Luanda - Angola viabilizou desde os anos 1990, com o surgimento da economia de mercado e fruto das transformações verificadas no cenário internacional com a queda do comunismo e as sucessivas manifestações da necessidade de mudança e com o advento de uma nova ordem internacional, a criação de Câmaras de Comércio, que tem servido de ponte para a maximização e optimização das vantagens comparativas reciprocas e de aproximação aos distintos empresários que conformam o mercado nacional, porquanto é premente e imperioso que estas instituições trabalhem e desempenhem funções em parceria com o Estado.

Fonte: Club-k.net


As Câmaras de Comércio e as Associações Empresarias, são ferramentas dos tempos modernos que como fruto da interdependência e complementaridade das economias reforçam os laços económicos e comerciais entre o nosso país e o resto do mundo.


Estas instituições devem trabalhar conjuntamente com as entidades governamentais, no sentido de divulgar a imagem de Angola no exterior, os programas e as reformas nacionais nos mais diversos domínios, que incidem no sector político, económico e social, com vista a melhoria do ambiente de negócios. Por outro lado, enfatizar a simplificação e desburocratização dos procedimentos relacionados às importações e exportações, e as reformas no sistema de justiça e a liberdade no repatriamento dos dividendos dos operadores económicos. Estas acções conjuntas poderão gerar primeiramente confiança e segurança aos investidores internacionais, que poderá estimular a atractividade a nível nacional.


A organização de acções de promoção comercial como visitas de compradores estrangeiros para o país, missões prospectivas e empresariais em mercados prioritários para as exportações de Angola, fóruns empresariais e participação em feiras internacionais para exposição dos produtos nacionais, são elementos fundamentais que poderão estimular a captação de investimento.


Aqui devemos reconhecer a importância dos mercados regionais, aonde as empresas angolanas, poderão exportar os seus produtos e com fortes possibilidades de obtenção de lucros.


Para que se estabeleçam relações comerciais entre fornecedores e produtores, são necessárias informações seguras dos envolvidos e isso é um serviço que as câmaras de comércio se encarregam de fazer, e a partir daí estabelecer contactos com as partes interessadas, podendo ainda prestar auxilio sempre que houver a necessidade. São todas estas características aliadas ao desenvolvimento que se transformam em fortes aliados dos países no interesse do bom andamento de seus empreendimentos.


As instituições públicas e privadas, com vínculos no estrangeiro e vice-versa, devem desenvolver a diplomacia comercial como estratégia de inteligência para captação de investimento externo para Angola, tendo em conta que os diplomatas e/ou encarregados de negócios, devem promover medidas de apoio aos investidores com vista a atrair o Investimento Directo Estrangeiro, disponibilizar informações credíveis e neutras sobre oportunidades de negócio em Angola, satisfazer preocupações estratégicas, sobretudo em casos de conflitos, e maior facilidade de encontrar parceiros de negócio.


No quadro das atribuições da nova Agência de Investimento e Promoção das Exportações (AIPEX-ANGOLA) que tem a grande tarefa de fomentar as exportações angolanas e captação de investimento estrangeiro, deve estreitar uma relação de proximidade com as câmaras de comércio e associações empresariais, no sentido de identificar potenciais investidores para o país.
Recentemente uma Delegação Ministerial em conjunto com à Câmara do Comércio e Indústria de Angola e vários grupos empresarias participaram na Expo Shanghai, e está em preparação a participação na Feira Intra-africana do Cairo, onde mais de 30 empresas nacionais se farão presentes.

A participação de Angola nestes eventos reveste-se de especial importância a nível estratégico, proporciona a exposição de produtos nacionais, o fortalecimento das relações comerciais através dos encontros presenciais, procurar novos parceiros e distribuidores, fechar negócios e acordos de parceria. Em sede dos contactos efectuados é fundamental que as associações empresariais, câmaras de comércio, façam um acompanhamento dos contactos efectuados na Feira, por forma a poder medir os contactos feitos nestes eventos. Estas iniciativas, poderão catapultar a entrada de investidores estrangeiros, que poderá estimular a economia nacional e fomentar o emprego nos mais diversos domínios e concomitantemente diversificar a economia nacional.


Para melhor compreensão dos fenómenos que incide na estratégia do Chefe do Executivo angolano na difícil missão da promoção da diplomacia económica, virada para captação de investimento externo, deve existir esforços e coabitação de responsabilidades a todos órgãos que concorrem para o efeito.

Terêncio António, Docente Universitário.



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