiro para o taxi e outros a procura de outros empregos!....uns a passar fome com rendas de casa em atraso! Que tipo de ensino queremos dar a geração vindoura com estes comportamento?

- Nos respondam pessoalmente.

Decorrido este lapso de tempo nenhuma entidade competente se dignou a dar qualquer esclarecimento sobre a situação do pagamento dos salários ou, pelo menos, nos dirigir alguma justificação e pelo que tudo indica todos fogem o rabo a seringa!...

As informações que até hoje recebemos sobre os motivos que levam ao atraso do salário são especulações de alguns professores que também são membros da Igreja.

Excelência queremos algum esclarecimentos sobre pronto pagamento dos nossos salários!

Evitemos a separação entre os professores da cidade e do campus ou seja quanto ao pagamentos dos salários devem ser processados na mesma altura!

Que sejam os decanos todos na condição de despedidos ou suspensos convidados a voltar nos seus postos de trabalho!

Que paguem todos os salários em atraso num prazo de 48 horas

Caso não cumpram com as exigências!...

1.º Os professores não lançaram as notas referentes as provas recentes;

2.º Convocaremos uma greve geral a partir do dia 10 de Maio do corrente ano;

3.º Enquanto vigorar a contenda entre os sócios e a Igreja vamos arranjar um mecanismos judicial que afaste todos os gestores da universidade e criaremos uma comissão de gestão até que este vosso maldito conflito termine!

Excelências....

Como académicos e religiosos estamos deveras surpresos com tamanha atitude e falta de respeito para com os trabalhadores!

Se querem guerra com os professores então conseguiram...não descansaremos até receber o último nosso centavo.....e depois se quiserem podem retaliar..é assim que age um homem de pouca fé e que vive endemoniado!

Atentamente

Comissão Instaladora do Sindicato dos Professores da Universidade Metodista de Angola

Mankuta Dikola Mwené

André Rogerio

Francisco Nguinamau

 

 

Benguela: Os Corredores de fora de pista - Isaac dos Anjos

Benguela - Assisto com paciência o passear de opiniões a Meu respeito a maior parte das quais invariavelmente associadas a empresários com quem me relaciono ou de quem gostariam que me relacionasse mas que não fazendo parte das minhas opções de amizade se transformam logo em inimigos figadais.

Fonte: Club-k.net

Não esgotaram até agora os argumentos que fundamentam as críticas à Meu respeito e são naturalmente livres de e para fazerem as críticas devidas ao meu trabalho associado às minhas funções Públicas única razão aliás que lhes confere o direito de monitoramento permanente dos meus passos.

 

Quanto a isso não tenho nada a opor ,mas é porém ,quando se começa a transformar isso num assunto pessoal,que me julgo com direito pleno de defesa da minha própria imagem e bom nome.

 

Têm sido várias as oportunidades que tenho oferecido aos jovens empresários ao longo dos meus trinta anos de funções públicas em cargos de Direcção e Chefia de Responsabilidade Nacional.

 

 

Constitui a minha primeira empresa e registei-a em Benguela. Inspirei-me na sua constituição numa célebre viagem que fiz aos Estados Unidos da América a convite da OBC Overseas Business Corporation Criada pelo Major Dumilde das Chagas Simões Rangel.

 

Dessa viagem fizeram parte a Enga Cesaltina Van Dunem,o Jorge Jover, Dufa Rasgado,Mário Augusto e depois de termos sido recebidos na Universidade de Virgínia acompanhados pelo nacionalista Paulo Tuba que fez a honra de ser o nosso tradutor de serviço, o Professor Nacionalista Dr Camabaya conduziu-nós a presença do Governador Wilder.

 

O sucesso da nossa missão levou-nos a sermos recebidos em casa da Dra Rubbi Martin Secretaria do HommeAffairs do Governo do Estado de Virgínia e numa descontraída conversa a Dra Rubbi disse-me que haviam ficado muito bem impressionados com a minha pessoa ,gostariam de ajudar-me a concretizar muitas das ideias que havia apresentado em particular as relacionadas com a minha paixão vocação agrária. Era para isso importante que constituísse uma empresa familiar.

 

São as pessoas acima referidas testemunhas de ter expontânea e euforicamente respondido e pronunciado pela primeira ,vez o nome da Isaac and Son's Fruits.

  

A I&S Frutas foi definitivamente constituída,numa bela manhã , ao pequeno almoço nos jardins da minha casa no Kinaxixi em Luanda, após o anúncio da primeira grande desvalorização da moeda no âmbito das medidas integradas no programa de saneamento econômico e financeiro SEF, corria o ano de 1988.Ante o desespero do meu amigo Paulo Miguel e na presença do meu irmão mais velho Miguel David Natal, fiz-lhe o convite para ajudar-me a tratar da constituição da empresa.

 

Ao Paulo Miguel,ainda vivo para contar ou desmentir, ocorreu convidar outras pessoas apesar de avisado que as empresas eram entes sociais delicados.

 

O Mais Velho Chico Adão viria a ser envolvido na minha primeira mediação conflituosa que me levou a afastar-me de uma das mais profundas entregas de amizade que algum dia pude ter tido o prazer de construir.

 

Tão profunda é essa marca de amizade e cumplicidade que nunca demos a família oportunidade de abordarem ou saberem o que se passou entre dois manos e assim mantemos a relação familiar.

 

Recorro a esse episódio inicial para dizer apenas que tenho uma grande profundidade de conhecimento quanto aos limites de relações que envolvem pessoas e empresas.

  

Constituí ao longo do tempo varias empresas e hoje depois de longo serviço prestado ao estado começo a reorganizar-me para delas dar forma e visibilidade.

 

Enquanto cidadão deste País com fundamentos de urbanidade, não me esconderei por trás de falsos nomes para ocultar interesses econômicos pessoais e o meu nome aparecerá inequivocamente inscrito nos pactos das sociedades de que faça ou venha a fazer parte.

Prefiro sofrer as consequências da descriminação de que tenho sido alvo mas não abdicarei de com nome próprio adquirir acções, comprar títulos ,investir em vários segmentos de oportunidades.

O que aqui digo está traduzido na minha Declaração de Rendimentos e Bens e espero que um dia alguém me condene de facto por desproporcionalidade

A desproporcionalidade pode ser, enquanto factor valorativo ,positiva ou negativa.

Kassalassito comunidade ribeirinha da Barragem do Dungo foi contemplada com uma Escola de seis salas construída pela empresa de Moisés Antonio Limitada inscrita na Huila, inaugurada pelo Vice Governador para as Infra-estruturas Sardinha Moita,em 4 de Abril de 2016.

A comunidade de Malongo foi beneficiada igualmente de Uma Escola de seis salas construída pela Pétala e Corola inscrita em Benguela propriedade do Administrador Nito Junior filho do Kioshe em Benguela,inaugurada igualmente pelo Vice Governador para as infra-estruturas Sardinha Moita,em 4 de Abril de 2016.

O Município de Bocoio foi beneficiado com um complexo de trinta moradias,uma escola de seis salas,quadra desportiva e outros equipamentos construídos pela empresa Tuamutunga registada na Huila mas co-propriedade do Sr Manuel Henriques conhecido da África têxtil de Benguela ao tempo do Governador Kundy Paiama, estes equipamentos foram inaugurados pelo Governador Isaac dos Anjos a seis de Abril de 2016.

O Chongoroi beneficiou de uma Escola de12 Salas em construção adjudicada a empresa Winga registada em Benguela co-propriedade do Jovem empresário Ivady filho do General Mandinho Cabo de Guerra operativo dos Onças da Montanha que jorrou suor em Benguela.

Está em construção um Hospital em Chongoroi adjudicado a empresa Mega Construções registada na Huila, co-propriedade do Engenheiro Paiva,que tem no seu currículo a construção de Escolas de vinte salas em Caconda, Lubango, Jamba Mineira, Administrações Municipais de Caluquembe,Quilengues, ao tempo como Governador Provincial da Huila.

Baía Farta, Catumbela tem por concluir Hospitais adjudicados a empresa Construções Benguela , co-propriedade do Sr Vidinha Cidadão Português residente em Benguela e trazido pelo empresário Aderito Areias, que construiu o Politécnico do Cubal, está a realizar o acabamento dos Edifícios Z15 de Construção Cubana cujas obras ficaram por concluir desde 1985.

Foram adjudicadas várias obras de construção de Escolas de doze e vinte salas a várias outras empresas por concurso Público, cujos processos já transitaram pelo Tribunal de Contas e aguardam disponibilidade de verbas do OGE.

As Escolas de seis e doze salas em construção e em fase de conclusão no Bango Bango, Casseque, Cabrais, Praia Morena, Balombo, viram o seu calendário de obra afectado quer pela retenção das ordens de saque desde Junho de 2014, por restrições orçamentais que a conjuntura econômica financeira vem nos impondo.

Temos seguido um calendário de pagamentos que prioriza as obras sociais e fazemos a liquidação proporcional à todos os operadores quando dispomos de recursos financeiros.

Foram contratados serviços a empresa de Mídia co-propriedade do Sr Chico Rasgado e pagos com os mesmos constrangimentos que a todos os empresários e tal como outros o Governo não recepcionou no tempo os conteúdos encomendados para programas institucionais.

Foram adjudicadas empreitadas de transporte e montagem de Pivôs de irrigação a empresa Rak-Pic registada em Benguela co-propriedade do Sr Roberto Lima, filho de um amigo que me deu, como poucos ,apoio e carinho na reparação de Bombas de Água do Cavaco ,quando também ainda jovem para este Porto atraquei,em tempos de vacas magras,até hoje também não recebemos em condições operacionais os trabalhos afectando as metas da diversificação da nossa economia.

No sector do abastecimento alimentar alargamos as operações antes monopólio do Escondidinho, para a Calmito, Praia Morena, Hotel Luso, Mil Cidades, Weza,todas estas empresas são registadas e pagam impostos em Benguela.

Não foi decisão do Governador Isaac dos Anjos transferir o mercado 4 de Abril. Foi decisão do Governador mandar melhorar as condições levando até lá o asfalto e vimos construindo com recursos locais as infra-estruturas para um mercado condigno e já são visíveis as naves que estão a ser erguidas no local e estão à venda os lotes para a construção de grandes armazéns.

Foram levados os empresários ao local e com os dinheiros que vamos arrecadando depositados a contas do Governo Provincial específicas vamos construindo um mercado da nossa era.

Os terrenos do Cavaco foram devolvidos ao proprietário reclamante,por deliberação dos tribunais,que os vendeu imediatamente. O Sr Maya está a construir num desses terrenos um Colégio que por falta de espaço adequado acabará por se transformar num mau investimento privado.

O Governador decidiu levar para o espaço de dois hectares que ficara devoluto a construção de um Colégio para servir aquela área e convidou o Sr Maya a fazer uma parceria em virtude do valor do investimento que a empreitada requer.

Como investidor privado o Sr Maya,optou antes por ficar com o terreno para construir uma Escola para o ensino Politécnico Profissional o que está a ser transacionado com este,que irá pagar pela tabela de valor de terrenos estabelecida para terrenos em zona nobre.

O valor será investido no Mercado do 4 de Abril e com certeza essa é a parte que os vendedores de terrenos avulso gostariam de apanhar. A fonte bem posicionada do GOB que fez correr a informação se fosse denunciada teríamos um bom motivo para conversa e quem sabe o Ivady uma boa razão para se rir do intruso.

Faltará espaço para dar mais pormenores e exemplos do envolvimento de uma larga faixa de jovens empresários em Benguela apoiados pelo Governador Isaac dos Anjos de Nome Próprio.

Em matéria de negócios a transparência é o que se exige hoje para o sucesso empresarial,mas quem tem moral religiosa e aplica no seu quotidiano esses valores, não se esforça muito para os fazer valer.

Quem trabalha muito voluntariamente para a colectividade e mostra isso com factos intangíveis, tem que ter regras comportamentais muito próprias. O Governador Isaac dos Anjos não tem mandato para intermediário de Deus. No seu léxico por exemplo,não aceita a expressão "que Deus lhe pague "vinda da parte de quem lhe deva.

Quem lhe deve expressamente tem de pagar.Quem faz negócios com Ele tem que pagar o acordado e está livre de declarar o que pagou como o fez e porquê que o fez.

Dublin,Bahamas,Açores,Madeira, Panamá,Islândia,Maurícias deixaram de estar longe. A Forbes está mais próximo de nós e já cheira a made in Angola.

A campanha de terra queimada conhecerá um pico ainda maior e vai apenas no Adro; Os argumentos que apresentam para conotarem o que esses empresários fazem com a figura e nome do Governador tem outros objectivos inconfessos. O temor que o Engenheiro Isaac vos causa não é apenas circunscrito à Benguela com certeza.

Os protagonistas juraram no passado a pés juntos que os interesse do MPLA na Huila seriam profundamente afectados na Província da Huila no período de 2009 a 2012.

Foram batidos e goleados no seu próprio reducto em todas as dimensões,com os resultados, não se dignaram a pedir desculpas e surpreenderam-se com o facto de anos depois em Dezembro de 2014 em vésperas de mais um congresso extraordinário do MPLA o Engº Isaac dos Anjos ter vindo a público pedir desculpas por um profundamente mal entendido pronunciamento tido dentro de uma sala de reuniões para a qual fora convidado,por Sua Excelência Presidente da República.

Existe da nossa parte suficiente humildade para estar e lidar com o Público, reconhecer e aprender todo o tempo dentro de um Partido de Massas como é o MPLA, cumprir as regras de procedimento e saber esperar em cada momento as decisões dos Órgãos e Organismos de Direcção.

As regras de candidaturas aos órgãos estão escritas e tentar retirar nabos da pucara em Benguela associando a candidatura de Isaac dos Anjos a questiúnculas e dores de cutuvelo das lutas empresariais, só pode ser obra de corredores de Fora da Pista.

Carta aberta ao Presidente da República - Ex-líderes dos partidos políticos

À

SUA EXCELÉNCIA SENHOR
JOSÉ EDUARDO DOS SANTOS
PRESIDENTE DA REPUBLICA
L U A N D A

ASSUNTO: CARTA ABERTA

Respeitosos e Sinceros Cumprimentos,

Excelência;
A LIGA DOS EX-LIDERES DE PARTIDOS POLITICOS (L.E.L.P.P.) em apresso, é uma instituição da sociedade civil, apartidária e apolítica, cujo objectivo visa defender a integridade física e social, de todos aqueles que durante a implementação do processo democrático no país, deram as suas vidas para que a paz, hoje tão desejada e festejada pelos angolanos, a democracia representativa e participativa, o pluralismo de expressão, de pensamento e de opinião política, assim como a efectivação do Estado de Direito, fosse uma realidade no país.

Não houveram outros que colocaram as suas mãos ao fogo para defender a paz e a democracia nascente, do que os dignos Lideres de Partidos Políticos, então legalizados pelo Supremo Tribunal da Republica nas veste de Tribunal Constitucional. Mesmo quando alguns sectores do Estado angolano se apresentavam célticos quanto a esta questão. Os Lideres deram a cara, bateram os pés no chão e apareceram nesta paz e nesta democracia. Pois, eram as vidas dos angolanos a se perderem ingloriamente.


Senhor Chefe de Estado,
As razões pela qual escrevemos-lhe esta carta aberta, reside na falta de vontade política, decisão concreta, sensibilidade e solidariedade social como símbolo do fortalecimento da coesão Nacional. Pois, parte do Executivo que pouco ou nada tem feito perante a difícil situação de vida dos ex-líderes.

Preocupações manifestadas em vários memorandos endereçados a Sua Excelência e ao Seu Gabinete que não pedimos ouro nem prata, apenas, condições de sobrevivermos, que consubstanciam no direito legitimo e consagrado tanto na nossa constituição, como na carta universal dos direitos humanos. Isto é, "a vida e o bem-estar social por desrespeito as normas e regras administrativas e burocráticas nunca
beneficiamos de qualquer resposta ou manifestações dos órgãos de serviços de apoio do seu Gabinete, como se tratássemos de «persona não grata. Pondo em causa a nossa personalidade e capacidade jurídica de Interlocutor válido na discussão e resolução dos problemas afecto a esta camada social, na base do diálogo aberto e permanente, na qualidade de parceiro social do Estado. Por outro lado, o colectivo dos associados, encontram-se constrangidos com o Executivo por falta de cumprimentos dos pontos acordados em audiência em 2015, com o senhor doutor Flávio Fonseca em representação do Senhor Presidente da República, que assumiu numa primeira fase, velar pela integração e reintegração laboral de acordo com os processos pessoais solicitados com urgência e remetidos em tempo oportuno no Gabinete de V. EXCIA, cuja verdadeira finalidade e objectivo está no segredo dos deuses.

Ainda na audiência ficou a promessa de enquadramento da Liga na estratégia da criação de cooperativas no quadro da diversificação da economia Nacional e da redução da pobreza e do combate a fome. O que seria bom para suportarmos as enormes dificuldades desta camada social e para suster o normal funcionamento desta instituição. Por fim, a situação dos doentes que a cada dia aumenta, pondo em risco a extinção da nossa Comunidade, cujo os relatórios médicos também remetemos. Expusemos questões seríssimas, mas, sempre fomos ignorados. Estamos preocupadíssimos sem sabermos se, se trata de uma orientação política, já que se refere da Presidência da República ou se não dominam os princípios da comunicabilidade.

Do ponto de vista político, O Executivo angolano em vários fóruns defendeu: Que no universo de cento e vinte e cinco forças politicas, somente uma estava descontente ou insatisfeita com a politica do governo. Foi
precisamente com esta expressão que o Executivo angolano ganhou o estatuto de Estado democrático e a condenação da força belicista.

Portanto, na esteira deste pressuposto pedimos ao Senhor Presidente da República, a dar uma atenção a esta camada social que fruto da retaliação vivida atravessam vicissitudes graves e desumanas pelo seguinte:

É mandamento de Deus:
Amar o teu próximo, como a ti mesmo. A Escritura sagrada nos ensina a amar os nossos inimigos; se é que somos inimigos. Logo arquitectar Leis injustas e discriminatórias somente para exterminar e humilhar as demais forças vivas deste país. Foi uma grande injustiça.

O objecto de cada força política, é a luta política. Cada força participa nesta luta com paz, fraternidade, tolerância e no respeito mútuo. Portanto, as forças políticas vendem o seu produto político com sabedoria, inteligência, estratégia, verdade, conhecimento, organização, amor ao próximo e sobretudo com honestidade e integridade dos seus principais dirigentes.

Os ex-líderes de Partidos Políticos, já não possuem idades para concorrerem a um posto de trabalho tanto na função pública como em empresas privadas. Como poderemos viver?

Sendo o Executivo o autor moral e físico da extinção desses postos de trabalho sem ponderar a estes aspectos, deve sim, o Executivo assumir esta camada social. O que é perfeitamente justificável e compreensível.

Os Ex-Lideres pedem, que seja institucionalizada um diploma legal que permita lhes usufruir de um subsídio por parte do Estado.

Cada Ex-Lideres é chefe de família. Têm responsabilidade de a sustentar. Temos encargos financeiros e outras obrigações por cumprir. Sentimos fome, assim como qualquer outro homem também sente. Então como poderemos cumprir com as nossas obrigações, se fomos remetidos ao esquecimento como vegetar.

O direito Costumeiro angolano ensina-nos o seguinte:
- Aquilo que não gostamos que nos fazem, não fazemos aos outros.
- O livre desenvolvimento de um, é condição para o livre desenvolvimento de todos.

- Aquele que impede o crescimento de outrem, este é do maligno.

Podemos concluir, que numa sociedade como a nossa, não devemos apenas olhar naqueles que são nossos. Aos que nos rodeiam, ou em nossas famílias, mas procurar gerir oportunidades para todos os membros.

Os ex-líderes, embora já não estar na vida política activa ainda fazem parte da classe política do país. Uma vez que, o sistema político angolano é multipartidário, consubstancia-se, que a classe dirigente do país é extensiva não só aos da situação, como aos da oposição e a sociedade civil.

O Executivo angolano, actuou de ma fé ao arquitectar a extinção dos partido políticos no país, de contrario teria acautelado uma integração social justa para os seu lideres e seu principais seguidores. Por outro lado, se o Executivo não extinguisse os partidos políticos, caberia aos mesmo acautelar a reforma social dos seus líderes e dos principais membros.

10º A aceitação por parte dos lideres da extinção das suas formações politicas, foi um acto patriótico digno de pessoas de bem, pois não, foi esta a intenção do Executivo.

11º Angola é terra de todos os angolanos. Nenhuma força política é superior a outra força. Nenhum angolano é mais angolano do que o outro, seja de que família for, seja de que província for, seja de que partido for. Nós respeitamos os dirigentes do MPLA mas, não podemos aceitar que o MPLA por mais militante que tenha, apareça como dono do país, razão dos conflitos internos. Os únicos donos deste martirizado pais, são os quase 26 milhões de angolano juntos.

12º Foi-nos dito pela casa civil do senhor presidente da Republica de que o Chefe de Estado, não tinha funções constitucionais que lhe permitam criar um diploma legal capaz de nos atribuir um subsídio mensal, segundo a nossa petição. Deveríamos neste caso instar Assembleia Nacional para o efeito. Não seria um procedimento lógico, o Executivo indicar uma comissão para elaborar o divido diploma e cumprir os transmitis que os outros diplomas têm seguido? De que forma nós influenciaríamos a Assembleia Nacional aprovar um diploma a nosso favor, se a maior parte dos deputado e outros trabalhadores a fins são do vossos lado?

13º Senhor chefe de Estado, é meritório a atribuição do subsídio a cada ex-líder de partido político nos moldes que a liga já indicou em documentos anteriores.

14º O nosso objectivo, é criar a harmonia no seio da classe político angolana, que é a classe dirigente da Noção e sobretudo no seio dos angolanos, embora com esta politica de exclusão e de extinção enumeras familiar foram prejudicados.

15º Senhor Chefe de Estado, as Leis não são feitas e aprovadas para destruir as iniciativas criadoras e transformadoras dos cidadãos, mais sim, para regular e proteger estas iniciativas dos cidadãos. Por que os cidadãos devem viver dos seus pensamentos ou ideias positiva.

16º Senhor Chefe de Estado, o estado tem por missão proteger os mais fracos dos interesses selvagens dos mais fortes. Nunca o próprio Estado a executar os seus interesses selvagens aos fracos isto demonstra que o Estado angolano e mais fraco do que aqueles aquém dizem ser fracos.

17º Senhor Chefe de Estado, se o Estado como pessoa de bem, não proteger os seus cidadãos dos interesses selvagem dos mais fortes, quem irá protegê-los? Podemos responder sem medo de errar que é a comunidade internacional, pois, os cidadãos não são apenas Nacionais, mas também cidadãos do mundo, recorrendo o direito internacional.

18º Deixem-nos viver Senhor Chefe de Estado, tudo está nas tuas mãos. E o senhor que tem o pão, o queijo e a faca, não resolve o nosso caso porque o senhor não quer.

19º Senhor Chefe de Estado, quem elaborou e aprovou a lei dos partidos políticos em Angola, não fomos nós, mas o Senhor e a sua equipe, simplesmente cumprimos com a missão que nos tinha sido confiada. Portanto, jogamos o nosso papel com zelo, dedicação e sabedoria, entregando a nossa própria vida e consentindo sacrifícios até aos dias de hoje.

20º Não queremos um estatuto especial, mas, apenas que nos seja atribuída um subsídio que nos permita sobreviver com a nossa família.

21º O Chefe de Estado, embora Líder de uma força política, deve ser o garante da unidade Nacional. Assim, deve tratar a todos com equidade e justiça no dia-a-dia da governação.

22º O Chefe de Estado, embora Líder de uma força política, deve ser o magistrado número um, da Nação angolana, colocando sempre os interesses da maioria acima dos interesses pessoais.

23º O Chefe de Estado deve primar pelo diálogo permanente com as forças vivas da Nação, pois, é essa força, a classe dirigente da Nação.

24º O Chefe de Estado, deve pelo menos uma vez por semana, receber o povo através de audiências, pois, está escrito que, a voz do povo é a voz de Deus.

25º O Senhor Chefe de Estado, deve ser o mais flexível possível, nunca agir com braço de ferro contra o teu povo, não há nada que uma boa conversa não resolve. Aparecer sempre com uma mensagem de esperança ao povo para levantar os ânimos do povo.

26º Senhor Presidente, a Liga estará de braços abertos para recebe-lo, quando em 2018, abandonar a vida política activa e passar a condição de ex-líder. Sendo uma instituição de ex-líderes nos sentiremos honrados com a Sua inscrição.

Ao terminarmos gostaríamos que V. Excia, na qualidade de Titular do Poder Executivo pudesse intervir na resolução desta questão o mais breve possível. O pouco chega para todos. A injustiça é uns comerem e outros não. Resta-nos agradecer pela amabilidade de nos escutar e resolver os nossos problemas.

MUITO OBRIGADO

Luanda, aos 03 de Maio de 2016

O Presidente da Liga
Agustinho João Paulo Bote

Contacto: 928787424 / 9415567670

Lembrete ao sr. Governador de Luanda - Carlos Alberto

Sr. Governador,

Através deste quero emprestar a minha colaboração na qualidade de citadino e estar preocupado com o que se passa nesta nossa cidade.

Aquando da sua tomada de posse no decorrer do seu discurso recordo-me ter prometido exonerar mais Administradores quer Municipais como Distritais, que não estivessem a corresponder com os seus anseios, para quando será, ou será que os que se encontram no desempenho das suas funções, agradam a sua Governação.

 

Sr. Governador, caso não possa fazê-lo pessoalmente envie por favor uma equipa de fiscalização mas peço-lhe que sejam pessoas de sua confiança pra fazer um levantamento do estado degradante em que se encontra a estrada que sai do S.Paulo, passa na rua paralela a antiga feira Ngoma e desemboca na avenida Brasil passando pelos combatentes próximo ao Serviços de Identificação, é triste ver como os carros são sacrificados neste troço, quando pagamos taxa de circulação. Convém recordar Sr. Governador que nem todos temos possibilidades de comprar Jipes a todo terreno.

 

Outra minha preocupação e com a estrada na zona da Samba que passa pela afamada rua do Quim Ribeiro, zona da Coreia e desemboca na rua da Nova Marginal. Deste trajecto já não se fala o seu estado. Convém adiantar Sr. Governador com o arranjo desta via iria desafogar e de que maneira o transito na rua principal da Samba quem vai para a Mutamba. Ontem ouvi a entrevista de uma Responsável da Administração da Samba dizendo que estavam a espera que terminem as chuvas para se tratar das ruas em mau estado, será?. Sr. Governador pelo que eu sei as Administrações Municipais beneficiam de dotação orçamental pelo que pergunto como é gerido este valor não obedece um plano de execução de obras onde temos as mais prioritárias. Vivo no Bairro da Samba e não vejo nada que é feito de realce, só para ter uma ideia Sr. Governador devido ao estado lastimável que ficam as casas neste Bairro neste momento e enquanto não terminam as chuvas estou a residir em casa de um familiar noutro Bairro da Cidade de Luanda.

 

O que se vê neste momento a única preocupação do Governo é com a zona do coelho, quando temos nos nossos bairros situações graves e de fácil solução mas o que se nota e a falta de preocupação pelos nossos dirigentes municipais ou distritais.

 

Sr. Governador, com todo respeito que tenho por si e tenho consciência que não é fácil governar esta cidade, mas eu as vezes me pergunto se é este o castigo que merecemos por votarmos no Partido que temos no coração.

Tenho dito.

Estou de regresso aos calabouços da ditadura de Eduardo dos Santos - Sedrick de Carvalho

Luanda - Sou Sedrick de Carvalho. Uso esta página do site O GOLO, do qual sou director, porque não tenho outra onde programar a publicação desta nota, pelo que me desculpo já dado o aproveitamento. E estão a ler esta nota porque certamente já estou de regresso aos calabouços da DITADURA.

Fonte: OGOLO

Às masmorras da ditadura havemos de voltar

No dia 3 de Julho ouvi o Presidente da República José Eduardo dos Santos comparar-nos com os mortos no dia 27 de Maio de 1977, ou seja, dizendo que somos semelhantes ao Nito Alves, José Van-dúnem, e tantos outros barbaramente assassinados, pois "não [queriam] perder tempo com julgamentos" na altura.

Naquele dia percebi que estávamos condenados, ou mortos até. Imaginava que nunca mais veria a minha família. Mas então a sociedade angolana e a comunidade internacional se mobilizou e exigiu a nossa libertação incondicional. Protestos múltiplos aconteceram e ainda hoje mesmo estão a acontecer aqui, no país, em Portugal e em outros países, depois de em Moçambique ter ocorrido na quinta-feira um concerto com mais de trinta artistas denominado "Liberdade para os presos políticos de Angola".

A exigência surtiu efeito. Voltamos às nossas casas. Continuávamos presos, mas em casa, pelo menos. Três meses se passaram. Três meses com a família. Aproveitei ao máximo. Foi muito bom!


Infelizmente estamos de volta às masmorras. E só estamos porque o Presidente da República não iria admitir o contrário depois de ter aberto o peito e a boca para nos comparar com os assassinados em 77.


É muito simples. Desde o pronunciamento sobre a nossa prisão estúpida, ilegal e injusta que os procuradores e juízes (que não valem muita coisa) se viram perante uma tarefa hercúlea de satisfazer o discurso de JES. Coitado do juiz Januário que tanto se esforçou para nos condenar e agradar ao chefe. Coitada da procuradora que até teve de se disfarçar com uma peruca só porque tinha de agradar ao seu chefe. E conseguiram. Por isso voltamos. Mas eles são também tão criminosos quanto quem lhes manda. Mas não quero me alongar aqui.

Quero, sim, agradecer todos aqueles que gritaram alto "Liberdade Já". Muito obrigado!

Regressamos às cadeias consciente de que para os povos serem libertados e usufruirem a sua liberdade é necessário estarmos dispostos a enfrentar o ditador e a ditadura, o corrupto e a corrupção, nem que tenhamos como consequências o que estamos a viver agora. A história dos povos desenvolvidos está recheada de pessoas como nós. É só pensarmos que muitos angolanos foram presos para libertar Angola do colonialismo. Agora é o momento de sermos presos para libertar Angola da DITADURA.


Ao terminar, encorajo as angolanas e angolanos a ir à busca da LIBERDADE. Esta não será dada mas conquistada. Lembremo-nos sempre que a SOBERANIA pertence ao POVO. Mostremos que somos donos da SOBERANIA!


OBRIGADO PELO APOIO!

Angobarómetro: Realização e divulgação de diferentes estudos de Sondagem e de Opinião

Luanda - Com intuito de continuar a velar pela pluralidade de opiniões, contribuindo desta maneira para o fortalecimento do processo de democratização em Angola, o CK – um dos espaços virtuais de informação mais visitados por angolanos e não só, dentro e fora do país – foi escolhido para ser o meio de realização e divulgação de diferentes estudos de Sondagem e de Opinião, a ter início brevemente.

Fonte: Angobarometro

Assim sendo, vimos por este meio informar aos nossos internautas, instituíções públicas, privadas e público no geral, que a Rubrica ANGO­BARÓMETRO, terá o suporte cientifico e coordenação de especialistas angolanos residentes em Angola, formados nas áreas de ciências sociais. Esse novo instrumento de análise terá como base numa primeira fase, questionários “on‐line”, para posteriormente evoluir para entrevistas empíricas no país – caso a legislação o permita.

 

Os nossos parceiros e potenciais clientes poderão ser empresas comerciais, partidos políticos, organizações sociais, órgãos de comunicação social, centros de estudo e de pesquisa, e outras afins.

 

Para garantir a seriedade, representatividade bem como a idoneidadedos resultados das diferentes Sondagens de âmbito político, económico, social e cultural a serem levadas a cabo, serão usadas normas e padrões de qualidade e de controlo universais.

 

A sondagem será lançada numa primeira fase, respeitando a periodicidade trimestral e será encerrada depois de duas semanas, permitindo assim a análise e a interpretação dos resultados apurados.

 

Contamos desde já com a colaboração de todos!

 

A equipa ANGO­BARÓMETRO

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