Económia

Dívida pública colocada semanalmente por Angola aumenta 135%

Luanda - A dívida pública colocada por Angola cresceu 135 por cento no espaço de uma semana, fixando-se em 516 milhões de euros, segundo dados do banco central angolano compilados hoje pela Lusa.

Fonte: Lusa

De acordo com o relatório semanal sobre a evolução dos mercados monetário e cambial do Banco Nacional de Angola (BNA), enquanto operador do Estado, o banco central colocou no mercado primário, entre 18 e 22 de maio, cerca de 56,1 mil milhões de kwanzas (465 milhões de euros) em Bilhetes do Tesouro (BT) e 5,6 mil milhões de kwanzas (46,5 milhões de euros) em Obrigações do Tesouro (OT).

Neste período, as maturidades das OT variaram entre os 2 e os 5 anos, com as taxas de juro a oscilarem entre os 7 e os 7,77%. No caso dos BT, as taxas de juro cifraram-se à volta de 6,42% ao ano a maturidade de 364 dias.

Ainda para a gestão corrente do Tesouro Nacional, no segmento de venda direta de títulos ao público, e no mesmo período, o BNA colocou 532,8 milhões de kwanzas (4,4 milhões de euros) em dívida pública.

No total, Angola colocou cerca de 62,2 mil milhões de kwanzas (516,5 milhões de euros) de dívida pública na última semana, o que contrasta com a anterior, que se cifrou então em 26,5 mil milhões de kwanzas (220 milhões de euros), um aumento de 135% no espaço de uma semana.

O Governo angolano prevê um endividamento público para 2015 a rondar os 20 mil milhões de dólares (18,2 mil milhões de euros), a captar também junto de investidores privados.

Este endividamento é necessário para garantir o financiamento do Orçamento Geral do Estado (OGE) de 2015, compensando as quebras nas receitas petrolíferas, e distribui-se em partes iguais pelo mercado externo e interno.

Durante todo o mês de abril, Angola colocou 64,8 mil milhões de kwanzas (537 milhões de euros) em dívida pública, no mercado primário, o que já representou então uma quebra de 26,1% face a março, segundo dados do banco central angolano compilados pela Lusa.

 

Banco Millennium vai negociar valores mobiliários através da bolsa de valores de Angola

Luanda  - O Banco Millennium Angola é o mais recente membro da Bolsa de Dívida e Valores de Angola, depois de assinado um contrato que o habilita a transaccionar títulos emitidos pelo Estado neste novo mercado organizado.

Fonte: BMA

O acordo permite ao Banco Millennium Angola participar em nome dos seus clientes nos Mercados de Registo de Títulos do Tesouro, no Mercado de Transacções por Grosso e também no Mercado de Transações em Contínuo, instrumentos essenciais para que todos os participantes disponham do mesmo nível de oportunidade, transparência e eficiência de custos proporcionado pelo funcionamento da nova Bolsa de Dívida e Valores de Angola (Bodiva).

O Presidente da Comissão Executiva do Banco Millennium Angola, António Gaioso Henriques, afirma ser este “mais um passo, desta vez formal, no sentido de o Banco contribuir para a dinamização da Bodiva, que consideramos ser uma instituição de importância crucial para um mercado de capitais desenvolvido”. O Millennium Angola acentuou junto da Bodiva a sua disponibilidade para toda a colaboração técnica, convidando a Bolsa a aproveitar a boa experiência que o Grupo adquiriu em outros mercados, outrora emergentes.

A Bolsa de Dívida e Valores de Angola é a sociedade gestora dos mercados de valores mobiliários regulamentados, garantindo a segurança jurídica e legítima confiança a todos os intervenientes e assegurando a transparência na formação dos preços de equilíbrio entre oferta e procura de títulos no mercado secundário. Gradualmente, a Bodiva irá introduzir à cotação Títulos do Tesouro, alargando depois a outros tipos de valores como Obrigações Corporativas, Acções de empresas e Unidades de Participação de Fundos de Investimento.

PT leva Unitel a tribunal nos EUA

Lisboa - A PT Ventures, a unidade da PT que era acionista da angolana Unitel em 25% antes de esta participação passar para brasileira Oi, abriu três processos judiciais nos EUA contra a empresa angolana. Segundo o Diário Económico, um dos processos está relacionado com o facto de a Unitel não deixar, desde a fusão, a PT Ventures nomear administradores para o conselho de administração.

Fonte: Observador

O Diário Económico cita os comunicados enviados ao regulador do mercado americano, a Securities and Exchange Commission (SEC), onde a PT Ventures pede a anulação da nomeação do conselho de administração que tomou posse após a assembleia-geral de dezembro de 2014. Um segundo processo, em Angola, pretendia que fosse, também, anulado um aumento de capital da Unitel que acabou por não avançar.

A PT Ventures quer responsabilizar juridicamente a Unitel em outros aspetos, nomeadamente questões relacionadas com decisões de investimento no Zimbabué e com um estudo para aplicar uma reorganização corporativa na Unitel a que “a Oi não teve acesso aos detalhes”, acrescenta o Diário Económico. Todas estas questões juntam-se à guerra que se prolonga entre os acionistas desde que a Unitel passou a recusar distribuir dividendos à PT.

Custo de vida aumenta e reduz poder de compra dos angolanos

Luanda - O Instituto Nacional de Estatísticas registou uma subida de preços entre Abril e Maio de 0,71 por cento, mas nos mercados de Luanda as vendedeiras falam num aumento subida de mais de 100 por cento do preço da cesta básica das famílias. O economista José Matuta Cuato, ouvido defende um ajuste dos salários, enquanto o sociólogo Aniceto Cunha alerta para possíveis protestos de ruas devido ao aumento do custo de vida.

*Coque Mukuta
Fonte: VOA

O balde de tomate que custava em Abril mil kwanzas agora é comprado no mercado informal por 2.500 kwanzas. O mesmo acontece com o balde de cebola, da batata rena e da batata doce.

Entretanto, o Instituto Nacional de Estatísticas revela que os preços subiram, em média, apenas, 0,78 por cento, ou seja 78 kzs por cada balde comprado.

No terreno, e com uma posição contrária, as vendedeiras em alguns mercados informais em Luanda confirmam a subida astronómica dos preços dos produtos básicos e apontam como causa o aumento do preço dos combustíveis.

Frente a este quadro, o economista José Matuta Cuato defende o ajuste salarial como solução para repor o poder de compra das famílias angolanas.

Por sua vez, o sociólogo Aniceto Cunha alerta para possíveis protestos de rua devido à subida do preços da cesta básica e a consequente redução do poder de compra dos angolanos porque “isso pode acarretar alguma frustração”.

De recordar que de Setembro a esta parte o Governo angolano aumentou em três ocasiões os preços dos combustíveis, enquanto reduzia os subsídios anteriormente atribuídos por imposição do Fundo Monetário Internacional.

BP ludibria MAPESS atirando angolanos ao desemprego

Lisboa - A extensão da Petrolífera Britânica BP, em Angola está a ser suspeita em meios governamentais em Luanda como tendo ludibriado o ministério dos petróleos e do Trabalho deste país com as praticas de lançar cidadãos nacionais para a pobreza (desemprego) através de despedimentos forçados.

Fonte: Club-k.net

Através de uma carta enviada ao MAPESS, a BP-Angola comunicou as autoridades angolanas que estaria a reduzir actividade e que levaria ao despedimento de 70 quadros entre expatriados e nacionais, este ano. Comunicou também que os referidos despedimentos eram baseados num acordo mútuo com os visados.

 

De acordo com realidades da situação, a BP-Angola estará, a agir em sentido oposto ao que comunicou ao governo angolano. O numero de despedimentos é superior ao que comunicaram e o referido acordo mútuos é na realidade, uma proposta descrita como “eivada de má-fé”, deixando as vezes os visados numa situação sem alternativa ou de desvantagem. Para além dos salários adiantados, eles oferecem um extra ao trabalhador com o compromisso de nao denunciar a sua situação ao órgão competente, conforme determina a lei geral de Trabalho em Angola.

 

Em Março passado, foram despedidos 5 quadros do departamento de compras da BP-Angola. No dia 30 de Abril despediram outros 25. Há informação de que tomaram igualmente uma “decisão irreversível” destinada a despedir cerca de 50 quadros em Dezembro do corrente ano. No seu todo a BP deverá atirar ao desemprego cerca de 140 quadros ao contrários dos 70 que comunicaram formalmente ao governo angolano.

 

A principal interlocutora da BP-Angola com as autoridades (MAPESS), é a lusa-angolana, Maria Campos (na foto), a Vice-Presidente da empresa que tem a pasta dos recursos humanos.

 

Apesar da BP-Angola alegar no seu discurso oficial que estão comprometidos com o processo de angolanização, sectores em Luanda, notam contradição, por a mesma estar a enveredar por despedimento colectivos de angolanos inclusive formados e com experiencia com a BP-Internacional. Outra contradição a volta desta petrolífera é que a mesma está a fazer despedimentos colectivos mas ao mesmo tempo coloca anúncios no Jornal de Angola anunciando recrutamento para novos quadros.

 

De acordo com leituras pertinentes, a BP estará a recrutar novos quadros sem experiencia em detrimentos dos já experimentados, porque com os novos ingressados, a empresa oferece um salário inferior, aos recém depedidos.

Moody's: Necessidades de financiamento de Angola encarecem empréstimos

Lisboa - A agência de notação financeira Moody's considerou hoje que o setor privado em Angola pode enfrentar dificuldades no financiamento bancário por causa da necessidade de liquidez do Estado e das empresas públicas, decorrente da descida das receitas estatais.

Fonte: Lusa

Numa análise aprofundada ao setor financeiro na África subsaariana, enviada hoje aos investidores, a agência de 'rating' norte-americana lembra que "Angola vai ter um défice orçamental de 3,5%, o que compara com um excedente entre 2010 e 2013" e prevê que "os empréstimos bancários aos governos exportadores de petróleo arriscam-se a 'secar' os empréstimos ao setor privado e podem também levar ao aumento do risco de crédito nas emissões de obrigações".

No documento, a Moody's explica que face ao aumento das emissões de obrigações como instrumento de financiamento dos Estados para compensar a descida nas receitas fiscais provenientes do petróleo, "as autoridades enfrentam riscos adicionais relativamente aos movimentos desordeiros de capital que podem comprometer ainda mais a sua capacidade para lidar com os desequilíbrios orçamentais".

Na análise que faz ao setor bancário da África subsaariana, a agência de notação financeira norte-americana sublinha ainda que o panorama não é homogéneo, sendo mais problemático nos países exportadores de petróleo, como a Nigéria e Angola, a braços com significativas descidas nas receitas fiscais provenientes deste setor.

A análise aprofundada ao setor, explica a Moody's, insere-se na estratégia de aumento da monitorização da banca africana, motivada essencialmente pelo aumento do interesse dos investidores na banca da África subsaariana, nomeadamente Nigéria e Angola.

"Como os investidores estão cada vez mais interessados nos bancos da África subsaariana, a Moody's também está a aumentar a monitorização dos maiores sistemas bancários da região, incluindo os da Nigéria, Angola, Gana e Quénia", lê-se na análise.

A Moody's considera que os bancos da África subsaariana vão expandir-se a um ritmo significativo, alicerçados no aumento da população com acesso à banca e no crescimento económico robusto da região, mas esta perspetiva positiva está, ainda assim, carregada de "muitas e variadas" ameaças.

A África subsaariana deve registar um crescimento de 4,5% do PIB este ano e 5,1% em 2016, de acordo com as projeções do Banco Mundial, ao passo que a penetração da banca na população cresceu de 24%, em 2011, para 34% atualmente, o que mostra "o potencial para a atividade bancária crescer exponencialmente".

'Desapareceram' 187 milhões das contas do BCI

Luanda - KPMG detectou ‘buraco’ de 2,3 mil milhões Kz (187,6 milhões de euros) nas contas do BCI em Angola.

Fonte: Economico

A auditora diz não haver "suporte documental" nas demonstrações financeiras de 2013 e 2014 para esta verba e alerta que continuidade da operação do BCI "depende do suporte financeiro dos accionistas e da capacidade de obtenção de recursos financeiros externos". Contas sem suporte documental, volume avultado de crédito de difícil cobrança, discrepâncias no inventário do património físico, montantes de pensões de reforma indeterminados. É esta a lista das constatações da auditoria da KPMG às contas do Banco de Comércio e Indústria (BCI).

A KPMG recomenda "a regularização contabilística de modo apropriado para que as contas do Activo reflictam a real situação do banco". O BCI apresenta activos no valor de 106,8 mil milhões Kz (871 milhões de euros), em 2014, contra 99 mil milhões Kz (800 milhões de euros), em 2013. "Do total de passivos (100 mil milhões Kz), 77 mil milhões Kz são depósitos verificados em 2014 e 67 mil milhões Kz no ano anterior (totalizando passivos de 99 mil milhões Kz para 2013), segundo o relatório", diz a notícia.

A auditora afirma ainda que o banco se encontra aquém de alcançar o nível mínimo de fundos próprios exigido pelo Banco Nacional de Angola (BNA) e que é de 10%, para cobertura de risco da actividade bancária. Esse nível não foi alcançado "devido ao facto de os accionistas não terem feito o aporte necessário, como previsto no ano transacto", diz a KPMG. Outro alerta vem do facto de haver "um elevado volume de Créditos de Cobranças Duvidosas, sendo alguns de difícil recuperação, uma vez que os seus beneficiários se encontram em parte incerta, a julgar pelas tentativas de contacto realizadas pela área responsável por referidos créditos"

Criado a 11 de Julho de 1991 por decreto do Conselho de Ministros, o BCI é detido pelo Estado em 91% enquanto a Sonangol, a Endiama, a ENSA, a TCUL e o Porto de Luanda detêm 1,1% cada.

"Angola tem crescimento económico sem desenvolvimento social", diz investigador

Lisboa - O crescimento económico em Angola não se tem feito acompanhar do respectivo desenvolvimento social, sublinhou hoje o investigador angolano Nelson Pestana, que falou à Lusa à margem de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.

Fonte: Lusa

O crescimento económico em Angola não se tem feito acompanhar do respetivo desenvolvimento social, sublinhou hoje o investigador angolano Nelson Pestana, que falou à Lusa à margem de uma conferência na Fundação Calouste Gulbenkian (FCG), em Lisboa.

“Após 27 anos de guerra civil, os angolanos puseram-se de acordo sobre os modelos político e económico e entrámos num período de paz, que deveria ser de desenvolvimento, mas os números estão aí para mostrar que, apesar do crescimento económico que se verificou em Angola, não houve o correspondente desenvolvimento social”, declarou o conferencista à agência Lusa.

Nelson Pestana, investigador-coordenador no Centro de Estudos e Investigação Científica da Universidade Católica de Angola, apresentou a palestra “Angola nos 40 Anos de Independência: ruturas e continuidades” no âmbito da iniciativa “40 Anos de Independências”, promovida pela FCG.

“Quando comparamos os indicadores do desenvolvimento económico com os do índice de desenvolvimento humano, vê-se perfeitamente que perdemos mais do que uma década. Se a década de 70 foi perdida em função da própria independência e da guerra civil, a década de 80 perdeu-se pela opção de centralismo económico que foi feito e a década de 90 perdemo-la pelo facto de um grupo se ter apoderado da riqueza e a ter tornado exclusiva desse grupo”, afirmou.

Para o também professor do Instituto Superior de Ciências da Educação, “neste momento, Angola não tem condições de crescimento económico para fazer mais do que manter ou melhorar minimamente os níveis sociais do país”.

“O acordo de independência de Angola tinha três componentes: uma componente política, uma componente social e uma componente psicológica. Havia a libertação política, a libertação social e a libertação psicológica. Nós apenas fizemos a libertação política e, mesmo assim, fizemo-la pela metade. As outras foram abandonadas”, criticou Nelson Pestana.

“A libertação psicológica terá sido mesmo recuperada a favor do novo poder, criando novas sujeições e recuperando instrumentos que a própria potência colonial utilizava”, com claro impacto na participação cívica, adiantou.

Criou-se, ou repôs-se, “um desenvolvimento separado, entre o espaço de cidadania — agora não a ‘civitas’ colonial mas uma ‘civitas’ nacional restrita — e o daquele que não tem direitos, que está excluído da ‘civitas’ nacional”, explicou o investigador.

“De qualquer forma, estamos aqui para continuar a lutar para que a libertação social e a libertação psicológica se façam”, concluiu.

Nelson Pestana licenciou-se em Direito pela Faculdade de Direito de Angola e doutorou-se em Ciência Política pela Universidade de Montepellier I, participando da vida académica e cultural angolana, na medida em que é autor de artigos científicos mas também de trabalhos literários (que assina como E. Bonavena) publicados em Angola, Moçambique, Portugal, Brasil, Senegal, França, Itália e Estados Unidos.

Quem Somos

CLUB-K ANGOLA

CLUB-K.net é um portal informativo angolano ao serviço de Angola, sem afiliações políticas e sem fins lucrativos cuja linha editorial consubstancia-se na divulgação dos valores dos direitos humanos, educação, justiça social, analise de informação, promoção de democracia, denuncias contra abusos e corrupção em Angola.

Informamos o público sobre as notícias e informações ausentes nos canais informativos estatal.  Proporcionamos ao público uma maneira de expressar publicamente as suas opiniões sobre questões que afectam o dia-a-dia, qualidade de vida, liberdades e justiças sociais em Angola... Leia mais

Contactos

 

  • E-mail: Este endereço de email está protegido contra piratas. Necessita ativar o JavaScript para o visualizar.

  • WhatsApp: (+244) 918 512 433 Para uso no aplicativo WhatsApp apenas!

  • Angola : (+244) 943 939 404 

  • Reino Unido : (+44) 784 848 9436

  • EUA: (+1) 347 349 9101 

Newsletter

Assine a nossa Newsletter para receber novidades diárias na sua caixa de e-mail.

INSERE O SEU E-MAIL

// TAG FOR ADVERTISEMENT