Lisboa  - Mais de 50 títulos da literatura angolana estão patentes na primeira exposição de arte africana na Escola Americana de Lisboa (CAISL), enquadrada na Quinzena Africana para saudar o 25 de Maio, Dia de África.

Fonte: Angop


ImageEntre as obras expostas, contam-se as de Agostinho Neto, Óscar Ribas, Lopito Feijó, Uanhenga Xitu, Manuel Rui, Albino Carlos, Manuel Pedro Pacavira, Boaventura Cardoso e Ondjaki, oferecidas à escola pelo Ministério angolano da Cultura, no âmbito da sua visão na promoção da cultura africana junto dos jovens da referida escola.


Além de literatura, a exposição, inaugurada, quarta-feira, pela ministra-conselheira da Embaixada de Cabo Verde em Portugal, Cristina Pereira, abarca ainda cerca de 200 peças de escultura, pintura, tecelagem e cerâmica de Angola, Cabo Verde, Guiné-Bissau, Moçambique e São Tomé e Príncipe, uma iniciativa que a diplomata cabo-verdiana qualificou de "excelente", sublinhando a necessidade de ?mostrarmos a beleza da cultura africana? ao mundo.


A anteceder a inauguração da exposição, Pires laranjeira, professor da Universidade de Coimbra, especialista em literaturas africanas, dissertou sobre as literaturas africanas, o seu surgimento e condicionamento durante o período colonial., alertando os jovens para a importância de se interessarem pela literatura africana, que ?já é uma referência entre os estudiosos da área?.


Falando sobre o peso do texto na pedagogia infantil, Laranjeira abordou a relação entre os contos "Nós matámos o Cão Tinhoso, do moçambicano Luís Bernardo Howana, e "Nós choramos pelo Cão Tinhoso", do angolano Ondjaki, uma palestra assistida também por alguns doutorandos de Angola, Brasil e Moçambique, vindos da Universidade de Coimbra.


A Quinzena Africana na Escola Americana, iniciativa e organização da jornalista e socióloga angolana, Luzia Moniz, termina no dia 25 deste mês, e engloba ainda uma exposição de trajes e acessórios escolares africanos, a cargo da estilista angolana Eduarda Camenha.


Além do Ministério angolano da Cultura, o evento conta com os apoios da Câmara de Comércio e Indústria de Angola, das embaixadas de Cabo Verde, Guiné-Bissau e Moçambique, bem como da Associação Caboverdeanae do Escultor Maconde de Moçambique.


A CAISL, inserida no sistema de ensino da ONU, tem uma comunidade escolar de todo o mundo, com mais de 30 nacionalidades, entre as quais a angolana



DEBATE NAS REDES SOCIAIS:




DEBATE NO ANÓNIMATO: