Nacional

Egípcios montam centrais elétricas em Angola por mais de 370MEuro

Luanda - O grupo egípcio El Sewedy Electric vai montar em Angola equipamentos para centrais termoelétricas, negócio avaliado em 372,9 milhões de dólares (340 milhões de euros), conforme decisão governamental a que a Lusa teve hoje acesso.

Fonte: Lusa

O primeiro dos três contratos autorizados por despachos presidenciais de 28 de janeiro é referente à instalação de equipamentos geradores de 19,6 MegaWatts (MW) de energia elétrica na central de Saurimo, província da Lunda Sul.

 

Nesta central termoelétrica serão instalados pela subsidiária da Egyptian Industries (EI) sete grupos geradores por 34,8 milhões de dólares (31,1 milhões de euros).

 

Na central termoelétrica do Camama, em Luanda, serão instalados quatro grupos geradores para produzir mais 100 MW de eletricidade e na província do Huambo desmanteladas e remontadas duas turbinas de 100 MW, num negócio global, a realizar pela El Sewedy Electric, por 226,5 milhões de dólares (203 milhões de euros).

 

O terceiro contrato diz respeito à aquisição ao grupo egípcio da instalação de 50 MW de potência elétrica, com duas turbinas, na central termoelétrica do Cazenga (Luanda) e desmontagem de uma turbina de 25 MW na central de Viana (Luanda) e remontagem no Lubango, província da Huíla, no sul, por 111,5 milhões de dólares (100 milhões de euros).

 

A empresa El Sewedy Electric divulgou esta semana que tem um contrato de 484,5 milhões de dólares (433 milhões de euros) com o Estado angolano para construir, este ano, três centrais elétricas, admitindo que o negócio ainda não estava em efetividade por necessitar da aprovação governamental, agora concretizada.

 

Para suprir o défice energético no país, o Governo angolano tem em curso vários projetos que vão elevar a produção, nomeadamente obras em duas barragens.

 

É o caso do Aproveitamento Hidroelétrico de Laúca, no município de Cambambe (Cuanza Norte), no valor de 4,3 mil milhões de dólares (3,8 mil milhões de euros), envolvendo financiamento da linha de crédito do Brasil, e que a partir de 2017 vai produzir 2.070 MW e servir cinco milhões de pessoas.

 

Outra das obras envolve, por 1,4 mil milhões de dólares (1,2 mil milhões de euros), o reforço da potência do Aproveitamento Hidroelétrico de Cambambe, no mesmo município, que vai passar dos atuais 180 MW - desde a inauguração em 1963, no tempo colonial português - para 700 MW e que entra em funcionamento, faseadamente, durante o segundo semestre de 2016.

 

Já a futura central de ciclo combinado do Soyo, cuja construção está a cargo do grupo China Machinery Engineering Corporation (CMEC), e que vai custar ao Estado angolano cerca de 850 milhões de euros, permitirá garantir eletricidade à capital, Luanda, e ao norte de Angola até 2017.

Lunda Norte: Governador inaugura Estrada Nacional 180A

Dundo - A Estrada Nacional 180A, que liga as cidades do Dundo à do Lucapa, na província da Lunda Norte, foi inaugurada hoje, segunda-feira, pelo governador da província, Ernesto Muangala.

Fonte: Angop

Falando à margem da cerimónia de inauguração, o representante da empresa construtora Mota-Engil, Paulo de Matos, sublinhou que a rodovia possui 124 quilómetros de comprimento, 3,5 metros para cada faixa de rodagem e um metro de bermas.

 

As obras duraram dois anos e estão enquadradas no Programa de Reabilitação de Infra-estrutura Rodoviárias.

 

Ao intervir no acto, o governante afirmou que o empreendimento constitui mais um ganho para a população e vai catalisar o desenvolvimento da região.

 

Enfatizou que a via irá desenvolver significativamente as localidades ao longo da estrada, desde as pessoas e seus bens, apelando aos usuários a conservarem convenientemente.

Empresa italiana despede sindicalistas angolanos por defenderem reajustes salariais

Luanda - Quatro funcionários angolanos afectos à Comissão Sindical da empresa italiana de hidrocarbonetos ENI‐ antiga AGIP‐ foram recentemente despedidos por defenderem reajustes salariais, à luz da crescente desvalorização da moeda nacional.

*Ilídio Manuel
Fonte: Club-k.net

Os  visados, alguns dos quais com mais de 20 anos de serviço, fizeram chegar em Outubro do ano passado um documento ao director‐geral da empresa, o italiano Guido Brusco, no qual vinha expressa a vontade dos cerca dos 200 trabalhadores angolanos verem os seus salários melhorados, que estão indexados ao dólar norte‐americano.

Fontes do Club‐k dizem que o pedido dos funcionários da empresa italiana em Angola era «justo e legítimo», visto que as demais multinacionais que actuam em Angola no mesmo segmento do mercado, nomeadamente a Exxon, Chevon e Total já efectuaram os respectivos reajustes salariais.

Após várias semanas de espera, e devido ao silêncio a que se terá remetido a direcção da empresa, os funcionários em causa entenderam encaminhar as suas reivindicações à sede da empresa em Milão; um gesto que, entretanto, viria a custar‐lhe a instauração de vários processos disciplinares, como resultado da sua atitude «insolente de procurar falar directamente com o Papa», ironizou uma das fontes deste jornal.


Consta que os visados, depois de terem sido ouvidos, em meados do mês de Dezembro, em sede dos processos disciplinares, terão sido humilhados, a ponto de terem sido «escoltados» até à porta de saída da ENI por efectivos da empresa de segurança privada que presta serviços à empresa italiana. «Foram tratados como vulgares criminosos, além de escoltados, não lhes foi dada a oportunidade de irem desligar os seus computadores», descreve um funcionário, que pediu o anonimato por razões óbvias.


A mesma fonte denunciou o facto de o director‐ geral adjunto da ENI, assim como a directora dos Recursos Humanos da mesma empresa, ambos angolanos, não terem movido uma única palha durante todo o processo contra os seus colegas, «quanto mais não fosse no sentido de acautelar o DG da empresa sobre a ilegalidade do seu acto».


Há informações de que os quatro sindicalistas «rebeldes» foram despedidos no dia 28 de Dezembro, o que, no entender das fontes do Club‐ K, a medida terá sido feito de forma «calculista e fria», visto que as atenções dos funcionários estavam na altura viradas para a quadra festiva, e devido às férias judiciais dos tribunais nesta época do ano.


Soube‐se que as autoridades ligadas ao Ministério dos Petróleos, assim como à Inspecção‐Geral do Mapess não foram comunicadas do sucedido. Guido Brusco, que está há seis meses à frente da empresa italiana em Angola, é acusado de levar a cabo uma «gestão autoritária» e de supostamente dar cobertura a actos discriminatórios e de racismo de que estarão a ser vítimas os funcionários angolanos na empresa transalpina em Angola. O Club‐k tentou nesta terça‐feira ouvir, sem sucesso, a versão da Direcção dos Recursos Humanos da empresa, tendo recebido a informação de que a sua responsável se encontrava reunida. Uma funcionária da área garantiu por pessoa interposta que o articulista seria contactado tão logo a directora tivesse disponibilidade, pelos vistos, não a arranjou, até à conclusão desta peça, nesta quinta‐feira.

Angola sem casos e focada no combate ao surto de febre-amarela

Luanda - As autoridades angolanas não têm notificação da presença do vírus Zika no país, até ao momento, informou hoje à Lusa a diretora nacional de Saúde Pública de Angola, Adelaide de Carvalho.

Fonte: Lusa

"Não temos qualquer tipo de informação a esse respeito, por enquanto. Nenhuma notificação", disse a responsável.

O Zika é associado a complicações neurológicas e malformações em fetos, sendo Brasil e Cabo Verde dois dos focos desta infeção e onde existe um grande fluxo de pessoas entre as comunidades de ambos os países de e para Angola.

De acordo com a diretora nacional de Saúde Pública, os médicos das unidades de saúde angolanas têm indicações para reportar casos suspeitos de Zika.

"Quando não há informação quer dizer que não houve qualquer notificação, as informações são dadas em função daquilo que são as observações dos clínicos nas unidades sanitárias", disse ainda Adelaide de Carvalho, relativizando a ameaça do Zika em Angola.

Isto porque o país combate desde janeiro o surto de febre-amarela que já provocou mais de duas dezenas de mortos e uma centena de casos, sendo a doença transmitida pela picada do mesmo mosquito, infetado, decorrendo campanhas de vacinação e de prevenção na capital angolana.

A Organização Mundial de Saúde (OMS) considerou na segunda-feira a epidemia do Zika como "emergência de saúde pública de alcance global".

Na Europa e na América do Norte, dezenas de casos foram relatados, mas as temperaturas frias que atualmente se registam impedem a sobrevivência do mosquito.

O Brasil, país mais atingido pela epidemia, com 1,5 milhões de casos, segundo a OMS, desaconselhou as mulheres grávidas a viajarem para aquele país.

A OMS alertou que a epidemia do vírus Zika poderá afetar entre três a quatro milhões de pessoas no continente americano. O Brasil e a Colômbia são os países onde se registam mais casos de infetados e de suspeitos.

Governador de Luanda exonera administradores por venda ilegal de terrenos

Luanda - O governador da província de Luanda exonerou ontem os administradores comunais dos Ramiros, António Segunda, e do Mussulo, Ciros Cordeiro da Mata, por terem prestado falsas informações sobre a concessão de terrenos nas suas áreas de jurisdição.

Fonte: JA

Higino Carneiro procedeu às exonerações durante um encontro que manteve com os responsáveis da Administração Municipal de Belas, no quadro das visitas de constatação da realidade dos municípios da província de Luanda.


O governador disse que tomou essa decisão pelo facto dos administradores em causa não terem cumprido o juramento que prestaram no acto do seu empossamento, em que afirmaram e prometeram respeitar e fazer respeitar a Lei, respeitar o povo e defender o território.

“Todos os dias chegam ao meu gabinete vários documentos de cidadãos a queixarem-se da usurpação, concessão anárquica e venda de terrenos. Por estes motivos, e porque o Executivo aprovou recentemente um Plano Director Metropolitano Geral de Luanda, tive de suspender a venda de terrenos”, disse o governador provincial de Luanda, acrescentando que o poder deve ser exercido respeitando a Lei, as normas jurídicas, os regulamentos e o povo.

Higino Carneiro frisou que os responsáveis de cargos públicos devem pautar-se por condutas e atitudes correctas e evitarem conflitos com os cidadãos, por serem aqueles que os elegeram.Durante a sua visita à comuna dos Ramiros, o governador de Luanda inaugurou a escola do primeiro ciclo do ensino secundário, número 2.104, no bairro Cateba. A escola, de seis salas de aulas, foi construída num prazo de um ano, por uma empresa privada que por sua vez a ofereceu ao Gabinete Provincial de Educação.

Auscultação social

No fim da sua visita de constatação ao município de Belas, Higino Carneiro reuniu com os membros do Conselho de Auscultação e Concertação Social, onde registou todas as preocupações apresentadas pelos representantes dos munícipes e ficou a saber que naquele município 6.000 crianças estão fora do sistema nacional de ensino. O governador garantiu que vai trabalhar para atender as preocupações. Questões sobre a recolha de lixo, falta de energia, água potável, delinquência, falta de mais escolas, centros de saúde, falta de um velório na centralidade do Kilamba, bem como um hospital foram outras questões apresentadas.


Também a falta de passagens aéreas, esquadras de Polícia, ruas não asfaltadas, falta de centros de formação profissional, de transportes públicos fazem parte das preocupações dos munícipes.


Ao referir-se à desordem causada pelos taxistas e vendedoras ambulantes nas ruas e avenidas, Higino Carneiro disse que na província de Luanda foram construídas mais de 60 mercados, em diferentes localidades, mas apenas 25 estão a ser utilizados. “Por esta razão, o Governo, através dos órgãos de comunicação social vai divulgar, durante dois meses, um programa apelando às pessoas a não venderem nas ruas, e depois deste período, quem for apanhado a vender em locais impróprios, terá os seus bens confiscados”, alertou.

Quanto aos taxistas, disse o governador, devem estar mais organizados, cada taxista deve ter linhas de rotas devidamente definidas, para que, em caso de cometerem infracção serem mais facilmente identificados. Dos mais de 30.000 taxistas licenciados para prestarem serviço de táxis, não deve cada um circular em serviço por qualquer rota.


Higino Carneiro orientou o administrador de Belas a colocar as placas com os nomes de cada rua e os respectivos números das casas, com o apoio da comissão de moradores.

O governante pediu a participação da comunidade na segurança pública e citou os municípios de Cacuaco e Viana, como sendo os que mais registam a entrada de pessoas, dificultando a gestão administrativa da área.
“Cada cidadão deve prestar atenção às pessoas que surgem nos nossos bairros, deve procurar saber de quem se trata, o que faz, porque em muitos bairros chegam pessoas de outras áreas e ninguém diz nada, como é o caso de Viana, que ultrapassa os três milhões de habitantes”, referiu.


Higino Carneiro chamou a atenção das populações para pagarem um valor monetário, a ser determinado, de taxas de recolha de lixo e o pagamento dos impostos.
O governador provincial de Luanda visitou ainda o Centro de Distribuição de Água do Benfica.

Subject: MPLA/BP: Declaração sobre o 55º aniversário do início da luta armada

Luanda - Os angolanos comemoram, neste 04 de Fevereiro, o 55º aniversário do Dia do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, que culminou com a proclamação da Independência de Angola, do jugo colonial português, em 11 de Novembro de 1975.


Fonte: DIP MPLA 

 
Foi na madrugada de 04 de Fevereiro de 1961 que, em simultâneo, patriotas angolanos atacaram a Casa de Reclusão Militar, a Cadeia Administrativa de São Paulo e a 4ª Esquadra da Polícia portuguesa, na cidade de Luanda, então símbolos significativos do poder colonial, onde estavam encarcerados muitos nacionalistas, que reivindicavam a autodeterminação e a independência de Angola.

 
O Bureau Político do Comité Central do MPLA rememora que essa sublevação ímpar foi um acto de grande risco e determinação dos seus protagonistas, patriotas que, naquele dia, não hesitaram em enfrentar o sistema colonial português, num feito heróico que foi o culminar de reivindicações apresentadas, em fórum próprio, ao poder colonial, que não correspondia à necessidade da independência e autodeterminação dos angolanos.

 
O MPLA advoga que, ao celebrar-se o 55º aniversário do Início da Luta Armada de Libertação Nacional, o povo angolano não deve esquecer aqueles que, mesmo diante de adversidades de todo o tipo, sonharam com a nossa liberdade e realizaram, em 11 de Novembro de 1975, esse desiderato inadiável.

 
Como declarou o Presidente da República de Angola, Camarada José Eduardo dos Santos, na sua mensagem à Nação, por ocasião do 40º aniversário da Independência Nacional, em 11 de Novembro de 2015, “os nossos reis, que lutaram com bravura e preferiram morrer a lutar, do que se renderem ao ocupante estrangeiro, são os nossos heróis, que inspiraram, com o seu exemplo, todos os patriotas angolanos que continuaram a batalha até ao fim”. 

 
Ao olhar-se para trás, 55 anos após aquela gesta gloriosa, 40 anos depois da proclamação da Independência Nacional e 13 anos após a conquista da paz definitiva em Angola, o MPLA junta-se a todos os angolanos de bem, que expressam o seu sentimento de orgulho, por tudo o que foi realizado no país, em prol das suas legítimas aspirações.

 
Os feitos daqueles que deram a sua vida pela libertação da Pátria, ou daqueles que deram tudo de si, com humildade e determinação, para que Angola se posicionasse, decididamente, nos carris do progresso e do desenvolvimento, justificam a generalização deste sentimento de orgulho.

 
No quadro da valorização das conquistas alcançadas pelo povo angolano, o MPLA enaltece a importância de relações humanas cordiais, pacíficas e de respeito mútuo entre os cidadãos, pois que elas permitem que se mantenha o equilíbrio e a estabilidade social, garantindo-se, assim, a segurança, a ordem e a tranquilidade públicas.

 
O MPLA está certo de que, com a concertação e a participação de todos, Angola vai continuar a manter a sua estabilidade política e social e fazer frente às actuais dificuldades económico-financeiras, resultantes de uma conjuntura mundial desfavorável, convicto de que é mais um desafio a ser vencido, na sua crença e luta por um futuro melhor para todos os seus filhos.

 
HONREMOS OS HERÓIS DO 04 DE FEVEREIRO, FORTALECENDO A UNIDADE NACIONAL.

 
MPLA – COM O POVO, RUMO À VITÓRIA
PAZ, TRABALHO E LIBERDADE
A LUTA CONTINUA
A VITÓRIA É CERTA.

Angola: Como se paga o imposto das casas

Luanda - A Administração Geral Tributária (AGT) avisa que o imposto sobre imóveis terá de ser pago até ao final do mês. Pode ser pago de uma só vez ou em duas prestações. O Imposto Predial Urbano (IPU), ao longo dos últimos anos, sofreu alterações e foi actualizado recentemente. Saiba quem, onde e como se paga o imposto que vai incidir sobre as casas de valor superior a cinco milhões de kwanzas.
Estado obriga ao pagamento do IPU até 31 de Janeiro
Fonte: NG
O que é o Imposto Predial Urbano (IPU)?
O Imposto Predial Urbano é um valor monetário que cada cidadão deve pagar ao Estado pela posse, detenção, usufruto de imóvel ou de rendas referentes a imóveis. O IPU incide sobre o valor patrimonial dos prédios, casas, moradias, terrenos, ou sobre o seu rendimento, caso estejam arrendados.

Quem deve pagar?
Todos os proprietários de imóveis (particulares e empresas), mas depende do valor do imóvel.

Todos os imóveis devem pagar imposto?
Sim, Todos os imóveis que tenham uma avaliação superior a cinco milhões de kwanzas. Para estes imóveis, é tributado uma taxa de 0,5 por cento.

Como se calcula?
Por exemplo, se o imóvel for avaliado em 9 milhões de kwanzas, só paga 0,5 por cento de 4 milhões de kwanzas. O valor limite são 5 milhões.

Quem não paga?
Todos os imóveis em que o valor de avaliação patrimonial for igual ou inferior a cinco milhões de kwanzas.

Onde se deve pagar?
Na repartição fiscal da área de localização do imóvel. É preciso preencher um documento de liquidação de impostos (DLI) e proceder ao pagamento do IPU na dependência bancária instalada junto à repartição fiscal ou através do portal de contribuinte.

Que documentos se deve levar quando for pagar o IPU?
Quando for pagar o IPU, o contribuinte deve apresentar a declaração modelo 5 na referida repartição. Um funcionário vai prestar todo o apoio e esclarecimento. Esta documentação pode ser apresentada pelo proprietário ou qualquer outro beneficiário.

Como se apresenta a declaração modelo 5?
A declaração modelo 5 deve ser acompanhada, sempre que possível, dos seguintes documentos: memória descritiva, planta, certidão ou título de constituição de propriedade horizontal, título de direito de superfície e escritura pública ou contrato-promessa de compra e venda.

Se não tiver toda a documentação, não se paga o IPU?
Não. A não apresentação de qualquer um dos documentos citados não impede a apresentação da declaração modelo 5 e inscrição do imóvel, devendo o titular juntar posteriormente a documentação que possuir.

O imóvel já foi inscrito, mas sofreu alterações, ou seja, obras, o que fazer?
O proprietário deve adquirir a declaração modelo 5 nas repartições fiscais e inserir a informação actualizada do imóvel.

Quem não tem imóveis inscritos. O que deve fazer?
Para os imóveis que não estão inscritos, o proprietário deve adquirir a declaração modelo 5, inscrever as características do imóvel e dirigir-se à repartição fiscal para inscrever na matriz predial.

Quem arrenda uma casa paga imposto?
Não. Quem paga a renda é o proprietário do imóvel e não quem arrendou. O proprietário paga 15 por cento do valor da renda. Por exemplo, se tiver dois imóveis. No que habita, paga 0,5 do valor declarado do imóvel. No outro, arrendado, paga 15 por cento da renda.

Os imóveis que estão arrendados a empresas pagam?
Para os imóveis que estão arrendados a empresas com contabilidade organizada, no acto de pagamento do imposto, deve fazer o desconto de 15 por cento. No prazo de 30 dias, têm de fazer a entrega desse valor ao Estado, ou seja, à repartição fiscal.

Em Luanda, quem vive no Cazenga paga o mesmo valor daquele que vive em Alvalade?
Não. Mesmo que os imóveis sejam avaliados no mesmo valor, não pagam o mesmo valor. O parâmetro ‘localização’ é essencial e junta-se a outros como ter água, luz eléctrica e saneamento básico, que devem ser da rede pública.

E no bairro Catambor?
Apesar da localização em Alvalade, as casas no Catambor não oferecem determinados serviços como água, luz eléctrica e saneamento básico da rede pública. Por isso, são avaliados de acordo com as condições citadas acima.

As centralidades pagam?
Sim, pagam. Mas vai haver uma concertação entre os ministérios das Finanças e da Justiça, Imogestin e governos provinciais, para definir a forma. Depois de concluído, os moradores serão informados sobre o inicio de pagamento. Além do IPU também vai ser cobrado o imposto de Sisa – transmissão de património e o imposto de selo sobre o contrato.

As centralidades também estão sujeitas à inscrição?
Sim. Mas somente quando esse processo de concertação terminar.

Caso tenha um terreno, casa, moradia ou prédio ilegal, devo pagar o IPU?
Sim. Para pagar o IPU, não tem de ser titular ou proprietário jurídico do imóvel ou seja alguém juridicamente reconhecido como proprietário. Basta obter benefícios sob esse imóvel tanto na condição de proprietário ou usufrutuário, para ter a obrigação de inscrever o imóvel e efectuar o pagamento de impostos.

Mas isso não é legalizar algo ilegal?
Não. O código geral tributário refere que o imposto deve ser pago mesmo quando se obtém rendimentos ilícitos. De um lado, há aspectos ligados à obrigação tributária que o fisco trata. Do outro, o direito penal que é remetido ao Ministério Público (MP) para tratar das questões penais.

Algo ilícito paga imposto?
Sim. Mas depois o MP tem mecanismos próprios no âmbito do direito penal para analisar a situação e atribuir a penalidade mediante o crime.

O que acontece caso não se pague ou não se registe o imóvel?
Pagar o IPU é uma obrigação. Caso não se pague, a Administração Geral Tributária pode utilizar mecanismos coercivos previstos na lei para que o Estado possa reaver os valores.

Que medidas coercivas são essas?
Caso o contribuinte não colabore, o fisco fará o uso de outros instrumentos jurídicos que possui, como a execução fiscal de contas bancárias, bens móveis e imóveis. Mas só em caso extremo, ou seja, caso não haja colaboração.

Que critérios são usados para avaliar um imóvel?
Os critérios usados para avaliar um imóvel são província, município, idade do imóvel, acesso a água, luz e saneamento básico (todos da rede pública e não alternativas, como a água do tanque ou luz do gerador). E a utilidade: se é de comércio, habitação, escritório, etc.

Quem adquirir as casas por crédito também paga?
Sim, paga.

Há casos de isenção?
Há. Estão isentos o Estado, institutos públicos, sedes de partidos políticos, associações que gozam de estatuto de utilidade pública, edifícios das missões diplomáticas e igrejas legalmente reconhecidas no espaço onde se exerce o culto.

Quem verifica o pagamento do IPU?
A AGT criou as brigadas fiscais do IPU, com o objectivo de potenciar a arrecadação do IPU, regularizar os imóveis não inscritos, actualizar o valor patrimonial dos inscritos e fiscalizar o pagamento do imposto. Essas brigadas actuam externamente, solicitando que os contribuintes facultem toda a informação no prazo previsto.

Quem tenha perdido os pais, esteja desempregado e usufrui de um imóvel paga imposto?
Sim. A lei não prevê esse tipo de situação. Não há nenhuma norma que isenta quem perdeu os pais e não tem capacidade. Portanto, tem mesmo de pagar o imposto de acordo com a avaliação fiscal.

Se entender que o imóvel foi mal avaliado o que faço?
Pode recorrer da reavaliação. Se for menos, reduz-se a taxa, se for o mesmo valor, mantém-se.

Como é que se sabe as características do imóvel?
Quem apresenta as características do imóvel é o proprietário que revela a área, divisões e localização. A informação é introduzida na base cadastral do imóvel. Depois é avaliado. A partir da informação aufere-se o valor patrimonial do imóvel e se incide uma taxa.

Uma acção coerciva é mais viável?
O código geral tributário estabelece as infracções em crimes tributários e transgressões tributárias. Mediante o comportamento do contribuinte é possível enquadrar legalmente se se trata de crime tributário ou transgressões. As transgressões são tratadas no fórum tributário administrativo e os crimes são remetidos ao Ministério Público.

Beneficiários de créditos pelo BPC não reembolsam valores em Cabinda

Cabinda - A maior parte dos beneficiários de crédito cedidos pelo Banco de Poupança e Credito (BPC), em Cabinda, não reembolsaram, até ao momento, os valores recebidos, afirmou sexta-feira José Manuel Pedro, que falava em representação do gerente da instituição na região, durante um encontro entre a governadora provincial, Aldina da Lomba Catembo, e responsáveis dos bancos comerciais sediados na província.

Fonte: Angop
José Pedro, adiantou que no âmbito do crédito agrícola de campanha, em parceria com a ONG Visão Mundial, em 2011, o BPC em Cabinda financiou 37 projectos, dos quais sete de piscicultura, num total de três milhões e 500 mil kwanzas, sete grupos solidários, no valor global de nove milhões 644 mil e 362 kwanzas e 23 bancos comunitários num total de 41 milhões e 550 mil kwanzas.

Em relação ao programa Angola Investe o BPC, nível local, financiou um projecto cujo investimento destina-se à construção de uma fábrica de guardanapos no município de Cacongo, aldeia de Chinfuca, no valor de 97 milhões 949 mil 619 kuanzas e 55 cêntimos, referiu.

De acordo com José Pedro, dos sete piscicultores financiados apenas dois honraram o compromisso e dos 23 bancos comunitários seis cumpriram com a cedência de créditos, cujo valor cedido deveria ser reembolsado em menos de um ano. O não reembolso, lamento, faz com que o BPC encontre dificuldades no financiamento de outros projectos.

“Em parceria com a ONG Visão Mundial, nós fizemos muitas visitas para verificar "in loco" o estado dos projectos a execução em si, além de seminários para incutir que o dinheiro não era uma oferta, mas era um empréstimo", realçou.

Na ocasião, o director regional do Banco Nacional de Angola, Sebastião Banganga, considerou reduzida a adesão dos empresários as referidas linhas de crédito, uns por não reunir os requisitos e outros por desistir.

No âmbito da diversificação da economia existem na província de linhas de créditos para os programas Angola Investe, BDA, FICA e FADEPA.

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