Luanda - O vice-presidente da CASA-CE, Alexandre Sebastião André, diz não se opor a uma eventual saída Abel Chivukuvuku da liderança da coligação partidária, depois de o Tribunal Constitucional (TC) o ter proibido de criar novos partidos no seio da organização.

Fonte: VOA

Em entrevista à VOA,o também líder do Partido de Apoio para Democracia e Desenvolvimento de Angola (PADDA), uma das seis formações políticas coligadas, afirma que o sentimento dos integrantes da CASA-CE é de manter a actual plataforma política com todos os seus órgãos.

 

Contudo, acrescenta André, se Abel Chivukuvuku decidir abandonar a agremiação política “o sentimento de orfandade dos que vão ficar será transitório”.

 

O vice-presidente ressalva, entretanto, que o recurso ao TC não visou o afastamento de Chivukuvuku, “mas procurar formas de diálogo com o presidente”.

 

Alexandre Sebastião André afirma concordar com o último acórdão do TC, que resultou de uma petição dos cinco partidos integrantes da CASA-CE no sentido de verem aclarada o que chamou de“mal interpretação dos princípios gerais que conformam uma coligação”.

 

Sobre a abortada criação de novos partidos pelos chamados “independentes” da CASE-CE, Alexandre André rejeita a ideia de que, caso fossem reconhecidos, teriam integração automática na coligação.

 

O também deputado assegura que as portas para a diálogo com Abel Chivukuvuku e os seus apoiantes estão abertas visando adaptar o acórdão à realidade da organização.

Chivukuvuku reage

Em reacção à decisão do TC, Abel Chivukuvuku garantiu que é e será “o presidente da CASA-CE”.

 

“A CASA-CE manter-se-á estável e funcional apesar do acórdão que afirma não ter sido “nem legal e nem respeitou os preceitos constitucionais”, reagiu Chivukuvuku em declarações a partir da Europa onde se encontra.

 



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