Ucrânia – Estudantes bolseiros na Ucrânia vêm expressar o seu sentimento de preocupação e aflição que têm vivido no país (Ucrânia). Todos sabemos que o Executivo, a muito que se dedica na formação de quadros no exterior do país, atribuindo Bolsas de estudo, sendo muitos desses estudantes bolseiros por parte do Instituto Nacional de Gestão de Bolsas de Estudo (INAGBE), vulgo INABE.

Fonte: Club-k.net
Dir do Inagbe.jpg - 52.84 KBNós, estudantes bolseiros do INABE, na República da Ucrânia vimos por este meio apresentar a nossa insatisfação e consequentemente um DIREITO DE RESPOSTA pela publicação do dia (16-10-2014) pelo JORNAL DE ANGOLA e outra na manhã do dia (17-10-2014) num jornal não menos importante.

Em Junho do ano em curso, uma comissão chefiada pelo diretor do Inabe, Moises Kafala Neto, deslocou-se a Ucrânia e numa reunião informaram-nos que devíamos nos retirar da Ucrânia em duas semanas devido a situação de instabilidade política que o país vivia naquela época e sermos transferidos para a Federação Russa (Rússia) afim de continuarmos com os nossos estudos.

A situação de instabilidade política, não era boa naquele tempo e todo mundo sabia, mas devido a situação que o país vivia naquela época apoiamos a decisão do executivo em manter a nossa segurança.

Com o passar do tempo, as coisas não foram correndo como o esperado e o prometido pelo diretor do INAGBE Kafala Neto. Passaram-se três meses e nós ainda permanecemos na Ucrânia, sem registos de estudante, pagando as nossas próprias universidades mensalmente, pagando os nossos dormitórios, seguro de saúde, etc...

Agora, para vermos que a mentira é uma faca de dois gumes, mostrar-vos-emos, como o diretor Kafala Moises tem mentido na imprensa e a opinião pública:

Afirmou que “houve um pequeno atraso no processo, dizendo que os estudantes estão a inviabilizar o processo”. Isso não corresponde a verdade e é uma autentica falta de respeito para com os estudantes porque, o processo foi feito na altura em que eles pediram, primeiro com os estudantes que estão em Angola e só depois com os que estão na Ucrânia.

Disse que “os estudantes que estão a se recusar a deixar a Ucrânia, são os estudantes que já têm relações conjugais (vivem com mulheres e alguns têm filhos)”. Afirmamos categoricamente que isso é uma mentira, visto que nós os estudantes vivemos nos lares estudantis, onde nos mesmos não é permitido qualquer estranho dormir no seu interior. E mais, o regulamento dos estudantes bolseiros no exterior do país, não permite que estudantes tenham filhos, e se o Dir. Kafala afirma que muitos de nós temos filhos, porque que ele não seja o primeiro a cumprir os regulamentos da instituição que dirige e retira a bolsa de estudos desses tais estudantes?

Disse também que “os representantes do governo angolano conversaram com o governo ucraniano para a nossa retirada da Ucrânia”. Outra mentira, porque o próprio diretor Kafala, numa reunião com os estudantes em Ivano-frankivsk (Ucrânia) em Junho do ano em curso, orientou-nos a ir nas universidades e mentir que nós precisamos dos nossos documentos para irmos em Angola trabalhar e orientou-nos a não deixar de jeito algum que as universidades soubessem que nós seriamos transferidos para a Rússia. Até porque até a data de hoje as Universidades não receberam qualquer documento dizendo que nós já não estudaríamos na Ucrânia.

De ressaltar que, como disse o Dr. Kafala, dos 172 estudantes bolseiros na Ucrânia, 62 se encontram em Angola. Mas, Dr. Kafala Moises não lhe vale de nada afirmar da forma como afirmou a dar a entender a opinião pública que se 62 estudantes estão em Angola foi esforço do INAGBE ou da SAE, até porque todo mundo sabe que esses estudantes foram em Angola de férias (Férias de verão) como acontece todos os anos e uns preferiram partir para a Rússia a partir de Angola porque já previam o caos que se viveria se voltassem para a Ucrânia. E mais, alguns estudantes preferiram ficar em Angola porque o INAGBE, na pessoa do Dr. Kafala, alegou que quem voltasse para a Ucrânia perderia a bolsa e que ficaria por conta própria.

Quanto a resposta que deu sobre o complemento de bolsas, mais uma vez o senhor diretor foi infeliz na sua resposta. Afirmou que “O complemento de bolsa não tem atrasado e que houve simplesmente um período em que tardou a chegada de alguns valores de propinas, e que só atrasou por causa do embargo da Rússia”. Essa é a maior mentira que nós os estudantes já ouvimos. Como alguém pode mentir desse jeito?

A verdade é que, desde que viemos para a Ucrânia que as propinas atrasam. Todos os anos, as universidades nos cobram a nós estudantes porque os senhores da SAE (Sector de Apoio aos Estudantes), que sedia-se na Embaixada de Angola na Rússia (MOSCOVO), na pessoa do SR. Fernandes, se recusa a atender o telefone e responder os inúmeros e-mails que as universidades enviam para eles.

Este ano, nós estamos pagando as universidades com o nosso próprio dinheiro, porque as universidades  alertaram-nos que se não pagássemos seriamos expulsos da Universidade e teríamos 48 horas para abandonar o país, por sorte ou azar,  quando informamos isso ao Sr. Fernandes (SAE) ele disse que deveríamos ligar/telefonar ao Dr. Kafala (Diretor do INAGBE) e quando ligamos ao Dr. Kafala, ele nos disse que tínhamos que ligar ao Sr. Fernandes, ou seja, nenhum dos dois queria assumir esta responsabilidade, portanto, só nos restou tomar a decisão de pagar com o nosso dinheiro.

Visto que as aulas já começaram e já vai a dois meses, e eles dizem que a evacuação será daqui a duas semanas, como ficaremos posto lá? Será que as universidades Russas vão aceitar que entramos no meio do semestre? E como fica a situação dos estudantes que falam ucraniano?
São essas questões que o Dr. Kafala e o sector estudantil não consegue responder.

Por fim, nós estudantes exigimos mais respeito e esperamos que esse ano não sejamos prejudicados, visto que já é Outubro, e as aulas já decorrem a um mês. E caso formos a Rússia teremos o ano lectivo perdido, o que já será uma violação ao contrato feito entre o INAGBE e os estudantes porque o contrato é feito para 5 anos, com excepção dos cursos na área de Saúde e caso formos para a Rússia, perderemos mais um ano fazendo língua, e consequentemente com este atraso serão seis anos.

Ucrânia, aos 18 de Outubro de 2014



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