Luanda - Carta Aberta do colectivo de trabalhadores da empresa publica de aguas de Luanda

PARA: SUA EXCEL. MINISTRO DA ENERGIA E AGUAS

C\C: 5o COMISSÃO DA ASSEMBLEIA NACIONAL C\C: VICE PRESIDENTE DA REPÚBLICA

C\C: 1o SECRETÁRIO DO MPLA EM LUANDA

C\C: UNTA CO-FEDERAÇÃO SINDICAL C\C: SINDICATO DA EPAL.EP

ASSUNTO: ABAIXO ASSINADO COTRA O PCA DA EPAL.EP

greve.jpg - 47.97 KBO Colectivo de Trabalhadores da Empresa Pública de Aguas de Luanda, vem por intermédio desta Expor o seguinte:

Desde a nomeação do Sr. Leonídio Gustavo Ferreira de Ceitas ao cargo de Presidente do Concelho de Administração, a Empresa vem vivendo graves problemas internos (conflitos) provocados por uma gestão musculada sob o pretexto de fazer parte da Família Presidencial, e segundo o mesmo  ́ ́ Nem o Partido consegue me travar, podem queixar onde quiserem.

Retirou o poder executivo aos Administradores e criou a figura de Directores Gerais Adjuntos, constituído por um Clube de amigos, que tudo fazem para satisfazer os interesses individuais do Chefe, em desrespeito as necessidades colectivas de água por parte da População, Como resultado hoje estamos em presença de um Ciclo de Dificuldades que os mesmos não sabem como solucionar. Como ilustram os 4 pontos a seguir:

1o O Pelouro das Finanças alega não haver dinheiro, por falta de capacidade de cobrança por parte do Pelouro Comercial.

2o O Pelouro Comercial, alega haver fraca capacidade de cobrança pelo fraco fornecimento por parte do Pelouro da Distribuição.

3o O Pelouro da Rede e Distribuição alega que a sua fraca capacidade de fornecimento depende da fraca capacidade de Fornecimento pelo pelouro da Produção.

4o O Pelouro da Produção por sua vez remete a razão da sua incapacidade ao pelouro das Finanças, alegando que as finanças não estão a pagar os pedidos de compras de acessórios e sobressalente bem como a compra de novas Bombas. Razão pela qual se está a trabalhar com um número reduzido de Bombas, diminuindo assim a capacidade no fornecimento de água. Como exemplo a paragem total da estação do Kikuxi (Considerada Estrutura de ponta actualmente) que teve uma palatização total por 3 dias (de 7 a 9 de Setembro de 2014) por falta de um produto químico denominado Polímero, outro exemplo a citar é a estação do Kifangondo paralisou totalmente o fornecimento de agua do dia 9 á 10 de Janeiro e que só foi possível a sua recuperação com a caridade de um Cliente (CUCA BGI) que forneceu os acessórios e Equipamentos de manutenção. Com a primeira intervenção a agua só chegava até Cacuaco, foi necessária a segunda mão caridosa no dia 11 de Janeiro para a recuperação da segunda bomba.

Como vimos o 4o interveniente remete a sua incapacidade ao primeiro, fechando assim um Ciclo vicioso de dificuldades.

Como se não bastassem estes problemas, passa a maior parte do tempo fora do País, em caso de dúvidas queiram consultar o número carimbos de entrada em solo Europeu no seu Passaporte.

O pouco tempo que permanece em Angola, dedica-se a guerreiar com os seus colaboradores começado pelos Administradores até ao simples jardineiro.

A sua insensibilidade aos nos problemas leva-nos em crer que o mesmo tem um desvio de personalidade, porque nós não acreditamos que um Chefe de Família tenha coragem de estar sempre a viajar, hospedar-se em Hotéis Luxuosos, a sua família a comer e a fartar-se, quando Nós nem Salário nos paga, esquecendo-se que também temos barriga e Filhos a estudar. Como prova os Salários de Novembro só foram pagos no dia 24 de Dezembro, por pressão do Sindicato, esquecendo-se que as nossas esposas e filhos também precisavam festejar o Natal. Até hoje 13 Janeiro ainda não vimos a cor do subsídio de natal e muito menos o salário de Dezembro.

Transformou a nossa Cooperativa como sua propriedade Privada, onde nós os filiados não temos palavra, recebe subsídios materiais (viaturas Cisternas e os respectivos Fornecimentos de Agua a custo zero) e Financeiros, sem a Prestação de contas aos seus associados. Usa -o como forma de extorquir o dinheiro da Empresa. Agora com a febre dos Condomínios está a usar parte dos financiamentos dos Projectos para um suposto condomínio dos Trabalhadores, mostrando-se claramente como um parasita Hospedado na EPAL.EP

Gastou mais de meio milhão de Dólares para uma suposta fábrica de Agua Mineral, que até hoje não se vê nem o dinheiro e muito menos a Fabrica avaliada em um milhão de Dólares.

Com recurso ao dinheiro da EPAL, Criou uma empresa denominada CIPROEG, vocacionada a recolha de lixo, que para alem dos recursos financeiros também alocou recursos humanos, até hoje com mais de 4 anos de funcionamento, nunca justificou o dinheiro saído da empresa. Como prova até hoje é dirigido por um Quadro que devia contribuir com o seu saber a EPAL, de nome Fiel Constantino. 

Matem um Grupo de colegas pertencentes ao Departamento de Protecção e Segurança, na residência dos seus Pais como se de uma direcção da Empresa se trata-se.

Contrariando as orientações do Chefe do Executivo em relação a promoção e manutenção do emprego, orquestro um plano de despedimento em massa para 700 trabalhadores, que está começando sob o pretexto de documentação falsa e que depois irá evoluir para despedimentos indemnizados, que conta com o apoio dos seus parceiros portugueses e chineses. Esta situação está a provocar um sentimento de ódio que nós mesmos não sabemos o seu desfecho, porque coloca em causa a estabilidade dos nossos lares, que consideramos o elemento mais sagrado nas nossas vidas.

Para não nos alongarmos mais por muito que há de se falar a respeito e na qualidade de Trabalhadores e Cientes dos desafios do nosso Executivo do qual devemos fazer parte com espírito de alegria e confiança para uma Angola melhor, e embora reconheçamos o mérito de ser da nossa Comissão Sindical, que pelos actos só podem se comparar ao Maná que certo dia caio no deserto, hoje entendemos, que diante de muitos obstáculos impostos pela observância de formalidades o que atrasa somente as nossas pretensões, hoje nos sentimos melhor buscar esta via a ver se, se trás a paz social usando a presente.

Vimos por intermédio deste remeter a sua excelência a nossa manifestação de descontentamento com a actuação do Sr. Dr. Leonídio Gustavo ferreira de Ceitas, que em nossa opinião vai emperrado a solução dos problemas da nossa urbe  ́ ́ Luanda. Com toda consideração e respeito que devemos ao executivo, pedimos a EXONERAÇÃO do Sr. Dr. Leonídio Gustavo ferreira de Ceitas, para bem dele mesmo, da EPAL.EP , de Luanda e de Angola.

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