Lisboa – O ministro das Finanças de Angola, Augusto Archer Mangueira, é suspeito de ter “desautorizado” ordens do Presidente da República que proibiam a contratação da 'GEMCORP - Global Emerging Markets', fornecedora (de origem Russa) de medicamentos próxima a rede de interesses de um conhecido general do regime.

Fonte: Club-k.net

Empresa  contratada para fornecer  medicamentos 

Segundo fontes governamentais, a Gemcorp é a empresa que durante os últimos anos facturou em Angola mais de 5 biliões de dólares norte-americanos, fornecendo vários serviços e produtos, a diferentes instituições do Estado.

Com a entrada do novo Governo, a nova ministra da Saúde, Sílvia Lutucuta, denunciou ao Presidente da República, João Lourenço, que a Germcorp entregava produtos expirados e equipamentos absoletas.

O Ministério da Saúde não estava satisfeito com os trabalhos desta mesma empresa. A titulo de exemplo, os equipamentos e reagentes para teste do Vírus de HIV, que para todos os pacientes, os resultados davam positivos.

O Presidente da República, João Lourenço, orientou na mesma altura, neste caso, no princípio do ano passado em 2018, ao ministro Archer Mangueira, a cessão do contrato com a referida empresa.

Segundo fontes que acompanham o processo, “infelizmente os interesses pessoais falaram mais alto que o Titular do Poder Executivo”, uma vez que, passando este tempo mesmo depois da orientação, o titular das Finanças “voltou assinar com a Germcorp, insistindo junto ao Ministério da Saúde que deve ser a Germcorp a fornecer os equipamentos e os medicamentos, rejeitando todas outras propostas de empresas para solução do problema.”


Um ano depois, já nestes dias, a ministra da Saúde, desesperada, voltou alertar o Presidente da República que a Germcorp continuava a fornecer produtos a Saúde sem qualidade e muitas vezes expirados. 

O director da Unidade da Gestão da Dívida Pública do Ministério das finanças, Walter Pacheco – muito ligado ao ministro – é o principal interlocutor para manter a Germcorp, mesmo depois do Presidente da República ter orientado o ano passado a resolução do problema. Archer Mangueira e Walter Pacheco terão sido vistos em almoços com o CEO da Germcorp, Atanas Bostandjiev, gerando desconfianças sobre alegados favorecimentos.



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