Prezados Senhores,
Por favor sejam dignos e assumam as vossas responsabilidades como dever patriótico e em prol do profissionalismo.

Muito já se tem escrito, comentado, publicamente, em surdina, mas meus senhores a situação no Ministério das Relações Exteriores, sempre foi crítica, mas nunca atingiu proporções tais como as que se vêem verificando desde a chegada do ministro George Rebelo Chicoty.

Verdade seja dita e um excelente tecnocrata, mas e igualmente um incumpridor compulsivo da lei. Não se sabe, se influenciado pelos seus principais colaboradores, uma autêntica panóplia de indivíduos oportunistas, ambiciosos famintos em sem personalidade. Basta ver a maioria dos escolhidos para os cargos de direcção e chefia no ministério, sem perfil, sem passado profissional reconhecido nas áreas, são na maioria nomeações de conveniência para poder dar estatuto aos referidos funcionários subservientes e sem mérito.

O número de ingressos de funcionários na carreira diplomática e as promoções arbitrárias, feitas pelo ministro, ao ponto de entre outros casos, fazer ingressar na carreira diplomática, o seu actual director de gabinete e do director do Instituto de Relações Internacionais com a categoria de embaixador de carreira! Que garimpo.

O ingresso do director da direcção de administração e gestão do orçamento, como ministro conselheiro e no ano seguinte promovido a embaixador de carreira. Onde está a associação dos diplomatas se é que existe?

Recentemente, instalou-se o pânico, resistências e tráfico de influências no Ministério das Relações Exteriores, ao ser anunciada de forma muito restritiva a primeira lista de funcionários em idade de reforma, ou melhor já caducos na reforma, integrando noventa e nove (99) funcionários, para que os mesmos sejam reformados.

O processo de reforma como sendo uma garantia reconhecida pelo Estado aos funcionários públicos, nas situações previstas na lei, no ministério das relações exteriores este princípio não é respeitado pelo ministro chikoty.

A idade de sessenta anos (60) é o limite para que os funcionários do Ministério das Relações Exteriores passem a reforma, curiosamente, a lista em questão faz referência sem excepção, apenas a funcionários com mais de sessenta e quatro (64) anos. Onde estarão os sessentões que ainda são muitos e a maioria nada faz, apenas encontram-se escondidos na capa de diplomatas, adidos financeiros e administrativos, a usufruírem de chorudos salários nas missões diplomáticas e consulares no exterior.

Em situação normal, em que Angola não deve ser uma excepção, ou melhor o Ministério das Relações Exteriores, a maior parte dos Embaixadores, chefes de missões diplomáticas, Cônsules, chefes de missões consulares, já estariam na reforma a cuidar dos netos e das tias lá em casa com dignidade, e não estariam a fazer o papel ridículo que muitos continuam a fazer pelo mundo a fora.    

O Senhor Ministro Chikoty, em vez de andar por ai a fabricar diplomatas e a promover gente incompetente para os mais altos escalões da carreira diplomática, como embaixadores, ministros conselheiros, deve ser orientado a aplicar o estatuto diplomático que é claro, deve propor o plano de rotação de embaixadores ao Presidente da Republica, para se mandar para reforma os reformados se acabar com a pouca vergonha em que se encontram a maioria das nossas embaixadas e consulados, com embaixadores cansados, inaptos ou demasiado viciados.

Será que a associação dos diplomatas, não tem olhos de ver, não tem orgulho em ver a carreira diplomática dignificada, como muitas carreiras especiais em Angola têm lutado para o efeito. O porquê de se aceitar tantos caídos e incompetentes como embaixadores de Angola, de generais na reserva que deveriam dedicar-se a outras actividades ou a beneficiarem das chorudas reformas e não a ocupar os cargos destinados aos funcionários de carreira, em primeiro lugar.

Onde está a Associação dos Diplomatas, para sair em defesa da classe e mesmo solicitar a impugnação de muitos actos contrários a lei, no Ministério das Relações Exteriores. Tenham dignidade meus senhores, lutem para devolver a dignidade a classe, não se acomodem só em títulos e discursos de agitação, intrigas, especulações, hajam com base na lei.

Tenho dito.

 

 

 



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