Lisboa - O ministro da Comunicação Social, Aníbal João da Silva Melo, revela estar na “contra mão” quanto as iniciativas de abertura do novo Presidente João Lourenço. A conclusão é apoiada no acto desta semana em que o PR abriu as portas do palácio para receber figuras da sociedade civil a quem o ministro recorreu as redes sociais “Twitter” para os adjetivar de “ativistas anti governamentais”.

Fonte: Club-k.net

Governante agarrado aos  discursos da era JES

As personalidades em causa são figuras que ao longo dos anos foram perseguidas pelo anterior  governo de José Eduardo dos Santos por defenderem o respeito pela vida, o fim das execuções sumarias e o combate a corrupção em Angola.

 

No dia anterior a recepção no palácio presidencial, o ministro João Melo através do twitter declarou que “o processo de distensão, abertura e diálogo político em Angola, conduzido pelo presidente JL, terá um momento importante amanhã. Ele vai receber algumas figuras da sociedade civil para conversar sobre a actualidade. Entre elas, alguns conhecidos activistas antigovernamentais.”

 

Na sequencia de criticas pela deselegância, o ministro, já no dia seguinte procurou justificar-se dizendo que “a sociedade civil não é uniforme. Portanto, haverá activistas pró e antigovernamentais. Ou neutros. Qual o problema? Ainda bem que é assim. Todo o governo precisa de crítica e oposição. O essencial, neste caso, é a decisão do PR de dialogar com todos os angolanos. É uma viragem.”

 

Rafael Marques de Morais, notabilizado pelas suas denuncias aos actos de corrupção em Angola, classificou de “fascista de espirito”, ao ministro João Melo, que há 10 anos não via alternativa a José Eduardo dos Santos.

 



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