Luanda – Enquanto o país aguarda a efectivação, pela Assembleia Nacional, da proposta do pacote legislativo para a implementação das Eleições Autárquicas, pela primeira vez em Angola previstas para 2020, o jovem Arão Chicote António Capingãla (Chinda) manifestou durante uma entrevista concedida ao portal Club-K, o desejo de se candidatar às autarquias em Menongue, capital da província do Cuando Cubango.
Fonte: Club-k.net
Mestre em Direito Civil, pós-graduado em práticas jurídicas forense, o também advogado aspirante à autarca em Menongue, tem como lema do seu programa, caso a sua candidatura independente venha a ser aprovada, “Menongue na Vanguarda”.
O jovem acredita que Menongue, cidade que o viu nascer em Janeiro de 1986, carece de contributo da juventude que esteja à altura dos novos desafios que as autarquias proporcionam para o desenvolvimento do município e não só. “Num contexto geral, começaria por apontar insuficiências no sistema de saúde e educação como sectores chave para garantir o progresso de outras áreas”, frisou.
O futuro candidato diz ser preocupante ver Menongue pouco explorado no sector turístico e outras potencialidades que o município detém, inerente ao desenvolvimento daquela circunscrição de modos a garantir o bem-estar social e económico dos seus habitantes.
Todavia, Chinda é optimista em que as autarquias locais podem, sobretudo na comunidade onde este tenciona candidatar-se, resolver muitos problemas sociais básicos das populações pela descentralização dos poderes administrativos. “Não me sinto satisfeito com o quadro geral que o sistema do município apresenta. Portanto, com a minha dinâmica, imputes científicos, tendo os serviços localmente autónomos será possível materializar os interesses da população”, garantiu.
Há dois anos da data para a implementação de um novo sistema de administração local, as autarquias, o jovem advogado diz já estar orgulhoso por ser jovem e hipoteticamente concorrer a um pleito experimental que vai eleger autarcas, ou poder local em Angola, desde o alcance da independência, a 11 de Novembro de 1975.
“Desde sempre me preocupei com o desenvolvimento da província, particularmente o município sede. Contudo, será uma honra concorrer às autarquias de Menongue e pela primeira vez em Angola”, salientou.
Com intenção de apresentar uma candidatura independente, o nosso entrevistado garante gozar de uma popularidade e confiança, principalmente no seio da juventude de Menongue. “As pessoas conhecem-me e sabem do que sou capaz e do quanto me esforço para desempenhar com rigor e transparência as minhas funções autárquicas, tratando por igual toda a gente, independentemente das suas orientações políticas, ideológicas, religiosas ou outras”, alegou.
O filho de Menongue, vendo nas autarquias locais uma oportunidade de conquistar algum espaço nas esferas políticas de Angola, alega já ter concluído a elaboração do seu programa de administração para implementar àquela cidade, caso vença a corrida às eleições autárquicas em 2020.
História da cidade
A cidade de Menongue, antiga Serpa Pinto, é a capital da província do Cuando Cubango, actualmente “Terras do Progresso” e conta com mais de 320 mil habitantes. Narra a história que antiga capital do Cuando Cubango (Serpa Pinto), surgiu da pretensão de homenagear o explorador português, Alexandre Alberto da Rocha Serpa Pinto.
A nomenclatura de Menongue surge do seu primeiro rei, Mwene Vunongue, que actualmente é homenageado em função da continuidade do seu reinado bem como a procteção do seu túmulo. O seu povo, conhecido por van nganguela, sobretudo o das zonas rurais sobrevive da caça, da pesca, e da agricultura.
















