Lisboa - Estão a ser dadas como consistentes as versões indicando que as circunstâncias em que se alteraram os conselhos de administração das empresas da comunicação social, despertaram as suspeitas a volta da existência de dois poderes paralelos a comandarem os medias estatais em Angola, embora que em fase embrionária.

Fonte: Club-k.net

 Luís Fernando  irrita João Melo

Os dois poderes paralelos, resumidos em bicefalia, tem por um lado, o ministro Aníbal João Melo como titular da pasta da comunicação social e por outro lado, o escritor Luís Fernando como Secretário para os Assuntos de Comunicação Institucional e de Imprensa do Presidente da República.

 

De acordo com pesquisas, o exemplo mais concreto de sinais de bicefalia, estará a acontecer na TPA, depois da nomeação de Francisco José Mendes como Presidente do Conselho de Administração da empresa. Desde a sua nomeação, ocorrida a 17 de Outubro, Mendes passou a “reportar’” involuntariamente ao secretario presidencial, Luís Fernando. Sempre que tem duvidas ou deseja ver-se esclarecido sobre procedimentos institucionais, é a Luís Fernando a quem o novo PCA recorre.

 

Luís Fernando, é a entidade que se aplicou para a nomeação de Mendes, em circunstancias, em que o anterior PCA José Guerreiro e o ministro João Melo foram apanhados de surpresas quando acertavam os preparativos do 43o aniversario da TPA. Fernando, segundo versões convenceu o Presidente João Lourenço a assinar o decreto de exoneração do então PCA, a pretexto do conteúdo de uma reportagem da TPA, sobre o tema da corrupção, em que se  expos deliberadamente  as imagens de Francisco Higino Carneiro e Manuel Domingos Vicente, tido agora como o mais influente aliado do actual Presidente.

 

Depois de convencer o Presidente, o secretario presidencial, realizou, na tarde deste dia, sondagens para um substituto de Guerreiro junto de figuras que se manifestaram indisponíveis e por fim, acabou por indicar o nome de Francisco Mendes com quem trabalhou no Grupo Media Nova.

 

Na sequencia dos últimos ajustes dos conselhos de administração das empresas do sector, foi nomeado um outro aliado de Luís Fernandes, Rui André Marques Upalavela, para o cargo de Administrador Executivo para a Área Técnica das Edições Novembro, a empresa que tutela o Jornal de Angola.


Desde que se começou a verificar sinais de bicefalia, na comunicação social, alguns juristas em Luanda, começaram a levantar o debate da desnecessidade de um ministério da comunicação social, em Angola, uma vez que os órgãos de comunicação prestam contas ao ministério da economia como órgão governamental que acompanham as empresas públicas geradoras de receitas. O ministério da comunicação social, para além de ter a tarefa de propor nomes para os órgãos de direção, funciona na realidade como uma entidade de orientação ideológica das empresas do sector a semelhança dos departamentos de informação dos países comunista.

 



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