Política

Governo reúne-se com corpo diplomático para esclarecer suposto Golpe de Estado

Luanda - As autoridades angolanas reuniram-se esta segunda-feira, na capital do país, com o corpo diplomático acreditado no país para prestar informações sobre os motivos da detenção de 15 cidadãos nacionais acusados de rebelião, ocorrido a 20 do corrente.

Fonte: Angop

No encontro, que teve lugar na sede do Mirex, estiveram presentes da parte angolana os ministros das Relações Exteriores, Georges Chikoti, do Interior, Ângelo da Veiga Tavares, da Justiça e dos Direitos Humanos, Rui Mangueira, bem como o director do SIC, Eugénio Alexandre.

No fina do encontro, o ministro do Interior, Ângelo da Veiga Tavares disse que procurou-se manter informado o corpo diplomático sobre este processo que já é conhecido, dando-lhes uma nota geral sobre a natureza do mesmo e esclarecer algumas dúvidas.

Explicou que, neste contexto, foram colocadas algumas questões pelos membros do corpo dilomático aos membros do executivo no sentido do seu esclarecimento, dai que “pensamos que o encontro foi bastante frutífero”.

Acrescentou que, posteriormente, num outro encontro os membros do Executivo reuniram-se com a embaixadora americana acreditada em Angola, Helen La Lime, com o objectivo de procuram clarificar algumas questões que têm vindo à público.

O ministro Ângelo da Veiga Tavares referiu, igualmente, que este foi também um encontro bastante proveitoso no qual foi reiterado, às entidades angolanas, que de parte dos EUA o seu relatório não fala de assassinatos de opositores e outras coisas que foram retomadas por algumas redes sociais e órgão de informação generalista.

A ocasião foi igualmente aproveitada pelas autoridades angolanas para clarificar o processo que envolve alguns oficiais generais das Forças Armadas Angolanas (FAA) e o jornalista Rafael Marques, que não é uma repetição do primeiro processo de difamação, mas sim um outro de denúncia caluniosa, pelo facto de o jornalista ter intentado uma acção acusando os generais de homicídios.

Acrescentou que depois de algumas diligencias feitas pela Procuradoria Geral da República (PGR) na região das Lundas “constatou-se que, de facto, algumas destas pessoas que eram mencionadas como terem sido assassinadas foram de facto assassinadas, porém isto em processo que têm outros autores, no âmbito dos quais alguns deles terão sido já condenados e outros que encontram-se em cursos”.

Em função disso, e por ficar provado que estes oficiais generais nada tinham haver com este dossier, "a PGR encerrou este processo e os generais lesados com esta denúncia caluniosa intentaram uma acção. Portanto foi simplesmente isto e não há uma relação política neste processo que envolve Rafael Marques e alguns oficiais generais das FAA”, argumentou.

Neste contexto, o ministro considera ter sido bastante proveitosos este encontro.

Questionado pela imprensa sobre o suposto pedido de asilo à embaixada americana de um dos supostos implicados, o ministro disse que este assunto “não foi tratado por ser uma matéria que, do ponto de vista do oficial, as autoridades angolanas nunca assumiram que houve algum pedido de asilo, mas que a diplomata americana deu alguma clarificação”.

“Penso que a embaixada colocou à imprensa uma pequena informação que dá conta sobre que este tipo de matéria que são, mais ou menos, reservadas, mas nós não colocamos qualquer tipo de questão sobre este assunto à embaixadora”, argumentou.

 

Organizações de direitos humanos pedem intervenção do PR angolano

Luanda - Um grupo de mais de 10 associações de direitos humanos e cívicos escreveu ao Presidente da República a alertar sobre as detenções de cidadãos sem obedecer o que a lei estipula para o efeito. O grupo de monitoria dos direitos humanos chama a atenção de José Eduardo dos Santos para que não se repita o caso de Isaías Cassule e Alves Kamulingue, presos e mortos pelas autoridades do país apenas por querem organizar uma manifestação.

*Manuel José
Fonte: VOA

Exigem que PR  impeça que  caso  Cassule/Kamulingue se repita

Associações como a Omunda, Mosaiko, Fordu, AJPD entre outras associações pedem uma intervenção urgente do Presidente da República no caso.

 

"Escrevemos ao Presidente da República a chamar a atenção para este facto já que foi assim que aconteceu com Cassule e Kamulingue, temos que ter o cuidado para que isso não se repita, temos a obrigação de alertar para a violação de direitos destes cidadãos detidos", explica Lúcia da Silveira, da Associação Justiça Paz e Democracia em representação do grupo de monitoria dos direitos humanos que espera agora por uma reacção de José Eduardo dos Santos o mais cedo possível.

 

Segundo Silveira, a carta entrou na Presidência na quinta-feira passada, mas não houve ainda qualquer resposta. No entanto, aquela activista diz esperar que o Presidente “respeite os direitos dos cidadãos detidos porque, de acordo com o advogado dos jovens, até esta altura não foram apresentadas as provas que dizem ter e mesmo com provas e é preciso que os cidadãos detidos tenham direitos respeitados".

 

Por seu lado, a AJPD alerta que várias outras diligências serão feitas nos próximos dias para chamar a atenção da comunidade internacional sobre este assunto.

 

Independentemente de haver ou não provas, o Frei Júlio Candeeiro, da associação Mosaiko, apela aos decisores públicos que este tipo de perseguição contra quem tem uma opinião contrária em nada abona para a imagem de Angola.

 

"Acho que do ponto de vista de construção de uma sociedade de direito Angola está a recuar muito, perde muito com esta postura, quais são as provas? É preciso que se apresentem estas provas, não basta desconfiar e pronto", concluiu Candeeiro.

 

Grupo Parlamentar da UNITA reúne-se com embaixador dos EUA

Luanda - O Grupo Parlamentar da UNITA reiteirou hoje, 29 de Maio de 2015, em Luanda a necessidade de se construir um país estável e verdadeiramente democrático, onde se respeitem os direitos e liberdades da pessoa humana.

Fonte: UNITA

Esta posição foi manifestada durante o encontro realizado nas suas instalações, com a Embaixadora Americana em Angola, Helena La Lime, a quem o Grupo Parlamentar da UNITA explicou que o País que se tem não é estável dada a falta de transparência em quase tudo, desde a gestão das contas públicas, aos processos eleitorais, passando pela violação das liberdades fundamentais, entre outros, que podem fazer Angola explodir a qualquer momento.

O Grupo Parlamentar da UNITA apresentou, como factos, os movimentos frequentes de contestação da sociedade à figura do Presidente da República, a falta de prestação de esclarecimentos sobre os acordos assinados na sua recente deslocação à China, as chassinas de centenas de pessoas no Monte Sumi, bem como os processos eleitorais até aqui realizados, que indicam o deficit democrático que o país enfrenta.

A UNITA considera que Angola não serve apenas para negócios, pelo que pediu a comunidade internacional que ajude os angolanos a marchar no caminho da verdadeira Democracia, onde as pessoas possam usufruir dos seus direitos. Para o Grupo Parlamentar da UNITA, as questões de Angola não devem ser discutidas apenas a uma voz, daí ter aconselhado a Embaixadora dos Estados Unidos da América a contactar outras formações políticas da oposição em Angola. No encontro, a Embaixadora dos Estados Unidos da América garantiu estarem a ser dados passos para ajudar Angola e não só, a atingir os padrões democráticos.

A Delegação do Grupo Parlamentar da UNITA foi dirigida pelo seu Presidente Raul Manuel Danda, ladeado pelos Deputados Adalberto Costa Júnior, Victorino Nhany, Miraldina Jamba, Alcides Sakala, Maria Luisa Andrade e Albertina Navemba Ngolo.


A Embaixadora Helena La Lime fez­se acompanhar do Responsável pelos Assuntos Políticos, Ivan Vilela, e do Assessor de Imprensa, Phil Nelo.

Composição do “Governo de Salvação” que a PGR diz pertencer aos detidos

Lisboa – A composição do suposto “Governo de Salvação Nacional” que o Procurador Geral da República, general João Maria de Sousa, insinua ser a “prova” de que os jovens detidos iriam  substituir o actual “governo legitimamente eleito das eleições”, tratou-se de um manuscrito elaborado pelo jurista Albano Pedro nas redes sociais, em desafio aos internautas, num contexto distanciado a temática de "golpe de Estado".

Fonte: Club-k.net

PGR faz aproveitamento de lista feita por um jurista no facebook

Isto é, no passado dia 25 de Maio do corrente ano, Albano Pedro - que desde alguns anos defende que Angola deveria ter um governo com figuras de consenso, em caso de uma eventual crise política (como desaparecimento físico do PR) -, usou as redes sociais lançando a seguinte pergunta: “Se tivéssemos que indicar nomes para liderar um Governo de Salvação Nacional em caso de crise política superveniente quem reuniria consenso entre os angolanos?”

Em reacção, vários internautas - incluindo Afonso Mahenda Matias (Mbamza-Hamza) que se encontra detido - foram sugerindo nomes, contrariando e retificando as sugestões do jurista.

Porém, passado um mês, fontes que acompanharam o debate aberto nas redes sócias consideraram de má-fé, a conduta da PGR, em retomar a mesma lista para apresentar como se fosse de autoria dos jovens detidos.

Segundo a PGR, em comunicado de imprensa “entre os documentos apreendidos consta um com a composição de todos os órgãos do Estado que seriam criados pelos insurrectos, desde o Presidente e o Vice-Presidente da República, o Presidente da Assembleia Nacional, os Tribunais Constitucional, Supremo, de Contas e Supremo Militar, entre outras instituições do Estado como o Conselho de Ministros, os Ministérios, as Secretarias de Estado e os Governos Provinciais, denominado por Governo de Salvação Nacional, com a indicação dos nomes dos futuros titulares dos cargos públicos, constando também os nomes de alguns dos cidadãos ora detidos.”

O jornalista Reginaldo Silva que viu o seu nome a ser sugeridos, na altura, pelos internautas reagiu este fim-de-semana nos seguintes moldes:

“Lembrei-me que na última sugestão que circulou aqui no FB sobre a constituição de um governo alternativo o meu nome era apresentado para preencher o lugar de Ministro da Comunicação Social convite que eu nem a ter um dos maiores pesadelos nos meus sonhos aceitaria por múltiplas razões a mais importante das quais seria sem dúvida a falta de tempo, pois já tenho o meu tempo todo ocupado com tarefas muito mais interessantes. Lembrei-me agora desta lista por razões óbvias...”

Para melhor esclarecimento aos seus leitores, o Club-K publica na integra a "lista de composição" do "governo de salvação" feita, na desportiva, pelo jurista Albano Pedro e que esta merecer aproveitamento do regime como sendo de autoria dos elementos do Movimento Revolucionário de Angola.

PROPOSTA DE CONSTITUIÇÃO DE GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL
Súmula de Proposta de Um Governo de Salvação em caso de Crise Política.
Proposta 1:

================================================
1. Sugestão de Albano Pedro
================================================
GOVERNO DE SALVAÇÃO NACIONAL

PODER EXECUTIVO
Presidente Interino da República: Jose Kalupeta (com muitas contestacoes) Alexandra Simeão, Fernando Macedo.
Vice-presidente Interino (com poderes executivos): Justino Pinto de Andrade, Mihaela Weba.

Conselho de Ministros
Ministérios
Ministério da Defesa: Abílio Kamalata Numa
Ministério da Justiça e Direitos Humanos: Rafael Marques de Morais
Ministério da Saúde: Luís Bernardino.
Ministério da Educação: Carlinhos Zassala
Ministério da Economia: Carlos Rosado
Ministério dos Petróleos: Filomeno Vieira Lopes
Ministério da Comunicação Social: Reginaldo Silva.
Ministério da Cultura: Makuta Nkondo, MCK.
Ministério da Juventude: Joao Paulo Ganga.
Ministério dos Antigos Combatentes: Ngola Kabango
Ministério da Reinserção Social: José Patrocinio
Ministério da Agricultura e Desenvolvimento Rural: Fernando Pacheco
Ministério do Empreendedorismo e Combate a Pobreza: Nelson Pestana Bonavena
Ministério do Interior: Fernando Heitor.
Ministério da Energia e Águas: Sem sugestão.
Ministério das Finanças: Tina Abreu.
Ministério do Ambiente: Vladimir Russo.
Ministério da Construção e Obras Públicas: Anibal Rocha.
Ministério da Geologia e Minas: Sem sugestão.
Ministério dos Desportos: Sem sugestão.
Ministério da Família: Katila Pinto.
Ministério da Segurança Social: Nuno Alvaro Dala.
Ministério das Pescas: Sem sugestão.
Ministério do Planeamento: Fanuel da Tribo de Ezer.
Ministério da Administração do Território e Urbanismo: Elias Isaac.
Ministério do Turismo: Sem sugestão.
Ministério dos Transportes: Sem sugestão.

Conselho da República
No ordenamento atual é presidido pelo PR e é composto por:
Vice-presidente da República: Justino Pinto de Andrade.
Presidente da Assembleia Nacional: Albano Pedro.
Presidente do Tribunal Constitucional: David Mendes.
Procurador Geral da República: Luaty Beirao.
Antigos Presidentes da República
Presidentes dos Partidos Políticos
10 Cidadãos designados pelo PR

Conselho da Segurança Nacional
No ordenamento atual é presidido pelo PR e é composto por:
Vice-presidente da República: Justino da Andrade.
Presidente do Tribunal Constitucional: David Mendes
Presidente do Tribunal Supremo: Marculino Moco.
Procurador Geral da República: Luaty Beirao.
Ministros de Estado
E outras entidades indicadas pelo PR

Secretarias de Estado
Secretaria de Estado para os Direitos Humanos: Luísa Rogério.
Secretaria de Estado para a Saúde: Sem sugestão.
Secretaria de Estado para Educação: Patrice Batsikma.
Secretaria de Estado para Comunicação: Liberty Chiaka.
Secretaria de Estado para Cultura: Mbanza Hamza
Secretaria de Estado para Juventude: Pedrowski Teca.
Secretaria de Estado para Agricultura: Sem sugestão.
Secretaria de Estado para o Empreendedorismo: Sem sugestão.
Secretaria de Estado para a Família: Sem sugestão.
Secretaria de Estado para os Transportes: Sem sugestão.

PODER JUDICIAL
Tribunal Supremo (presidente): Marcolino Moco
Tribunal Constitucional (presidente): David Mendes
Tribunal de Contas (presidente): Sizaltina Kutaya.
Supremo Tribunal Militar (presidente): William Tonet.

Conselho Superior da Magistratura
No ordenamento atual é presidido pelo Presidente do Tribunal Supremo e é composto por:
3 Juristas designados pelo PR
5 Juristas designados pelo Assembleia Nacional
10 Juízes eleitos entre si pelos Magistrados Judiciais

PODER LEGISLATIVO
Assembleia Nacional (Presidente): Albano Pedro.

INSTITUIÇÕES PÚBLICAS
Banco Nacional de Angola (Governador): Adao Ramos.
Comissão Nacional Eleitoral (Presidente): Padre Pio Wakussanga.
Museus e Monumentos (Administrador): Levi Ala Malowing.
Conselho Nacional de Advogados (Presidente): Adriano Sapingala.
Junta Nacional de Sindicatos (Presidente): Alemao Francisco.
Instituto Nacional de Segurança Social (Diretor): Sem sugestão.
Embaixador de Angola junto da ONU: Jose Mavungo.
Instituto Nacional da Criança (Director): Ermelinda Freitas.
Instituto Nacional de Defesa do Consumidor (Director): Sem sugestão.
Serviços de Inteligência e Segurança Nacional (Director): José Gama.
Inspecção Geral do Estado (Director): Domingos da Cruz.

ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA
Embaixadas e Consulados
Serviços de Migração e Estrangeiros: Adolfo Campos.

Governos Provinciais (Papel de fiscalizadores).
Governo Provincial do Bengo: Sem sugestão.
Governo Provincial de Benguela: Jesse Lufendo.
Governo Provincial do Bié: Sem sugestão.
Governo Provincial de Cabinda: Pe. Kongo.
Governo Provincial de Kuando-Kubango: Sem sugestão.
Governo Provincial de Kwanza-Norte: Sem sugestão.
Governo Provincial de Kwanza-Sul: Sem sugestão.
Governo Provincial do Cunene: Sem sugestão.
Governo Provincial do Huambo: Angelo Kapwatcha.
Governo Provincial da Huíla: Manuel das Mangas.
Governo Provincial de Luanda: Jose Maria.
Governo Provincial da Lunda-Norte: Sem sugestão.
Governo Provincial da Lunda-Sul: Sem sugestão.
Governo Provincial de Malanje: Sem sugestão.
Governo Provincial do Moxico: Itler Samussuku.
Governo Provincial do Namibe: Sem sugestão.
Governo Provincial do Uíge: Sem sugestão.
Governo Provincial do Zaire: Sem sugestão.

Autarquias
Poder Autárquico. Começar do Município ao nível comunal.

 

Ambrósio de Lemos desconhece existência de planos de “Golpe de Estado” contra JES

Lisboa - A exclusão de dois principais   comandantes da Policia Nacional  do dossier do suposto “Golpe de Estado” em Angola, esta a reforçar a tese de que se está  diante de uma estratégia de diversão do regime destinada a incutir na mente popular de que os activistas recentemente detidos pretendiam destituir o Presidente da República, José Eduardo dos Santos.

Fonte: Club-k.net

Comandante-Geral  em contradição com o PGR

A conclusão é baseada em recentes posições do comandante-geral Ambrósio de Lemos e do  Comandante Provincial em Luanda, António Sita que revelam desconhecimento do assunto.

 

Logo após a detenção nos jovens, estes dois responsáveis foram interpelados por jornalistas e curiosos que enviaram-lhes mensagens telefónicas pretendendo saber do que estaria acontecer com os detidos.

 

Ambrósio de Lemos respondeu que não podia comentar porque a situação não estava sob o seu controlo. Por seu turno, o comandante de Luanda, António Sita  respondeu, as mensagens  dizendo que “estou em Cabinda, no óbito de uma irmã , não sei de nada”.

 

De acordo com precedentes históricos, o desconhecimento dos dois comandantes da Policia, em situação de golpe de Estado equivaleria desatenção das suas responsabilidades como guardiões da ordem publica, e seriam automaticamente exonerados pelo Presidente da República, que se alega estar com o poder ameaçado.

 Contradição com pronunciamento do PGR

O desconhecimento do assunto por parte dois comandantes, coloca por outro lado , o Procurador Geral da República, general João Maria de Sousa numa posição contraditória. Em entrevista a RNA, o PGR alegou que tomaram conhecimento do suposto plano de alteração da ordem publica através de uma denuncia chegada aos órgãos da policia Nacional.

 

“Como pode chegar uma denuncia de planos de golpe de estado a policia nacional, e o  comandante geral e o provincial não são informados”, questionou o analista Carlos Alberto apelando as autoridades angolanas a não fabricar acusações para prender e torturar os jovens conhecidos por realizarem manifestações pacificas   contra o abuso dos direitos humanos no país.

BP do MPLA desvaloriza versão da PGR sobre suposto "Golpe de Estado"

Luanda – O Bureau Político do MPLA realizou nesta sexta-feira, 26, sob orientação do Presidente José Eduardo dos Santos, a sua terceira reunião ordinária, para analisar assuntos relativos à vida interna do partido e à governação de Angola.

Fonte: Club-k.net

Partido no poder não deu importância ao assunto

Segundo uma constatação a maior novidade é que o órgão máximo do partido ignorou a versão da Procuradoria Geral da República, do general João Maria de Sousa que insinua ter estado em curso planos para destituição do governo e do Chefe de Estado.

Em conformidade com precedentes, como foi o caso do afastamento do general Miala, o BP do MPLA seria informado e com provas na mesa do alegado plano de "golpe de Estado" e de seguida iria tomar uma posição pública.

Ao ignorar as insinuações da PGR, este órgão partidário, segundo observações, deu sinais azo as argumentações segundo as quais a “invenção” serviu para desviar a opinião pública de outros assuntos como execuções do caso Kalupeteka e o não esclarecido empréstimo chinês.

De realçar que nesta reunião partidária, o Bureau Político dedicou-se a assuntos com mais sustentação apreciando o relatório de balanço das actividades desenvolvidas no âmbito do Plano Nacional de Desenvolvimento, durante o ano de 2014.

Concluiu que no decurso deste ano continuaram a ser dados passos significativos, no sentido da materialização dos grandes objectivos constantes do Programa de Governação do MPLA para o período de 2012-2017.

No concernente a vida interna, o Bureau Político apreciou a proposta de Metodologia Geral de Preparação e Realização do VII Congresso Ordinário do MPLA, bem como o projecto de Convocatória para o conclave. Recomendou que os referidos documentos sejam submetidos a próxima reunião do Comité Central do partido.

O Bureau Político apreciou, igualmente, o Plano de Marketing para o VII congresso do partido, cujo propósito é divulgar e mobilizar os militantes, simpatizantes e amigos do MPLA para a sua participação activa em todo o processo de preparação do evento, a acontecer em 2016. Ainda sobre o congresso, foi apreciado o Regimento da Comissão Nacional Preparatória.

O órgão aprovou a proposta de renovação de mandatos da direcção do Grupo de Mulheres Parlamentares, apresentada pela direcção do Grupo Parlamentar do MPLA.

Orgão do governo diz que Carbono exilou-se na Embaixada dos EUA

Luanda - Um dos suspeitos envolvido no grupo de cidadãos que planeavam subverter a ordem constitucional estabelecida em Angola, de que resultou a detenção de 15 indivíduos, refugiou-se na Embaixada dos Estados Unidos da América, onde pediu asilo político, soube hoje a Angop em Luanda. De acordo com uma fonte, trata-se de Dionísio Gonçalves Casimiro, mais conhecido por Carbono ( na foto).


Fonte: Angop

Na sequência de uma denúncia, a Procuradoria-Geral da República (PGR) esclareceu quinta-feira em comunicado os motivos da detenção de 15 pessoas suspeitas de prepararem rebelião contra órgãos de Estado angolano.


Durante as buscas foram encontrados, na sala onde o grupo se reunia, manuais de instrução e outros documentos, bem como escritos em cadernos com teores comprovativos das intenções criminosas.


No mesmo comunicado, a PGR refere que entre os documentos apreendidos constava um plano de composição de todos os órgãos do Estado para serem providos pelos "insurrectos" e por outras pessoas por eles indicadas para eventual governo de salvação nacional, pelo que o Ministério Público decretou a prisão preventiva dos suspeitos, após terem sido ouvidos em autos de interrogatórios de arguido.

“Carbono” desmente que se tenha refugiado na Embaixada dos EUA

Lisboa  – O rapper e antigo activista Dionísio Gonçalves Casimiro “Carbono” desmentiu informações postas a circular pelos órgãos de comunicação do executivo dirigido por José Eduardo dos Santos (JES) insinuando que ele refugiou-se na Embaixada dos Estados Unidos da América, onde pediu asilo político.

Fonte: Club-k.net

“Os bófias do MPLA estão a fazer um péssimo trabalho”

A reação do músico surgiu depois de os órgãos do governo terem convocado os seus analistas para falar do suposto asilo de “Carbono” Casimiro. Para reforçar o desmentido, o também técnico de informática publicou uma fotografia sua, na manha deste sábado, numa das ruas do bairro Nelito Soares, ao município do Rangel em Luanda.

 

Na mesma tonalidade o auto-dominado Movimento Jovem Revolucionário de Angola difundiu uma mensagem desmentido o boato dos órgãos do governo adiantando que “A aerdade é que o Carbono está a levar a vida normalmente porque decidiu não fugir de acusações de crimes que ele não cometeu.”

 

O MJR, acusa o aparelho de segurança do regime de mau trabalho “Os bófias do MPLA estão a fazer um péssimo trabalho para justificar o salário”

“Carbono” Casimiro esta afastado do grupo de jovens críticos ao governo angolano a cerca de dois anos, depois de ter contraído matrimónio. Apesar de estar afastado, as autoridades angolanas enviaram agentes que invadiram a sua casa, sem mandado de buscas, a fim de se confiscar o seu computador e outros materiais de informática. Na altura na invasão da sua residência o mesmo se encontrava no seu local de trabalho.

 

A conduta do regime angolano em   propagar a falsa informação de que o activista Carbono Casimiro teria se exilado na embaixada americana em Luanda, está a ser interpretada como uma estratégia destinada a associar os EUA ao suposto golpe de Estado contra JES.

 

Os Estados Unidos são conhecidos mundialmente por terem ajudado nos últimos anos a grupos internos a derrubar regimes (no Mundo Árabe) com condutas anti- democráticas semelhantes as praticas em   Angola.

 

Em meios competentes alega-se que a estratégia que visou incutir na mente popular estava em curso um “Golpe de Estado” em Angola serviu para causar sentimento de solidariedade ao Presidente JES que perante a versão do seu suposto “derrubamento”, seria visto como vitima de perseguição do ocidente e de embaixadas estrangeiras em Luanda.

 

O Presidente José Eduardo dos Santos tem sido criticado internamente por causa dos acordos não esclarecidos com a República da China, e também abalado com pressões internacionais sobre as execuções contra crentes da Igreja Luz do Mundo, desencadeada pela Policia Nacionais e Militares.

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