Luanda - CARTA ABERTA A SUA EXCIA SENHOR MINISTRO DA DEFESA NACIONAL 

 

Nos éramos felizes mas não sabíamos.

Qualquer Mudança na Direcção dos órgãos do Ministério ou nas Empresas tuteladas significa melhorias de condições de trabalho e sociais dos seus trabalhadores, mas na verdade isso na Aerovia não acontece, passado que são três anos aproximadamente desde a nomeação do Sr. Director Geral da Aerovia Brigadeiro Carlos José Alfredo “jindumgo” esta Empresa foi transformada em uma unidade militar, conhecendo dos piores momento desde a sua criação, Agravada a esta situação, introduziu supostamente para o quadro da Empresa familiares do ex-ministro da defesa seus também (cunhada, genro, sobrinhos e irmã), sacrificando os quadros da empresa.

Este senhor Director Geral em nome do senhor Ministro cessante dizia sempre em bom-tom que tem orientações do senhor Ministro da Defesa Nacional de exterminar todos os trabalhadores cíveis, mesmos os militares ai colocados são tratados como animais embora sejam oficiais superiores.

Tudo começou com os cortes dos direitos e regalias sociais que os trabalhadores usufruíam (assistência medica e medicamentosa) na clínica privada do Alvalade a partir das receitas proveniente do aluguer do referido espaço.

Excia;

Desde a altura em que e nomeado o senhor Brigadeiro Carlos José Alfredo como Director Geral desta empresa, as coisas mudaram de mal para pior. Dizia-se que o senhor Joaquim Rodrigues da Conceição ex-Director Geral, não estava a dirigir correctamente a empresa.

Como o objecto social da empresa e construção de aeródromos e estradas o quadro técnico era composto de vários engenheiros de construção civil e de estradas, estes técnicos foram postos na rua por orientação do ex-ministro da Defesa Nacional (Cândido Vandunem), segundo o actual Director Geral.

As cosas começaram a correr mal, quando o instituto nacional de estradas de Angola (INEA) lançou o repto sobre a construção de um troco de estrada na província do cuando cubango em uma extensão de 190 quilómetros.

Para tal feito, havia necessidade de se deslocar para o local da empreitada um grupo de técnicos no sentido de fazer o estudo do local da obra, só que por desconhecimento técnico do senhor director meteu a carroça em frente dos bois, decidindo criar uma coluna comandada por ele com meios técnicos não adequados, para nosso espanto, tanto ele como os demais ninguém sabia o local da obra, posto no kuangar começou o dissabor na tentativa de alcançar o desejado não havia traçado de estrada só alguns atalhos em condições péssimas com muitas possibilidades de accionar minas e a destruição dos meios e de percas de vidas humanas a ponto de queimar uma giratória, a obra que supostamente seria feita em 12 meses já lá vão cerca de 2 anos e meio e só foi feito 40 quilómetros, isto e fruto da sua arrogância e de falta de humildade e interferência nas áreas que não entende, E só agora e que foi notado o erro, por isso estão a ser retirada os meios técnicos todos bastantes danificados.

Sempre que alguém notasse algo que prejudicasse os trabalhos ou talvez que viesse a manchar o bom nome da empresa, e se tentasse chamar atenção do Sr. Director, não seria bem sucedido porque ele sempre dizia e diz que “Eu sou o Director Geral”.

Quanto a admissão do pessoal para a empresa só admitiram os administrativos e não técnicos’ devido ao facto de os seus parentes não terem sido formados e sem especialidades, Somos a informar a sua Excelência que a Aerovia nos tempos remotos estava acima das empresas que hoje estão no topo, agora ela esta a decair aos pedaços apesar dos esforços feitos por alguns angolanos de boa fé, e sobretudo sua Excelência Presidente da Republica José Eduardo dos Santos no sentido de reequipar a empresa para um futuro melhor.

Excelência, somos muitos trabalhadores esperando pela decisão de um só pessoa, e que de ma fé faz da Aerovia a sua empresa, não queremos com isso dizer que não somos pagos, outro problema tem haver mesmo com os salários que não tem melhorado porque não temos trabalhos dignos, mas tudo isso por causa do Sr. DG, que não deixa que os técnicos desenvolvam as suas capacidades são logo inibidos, não há hierarquia na empresa porque por mais esforços se façam a decisão final e do DG, as competências dos chefes de departamentos nacionais e directores regionais são tidos como mal do emissor ao receptor. Durante o pelouro do EX – Ministro da Defesa Nacional o Director Geral só fez uma viagem de apresentação para as direcções Regionais, deixando tudo a Mercê do Director Geral Adjunto passados 3 anos de mandato o Sr. DG só fez uma visita de ajuda e controlo onde limitou-se apenas a criticar e ameaçar os responsáveis que ali se encontram, o que não e correcto, pois que não podemos cobrar do trabalhador o que não orientamos e ensinamos.

Excia;

Todos os trabalhadores estão muito descontentes com tudo isso que esta acontecer na aerovia, por isso pedimos a sua excelência que salve esta empresa.

E de salientar que a movimento muito estranho na conta da aerovia no Banco de Poupança e Credito na Direcção Regional Centro no Lobito, são depositados nesta conta varias somas de valores proveniente da Direcção Nacional de Administração e Finanças do Ministério da Defesa Nacional, que e imediatamente transferido para outras, será licito? Excelência os estratos não mentem.

Perante essa situação de quem e a culpa? Sugerimos um competente inquerido.

Por represaria do actual director, preferimos o anonimato.

Aerovia aos, 07 de Agosto de 2014.



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