As nossas cordiais saudações!

No passado dia 9 de Outubro, do fluído ano, o Club-K postou uma informação com o seguinte teor: Professor acusado de chamar estudantes de bandidas, na qual o docente Joaquim Trindade Kalumbondja-mbodja Ya Ndemufayo foi a figura primordial de todas as acusações, e, concomitantemente, a turma de Direito do 2º ano do Instituto Superior de Ciências de Administração (ISCAH) como vítima, falando de supostas “bandidas” e não de “bandidos”.

Estas declarações não sérias vêm manchar, não só o bom nome do docente em causa, já que em nenhum momento teria proferido, ipsis verbis, declarações de género, como também o bom nome da Instituição e do seu Director, como também o ilustra a primeira imagem postada que não tem haver, absolutamente, nada com a referida Instituição.

As informações e acusações que foram veiculadas são infundadas, fruto de um jornalismo cidadão irresponsável e incauto, que não é de responsabilidade da turma em questão. É, exclusivamente, da responsabilidade/irresponsabilidade de um ex-colega de turma Agostinho João (suposto jornalista do angolense) que, não aguentando as “pedaladas” do curso de Direito, por má fé, pós a circular a informação como seu cavalo de batalha.

A turma não só CONDENA, como também REPROVA, veementemente, as acusações postas a circular, que teve como base manchar o bom nome do docente, da turma e do Instituto Superior de Ciências de Administração e Humanas, que é um órgão comprometido com a formação de qualidade e eficiente.

De salientar que, o referido professor (pelo seu bom comportamento, como se de um padre ou pastor se tratasse), no seu bom humor e em jeito de brincadeira foi se engraçando pela forma como alguns estudantes sentavam (em forma de “ilhas”); e, verdade se diga, mais uma vez, de forma humorística teria mesmo chamando de bairro Kilamba, Pisa Nené e Fubú a este figurino. O que fez com que o nosso “turista” Agostinho João, num dos seus périplos ao Instituto deparou-se com aqueles dizeres e, acabou, não só por não entender a matéria leccionada, como também algumas brincadeiras em jeito de quebra-gelo.

Mas, é de entender, neste período do campeonato, em que as provas se avizinham e não tendo matéria nem arcabouço, a aflição do nosso “turista” Agostinho João e, talvez de outros seus seguidores por esta Luanda fora. Até se intitula de ter um estatuto de trabalhador-estudante, cujo regulamento caseiro nunca nos foi exibido e, pensamos que nem o Ministério do Ensino Superior o tem para com os estudantes “turistas”.

Por ironia da mentira veiculada, o referido professor não é e nunca foi docente da Universidade Lusíadas. Por outra, o ISCAH não tem e nunca teve a cadeira de Latim Jurídico… Para vermos a quantas anda de distracção e aflição o nosso ex-colega “turista”  e dormiente Agostinho João – “dormientibus non succurrit jus”!

Não menos importante, na qualidade de estudantes de Direito, gostaríamos alertar os colegas que, futuramente, queiram se juntar a nós para frequentarem este curso, dizer que o Direito não se faz de ânimo leve, com estatutos imaginários e nem com vida de turismo escolar.

Sejamos mais sérios e não procuremos bodes expiatórios. Que o ensino em Angola parece (para os menos aplicados) estar mal, todo o mundo sabe e até o estudante “fogueiro” e dormiente. Mas que nós, os estudantes temos que fazer mais esforços e mais leitura, isto só quem anda afincadamente nas lides da academia sabe e pode ter alguma ideia!

No entanto, a turma de Direito do referido Instituto, vem, por este meio, repor a verdade dos factos, e desde já, reiteramos as nossas sinceras desculpas às pessoas e às instituições lesadas, nomeadamente, a Universidade Lusíada de Angola e o Instituto Superior de Ciências de Administração e Humanas – ISCAH.

Ao professor ficamos sem palavras pela tamanha mediocridade do “discurso” emitido por Agostinho João que se faz passar pela turma MD, sala 1.5, da qual não poderia ser interlocutor ou porta-voz válido. Contudo, sublinhe-se o provérbio que diz: “só se lança terra a uma árvore que dá fruto. A estéril ninguém se preocupa com ela”.

Volvidos ao caso sub judice, dizer ainda que, não são aqueles os “ensinamentos” (a moda de Agostinho João) que nos têm sido transmitidos pelos nossos amados mestres na academia e menos é a linha editorial do curso de Direito no que concerne aos procedimentos administrativos - esgotamos primeiro a via graciosa…

Aos comentaristas do Club K pediríamos menos sensacionalismo ao abordarem ou comentarem as informações postas a circular quando não haver ainda o contraditório. Parabéns aos comentaristas sérios pelo vosso jornalismo cidadão, mas buscai acima de tudo a verdade.

E quanto ao nosso desinformador, Agostinho João, esperamos que a justiça se ocupará dele e a própria Direcção do Instituto venha a lançar mão pesada sobre o mesmo pelos transtornos morais criado aos demais. Quanto à referida turma, na sua pequenez de estudantes, tomamos as declarações do dormiente “cum grano salis”.

Luanda, 15 de Outubro de2014.

Subscrevemo-nos
Eduardo Soma Kapikeu
Turma MD, Sala 1.5
2º ano/Curso de Direito – ISCAH



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